sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Aquele do "Acreditar para que? É difícil tentar enxergar uma perspectiva..."

 Bem, senhores e senhoras, o texto de hoje talvez tenha um pouco de acidez, afinal de contas, até mesmo na comida precisamos de acidez. Mas hoje eu tirei um dia para pensar na vida. Até fui para minha atividade laboral mas resolvi voltar para casa antes. Cheguei, lavei a louça que meus filhos deixaram na pia (sim, eles ainda não lavam sozinhos...), coloquei água para esquentar e como nunca antes na história desse país, eu me sentei à mesa, liguei meu laptop e ainda como há tempos, fui dar uma zapeada nas notícias. 

Claro que isso com um café pronto, numa caneca que mais parece um balde, ao estilo "Friends", que sabe o que é vai se ligar no tamanho, e estava lendo algumas notícias, confesso que a maioria sem qualquer vínculo com meus interesses, até que vi uma que tratava do relatório do CENIPA sobre o acidente que arrancou a vida do meu ídolo jornalístico Ricardo Boechat. Foi um acidente filho da puta, matou um dos únicos caras que tinha qualquer tipo de compromisso com a informação. Além dele, tem o Dudu, eu e mais um ou dois o resto, para mim, não vale os caracteres que escrevem.

Mas o texto não é sobre a qualidade extremamente questionável do jornalismo brasileiro, seja de qual veículo for, e sim, sobre o acidente em si. Eu ainda não li o relatório oficial, mas lerei. Porém, alguns pontos foram apresentados pelo texto que li e o que mais me chamou atenção é que, segundo o texto que se apoia no relatório, o helicóptero estava com algumas manutenções não tão em dia assim. Inclusive, ele cita uma peça do motor que havia sido trocada por estar vencida e que novamente foi trocada.

Aí eu penso: quando entramos em uma aeronave, seja de asas fixa ou de asa rotativa, pensamos ter a certeza de que os órgãos responsáveis estão em dia com sua fiscalização e que com isso, todo o processo de manutenção, que é coisa muito séria, está em dia também. Nunca acreditei que 100% disso estaria funcionando no Brasil, é claro, pois o Brasil não é para qualquer um, é para poucos.

O detalhe é que, segundo o relatório, tudo estava meio que "fora da casinha". A empresa não poderia fazer voos fretados para passageiros, o piloto não conferiu se os instrumentos estavam certos, o motor tinha peças que iam dar merda, enfim, estava escrito que quem voasse aquele dia, com aquela aeronave corria sérios riscos de acertar numa loteria, a loteria da morte. E o Boechat ganhou!

Então, como acreditar que tudo vai rodar certinho por exemplo, depois de uma crise como a ocasionada pela Covid, onde o dinheiro das empresas ficou escasso? Como saber se o avião que vamos entrar trocou a rabimboca da parafuseta e não desfez a troca depois que a fiscalização foi embora? Eu não imagino que alguém possa fazer algo assim deliberadamente, sabendo o risco de morrer que corre, mas a fiscalização nitidamente deu uma pipocada nesse caso.

Como acreditar que no Brasil as coisas possam acontecer de forma mais efetiva se os exemplos demonstram justamente o contrário, apresentando pequenas falhas que podem se tornar catastróficas de uma hora para outra?

Afinal, senhores e senhoras, um helicóptero ou um avião, não podem "dar um tempinho" na viagem e trocar uma pecinha que "deu ruim". Aí o buraco é mais embaixo, se "der ruim", a gravidade mostra porque é uma lei: tudo que sobe, desce. E a descida sem condições prévias, é bastante intensa. Sobre pouco ou quase nada!

Enfim, que Boechat - que se dizia ateu como eu - seja sempre lembrado como o ícone do jornalismo que sempre foi e meu grande ídolo. Saudade de seu jornalismo ácido, de seus comentários ainda mais ácidos e claro, do jornalismo sério que ele sempre soube fazer.

#fui

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Aquele do "É a primeira vez que me pedem isso..."

 Sim, caros leitores. É a primeira vez que alguém me pede um texto sobre um assunto/pauta específicos. Eu relutei um pouco pois para mim é um tema espinhoso. Mas no final das contas, vai ser um exercício interessante não apenas pelo tema mas pelo desafio em atender um pedido e quiçá, agradar!

No dia 28 de outubro, é comemorado em nosso país, o Dia do Funcionário Público. Durante minha faculdade, não foram poucos os professores que nos alertavam que, numa redação, era importante que alguém lembrasse das comemorações do dia - dia do profissional disso, dia do profissional daquilo, talvez numa ânsia desesperada em tentar achar motivos para que mais pessoas atuassem ou apenas por uma questão de respeito. Hoje, depois de quase duas décadas de formação, posso seguramente afirmar que ao meu ver, é apenas um "calhau" para cobrir espaços em branco nos jornais, sejam eles em quais mídias forem. Uma balela!

Porém, no caso do dia 28, um assunto me veio a menta ao saber desse dia, confesso que nunca antes na minha história eu havia me preocupado com isso. Mas, cronologicamente vou tratar do assunto.

Primeiro, é preciso que eu pergunte se você já ouviu em algum momento de sua vida algum comentário ou alguém falando sobre o "Custo Brasil". Sim, o custo brasil é algo bastante importante, pois, ele vem atrelado a outros custos e no final das contas, a conta é paga por nós. Não são custos diretos, não são custos mensuráveis mas são custos que acabam simplesmente por existir.

Vamos lá:

No dia 26 de outubro, na parte da tarde, saiu um decreto - no qual, o dia 28 foi colocado como ponto facultativo para eles.

Mas, no dia 27 de outubro, por volta das 22 horas, outro decreto mudou tudo, o ponto facultativo foi transferido para o dia 30, sexta-feira. Mas, venhamos, quem iria mudar uma decisão de parar ou não as 22h e como isso seria feito em termos de logística?

Estava feito!

Aqui entra o custo Brasil. Conversando com uma pessoa que depende diretamente do funcionamento de órgãos públicos, apurei que, no dia 28, houveram dificuldades pois, a maior parte dos atendimentos estavam suspensos pois era ponto facultativo. E com o alerta de que na sexta-feira, dia 30 também seria. E na segunda-feira, dia 2, é dia de finados, ou seja, feriado nacional ou seja, nada funcionará!

Então, o que o custo Brasil tem haver com isso tudo?

Ora, vamos contar juntos:

28/10 +1

29/10 + 1 (sim, nesse caso o que teremos de atestados...)

30/10 + 1

2/11 + 1

Sem contar com sábado e domingo, são 4 dias sem atividade na conta. Para se ter uma ideia do que falo aqui, imagine que uma carga chega a um porto qualquer, e que para ela ser liberada, exista a necessidade de um servidor público fazer o trâmite: serão 4 dias a mais que serão cobrados as taxas de armazenagem entre outras tantas. Sim, isso é o custo Brasil, talvez parte absorvida pelo empresário mas com certeza, a maior parte repassada ao cliente, custo o que mesmo?

A questão então, é: os funcionários públicas já tem como benefícios os melhores salários se comparadas com funções semelhantes da iniciativa privada, tem estabilidade de empresa, planos de benefícios inimagináveis para cidadãos comuns, tem leis que proíbem que sejam feitas criticas duras sobre suas atuações e ainda se aposentam melhor que todo os demais mortais. Precisa ainda decretar ponto facultativo, em tempos de Covid?

Aliás, o que seria um ponto facultativo para alguém que está trabalhando em casa e que, se nem o ponto marcam normal, quiçá em casa?

Enfim, tentei escrever ontem mas confesso não estar prudente para isso. Hoje, com maior parcimônia, acredito ter escrito apenas o necessário. E claro, mesmo que eu não me imagine numa função dessas, acho que vou virar um caçador de concursos, vou abrir mão da minha vida e decorar as apostilas, questão por questão, e assim, me tornar um deles...#sqn

#28/10

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Aquele do "Não tem data ainda, mas logo logo vai ser lançado!"

 Todos os leitores que, em algum momento de (in)sanidade acessaram esse blog sabem que por vezes eu não tenho um comportamento dos melhores. Normalmente acabo escrevendo coisas que não deveriam ser escritas ou então, proponho ideias que vão em desencontro com o que o senso comum pede. E é justamente por isso que eu gosto de escrever, pois se for para concordar com tudo, me isolo socialmente, coloco minha máscara e vivo feliz. (Vivo aqui não tem nada haver com a operadora de telefonia, ok?)

Pois bem, um dia eu estava em casa e pensei o seguinte: há mais de uma década, o youtube lançou uma série gigantesca de pessoas que se colocam como "formadores de opinião". E realmente eles são formadores de opinião, mas que fique claro aqui que eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Afinal de contas, é questionável muita coisa e outras tantas foram tão necessárias que não dá para imaginar como vivemos sem tais informações. A exemplo disso, quando muitos começaram a questionar políticos, religiões, deus entre outros, fez acender uma luz que proporcionou um pensamento coletivo talvez um pouco diferente do que estávamos acostumados a engolir de forma automática.

E nesse ponto, eu fiquei me perguntando, por que não? (eu não uso corretamente os porques, mas é porque tenho preguiça, ok?)

Aí, logo logo, eu farei algo que não tenho sequer a menor pretensão, mas que quero realmente fazer. O youtube formou um monte de doutores. Tem o doutor não sei o que, o doutor não se o que lá, tem o doutor disso, doutor daquilo. Claro, que isso apenas desmerece os que estudam e estão se esforçando para evidentemente serem doutores. Esses títulos são meras expressões de recalques dessa galera. Afinal, um doutorado leva alguns anos de estudo, muito estudo e muita pesquisa.

Mas, se é pra ser assim, em breve, aqui nesse mesmo DLQ, teremos o "Doutor Hipócrita". Sim, um hipócrita de plantão resolveu se chamar de doutor e criar alguns vídeos. Não serão vídeos de piadas, ou melhor, as piadas não terão a menor graça. Não serão sequer piadas pois este que vos escreve, não sabe contar piada. Eu adoro rir de piadas alheias, mas não sei contar não. Até porque, hipocrisias a parte, bem a parte, não há mais como fazer piadas. Qualquer piada acaba ofendendo um grupo social específico, deve estar sendo muito difícil para os humoristas atuais fazerem piadas, não é mesmo? (antes que algum fale, "estar sendo" não está errado por estou me referindo ao tempo presente, com um sujeito "humoristas" decorrendo o tempo, ok?)

Essa semana, com a ajuda (quiçá) do meu filho mais novo, vou gravar os 5 primeiros vídeos, com os 5 primeiros temas e adivinhe qual será o primeiro deles? Hahahha 1 caixinha de Heineken longneck se adivinhar...

Os vídeos serão postados 1 vez na semana, sempre às sextas-feiras, por volta das 14 horas, aquela hora que tu volta do almoço, tem um tempinho livre e pode assistir, no celular (no conforto do troninho), na estação de trabalho ou em sua Smartv, se desempregado estiver, né.

Tente não perder, vai ser legal. Não haverá cenário, não haverá efeitos especiais e o apresentador ainda não é "profiça" nisso, mas vai ser legal mesmo assim.

Então, marque aí na agenda...

#doutorhipócrita

#fui

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Aquele do "Não poderia ser mais divertido!"

 Hahahaha ou Rararara ou ainda heheheh... é claro, que ao escrever durante o processo eleitoral municipal que é imposto pela lei e pela democracia brasileira, eu não poderia começar esse texto com outra expressão que não a de risada. Sim, é muita risada. Eu sei, eu não deveria rir de coisas assim mas não tem como não rir de tudo que já vi/ouvi/li nesse pleito eleitoral. Ainda bem que a campanha não deve durar mais que 1 mês senão acho que meus músculos da região abdominal iriam travar de forma irreversível de tanta risada que estou dando. É muito risada mesmo.

Você talvez não ache a mesma graça e não culpo você, que talvez até ainda acredite nesse conceito de democracia. Afinal de contas, até onde podemos considerara democrático um pleito que nem ao menos as pessoas sabem a função de cada participante e ainda assim, precisam eleger essas senhoras, senhores e também os senhor"x"s. Sim, pois agora, não podemos mais considerar gênero né, eu seria no mínimo um imprudente.

Mas vamos aos fatos: elegeremos o "cabeça" do executivo - e com ele toda uma equipe de indicados que chegarão*. Elegeremos 39 representantes para o nosso legislativo municipal. Você sabe o que faz um legislador e o que faz um executor? Hum, se não souber, não serei eu que explicarei para você. 

Porém, vou relatar algumas das promessas que já ouvi, claro que não citarei nomes, identificarei apenas a ideia através de um número. Farei comentários mas os deixarei entre  ( ), bele?

É divertido:

1 - acabar com cargos comissionados e investir esse montante em educação. Ainda, é a promessa de que o passe estudantil será feito de forma completa. (Primeiro, ela vai ter que ser uma quase ditadora para acabar com cargos comissionados, e mesmo que ela consiga isso, ela jamais vai ter poder para investir tudo em educação. Não funciona assim. E o passe escolar, o passe livre ou qualquer coisa que gere gratuidade para um, tem que ter uma contra partida, que é que vai pagar a conta?)

2 - acabar com a falta de água em Curitiba - (esse foi mais emblemático para mim até agora. Primeiro porque Curitiba, depende quase que exclusivamente da região metropolitana para ter água e assim sendo, quero saber com esse candidato fará? Cavará poços artesianos por toda Curitiba ferrando ainda mais o aquífero Guarani? - tem como levar a sério isso?)

3 - Tem um que falou que vai criar ciclofaixas em toda Curitiba, pois as pessoas demoram muito tempo no transporte coletivo e vivem muito apertadas. (será que ele tem a noção de que, ao andar de bicicleta, uma pessoa que sai do Pinheirinho e trabalha no Centro, levará mais tempo de biclicleta do que de ônibus? Ele vai cobrir as ciclovias para os dias raros de chuva? Ah, tem como levar a sério um desses?)

4 - Tem um que, já teve sua chance e agora está prometendo as mesmas coisas que já havia prometido, aqui eu me comprometo, mas fazer o que. Já ouvi a promessa de que o terminal de não sei onde será reformado, que fará também a interligação das cavas para que juntas elas acumulem muita água, enfim... (primeiro, não é função do município ainda isso. Para cuidar das água ele precisa montar uma empresa ou comprar a atual, precisa também passar por alguns processos, e água, minha gente, é algo que fica embaixo da terra, quem lembra disso? Outra coisa, reforma em terminais e outros bens municipais deveriam ser prioridade de qualquer candidato, mas são na verdade, apenas jogos de campanha, ou seja, promete, promete e promete e não cumpre)

5 - Outro prometeu criar um minha casa minha vida da prefeitura. Através desse programa ele vai construir casas para todos que não tem onde morar, e eu, não tenho então, acho que vou escolher esse. Alias, ele também promete que na gestão dele, não haverá nenhum desocupação, ou seja, ele já está afirmando que, mesmo que a justiça determine, no governo dele, não será executada a ordem, então, brasil... (Mesmo sabendo que não passam de falácias, não dá pra desconsiderar que um cidadão desse tem grandes chances de ganhar, né!)

Enfim, a coisa está tão divertida que estou tentando nem acompanhar até porque, eu tenho BRL 7,02 para pagar a multa dos dois turnos. Sim, eu pagarei a multa mais uma vez. Eu não participo disso, eu prefiro lavar minhas mãos, eu prefiro que você e os demais, escolham por mim. Afinal, ganhei o 1, 2, 3, 4, 5, enfim, o que ganhar vai entrar com a caceta e a gente com o tobis. (desculpe a analogia pornográfica, mas é mais ou menos assim mesmo)

Escolher entre o que tem é sinônimo de que já sabemos que vai continuar ruim. Afinal de contas, a política no Brasil não é para o povo, aqui, é cada um que se salve. Triste, mas é assim mesmo.

Não concorda?

Então vamos lá. Porque não trocamos os 39 vereadores, que custam um dinheiro muito alto, por 200 ou 300 lobistas? Uma olhadinha básica na câmara de vereadores, já perceberemos que temos vereadores que defendem os animais, outros os donos de farmácia (será que ainda?), aí tem os que trabalham para os deficientes e os que trabalham para os postos de gasolina e assim por diante. Não, eles deveriam trabalhar para todos e não para setores específicos. Sendo assim, tira essa função e colocamos 200, 300 lobistas, cada qual defendendo um setor da sociedade.

Sim, lobistas. Porque ser vereador pode ser uma profissão e ser lobista social não?

Pense, apenas pense.

#Fui

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Aquele do "está faltando pauta, aí já viu, né, até diarreia vira notícia..."

 Os leitores do DLQ devem saber ou pelo menos notaram que tenho um senso meio crítico demais. E ainda mais quando o assunto é jornalismo, jornalistas, veículos de comunicação e senso comum. Pois bem, tem gente que usa uma expressão "morro e não vejo tudo" e eu, tenho pensado justamente nisso até porque em época de pandemia de doença altamente mortal, não há como pensar que o próximo pode ser eu, não é mesmo? E se eu morresse hoje, teria visto tudo? Não...

Esse não, é um sonoro NÃO. É um não porque, o jornalismo, meu foco nesse texto, está um tanto desnorteado quanto uma barata quando você joga aquele spray para matá-la. O spray, efetivamente, primeiro atordoa e quem sabe pode matá-la, mas em geral, ela vai para algum lugar, recobra as energias e, cedo ou tarde, estará lá, perto de onde você tentou acabar com ela, comendo aqueles restinhos que você insiste em deixar. Sim, o nosso "jornalismo" está assim.

Depois que um tal presidente da república, que nem sabe o que é ser presidente de uma república jogou um spray no jornalismo (ou seja, cortou verbas e deixou de dar entrevistas), o jornalismo está parecendo aquela barata que citei. Faltam pautas. Para quem não sabe o que é uma pauta, no jornalismo, pauta é uma indicação de assunto que pode ser interessante para a maior parte das pessoas que acompanham o veículo, ou seja, é um tema a ser tratado. Antigamente, havia inclusive a figura do pauteiro, que era um jornalista - ou não - que ficava o dia todo correndo atrás desses assuntos. Normalmente em sua mesa, até porque jornalista bom não sai pra rua, assistindo todas as televisões as quais fossem possíveis, ouvindo rádio, lendo revistas e jornais. E ainda, atendendo telefone de leitores, espectadores, ouvintes... Bom, não é preciso dizer que essa função se existir, deve ser relíquia.

Vamos aos fatos como eu os enxergo hoje, setembro de 2020.

A grande parte da mídia que mais tem audiência, é de uma linha política contrária a do atual presidente. Esse, eleito democraticamente como todos os outros desde 1985, quando deixamos de ser uma ditadura militar e voltamos a ter o regime democrático. Ele teve exatamente o que a lei prevê, 50% + 1, não literalmente, os valores são diferentes desse. Mas ele foi eleito pela maioria. 

Nesse ponto, podemos observar que, a mídia, que não concorda com isso, que se impõe como apenas e tão somente dona da verdade, vem tentando desesperadamente proporcionar um desgaste tão imaturo que chega a ser atitude de uma criança mimada - eles tentam de todas as formas derrubar um governo que até agora, não operou mensalão, petrolão, lava-jatão ou qualquer outra coisa parecida. E não, eu não votei no governo atual, não atuo por ele e tem inclusive muitas coisas contra, mas, se vivemos uma democracia, nada mais justo que eu respeitar A, B ou C, não é mesmo? Até porque, numa democracia, sempre haverão perdas, sempre haverão discordâncias e sempre haverá um lado a ser seguido, pois ela permite isso, se não houvesse essa permissão, teríamos um ordenamento e não haveria democracia.

E o ano de 2020 começou...

Logo surgiu a melhor pauta do ano: COVID-19 - e foi o deleite da galera. Impuseram o pânico no país, travaram o desenvolvimento econômico, geraram desemprego e aumentaram a distância entre os mais pobres e os mais ricos, ou seja, ajudaram a ferrar o país de forma muito ampla e muito direta, exercendo sua "função social do jornalismo". Afirmo isso em minha leitura pois, não houve sequer tempo de tanto jornalista se tornar especialista em transmissão viral, propagação de doenças, isso sem contar que formou-se um consórcio especialista em ação viral no organismo humano.

Essa pauta, substituiu outras pautas tão importantes quanto mas que já não davam retorno algum como dengue, mortes no trânsito entre outras, passando claro, pelas ações de governo. Não houve nenhum jornalista de peito que propusesse uma leitura de artigos científicos, os quais, de certa forma, demonstravam dados diferentes dos que foram apresentados. Eu lastimo muito a perda de mais de 135 mil vidas no Brasil, isso foi um absurdo tanto por parte do governo, quanto por parte dos médicos e ainda mais por parte dessa mídia, que por ignorância ou burrice, fez campanha contra tudo e contra todos que discordassem dela.

O tempo passou, sofremos com a pandemia e agora, a pauta, acho que de agora em diante será assim, teremos uma pauta por estação do ano, tornou-se os incêndios florestais. Pantanal, Amazônia, Paraná, enfim, estamos passando pela maior estiagem dos últimos anos e isso é fato, porém, é quase que natural que ela aconteça, sempre aconteceram, mas estamos potencializando e muito o poder disso. A mídia, mais uma vez, com sua pauta voltada a um único tema específico, quer que todos os brasileiros e todos os gringos aceitem e acreditem que para cada foco de incêndio, houve um ser humano que riscou um fósforo e "tacou fogo" ou ainda que para cada foco de incêndio houve um desavisado que jogou uma bituca de cigarro.

Essa é a mídia que, quer que continuemos vendendo grãos e qualquer coisa sem tecnologia e valor agregado, nos mantendo nesse patamar de país de commodities, o qual, não trás rende, não aumenta nossa capacidade de enriquecer, muito mesmo ajuda no desenvolvimento social e humano dessa nação. Querem manter a Amazônia, mas querem produtividade recorde de soja. Quem como soja? Quanto vale uma saca de soja lá na China, por exemplo? Valeria mais 1 saca de soja ou um pedaço de trilho de trem fabricado e finalizado aqui?

Vale mais vendermos carne de porco - aumentando o preço para o consumidor interno - ou valeria muito mais vendermos pratos prontos com comida congelada orgânica, com valores nutricionais elaborados?

Está faltando pauta para esses veículos. Estão faltando estudos, conhecimentos, informações... 

Eles querem que fiquemos até quando sendo um país que dá tudo aos outros e recebe quase nada de retorno? OK, se uma saca de soja custa hoje R$ 138,04, ou seja, algo em torno de R$ 2,30 por quilo, por quanto poderíamos vender uma caixa com 12 hambúrgueres de soja? Isso mesmo, um hambúrguer vegano, com todo apelo de ser a favor dos animaizinhos, produzido em terras Brazucas, com embalagem bonitinha... Quem sabe aí, R$ 2,30 por hambúrguer? Claro que não, ele deveria sair daqui por pelo menos uns 2 US$, afinal, gripo tem grana pra comprar. Faça as contas... Pense, apenas pense.

Mas é isso, eu não entendo nada disso mesmo, apenas estou viajando!!!

#abraçoLG

domingo, 20 de setembro de 2020

Aquele do "como sou hipócrita..."

Para iniciar, vou fazer uma breve introdução pois sem ela, talvez fique sem sentido. Em 1º de setembro desse ano maldito (para a gigantesca maioria - mas o melhor ano para mim nos últimos 5 acho - fato enquanto mais de 135 mil morrem, eu renasço...), comemoro meu segundo ano de "dieta carnívora". Sim, em 1º de setembro de 2018, após pesquisar muito, estudar um tanto mais e decidir o que é melhor para mim, eu passei a comer carnes, gorduras animais, côco, abacate e morangos. E o que diabos isso tem com eu ser hipócrita? Já chego lá.

Fato é que, como não como mais açúcar e não tomo mais suco de limão, estou no meio termo entre o doce e o ácido, passando por estados que nem mesmo sei dizer.

E sou sim um hipócrita, e vou dizer algumas razões logo abaixo:

- sou sim hipócrita: veja bem, eu tenho o maior respeito pelas minorias, grupos sociais e qualquer causa que queira proporcionar bem-estar coletivo social, isso é fato, mas, nunca apoiei, não apoio e jamais apoiarei as ferramentas de representação desses grupos. Sejam elas de direita, centro ou esquerda (esta sempre mais sedutora e mais atuante - até por conta dos interesses), nunca receberão meu apoio. Não concordo com o que vivemos hoje, no distanciamento que essas instituições/pessoas estão causando aos grupos, ao ponto de que o que ontem era algo ruim, hoje está se tornando intolerância. Fazer engolir goela abaixo, não é a solução.

-sou um hipócrita: veja bem, talvez eu seja o único babaca hipócrita que sabe que tudo que vem acontecendo com o clima é normal e nada tem relação com a existência do ser humano, que coitado, não tem tanta capacidade assim. Queimadas sempre aconteceram e continuarão acontecendo, secas como a que está ferrando Curitiba, sempre aconteceram e continuarão acontecendo. Haja vistas que se você desligar essa merda de televisão e conversar com seus pais e avós, descobrirá que sim, já houve, mas antes, eram bem menos que as 2.2 milhões de pessoas então, antes de falar em aquecimento global, que tal falarmos em vasectomia e laqueadura? Afinal de contas, sexo é bom, que não gosta eu respeito, mas se pudermos praticá-lo sem se preocupar ainda mais, seria bem bom. E tem gente que deveria mesmo evitar colocar "bacurís" no mundo..heheh - lembre-se, sou hipócrita e saiba, eu sou vasectomizado.

- sou um hipócrita: apenas por existir. Não sou de esquerda (mamis não tem duas carreiras), não sou de direita (mamis não tem duas carreiras) e para ser de centro tenho que ponderar um pouco. Um dia, tomei partido, tentei entrar na política para tentar propor algo novo, mas antes mesmo de entrar, descobri que eu precisava sair pois eu sou hipócrita e infelizmente na política, não há lugar para hipócritas, nem para pessoas que seja pensantes - no pensamento justo e coletivo.

Sou sim um hipócrita. Eu não acredito na medicina tradicional, essa que impõe remédio e condena a cloroquina, por viés político. Não confio mais em qualquer tipo de crença religiosa, principalmente as que pedem qualquer tipo de doação, seja em espécie (mórmons, católicos e evangélicos) quanto qualquer outra forma, como as universais e demais que aceitam até mesmo cartão.

Infelizmente, eu hipócrita que sou, penso que, de qualquer forma, sermos minimamente inteligentes nos tornou essa praga para a mamãe natureza que somos. Destruímos até mesmo o lugar onde vivemos. 

Somos os únicos e maiores produtores de lixo e ainda assim, não abrimos mão do conforto de uma embalagem descartável em troca de um vidro que vá e volte - preguiça, apenas preguiça. Conforto. Comodidade.

Bom, hipócrita ou não, infelizmente faço parte desse processo todo. Eu ainda continuarei a usar caixas ao invés de sacolas, prefiro garrafas de vidro aos plásticos descartáveis, não uso canudo plástico, enfim, são coisas pequenas que me fazem ainda mais hipócrita, certo?

#segue_ai

#passar_bem

#abraçoLG

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Aquele do "não há o que faça..."

 As modinhas da vida são passageiras, certo? Eu estou com quase 43 anos, na verdade, faltam 23 dias para eu me tornar um motor bom, 4.3, mas isso é brincadeira de quem manja de motor. Se não for seu caso, bele, não tem problema.

Mas, nesses 43 anos, vi muita modinha acontecer e deixar de acontecer. Por exemplo, aqui em Curitiba, na década de 90, tivemos uma modinha de sertanejos universitários (1ª onda), na qual os "sertanejos" colavam em seus parabrisas frases como "Os mar acabado", ou "Os cervejeiro", sim, com essa concordância, desse mesmo jeito. Tinha ainda uma modinha de colar um adesivo que simulava um tiro, sério, não sei qual era a graça. Aí, passamos por aquela modinha de torcer para o Ayrton Senna, que nunca foi tão bom assim, aliás, meio que nos moldes da modinha Hamilton hoje, melhor carro na mão de qualquer um, até minha vó acho que ganhava.

Teve a modinha do volei, quando ganhamos a medalha olímpica, teve a modinha seleção de não sei quando que foi tetra, teve a modinha do PT e suas mudanças profundas no braziuuuuuu, enfim, teve a modinha Mamonas Assassinas - essa era legal né, eles falavam monoteta, passaram a mão na bunda de não sei quem... Ah, lembra da modinha do "vai descendo na boquinha da garrafa"?

Pois bem, sempre há uma modinha a ser seguida, parece mais urgente para os seres humanos seguir uma modinha que qualquer outra coisa, a não ser, acreditar no jornalismo. Dessa forma, sempre somos buscadores de modinhas. Sempre!

Atualmente, temos zilhões de modinhas que um dia outro, vão passar também. Tivemos a modinha vegan, vegetariana, carnívora - algumas mais perigosas como as mães que não dão vacinas aos seus filhos e a ultima modinha que é tremer de medo da Covid-19.

Sim, sim, sim, nobres leitores. Se você me perguntarem, a resposta é sim! Eu também sigo as modinhas, eu sou ateu, carnívoro e babaca! Não assisto a globo, nem a band, nem nenhum outro canal de notícias, pois eu também sou jornalista e com o que tem a disposição, prefiro morrer sem informação. O restante eu estudo, pesquiso e faço o que for preciso para não ser um desinformado, mas em contra partida, não é qualquer verdade que me faz crer que aqui é realmente verdade.

A expressão "não há o que faça", eu não sei de onde surgiu mas eu e meus filhos usamos ela de vez em quando. Por ou para que? Para dar uma ideia de que, sem qualquer preocupação com o esforço, a gente tenta realizar um desejo, uma tarefa, algo assim. Tipo, "não há o que faça", no próximo final de semana que estivermos juntos, vamos fazer aquele hamburguer artesanal que tanto nós gostamos. 

Ou então, "não há o que faça", vamos sair ilesos da Covid-19, pois, não queremos abandonar essa terra linda, de céus azuis e cinzas, de beleza maravilho. E ainda, "não há o que faça", logo estaremos sentados na beira do mar, talvez tomando um gole, talvez comendo uma carninha feita na Geisiscan, mas "não há o que faça", tentaremos fazer tudo para termos muito mais momentos felizes do que momentos não felizes. Sim, a felicidade não é um estado, é uma condição.

E "não há o que faça", hoje, ninguém tira a minha felicidade e o sorriso que estou no rosto. "Não há o que faça", foram anos, meses, dias de um sentimento/sensação ruins, de até posso dizer certo sofrimento, mas hoje não...

"Não há o que faça", passam-se dias, passam-se horas, mas essa felicidade se renova, sempre numa aura de "Ok, estamos indo bem"... Estamos eu, minha cabeça, meu coração, minha saúde...

Sim, hoje posso olhar para os meus 43 anos e dizer: "valeu a pena, e-e, valeu a pena, e-e, sou pescador de ilusões, sou um pescador de ilusões", tomando a liberdade de parafrasear a música do O Rappa.

E ainda sobre eles, "se meus joelhos não doessem mais..."

#abraçodoLG

#bomferiado

#7desetembro

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Aquele do "tremo só de pensar no assunto..."

 Durante o período mais intenso da Covid-19 no Brasil, muita coisa aconteceu. Não vou me referir nesse texto a tudo que eventualmente mudou na vida das pessoas que, na sua grande maioria (tirando os funcionários públicos - é claro que essa casta social não sofreria) teve salários renegociados, cortados, reduzidos; jornadas de trabalho mudadas por questões financeiras e de prevenção, e claro, o número de desempregados, que está ainda atingindo níveis sem precedentes.

É obvio que muitas empresas usaram esse período para perceber que, com menos gente, pode-se manter a mesma produtividade ou ainda, usando o desespero dos que ficaram, aumentar a produtividade. Os crimes, não sei como estão. Os acidentes de trânsito e mortes, não diminuíram muito.

Bares, restaurantes, lojas, empresas fecharam. Não havia como continuar, não é mesmo?

O governo? Bom, não podemos generalizar, pois ao que posso dizer, meu governo municipal fez o que pôde, pouco claro; o estadual, deu entrevistas, cantou de galo mas na verdade, esteve mais para um ratinho; e o federal, bom esse, fez, não fez e acabou não fazendo nada além de obras sociais. Aliás, o federal, nem mesmo o exemplo deu, saindo de casa sem máscaras e chamando de trouxa toda uma sociedade que esperava dele, no mínimo, uma postura adulta e não a postura de um rapaz, da mesma idade e nível intelectual de seus filhos.

Mas, esses dias, fazendo companhia para minha mãe, que aliás está há mais de 5 meses sem sair de casa de tamanho é o medo, assisti a um telejornal, de uma emissora que inclusive foi citada numa delação premiada, ops, não posso falar sobre isso... E nesse telejornal, usou-se uma expressão que me causou medo, tremor, pavor... Mais medo que o filme O Iluminado já me fez sentir... (contextualizando: eu assisti dois filmes de terror até hoje, O Iluminado, do qual nunca esquecerei aquela cara do ator principal; e Cristine F., O Carro Assassino)

Bom, então, nesse telejornal falou-se de algo que eu ainda não tinha ouvido falar: consórcio de empresas de comunicação. Pois é, e numa busca rápida, consegui levantar as empresas que fazem parte desse consórcio, e na minha perspectiva, tanto como cidadão observador e politicamente conhecedor, tanto na de jornalista formado e não atuante, esse consórcio mostra-se formado apenas por empresas, salvo engano, de uma linha política muito específica. E que, nos últimos dois anos deve ter perdido muito dinheiro em verbas publicitárias, e que tem um desgosto pelo governo atual e que bla, bla, bla, bla, bla. Sim, eles juram de pés juntos, ou nem juram nada, mas são de linha esquerda mesmo.

Eu, sou destro, mas na hora da política, eu estou no centro. Sim, sou um centro mas, não sou conservador. Eu infelizmente sou à favor da pena de morte, do aborto e da liberação da maconha e outras drogas. Sim, eu quero que o estado mande menos na minha vida e assim, possa se concentrar em cuidar de mim, cuidar dos 200 e tantos milhões de habitantes, os quais, estão órfãos de um governo decente. 

Saúde, educação e segurança pública, se isso estiver OK. Não importa para mim se é uma questão de esquerda, centro ou direita. No Brasil e acredito que em outros lugares do mundo, a política virou uma profissão, na qual, vale tudo mesmo para se perpetuar e perpetuar a espécie no poder. Pudemos observar isso com o governo que assumiu em 2002, que fez o que pode para ficar quase 16 anos no poder e se nada tivesse acontecido, quiçá ainda estaria...

Porém a questão aqui é que, na verdade, consumimos notícia, informação, jornalismo até por uma dependência meio idiota de notícias. Afinal, o que vai mudar minha vida saber que zezinho, uguinho ou luizinho fizeram ou deixaram de fazer. O que me vale que a cantora x está ou não com covid ou com chicungunha, enfim... E ainda, até onde me conste, as televisões e rádios ainda são obrigadas a ter parte de sua programação voltada a informação. Mas essa lei, não deve ser muito nova não, corro o risco de dizer que foi escrita numa época em que os "pé-de-couve" mandavam no Brasil... Outras coisas já foram flexibilizadas, como o horário da "Hora do Brasil" nas rádios, a entrada de capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão... Enfim, muda o que convém... #Né?

Bom, se eu pudesse te dar uma dica, que aplico em minha vida e me faz muito bem, é: "não consuma notícias/informações/qualquer coisa "jornalística" de veículos que se unem, formam um consórcio e que, assumem de forma oculta um posicionamento, o que por si só é injusto. Injusto pois eles sabem que se assumirem a bandeira de A, B ou C, talvez nem audiência eles tenham.

É, mais ou menos por aí. Você quer continuar assistindo, beleza, mas saiba que, nem sempre o que eles falam, é exatamente o que eles deveriam/poderiam falar!!!


#abraçodoLG

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Aquele do "Nossa..."

 Tem dias que vou contar, a coisa parece que não vai. Mas hoje não foi um desses dias não, hoje foi um daqueles em que tudo que precisava acontecer, aconteceu. Tanto é que mesmo no final desse dia, estou escrevendo para o DLQ. Sabe, existem certas lógicas que não consigo compreender e nem tento mais. Tipo assim, porque é que o manifesto comunista tem que ser lido ainda hoje? Venha de argumento, aliás, só pense nisso se por algum motivo você leu esse manifesto, caso contrário, leia ele.

Ou então, porque uma autoescola hoje ensina um procedimento chamado meia-embreagem sendo que para viver e sobreviver no trânsito precisamos de qualquer outra coisa que não uma meia-embreagem? Afinal, muito gente e cada vez mais estão preferindo os automáticos. Mas, minha indignação não para por ai, me conta alguém porque as carolas vão à igreja e depois saem falando mal da saia da moça, que estava 1 dedo acima do joelho? Será que olhar para o próprio rabo é tão difícil assim?

Claro que eu tenho os meus defeitos, não são poucos, mas com o passar dos dias estou conseguindo olhar para os meus defeitos e assim, tento não olhar para os seus, e tenho uma tendência muito grande a respeitar todos e me respeitar menos. Infelizmente é assim. Pois, depois que descobri que hipócritas são os que dizem verde para agradar mas preferem e usam o amarelo...

Enfim, eu não sou um hipócrita ou pelo menos tento não ser um deles. E ainda mais, tento por toda a vida não ficar perto de hipócritas, eles me fazem mal apenas por existir. 

Assim, me afasto de colegas de trabalho, de amigos... E acabo muitas vezes ficando próximo da solidão por não conseguir falar ou fazer coisas apenas para agradar alguém. Não consigo mesmo. E já tentei sorrir amarelo, mas não consigo, já tentei engolir seco, mas não consigo, é ruim ter essa característica de tentar ser honesto com tudo e com todos.

Ainda tento ensinar meus filhos a serem assim, ou seja, além de ter feito merda comigo mesmo, ainda estou fazendo com eles... Com os dois... 

Enfim, se tu é um hipócrita, me perdoe, talvez eu não consiga falar com você.. Mas se tu não é um deles, talvez a gente nem se conheça até porque, não acontece muito isso.

Pra fechar, vamos fazer o seguinte: vamos tentar ser o melhor que pudermos, para nós mesmos. Não rola essa história linda de querer ser bom pra tudo mundo, não dá, é chato demais... Chato demais...

Um grande abraço!!!



segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Aquele do "Tento nem entender..."

 Eu nasci em 1977. E vou morrer algum dia, mas antes desse dia chegar, eu gostaria muito de entender algumas coisas. Uma delas é porque eu nunca consegui presenciar um enterro de anão. Ok, sem piadinhas, né?

Outra coisa que eu não entende é, como um negro, piloto de fórmula 1, rico e endinheirado, vem falar de boca cheia de dificuldades por conta de sua raça ou de racismo? Coitadismo? Bom, para mim, Hamilton é um hipócrita demagogo pois, com todo dinheiro que ele já conseguiu, me parece muito mais ser um coitadinho que usa uma condição da qual nem faz parte para ganhar reconhecimento. Eu realmente acho ele um piloto mediano, como muito outros, e isso não tem nada a ver com a cor da pele dele. Ele é mediano e ponto final.

Ok, Senna também era mediano. Tinha suas qualidade, mas enquanto ambos pilotos tinham o melhor carro, ambos eram os melhores, mas como um Schumaker ou um Barrichello, que fizeram miséria até com um carro não tão bom, ah, aí sim...

Infelizmente, o Hamilton hoje é o negro da vez, o que está em grande mídia. Bola da vez!

Assim como o Ayrton Senna surgiu numa época em que o brasileiro, com seu complexo de vira-latas, precisava de um grande mito, o herói nacional. E a rede bobo de televisão é campeã e criar isso. Já criou o mito Senna, os mitos do futebol e o brasil continua com esse vício em ser vira-latas.

Bom, era só mais um registro.

E para fechar, rumo aos 150 mil mortos, hein... Obrigado Presidente Bolsobosta...

No texto de amanhã, como eu enxergo a volta do papai!!!


#abraçodoLG