quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Aquele do "O respeito deveria ser mutuo mas, é condicional!"

 Vamos lá. Primeiro, eu não quero ter razão (nunca quero!), não quero trazer ou estimular qualquer verdade e muito menos servir de muleta ou ajudante para qualquer pessoa que possa ler esse texto. Aliás, se você chegou aqui, é por algum motivo que não exatamente algo que forcei - mas ainda assim, agradeço muito por estar aqui, lendo essas palavras.

Não faz muito tempo, escrevi um texto no qual eu descrevo minha visão sobre o que é comum chamarem de "esquerda brasileira". Sim, existem alguns partidos que se colocam exatamente nesse posicionalmente e eles tem algumas características governamentais bastante peculiares, e não estou "achando" nada, apenas analisando como cidadão e jornalista que sou, o que vi acontecer nos últimos anos e que esses partidos eventualmente (ufa - apenas eventualmente) estiveram no governo.

O que se chama de esquerda no brasil, eu chamo de partidos do "sou do contra" a tudo, menos ao meu pensamento. Ou seja, eles nunca escutam nada nem ninguém que não seja um dos líderes de cabeça de partido. Sim, é mais ou menos como os mórmons - não adianta dizer que pode ser diferente, eles vivem num mundinho tão medíocre que só acreditam naquilo. Sim, já fui mórmon e pude ver vida fora do fanatismo mórmon.

Então, eis que a maior cidade do país está prestes a ser governada mais uma vez pelo lado sedutor da força. Sim, se você leu meu texto anterior saberá do que estou escrevendo mas se não leu, a ideia é que, o lado "esquerdo" da história, é algo extremamente sedutor. Sim, ele seduz com promessas que nunca serão cumpridas. Ele seduz com movimentos que não atingem sequer o senso comum. Ele seduz com ações populistas que só ajudam uma parte da sociedade - lembrando que, a sociedade deveria ser conduzida para algo mais igual e menos separatista. Alias, separar para lados opostos é exatamente parte do processo de sedução desses partidos.

Mas ok, cada um faz o que quer e claro, cada povo tem o governo que merece, assim se dá a democracia, não é mesmo? É... No Brasil, mais ou menos!

Porque eu questiono a democracia brasileira?

Hum, dividamos em duas partes:

- conceito de democracia: este ok, acreditamos nesse sonho e usamos todas as ferramentas para eles, ou seja, usamos o voto como poder cidadão de escolha, usamos os 3 poderes independentes entre si e por aí vai.

- prática da democracia no brasil: mesmo com mais de 30 partidos, escolha entre 2 ou 3. Um sempre será o matador de pessoas e o outro o salvador. Um sempre vai defender A e outro B. E como assinar embaixo uma democracia na qual, as mazelas sociais são fatores determinantes para a escolha de candidato A, B ou C? Como considerar a democracia numa nação de mais de 208 milhões de habitantes, mais de 100 milhões de eleitores e destes números uma boa parte que passa fome e se vende por necessidade por migalhas?

Sim, sim, sim, não me venha com essa de democracia. O que acontece é que o povo precisa, e quando precisa, acaba escolhendo pelo amor e não pela razão. É como o marido que escolhe a amante, deixando a razão de lado e vivendo aquele amor, aquela paixão momentânea. Em alguns casos, ele se arrepende, mas aí, eu sempre torço que seja tarde demais!

Estamos prestes, e não duvido disso, a assistir a ascensão de mais um partido da "esquerda" na maior cidade, maior capital, enfim, na maior economia municipal, quiçá da América Latina. Sério, eu agradeço todos os dias ao povo do sul, que tem consciência e pode eleger qualquer lixo, mas não esse lado.

Felizmente aqui, nem segundo turno teremos. 

Lá, a escolha será feita por eles. Gostaria muito que, de qualquer forma, nossa fronteira fosse fechada e os cidadãos de lá não pudessem correr para cá, quando o circo começar e pegar fogo. E vai pegar.

O que está em cheque não é apenas a questão partidária. O que está em cheque é todo um novo desenho social, no qual, discordar não é apenas o seu direito, mas sim, uma grande ofensa. Eles não sabem ouvir um não como resposta. Com eles, não há diálogo, e sim, um monólogo, do qual, ou você participa e angaria mais ovelhas para o rebanho, ou cai fora e assiste calado a tudo que vier. 

Aqui no Paraná, o ultimo governo dessa linha fez coisas extraordinárias: distribui leite para deus e o mundo com dinheiro dos impostos, tirou a conta de luz de uma zilhão de pessoas a critério populista, afrouxou o combate ao crime, os número eram muito maiores e a conta demorou a ser paga... Ele andava de cavalo, cavalgando na confiança dos que nele votaram, mas ainda assim, tentando tornar os seres pensantes e meros cordeirinhos. E muitos, se tornaram.

As perdas serão muitas. Infelizmente, isso fará parte do jogo e apenas quando já foi meio tarde, eles vão acordar para isso.

Quem conhece sua história, não está mais condenado a repeti-la. Nesse caso, seduzidos por cantores, atores e uma classe de influenciadores, vão cometer mais uma vez o mesmo erro.

Fica a pergunta minha: falta de conhecimento ou excesso de confiança?


#abraçodoLG 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Aquele do "Que culpa tenho eu, oh jubiloso deux?"

Essa pergunta não sai mais da minha cabeça. Quando naturalmente eu faço alguma merda, e faço as vezes, eu tenho como costume assumir o que eu fiz. E assim, vou seguindo. Mas, tem coisas que hoje em dia me fazem eu me sentir o maior culpado mas que na verdade, eu não sei ao certo como lidar com essas situações em geral. Vamos lá? Prepara a vara verde pois acho que, a partir desse texto, devo apanhar muito. Mas não me importo não, pode bater à vontade!

É uma questão bastante importante para mim!

Vamos lá, que culpa tenho eu se, por algum motivo os índios foram massacrados, dizimados, maltratados, mortos ou qualquer outra coisa assim? Eu nasci em 1977 e desde então, eu não me lembro de ter feito qualquer coisa ruim para qualquer índio. Nunca cometi qualquer ato que sequer pudesse prejudicar um índio. Eu tenho respeito por eles, quero que eles tenham tudo que devem ter, e sejam respeitados por todos nós. Mas, não me culpe se tudo não foi assim como deveria ser. Infelizmente nem sempre é!

Mais ainda, porque preciso me sentir culpado por todas as dores do mundo?

Sim, eu nunca escravizei ninguém, eu nunca sequer destratei qualquer pessoa por sua cor, por sua crença, por seu status social ou qualificação, não, isso nunca passou por minha cabeça, isso nunca foi aceito por minha pessoa. Eu sei que tem gente que faz isso mas essas pessoas precisam ser punidas severamente. Eu não!

Eu não preciso me sentir culpado por isso tudo. Eu simplesmente fico meio chateado com essa situação que me fazem passar como se eu fizesse parte de um mundo a parte o qual só sabe ser racista, discriminador, sociopata, homofóbico, essas coisas.

Agora, todos querem me obrigar a andar, sentar, comer, falar, rezar e todos os outros verbos do meu dia a dia de acordo com uma cartilha escrita por quem? Sério mesmo? Pegue o código penal e qualquer outra lei brasileira e você descobrirá que este cara que escreve aqui, a única coisa que ele faz e pode ser um crime ou uma contravenção, de acordo com o "tamanho", é dirigir acima do limite de velocidade numa estrada, quando posso ainda, nunca o faço de forma idiota, colocando a vida de outras pessoas em perigo.

Quem me conhece sabe ainda mais o que estou falando, quem não me conhece e quiser, é só chamar, para uma bera ou para um churras, só não me chame para ir na igreja, eu respeito que você vá, mas eu não vou.

Eu, literalmente respeito tudo, respeito raças, respeitos escolhas, respeito religiões. Mas, não sou obrigado a sair dizendo que acho tudo bonito. Eu respeito todos os que tem escolhas sexuais diferentes das minhas, mas nem por isso saio elogiando. Ser neutro não basta? Vão à merda!

Eu respeito todas as religiões, mas não vou sair dizendo que elas são boas. Ser neutro, não basta? Vão à merda!

 Eu respeito todos os lados partidários. Ser neutro, não basta? Vão, mais uma vez à merda!

Sim, resumindo: eu sou ateu, alto, magro, branco, heterossexual, privilegiado por ter estudado... O que mais devo me arrepender de ter conseguido/feito/me tornado?

Afinal, se então eu preciso ser o que vocês querem, porque vocês eventualmente não pagam minhas contas e meus boletos? Por qual motivo e tenho que ser igual a você se eu não concordo com você? Não concordar não significa que vou te desrespeitar, e sim, que não concordo. 

O mundo deveria ser feito dessas diferenças, que são saudáveis e não desse esquerda-direita que vem tomando conta de tudo. Não posso mais contar piadas, não posso mais contar histórias, não posso mais conversar com alguém sem ter que me preocupar se é bolsomínio ou lulopetista. Pois cada um desses é trouxa o suficiente para permitir que a razão dê lugar ao estereótipo mais imbecil do ser humano: a raiva e a desinteligência.

Enfim, não consigo mais ser o hipócrita que eu sempre fui. Quero sim que todas as religiões acabem, quero sim que o partido dos trabalhadores morra e que todos aqueles extremistas de esquerda vão com ele, quero sim que todas as escolas nas quais os professores interferem na formação sexual/política/social seja extintas, quero sim.

Quero ver um mundo mais heterogêneo no sentido das liberdades. Sim, eu quero pensar sem ter que me preocupar se você está preocupado com meu pensamento. Desde que meu respeito por qualquer pessoa seja um respeito verdadeiro, não vejo motivos para ser assim.

Eu não vou apoiar nunca esse movimento politicamente babaca, no qual separam brancos de negros, homos de héteros, crentes de ateus. Vocês, não conseguiram me convencer disso, não mesmo. Vou sempre pensar em todos, como todos, mas nunca me obriguem a pensar como qualquer outra pessoa, pois, pelo bem ou pelo mal, eu tenho a capacidade de pensar, e pensando, tenho a capacidade de agir e agindo, tenho a capacidade de dizer não, seja a quem for. 

#fui

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Aquele do "O pior já passou..."

 Ufa, felizmente, o pior já passou. Não era mais possível ficar rindo sem parar. A barriga dói muito, de tanto dar risadas. O período de campanha eleitoral no brasil e em curitiba, é melhor que qualquer show de humor. Candidatos a prefeito e vereadores são os mais engraçados do plante todo. Esse ano em específico, o pouco que assisti, me dava crise de risos.

Felizmente, acabou!

E o saldo é tão negativo quanto minha conta bancária. Ok, tivemos ganhos importantes, afinal de contas, não teremos mais aqueles vereadores dos animais de rua, mas ainda teremos os radialistas desempregados que vão atuar como vereadores. Sim, eles conseguiram. Tomara que trabalhem para o povo, afinal de contas, eles mais do que ninguém sabem muito bem o que tanto precisamos para essa cidade.

Para prefeito, não tinha muito o que fazer, o rei do asfalto conseguiu de novo. Sim, aquele que pouco fez em 4 anos, conseguiu se perpetuar. Nem mesmo as promessas de que as invasões não seriam desapropriadas, fizeram um candidato subir, muito menos os cargos comissionados que outro candidato, mesmo sem saber, prometeu acabar e converter em dinheiro aos professores, convenceu. 

E teve ainda aquele que queria pegar rabeira no presidente, mas que nem isso ajudou a decolar. A vitória do tio das santas de todas as Curitibas, foi acachapante. Ele arregaçou no primeiro turno, mostrando que o curitibano não quer aventura, quer se ferrar mesmo, pois nem a chance para os outros deu.

Voltando para aqueles que vão trabalhar para nós cidadãos, hahah claro que não né! Mas, houve uma renovação na casa de 40 e tantos porcento. E o que eu tenho com isso? No ultimo pleito, houve renovação parecida e curitiba continua a mesma porcaria que estava antes, os vereadores trabalharam como sempre fazem, por minorias e interesses próprios, o transporte coletivo é aquele lixo de sempre, os postos de saúde funcionam mas o fazem de forma orgânica, enfim, tudo continuou igual, igualzinho, a diferença é que agora, haverão rostinhos novinhos. 

Mas, o carro com gasolina paga e os salários serão bem parecidos, aliás, se os atuais reeleitos e os que perderam não aprovarem aquele aumentinho básico.

Enfim, é isso, pelo menos essa etapa democrática da qual não participo, acabou. Ufa!

Podemos voltar a vida normal, quer dizer, ao covid normal!!!

#fui

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Aquele do "Dou de ombros para isso..."

 Ok, senhores leitores e senhoras leitoras, eu assumo, estou sendo criticado e muito. Mesmo evitando falar sobre esse assunto por considerar melhor o menor desgaste, eu ainda me encontro em situações nas quais acabado esquecendo de minha promessa e volta a falar a respeito. E não poderia ser outro senão o pleito eleitoral e a política de nosso país. Sim, essa que a gigantesca maioria quer que eu converse mas que, após participar como eleitor e como candidato a vereador, eu afirmo categoricamente que não me faz o menor sentido.

E porque o poder do meu voto não faz o menor sentido para mim? Você tem tempo?

Ah, vamos de resumão, afinal, resumão é uma das características do brasileiro nato. Sim, leitores e leitoras, é isso mesmo, e acho até pertinente que você discorde disso, afinal de contas, é assim que se constrói o pensamento, né? Mas o brasileiro é sim meio preguiçoso. Veja bem, se ele pode cortar caminho passando por um gramado que não seja dela, tenha a certeza, ele fará!

Se ele puder burlar um sistema que emprega milhares de pessoas, paga os impostos e custa bastante, ele vai burlar o sistema e comprar a caixinha. Eu não critico, mas como já fiz parte desse sistema também, sei o quanto isso acaba custando para alguém.

E com a político, pelo menos o que eu posso observar das pessoas que me cercam, essa preguiça se mostra bastante latente. Sim, afinal de contas, como podemos escolher de alguma forma um candidato x ou y considerando os vídeos e as mensagens que recebemos no whatsapp? Informações soltas, vazias e que muitas vezes, senão na maioria das vezes, só são transmitidas pelo filtro do transmissor. Ou seja, já partimos da preguiça de conhecer apenas um lado. E isso acontece só aqui? Não, tenha certeza que não, mas diferente dos meus amigos jornalistas, eu não vou me colocar como especialista em política norte-americana, não seria prudente. Aliás, não é prudente sequer consolidar informações de outra grande região do Brasil, pois nosso regionalismo interfere até nesses modelos. Não se vota aqui, com os mesmo critérios de escolha que são utilizados no nordeste. Outras realidades, outras necessidades, outros posicionamentos.

Bom, aqui entra o meu grande desgosto em relação a ser ou não um ator político nesse sistema eleitoral. Democracia?

Ora, ora, como acreditar e sonhar com uma "democracia" em um país que tem mazelas sociais de grande monta? Como acreditar no voto popular quando, por ou para atender determinadas demandas sociais, a mentira come solta? É sério, isso precisa vir à baila, um dia!

Vamos pegar o pleito de 2020 em Curitiba. Ainda há candidatos, mais que 1, prometendo "passe-livre" para estudantes. É simples o raciocínio, ou deveria ser na cabecinha dos eleitores:

Se o sistema custa, R$ 4,50 por pessoa, e nesse valor estão contabilizados os salários dos motoristas, cobradores, funcionários, mecânicos, RH, enfim, uma gama de trabalhadores, além da infraestrutura - garagem, oficinas e mais, além dos veículos, combustível, mecânica, depreciação e tudo que envolve o transporte de gente, incluindo aí os impostos, que incidem nessa cadeia logística toda - INSS dos funcionários, FGTS, PIS, COFINS, IPVA, e blá, blá, blá.... OK! Como você pode então, isentar um grupo expressivo de usuários? De onde virá a contra partida necessária? Afinal, dinheiro não costuma cair do céu, pelo menos não tem caído em Curitiba... Vai pagar a conta como?

Ai, outros tantos candidatos, na onda da estiagem, resolver que a prefeitura vai trabalhar para manter os mananciais da serra para que nunca mais ocorra falta d'água, e aí, eu me pergunto, se os mananciais estão em outro município e a divisão territorial de municípios está prevista em lei e cada qual com sua jurisdição, como um candidato pode afirmar que fará algo que, no máximo, ele pode convidar outros prefeitos para conversar? Ou alguém acredita que Curitiba tenha grana suficiente para mandar tratores e funcionários para outro município, para trabalhar? Mal temos dinheiro para deixar Curitiba bonita como já foi um dia!

Voltando ao foco principal, e tentando não ir muito longe, como ainda tem gente que vota na promessa de esgoto, calçadas e ônibus vazio? Esgoto não se vê, não dá voto - nenhum candidato vai zerar o esgoto a céu aberto pois, com ele, as pessoas ficam doentes, logos os postos de saúde e hospitais, ficarão cheios e para isso, as pessoas vão usar os ônibus lotados, em horário de pico, para chegar cada vez mais cedo nas filas.

O pai que sai pra trabalhar as 5h, 6h da manhã, não tem vaga na creche, mas creche só rende votos se for promessa de campanha, ou seja, lá se vai mais uma promessa que, é sempre promessa, nunca ação. A lista é longa, há muitos exemplos. O passe-livre, o metrô, acho que o metrô esse ano não entrou na campanha... Aí tem o que promete segurança pública, e aí entra a grande piada pois, se o país for seguro e pode ser, como esse candidato vai ser reeleito? 

Outra, que acompanhei em partes durante a vida, foi a chegada de gente de fora de Curitiba, trazidas por cabos eleitorais, e que formaram num primeiro momento os bolsões de invasão, tornaram-se máquinas de votar... Felizmente hoje em dia a grande maioria tem a liberdade de votar, mas antes, era meio complicado.

Com tudo isso, realmente eu devo ainda acreditar que meu voto fará diferença?

Não!

Então, eu quero ver mudanças nesse sistema para então, reavaliar se participo dele ou não. Da forma como está, eu vou pagar a multa e me sinto bem assim, com a sensação do dever cumprido!

#lg

sábado, 31 de outubro de 2020

Aquele do "Analfabetismo funcional da esquerda sedutora..."

 Eu escrevo aqui nesse blog que o maior problema desse país é sua esquerda sedutora. Não apenas ela é sedutora, envolvendo pessoas que tem uma carência emocional em participar de causas que muitas vezes nem ao menos sabem o que é. Mas ainda mais, por essas causas de alguma forma irem à favor dos descamisados e menos abastados. Mas chega uma hora que burrice chama atenção e aí, é de se questionar se amigos e amigos de amigos realmente estão agindo com alguma razão ou apenas estão se alimentando de fatos criados e inverdades ignorantes.

Foi dito, pela rede bobo de televisão e todas as outras redes de linha canhota que o atual governo, o qual eu sou contra, que o SUS seria privatizado.

Eu não tenho rabo preso com ninguém, até se alguém me pagasse legal eu pensaria, pois as contas estão chegando e eu continuo desempregado mas ok, ainda prefiro meu orgulho.

Observe abaixo, se você for da esquerda analfabeta funcional eu posso te ajudar a entender, beleza, uma foto, já que texto vocês não entendem, do decreto:


Pesquise na internet, Decreto 10.530 de 26 de outubro de 2020.

A esquerda sedutora, no melhor exemplo do cachorro do seria Os Simpsons, só entendeu um bla, bla, bla, bla, bla.... Mas como eles não sabem ler, eles não compreenderam que o processo era de criar um estudo para ver a viabilidade de se criar parcerias público privadas as quais iriam construir, modernizar e operar unidades básicas de saúde. BASICAS de saúde.

Esquerdopatas ignorantes, vou relatar uma coisa que talvez vocês tenham preguiça de estudar:

Sou voluntário num hospital, que atende apenas e exclusivamente SUS, o qual é referencia em cirurgias eletivas, de emergência e trauma em Curitiba. E pasmem vocês, ele é privado. E essa parceria foi criada a muito tempo, ou seja, tem um hospital privado, que atende pelo SUS de graça e que não está matando ninguém, está ao contrário, usando sua estrutura organizacional e administrativa privada, que não aceita mandos e desmandos ou micropoderes de funcionários públicos, e com isso consegue ser eficiente.

Para mim, esse governo atual poderia se explodir, estou cagando se é de direita ou de esquerda, estou me fodendo se é messias ou enéas. Não quero saber se é fernando, seja collor ou cardoso, mas sim, queria ver essa nação sem essa briga idiota que só ferra a minha vida.

O SUS como está custa um dinheiro alto demais para ser ineficiente nas mãos dessa cambada de funcionários públicos. Aqui em Curitiba temos exemplos claros de como os Privados operam muito melhor o "nosso dinheiro". E olha que nossas unidades de saúde básica até são bem cuidadas pela prefeitura, mas com certeza seriam sim bem melhor por empresas privadas.

Para finalizar, vamos fazer o seguinte:

Quando qualquer governos, de esquerda, centro ou direita publicar um decreto, faça o seguinte, leia. Se não souber ler, como os esquerdopatas, peça a um adulto que desenhe, fica mais fácil de entender, né. Se até a bíblia, o livre que engana mais trouxas no mundo afora tem versão ilustrada, porque não poderíamos ilustrar um decreto para um esquerdopata ignorante, ou um cento burrista ou ainda um direit-asno?

E não venha falar em fakenews, ok, o link para o decreto original está aqui, para que você possa aprender algo: Decreto de Privatização do SUS

#fui

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Aquele do "Acreditar para que? É difícil tentar enxergar uma perspectiva..."

 Bem, senhores e senhoras, o texto de hoje talvez tenha um pouco de acidez, afinal de contas, até mesmo na comida precisamos de acidez. Mas hoje eu tirei um dia para pensar na vida. Até fui para minha atividade laboral mas resolvi voltar para casa antes. Cheguei, lavei a louça que meus filhos deixaram na pia (sim, eles ainda não lavam sozinhos...), coloquei água para esquentar e como nunca antes na história desse país, eu me sentei à mesa, liguei meu laptop e ainda como há tempos, fui dar uma zapeada nas notícias. 

Claro que isso com um café pronto, numa caneca que mais parece um balde, ao estilo "Friends", que sabe o que é vai se ligar no tamanho, e estava lendo algumas notícias, confesso que a maioria sem qualquer vínculo com meus interesses, até que vi uma que tratava do relatório do CENIPA sobre o acidente que arrancou a vida do meu ídolo jornalístico Ricardo Boechat. Foi um acidente filho da puta, matou um dos únicos caras que tinha qualquer tipo de compromisso com a informação. Além dele, tem o Dudu, eu e mais um ou dois o resto, para mim, não vale os caracteres que escrevem.

Mas o texto não é sobre a qualidade extremamente questionável do jornalismo brasileiro, seja de qual veículo for, e sim, sobre o acidente em si. Eu ainda não li o relatório oficial, mas lerei. Porém, alguns pontos foram apresentados pelo texto que li e o que mais me chamou atenção é que, segundo o texto que se apoia no relatório, o helicóptero estava com algumas manutenções não tão em dia assim. Inclusive, ele cita uma peça do motor que havia sido trocada por estar vencida e que novamente foi trocada.

Aí eu penso: quando entramos em uma aeronave, seja de asas fixa ou de asa rotativa, pensamos ter a certeza de que os órgãos responsáveis estão em dia com sua fiscalização e que com isso, todo o processo de manutenção, que é coisa muito séria, está em dia também. Nunca acreditei que 100% disso estaria funcionando no Brasil, é claro, pois o Brasil não é para qualquer um, é para poucos.

O detalhe é que, segundo o relatório, tudo estava meio que "fora da casinha". A empresa não poderia fazer voos fretados para passageiros, o piloto não conferiu se os instrumentos estavam certos, o motor tinha peças que iam dar merda, enfim, estava escrito que quem voasse aquele dia, com aquela aeronave corria sérios riscos de acertar numa loteria, a loteria da morte. E o Boechat ganhou!

Então, como acreditar que tudo vai rodar certinho por exemplo, depois de uma crise como a ocasionada pela Covid, onde o dinheiro das empresas ficou escasso? Como saber se o avião que vamos entrar trocou a rabimboca da parafuseta e não desfez a troca depois que a fiscalização foi embora? Eu não imagino que alguém possa fazer algo assim deliberadamente, sabendo o risco de morrer que corre, mas a fiscalização nitidamente deu uma pipocada nesse caso.

Como acreditar que no Brasil as coisas possam acontecer de forma mais efetiva se os exemplos demonstram justamente o contrário, apresentando pequenas falhas que podem se tornar catastróficas de uma hora para outra?

Afinal, senhores e senhoras, um helicóptero ou um avião, não podem "dar um tempinho" na viagem e trocar uma pecinha que "deu ruim". Aí o buraco é mais embaixo, se "der ruim", a gravidade mostra porque é uma lei: tudo que sobe, desce. E a descida sem condições prévias, é bastante intensa. Sobre pouco ou quase nada!

Enfim, que Boechat - que se dizia ateu como eu - seja sempre lembrado como o ícone do jornalismo que sempre foi e meu grande ídolo. Saudade de seu jornalismo ácido, de seus comentários ainda mais ácidos e claro, do jornalismo sério que ele sempre soube fazer.

#fui

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Aquele do "É a primeira vez que me pedem isso..."

 Sim, caros leitores. É a primeira vez que alguém me pede um texto sobre um assunto/pauta específicos. Eu relutei um pouco pois para mim é um tema espinhoso. Mas no final das contas, vai ser um exercício interessante não apenas pelo tema mas pelo desafio em atender um pedido e quiçá, agradar!

No dia 28 de outubro, é comemorado em nosso país, o Dia do Funcionário Público. Durante minha faculdade, não foram poucos os professores que nos alertavam que, numa redação, era importante que alguém lembrasse das comemorações do dia - dia do profissional disso, dia do profissional daquilo, talvez numa ânsia desesperada em tentar achar motivos para que mais pessoas atuassem ou apenas por uma questão de respeito. Hoje, depois de quase duas décadas de formação, posso seguramente afirmar que ao meu ver, é apenas um "calhau" para cobrir espaços em branco nos jornais, sejam eles em quais mídias forem. Uma balela!

Porém, no caso do dia 28, um assunto me veio a menta ao saber desse dia, confesso que nunca antes na minha história eu havia me preocupado com isso. Mas, cronologicamente vou tratar do assunto.

Primeiro, é preciso que eu pergunte se você já ouviu em algum momento de sua vida algum comentário ou alguém falando sobre o "Custo Brasil". Sim, o custo brasil é algo bastante importante, pois, ele vem atrelado a outros custos e no final das contas, a conta é paga por nós. Não são custos diretos, não são custos mensuráveis mas são custos que acabam simplesmente por existir.

Vamos lá:

No dia 26 de outubro, na parte da tarde, saiu um decreto - no qual, o dia 28 foi colocado como ponto facultativo para eles.

Mas, no dia 27 de outubro, por volta das 22 horas, outro decreto mudou tudo, o ponto facultativo foi transferido para o dia 30, sexta-feira. Mas, venhamos, quem iria mudar uma decisão de parar ou não as 22h e como isso seria feito em termos de logística?

Estava feito!

Aqui entra o custo Brasil. Conversando com uma pessoa que depende diretamente do funcionamento de órgãos públicos, apurei que, no dia 28, houveram dificuldades pois, a maior parte dos atendimentos estavam suspensos pois era ponto facultativo. E com o alerta de que na sexta-feira, dia 30 também seria. E na segunda-feira, dia 2, é dia de finados, ou seja, feriado nacional ou seja, nada funcionará!

Então, o que o custo Brasil tem haver com isso tudo?

Ora, vamos contar juntos:

28/10 +1

29/10 + 1 (sim, nesse caso o que teremos de atestados...)

30/10 + 1

2/11 + 1

Sem contar com sábado e domingo, são 4 dias sem atividade na conta. Para se ter uma ideia do que falo aqui, imagine que uma carga chega a um porto qualquer, e que para ela ser liberada, exista a necessidade de um servidor público fazer o trâmite: serão 4 dias a mais que serão cobrados as taxas de armazenagem entre outras tantas. Sim, isso é o custo Brasil, talvez parte absorvida pelo empresário mas com certeza, a maior parte repassada ao cliente, custo o que mesmo?

A questão então, é: os funcionários públicas já tem como benefícios os melhores salários se comparadas com funções semelhantes da iniciativa privada, tem estabilidade de empresa, planos de benefícios inimagináveis para cidadãos comuns, tem leis que proíbem que sejam feitas criticas duras sobre suas atuações e ainda se aposentam melhor que todo os demais mortais. Precisa ainda decretar ponto facultativo, em tempos de Covid?

Aliás, o que seria um ponto facultativo para alguém que está trabalhando em casa e que, se nem o ponto marcam normal, quiçá em casa?

Enfim, tentei escrever ontem mas confesso não estar prudente para isso. Hoje, com maior parcimônia, acredito ter escrito apenas o necessário. E claro, mesmo que eu não me imagine numa função dessas, acho que vou virar um caçador de concursos, vou abrir mão da minha vida e decorar as apostilas, questão por questão, e assim, me tornar um deles...#sqn

#28/10

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Aquele do "Não tem data ainda, mas logo logo vai ser lançado!"

 Todos os leitores que, em algum momento de (in)sanidade acessaram esse blog sabem que por vezes eu não tenho um comportamento dos melhores. Normalmente acabo escrevendo coisas que não deveriam ser escritas ou então, proponho ideias que vão em desencontro com o que o senso comum pede. E é justamente por isso que eu gosto de escrever, pois se for para concordar com tudo, me isolo socialmente, coloco minha máscara e vivo feliz. (Vivo aqui não tem nada haver com a operadora de telefonia, ok?)

Pois bem, um dia eu estava em casa e pensei o seguinte: há mais de uma década, o youtube lançou uma série gigantesca de pessoas que se colocam como "formadores de opinião". E realmente eles são formadores de opinião, mas que fique claro aqui que eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Afinal de contas, é questionável muita coisa e outras tantas foram tão necessárias que não dá para imaginar como vivemos sem tais informações. A exemplo disso, quando muitos começaram a questionar políticos, religiões, deus entre outros, fez acender uma luz que proporcionou um pensamento coletivo talvez um pouco diferente do que estávamos acostumados a engolir de forma automática.

E nesse ponto, eu fiquei me perguntando, por que não? (eu não uso corretamente os porques, mas é porque tenho preguiça, ok?)

Aí, logo logo, eu farei algo que não tenho sequer a menor pretensão, mas que quero realmente fazer. O youtube formou um monte de doutores. Tem o doutor não sei o que, o doutor não se o que lá, tem o doutor disso, doutor daquilo. Claro, que isso apenas desmerece os que estudam e estão se esforçando para evidentemente serem doutores. Esses títulos são meras expressões de recalques dessa galera. Afinal, um doutorado leva alguns anos de estudo, muito estudo e muita pesquisa.

Mas, se é pra ser assim, em breve, aqui nesse mesmo DLQ, teremos o "Doutor Hipócrita". Sim, um hipócrita de plantão resolveu se chamar de doutor e criar alguns vídeos. Não serão vídeos de piadas, ou melhor, as piadas não terão a menor graça. Não serão sequer piadas pois este que vos escreve, não sabe contar piada. Eu adoro rir de piadas alheias, mas não sei contar não. Até porque, hipocrisias a parte, bem a parte, não há mais como fazer piadas. Qualquer piada acaba ofendendo um grupo social específico, deve estar sendo muito difícil para os humoristas atuais fazerem piadas, não é mesmo? (antes que algum fale, "estar sendo" não está errado por estou me referindo ao tempo presente, com um sujeito "humoristas" decorrendo o tempo, ok?)

Essa semana, com a ajuda (quiçá) do meu filho mais novo, vou gravar os 5 primeiros vídeos, com os 5 primeiros temas e adivinhe qual será o primeiro deles? Hahahha 1 caixinha de Heineken longneck se adivinhar...

Os vídeos serão postados 1 vez na semana, sempre às sextas-feiras, por volta das 14 horas, aquela hora que tu volta do almoço, tem um tempinho livre e pode assistir, no celular (no conforto do troninho), na estação de trabalho ou em sua Smartv, se desempregado estiver, né.

Tente não perder, vai ser legal. Não haverá cenário, não haverá efeitos especiais e o apresentador ainda não é "profiça" nisso, mas vai ser legal mesmo assim.

Então, marque aí na agenda...

#doutorhipócrita

#fui

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Aquele do "Não poderia ser mais divertido!"

 Hahahaha ou Rararara ou ainda heheheh... é claro, que ao escrever durante o processo eleitoral municipal que é imposto pela lei e pela democracia brasileira, eu não poderia começar esse texto com outra expressão que não a de risada. Sim, é muita risada. Eu sei, eu não deveria rir de coisas assim mas não tem como não rir de tudo que já vi/ouvi/li nesse pleito eleitoral. Ainda bem que a campanha não deve durar mais que 1 mês senão acho que meus músculos da região abdominal iriam travar de forma irreversível de tanta risada que estou dando. É muito risada mesmo.

Você talvez não ache a mesma graça e não culpo você, que talvez até ainda acredite nesse conceito de democracia. Afinal de contas, até onde podemos considerara democrático um pleito que nem ao menos as pessoas sabem a função de cada participante e ainda assim, precisam eleger essas senhoras, senhores e também os senhor"x"s. Sim, pois agora, não podemos mais considerar gênero né, eu seria no mínimo um imprudente.

Mas vamos aos fatos: elegeremos o "cabeça" do executivo - e com ele toda uma equipe de indicados que chegarão*. Elegeremos 39 representantes para o nosso legislativo municipal. Você sabe o que faz um legislador e o que faz um executor? Hum, se não souber, não serei eu que explicarei para você. 

Porém, vou relatar algumas das promessas que já ouvi, claro que não citarei nomes, identificarei apenas a ideia através de um número. Farei comentários mas os deixarei entre  ( ), bele?

É divertido:

1 - acabar com cargos comissionados e investir esse montante em educação. Ainda, é a promessa de que o passe estudantil será feito de forma completa. (Primeiro, ela vai ter que ser uma quase ditadora para acabar com cargos comissionados, e mesmo que ela consiga isso, ela jamais vai ter poder para investir tudo em educação. Não funciona assim. E o passe escolar, o passe livre ou qualquer coisa que gere gratuidade para um, tem que ter uma contra partida, que é que vai pagar a conta?)

2 - acabar com a falta de água em Curitiba - (esse foi mais emblemático para mim até agora. Primeiro porque Curitiba, depende quase que exclusivamente da região metropolitana para ter água e assim sendo, quero saber com esse candidato fará? Cavará poços artesianos por toda Curitiba ferrando ainda mais o aquífero Guarani? - tem como levar a sério isso?)

3 - Tem um que falou que vai criar ciclofaixas em toda Curitiba, pois as pessoas demoram muito tempo no transporte coletivo e vivem muito apertadas. (será que ele tem a noção de que, ao andar de bicicleta, uma pessoa que sai do Pinheirinho e trabalha no Centro, levará mais tempo de biclicleta do que de ônibus? Ele vai cobrir as ciclovias para os dias raros de chuva? Ah, tem como levar a sério um desses?)

4 - Tem um que, já teve sua chance e agora está prometendo as mesmas coisas que já havia prometido, aqui eu me comprometo, mas fazer o que. Já ouvi a promessa de que o terminal de não sei onde será reformado, que fará também a interligação das cavas para que juntas elas acumulem muita água, enfim... (primeiro, não é função do município ainda isso. Para cuidar das água ele precisa montar uma empresa ou comprar a atual, precisa também passar por alguns processos, e água, minha gente, é algo que fica embaixo da terra, quem lembra disso? Outra coisa, reforma em terminais e outros bens municipais deveriam ser prioridade de qualquer candidato, mas são na verdade, apenas jogos de campanha, ou seja, promete, promete e promete e não cumpre)

5 - Outro prometeu criar um minha casa minha vida da prefeitura. Através desse programa ele vai construir casas para todos que não tem onde morar, e eu, não tenho então, acho que vou escolher esse. Alias, ele também promete que na gestão dele, não haverá nenhum desocupação, ou seja, ele já está afirmando que, mesmo que a justiça determine, no governo dele, não será executada a ordem, então, brasil... (Mesmo sabendo que não passam de falácias, não dá pra desconsiderar que um cidadão desse tem grandes chances de ganhar, né!)

Enfim, a coisa está tão divertida que estou tentando nem acompanhar até porque, eu tenho BRL 7,02 para pagar a multa dos dois turnos. Sim, eu pagarei a multa mais uma vez. Eu não participo disso, eu prefiro lavar minhas mãos, eu prefiro que você e os demais, escolham por mim. Afinal, ganhei o 1, 2, 3, 4, 5, enfim, o que ganhar vai entrar com a caceta e a gente com o tobis. (desculpe a analogia pornográfica, mas é mais ou menos assim mesmo)

Escolher entre o que tem é sinônimo de que já sabemos que vai continuar ruim. Afinal de contas, a política no Brasil não é para o povo, aqui, é cada um que se salve. Triste, mas é assim mesmo.

Não concorda?

Então vamos lá. Porque não trocamos os 39 vereadores, que custam um dinheiro muito alto, por 200 ou 300 lobistas? Uma olhadinha básica na câmara de vereadores, já perceberemos que temos vereadores que defendem os animais, outros os donos de farmácia (será que ainda?), aí tem os que trabalham para os deficientes e os que trabalham para os postos de gasolina e assim por diante. Não, eles deveriam trabalhar para todos e não para setores específicos. Sendo assim, tira essa função e colocamos 200, 300 lobistas, cada qual defendendo um setor da sociedade.

Sim, lobistas. Porque ser vereador pode ser uma profissão e ser lobista social não?

Pense, apenas pense.

#Fui

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Aquele do "está faltando pauta, aí já viu, né, até diarreia vira notícia..."

 Os leitores do DLQ devem saber ou pelo menos notaram que tenho um senso meio crítico demais. E ainda mais quando o assunto é jornalismo, jornalistas, veículos de comunicação e senso comum. Pois bem, tem gente que usa uma expressão "morro e não vejo tudo" e eu, tenho pensado justamente nisso até porque em época de pandemia de doença altamente mortal, não há como pensar que o próximo pode ser eu, não é mesmo? E se eu morresse hoje, teria visto tudo? Não...

Esse não, é um sonoro NÃO. É um não porque, o jornalismo, meu foco nesse texto, está um tanto desnorteado quanto uma barata quando você joga aquele spray para matá-la. O spray, efetivamente, primeiro atordoa e quem sabe pode matá-la, mas em geral, ela vai para algum lugar, recobra as energias e, cedo ou tarde, estará lá, perto de onde você tentou acabar com ela, comendo aqueles restinhos que você insiste em deixar. Sim, o nosso "jornalismo" está assim.

Depois que um tal presidente da república, que nem sabe o que é ser presidente de uma república jogou um spray no jornalismo (ou seja, cortou verbas e deixou de dar entrevistas), o jornalismo está parecendo aquela barata que citei. Faltam pautas. Para quem não sabe o que é uma pauta, no jornalismo, pauta é uma indicação de assunto que pode ser interessante para a maior parte das pessoas que acompanham o veículo, ou seja, é um tema a ser tratado. Antigamente, havia inclusive a figura do pauteiro, que era um jornalista - ou não - que ficava o dia todo correndo atrás desses assuntos. Normalmente em sua mesa, até porque jornalista bom não sai pra rua, assistindo todas as televisões as quais fossem possíveis, ouvindo rádio, lendo revistas e jornais. E ainda, atendendo telefone de leitores, espectadores, ouvintes... Bom, não é preciso dizer que essa função se existir, deve ser relíquia.

Vamos aos fatos como eu os enxergo hoje, setembro de 2020.

A grande parte da mídia que mais tem audiência, é de uma linha política contrária a do atual presidente. Esse, eleito democraticamente como todos os outros desde 1985, quando deixamos de ser uma ditadura militar e voltamos a ter o regime democrático. Ele teve exatamente o que a lei prevê, 50% + 1, não literalmente, os valores são diferentes desse. Mas ele foi eleito pela maioria. 

Nesse ponto, podemos observar que, a mídia, que não concorda com isso, que se impõe como apenas e tão somente dona da verdade, vem tentando desesperadamente proporcionar um desgaste tão imaturo que chega a ser atitude de uma criança mimada - eles tentam de todas as formas derrubar um governo que até agora, não operou mensalão, petrolão, lava-jatão ou qualquer outra coisa parecida. E não, eu não votei no governo atual, não atuo por ele e tem inclusive muitas coisas contra, mas, se vivemos uma democracia, nada mais justo que eu respeitar A, B ou C, não é mesmo? Até porque, numa democracia, sempre haverão perdas, sempre haverão discordâncias e sempre haverá um lado a ser seguido, pois ela permite isso, se não houvesse essa permissão, teríamos um ordenamento e não haveria democracia.

E o ano de 2020 começou...

Logo surgiu a melhor pauta do ano: COVID-19 - e foi o deleite da galera. Impuseram o pânico no país, travaram o desenvolvimento econômico, geraram desemprego e aumentaram a distância entre os mais pobres e os mais ricos, ou seja, ajudaram a ferrar o país de forma muito ampla e muito direta, exercendo sua "função social do jornalismo". Afirmo isso em minha leitura pois, não houve sequer tempo de tanto jornalista se tornar especialista em transmissão viral, propagação de doenças, isso sem contar que formou-se um consórcio especialista em ação viral no organismo humano.

Essa pauta, substituiu outras pautas tão importantes quanto mas que já não davam retorno algum como dengue, mortes no trânsito entre outras, passando claro, pelas ações de governo. Não houve nenhum jornalista de peito que propusesse uma leitura de artigos científicos, os quais, de certa forma, demonstravam dados diferentes dos que foram apresentados. Eu lastimo muito a perda de mais de 135 mil vidas no Brasil, isso foi um absurdo tanto por parte do governo, quanto por parte dos médicos e ainda mais por parte dessa mídia, que por ignorância ou burrice, fez campanha contra tudo e contra todos que discordassem dela.

O tempo passou, sofremos com a pandemia e agora, a pauta, acho que de agora em diante será assim, teremos uma pauta por estação do ano, tornou-se os incêndios florestais. Pantanal, Amazônia, Paraná, enfim, estamos passando pela maior estiagem dos últimos anos e isso é fato, porém, é quase que natural que ela aconteça, sempre aconteceram, mas estamos potencializando e muito o poder disso. A mídia, mais uma vez, com sua pauta voltada a um único tema específico, quer que todos os brasileiros e todos os gringos aceitem e acreditem que para cada foco de incêndio, houve um ser humano que riscou um fósforo e "tacou fogo" ou ainda que para cada foco de incêndio houve um desavisado que jogou uma bituca de cigarro.

Essa é a mídia que, quer que continuemos vendendo grãos e qualquer coisa sem tecnologia e valor agregado, nos mantendo nesse patamar de país de commodities, o qual, não trás rende, não aumenta nossa capacidade de enriquecer, muito mesmo ajuda no desenvolvimento social e humano dessa nação. Querem manter a Amazônia, mas querem produtividade recorde de soja. Quem como soja? Quanto vale uma saca de soja lá na China, por exemplo? Valeria mais 1 saca de soja ou um pedaço de trilho de trem fabricado e finalizado aqui?

Vale mais vendermos carne de porco - aumentando o preço para o consumidor interno - ou valeria muito mais vendermos pratos prontos com comida congelada orgânica, com valores nutricionais elaborados?

Está faltando pauta para esses veículos. Estão faltando estudos, conhecimentos, informações... 

Eles querem que fiquemos até quando sendo um país que dá tudo aos outros e recebe quase nada de retorno? OK, se uma saca de soja custa hoje R$ 138,04, ou seja, algo em torno de R$ 2,30 por quilo, por quanto poderíamos vender uma caixa com 12 hambúrgueres de soja? Isso mesmo, um hambúrguer vegano, com todo apelo de ser a favor dos animaizinhos, produzido em terras Brazucas, com embalagem bonitinha... Quem sabe aí, R$ 2,30 por hambúrguer? Claro que não, ele deveria sair daqui por pelo menos uns 2 US$, afinal, gripo tem grana pra comprar. Faça as contas... Pense, apenas pense.

Mas é isso, eu não entendo nada disso mesmo, apenas estou viajando!!!

#abraçoLG