quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Aquele do "um dia já foi, não é mais..."

Quem cresceu em curitiba como eu, quer dizer, que esteve por aqui entre a década de 80 até hoje, pode acompanhar mesmo que involuntariamente, a história de algumas empresas paranaenses que não aguentaram a pressão. Simples assim, um dia existiam noutro não!

Alguém lembra da HM - Hermes Macedo?

Ou das lojas Prosdócimo (algo assim?)?

O que dizer da Mate Leão, heim...

Exemplos de falência ou incompetência gerencial (eu acho), não faltam. Mas a ultima falência que tenho notícia e que literalmente estou cagando é a tal LAVA-JATO. Certo, não era de curitiba mas a capital paranaense acabou se tornando palco de muito luz em relação a esta operação contra a corrupção dos governantes anteriores. Sim, tivemos até ex-presidente preso no Santa Cândida, numa cela especialmente preparada para ele.

Não quero saber se foi ou não golpe, não quero saber a opinião alheia mas, desde que começou esta merda toda eu converso com alguns dizendo que acredito tanto, ou melhor, acreditava tanto na lava-jato quanto acredito em deus, ou seja, nada.

Corrupção não é mais crime no brasil, é trejeito cultural. Sim, se começarmos uma análise de tudo que fazemos no nosso dia a dia como bons brasileiros, perceberemos porque nunca vamos acabar com a corrupção nesse país, até porque, acabar com esse costume vai ser impossível de qualquer jeito.

Acredito que eu não preciso citar exemplos de como a corrupção está presente até mesmo no seu dia a dia e quem sabe até mesmo sendo praticada por você, mesmo que aleatoriamente, mas se quiser, comenta aí que eu passo diversos exemplos que podem ser considerados.

Porém, o essencial desse texto é que, troca presidente, troca governador, os corruptos sempre estão em certa evidência política. Se não é em nome do pai, é em nome do filho ou do espírito santo, afinal, famílias normalmente buscam deixar herdeiros políticos e até mesmo que se pensava ser honesto, pode no final das contas, cobrar aqueles 10%, não é mesmo?

Lava-jato ou lava-jegue ou ainda lava-caralho, nunca teriam forças como operações de investigação num país onde se alteram as leis e diretrizes para proteger pessoas. Ou só eu acredito muito que a mudança da prisão da segunda instância para o famoso trânsito em julgado foi uma manobra para proteger filhos? Sim, filhos, pois o lula, tanto faz se preso ou solto, com a lei da ficha limpa (se não foi mudada também), pode até concorrer, mas a regra é clara, se tem uma condenação, é ficha suja, ou estou errado?

Enfim, porque estou escrevendo sobre isso?

Porque tem gente lamentando o fim da vaza-jato e eu, estou apenas neutro nessa história toda, afinal de contas, sei que corruptos ou não, eles sempre vão vencer e nós, sempre vamos pagar até as putas que eles eventualmente, no auge do seu pode, usufruem...

É assim, sempre foi assim, e sempre será assim, alguém duvida?

#fui

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Aquele do "quando foi a ultima vez que você fez algo pela primeira vez?"

Ontem eu comecei a escrever um texto. Claro que não consegui evoluir, a mente bloqueou, deu ruim, o TILT foi tenso e nada mais saiu desse teclado maldito o qual tem as teclas duas, uma posição incômoda e tem uma marca famosa. Mas para quem quer escrever, até o teclado virtual do windows poderia ser uma boa ferramenta, mas acho que iria demorar muito. Enfim, hoje é dia de texto soft, hoje é dia de pequenas reflexões sobre coisas as quais talvez ninguém tenha qualquer interesse em refletir.

#né

Essa pergunta eu li esses dias num post do Instagram e achei até interessante. Mas, foi mais ou menos após lê-la que eu comecei a fazer uma listinha das coisas que eu tinha vontade de fazer e que ainda não tinha feito na vida, nem que seja pela primeira vez, segunda ou terceira vez em alguns casos. Fato é que, após começar a pensar nisso, percebi que passei um tempo desa vida, que digamos dure 70 anos, no qual não me lembro de ter feito nada pensando apenas em mim, de forma bem egoísta mesmo. Afinal, foram 18 anos pensado no outro, nos outros e no bem estar coletivo.

Mas, e eu?

Eu me fodi, claro, de forma consciente, mas eu me fodi. Eu não viajei o que poderia ter viajado, eu não aprontei o que poderia ter aprontado, eu não comi o que e quem poderia ter comido, eu não bebi o que poderia ter bebido, eu não usei o que poderia ter usado. Aliás, contando tudo, foram 18 anos + uns 10 anos de subserviência religiosa, na qual, eu fiz ainda menos por mim. E isso se reflete até hoje.

Então, em alguns momentos, esse homem de 42 parece um adolescente indo ao um bar e enchendo a cara, voltando para casa sem a consciência e torcendo no dia seguinte para que o motorista do uber tenha sido gente boa. E pior, tem dias que nem sei como entrei em casa. Mas, chega, estou deixando isso de lado.

O foco agora vai ser outro. Lugares para conhecer, comidas para comer, bebidas para experimentar, dinheiro para juntas... Trabalhos a realizar, pessoas novas para valorizar e quem sabe, aquela pessoinha que faz o coração bater mais forte chegue por ai, mas por hora, vou vivendo os dias como se fossem e realmente não são, dias que eu já vivi. A cada novo amanhecer, nada tende ou precisa ser como foi no dia anterior. Mesmo que eu tenha minha rotina de acordar, tomar meu banho essas coisas, cada um dia é único. Para alguns, uma contagem regressiva, para mim, uma contagem acumulativa.

Não importa se e um dia a menos no total, para mim, é um dia a mais de vida. Acordo cedo para ver o sol, durmo tarde para ver a lua. 8 horas de sono por dia? Há zilhões de anos não sei o que é isso de forma rotineira, durmo mais nos dias em que resolvo tomar uns goles a mais, aí o corpo cobra, mas de resto, BRAZIUUUUUUU toco a barca...

Iniciei 2020 deixando de lado costumes que estavam me atrasando, coisas que criei em outra fase e que faziam sentido no tempo passado, mas que no tempo presente, não fazem qualquer sentido, seja lógico ou ilógico. Aliás, quem é que pode querer determinar isso?

Eu tenho como característica existencial deixar as oportunidades passarem, mas isso até nem incomoda mais, pois, a cada uma que acabo deixando passar, parecem aparecer algumas melhores, e melhores e por ai vai.

E ai, quando foi a ultima vez em que você fez algo pela primeira vez?

A minha foi ontem, quando realmente eu fiz algo pela primeira vez que nunca tinha feito. Foi bom pra caralho, "animou o ânimo", como diria aquela cantora gostosa, "É bom para o moral, é bom para o moral"... E se, você se incomodou pelo "gostosa", saiba que foi o mais respeitoso possível, afinal, hipocrisias a parte todos nós, nem que seja pela primeira vez, mentalmente sempre achamos isso de alguém, goste você do que goste, sempre pensa isso.

Talvez, e apenas talvez, o grande sentido dessa vida seja justamente se libertar das amarras familiares, sociais e comportamentais para, mesmo que "mantendo o respeito", possamos nos permitir fazer coisas pela primeira vez sempre que quisermos/pudermos/tivermos, será?

Enfim, né...

#segueobarco

sábado, 11 de janeiro de 2020

Aquele do "hipócritas do firmamento..."

Alanis Morissette gravou, muito anos atrás e eu era um adolescente ainda, ou quase adulto, uma música cujo título é: Ironic. A música, fora a voz dela que é linda, a sonoridade bem pensada e uma harmonia incomum em músicas comerciais (pode discordar, faz parte do jogo), traz na letra uma série de ironias que a vida pode nos apresentar, sabe... Tipo, chuva no dia do casamento que seria a céu aberto ou o cara que morre um dia depois de ganhar na loteria...

Mas e você, leitor, que tipo de ironia costuma vivenciar no seu dia a dia?

Hoje em dia, no meu cotidiano acho que não consigo listar ironia, pelo menos não as consigo listar de forma consciente. Mas é fato que elas devem existir de alguma forma. Porém, no cotidiano social, a gente pode observar algumas coisas, mas vou tentar ser o mais direto e menos sutil possível, bele? Um aviso: se tu não tem muito estômago para assuntos que de alguma forma abordam religião, deux ou comportamento, por favor, feche a aba do seu navegador e volte para o DLQ outro dia, para um texto menos provocativo, bele?

Então, avisado foi!

E vamos começar. Em dezembro de 2019, uma produtora de vídeo que revolucionou a linguagem de vídeo, trazendo temas duros como dificuldades entre relações homem/mulher, ou então, um vídeo que o cidadão se revolta e cobra de policiais que dormiam na viatura uma postura ou ainda, relações trabalhistas abusivas. A produtora passou a realizar todos os anos, em dezembro, um especial de natal que confesso, eu AMO todos feitos até agora. Mas compreendo que são pesados, são construídos de um humor do qual o brasileiro nunca aprenderá a compreender, por insuficiência intelectual mesmo.

No ano 2000, quando a internet estava se tornando algo mais importante que muitas outras coisas, as pessoas aprenderam que o computador e depois o smartphone tinham um grande poder que estava ali, disponível: INFORMAÇÃO! (hipócritas do firmamento¹)

Foi uma grande disparada. Tudo que antes estava restrito ao universo familiar, convívio social, universo acadêmico entre outros, começou a se tornar conhecimento de alcance público. Nesse momento surge no planeta terra uma nova forma ser ser humano, o homo-sabis-tudis... É aquele cara ou aquela cara que, lê na internet e fica falando, repetindo, reafirmando... Isso para o lado bom e também para o lado ruim e claro, surge justamente o questionamento do que é o lado, seja bom ou ruim.

É posso notar que, aos poucos, tanta informação na verdade acabou tornando as pessoas um tanto babacas, mas ainda assim,babacas "informadas".

Bom, o tempo passou, a internet evoluiu, hoje todos acham que 1 semana sem atualização já é atraso de vida mas, tudo tem um preço. Até então, algumas verdades eram universais ou quase, vou citar as que demandam mais interesse para este, que vos escreve:

- existência de deus
- aquecimento global
- saúde

Até então, era muito difícil, sem informação, deixar de lado coisas que nossos avós e pais nos ensinaram. Assimilávamos o que vinha e assim, vivíamos felizes para sempre. Mas não, com o excesso de informação passamos, mesmo que internamente, a nos questionar. Será que isso é verdade? Será mesmo que devo fazer assim? Será? Será? Será???

Aí chegamos na época dos apps. Ifood, Uber, POP, Ifuck, Igod, IJosephsmith, Igrejauniversal... Nossa, eu fico até meio perdido. Quando surgem os aplicativos, notamos que o comportamento das pessoas muda e muito.

Os taxistas que tinham um mercado paralelo no qual uma placa chegava a valer 150 mil, passou a entregar placas de graça. Haviam aproximadamente 2000 taxistas e assim que a primeira empresa de App começou a atuar, nos primeiros dias já eram mais de 2000 motoristas ganhando seu din-din, levando gente a valores infinitamente inferiores que os taxistas... Heim, que mudança, não!!!

E, se antigamente você tinha que ligar para a pizzaria, agora é só pegar o app.

Tantas mudanças, tantas evoluções, não é mesmo?

Mas o que isso tudo tem em relação ao a produtora e seus vídeos de natal?

É justamente isso, tudo evoluiu, mas quando alguém questiona algo tão antigo, mais de 2000 anos, a legião que hoje chamo de "hipócritas do firmamento" reclama, um deles até coquetel molotov lançou na produtora... Aí, babaca critica o Islamismo mas age de forma ridiculamente parecida, impedindo que o outro pense de forma diferente.

Vivemos num país de liberdades atreladas a determinantes. Por exemplo, você pode escolher no que acreditar, mas nunca diga que é ateu (eu sou ateu sim), pois se assim você o fizer, talvez nem emprego você consiga.

Você tem liberdade para tudo, desde que você seja a favor dos de todos os grupos, pois se você discordar minimamente de um deles, você é um fascista. Simples assim.

Bom, eu não concordo com 90% dessa palhaçada toda, não sou politicamente correto e acho que andei quieto demais nos últimos tempos, mas também, não vou falar para todo mundo ouvir, falarei apenas para alguns, os selecionados...

E para fechar, antes de retomar a sanidade e fazer uma lazanha de frango para meus moleques, você estão sabendo que o presidente bolsorabo vai dar subsídio para grandes templos de igrejas na conta de luz? Ou seja, já não pagam impostos, já não tem responsabilidades e agora, vão pagar menos luz... Ah, bolsorabo, pqp heim...

Bora lá...

#fui

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Aquele do "será que eles estavam certos?"

Cresci em uma família tradicional. Havia a figura do pai, da mãe, dos irmãos e parou por ai. Nunca fomos muito de estar na casa de outros parentes, muito menos recebíamos outros parentes com frequência. Cresci convivendo com poucos primos, muitos dos quais nem sinto falta, cresci sem aquele apego de tio ou de tia e ainda, cresci com minhas duas avós, mas vendo apenas uma delas. Hoje, ambas se foram...

Mas o tema desse texto tem e não tem haver com o contexto familiar no qual eu fui criado. Sabe, esses dias eu estava observando o discurso inflamado de uma garotinha, que nem vou citar o nome aqui, mas ela defendia muito bravamente que as gerações anteriores fuderam o planeta e por isso ela não teria futuro. Bom, a começar pelo princípio, uma garotinha como essa nem deveria mesmo ter futuro, se já mimada agora imagine com 18 anos, vai ser insuportável.

E aqui entra parte do texto, pois, se ela fosse de maior (e eu nem aborto o pensamento), ao observá-la eu até diria que ela está chapada ou sob efeito de alguma substância. Sério, quanta merda ela falou e de forma muito seguro, não sei não, heim...

Porém, o texto não é apenas sobre essa garotinha, que defende tudo mas deve ter seu iphone, vai que né... Eu iniciei o texto me contextualizando no ambiente familiar e coloquei essa garotinha pois, cresci num ambiente em que o médico Carazzai foi bastante presente, pois no colégio em que eu estudava ele ia sempre com seu conhecimento e experiência... Mas e aí?

Aí que hoje, aos 42 anos eu me pergunto: fumar um negocinho do capeta é ruim? Outras drogas são ruins?

Afinal de contas, porque fumar um negocinho do diabo, dar um tapa na macaca é pior do que encher a cara de cachaça ou de cerveja? Sério, porque as pessoas se alteram?

OK, eu compreendo, mas então porque não se proíbe tudo? Ou então, se legaliza tudo?

Afinal de contas, se temos leis que dizem o que pode e o que não pode, não deveríamos ter leis então que permitissem o uso mas que atuassem nos efeitos disso tudo? Ah, aqui é interessante pois além de tudo, o governo ganharia a maior grana com imposto, afinal de contas, eu duvido de forma contundente que o consumo irá diminuir, haja vistas a quantidade de distribuidores de bebida que tenho visto abrir em todos os cantos dessa cidade, de outras cidades...

Álcool pode mas outras drogas não? Porque?

A galera já está alucinada de qualquer jeito, cara, tem quem acredite em chaleiras voadoras, gnomos, gambás abençoados, chézus e deuxxx, enfim, tem até quem acredite que o brasil um dia vai dar certo... Ou seja, drogado todos já parecem estar, então porque ainda temos esse pré-conceito sobre drogas e essas coisas parecidas?

Enfim, acho que por hoje é só, né pessoal!!!

Deixemos assim então!!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Aquele do "cansei, cansei de saco cheio, é hora de desacelerar..."

Só que não, né. Acredito muito que não consigo desacelerar de assuntos que interferem cotidianamente em minha vida e hoje, não vai ser sobre religião, pois falar em chézus ou em deux, me cansa. Nunca imaginei tamanha criatividade de uma pessoa ou de muitas pessoas em alimentarem personagens tão importantes. Mas, ainda assim, personagens. Uma coisa é falar sobre um tal deux sol, que se vê, outra é falar sobre algo que apenas se pode sentir, e nesse caso, eu não sinto, logo, não existo...

Eu não sei se ao ler meus textos você chegou a perceber que eu não sou muito normal, mas realmente não sou. E não sou louco, apenas estou no meio termo, talvez um limítrofe (aquele que fica sem oxigênio numa parte do parto), ou seja, louco mas normal, normal, mas louco... Mas vamos ao tema de hoje, finalmente?

Veja a foto a seguir:
Esses produtos são apenas os exemplos mais óbvios da sua preguiça, da sua comodidade.
Sim, o tema hoje não é outro senão... Lixo. Sim, o lixo de vida que estamos assumindo para nosso futuro, mas que a culpa não é nossa, cidadãos contemporâneos e sim, de nossos ancestrais, em quais níveis forem. Sim, eles cansaram de ter que lavar louças, cansaram de ter que ir no mercado com um carrinho e logo a industria percebe que ser cômodo, daria maior lucro. OK, as coisas não são bem assim, mas vamos tentar analisar de uma ótica diferente do convencional.

Imagine a cena:

Você (homem, mulher ou algo que o valha), vai ao mercado com seu (homem, mulher ou algo que o valha), e juntos vocês seguem pelos corredores escolhendo produtos de uma lista de compras semanal, vamos brincar e criar uma?

- arroz
- feijão
-açúcar
- sabonete
- creme dental
- biscoito
- carne
- o que mais você quiser

Então, você fez suas compras e confortavelmente, elas foram colocadas numa sacola cedida pelo estabelecimento, você segue ao seu carro ou seu uber e enfim, chega em casa.

OK, vida que segue, até então, comercial de margarina, chega em casa, netflix, janta e tudo certo. (Se assim como eu, tu for solteiro, tire o segundo personagem e tudo será igual)

E ai, você retira o arroz da sua embalagem, e coloca num pote. E o mesmo faz com tudo menos o creme dental que precisa ficar no dentifrício (em homenagem a saudosa Dilma). Até aqui, tudo certo, você não precisou sujar as mãos, não precisou nada mais do que um pouco de força de vontade, né mesmo?

Mas e aí, o que será da tartaruga ou da baleia que irá comer esse pacote de arroz que você jogou fora?

Cara, aqui começa... Você sabia que por um valor um pouco maior você pode comprar arroz a granel, arroz mais fresco, com a possibilidade de um bom papo com o "dono ou dona" da vendinha que fica talvez até mais perto da sua casa? E lá, você pode levar seu pote e comprar o arroz, o feijão, o açúcar - entre tantos outros produtos? Talvez mais frescos que os de mercado?

Mas, porque você não faz?

Porque é preguiçoso. Eu sei, é muito mais fácil não fazer isso e comprar tudo embalado individualmente, mas por favor, se você escolhe a preguiça, não venha defender o meio ambiente ou então, não venha me dizer que o aquecimento global vai foder o mundo, cara, NÃO!

Sério, se tu quer ser um ambientalista babaca de iphone, por favor, me exclua de qualquer tipo de contato. Você quer salvar a amazônia? OK, mas continua comprando tudo embalado individualmente, em plástico?

Bom, eu não tenho participado disso com tamanha ênfase, sério. Já não compro arroz há muito tempo, e o restante, o que não posso ficar sem, estou dando privilégio ao papel: sabonete, só o que vem em embalagem de papelão, meu alimento é só carne e ainda estou negociando de levar os potes para não ter que pegar mais pacotinho de plástico, logo eu fecho com o restaurante...

E claro, ainda tenho um telefone celular e de minha parte, eu o usarei por mais um tempo... Pois é algo que infelizmente tornou-se necessário. Infelizmente.

Tenha em mente que, todos os processos produtivos fodem com a natureza, mas o seu lixo do dia a dia, é uma dos mais podres do mundo, e não estou falando de restos de comida porque esses, a mamãe natureza dá jeito, mas plástico e materiais derivados, enfim, deixa quieto, né...

Fica na paz...

#seulixoéfoda

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Aquele do "mais uma vez, o filho abandonado..."

Pois é, sou mesmo um pai relapso. Talvez o exemplo de pai da pior estirpe, afinal de contas, eu abandono um dos meus 3 filhos com uma frequência muito grande. Mas hoje, resolvi dar um pouco de atenção a esse 3º filho. Sim, ao som de BOB Marley e apenas com o efeito do café e sua cafeína, vamos lá pois segue o barco.

E hoje a pauta deve ser um pouco pesada, mas não para mim. Será pesada para aqueles que por ventura ainda acreditam e dependem de qualquer religião, seja qualquer uma. Sério, mudam os nomes mas as práticas sempre são as mesmas. Discorda? Problema seu, e respeito e defendo até a morte seu direito de discordar, mas eu, não tenho obrigação de concordar com você...

A ultima novidade é a igreja mórmon, sim, eles não gostam de serem chamados assim, mas eu também não gosto de ser chamado irmão gaertner e sempre tem que me chama, tapa trocado não dói, né-mesmo?

Bom, os mórmons são um amontoado de gentes que se reúnem em lugares que eles autointitulam capelas, as quais são sempre muito belas e ostentosas. Coisa de loco, sempre com muito ar-condicionado, capetes, sempre bem pitadas, coisas lindas. Num outro estilo que não o mesmo da católica, as igrejas mórnons estão se espalhando pelo mundo como a dengue no Paraná, e acho que matando muito mais do que a dengue.

Pois bem, para quem não sabe, os mórnons se organizam hierarquicamente com uma estrutura muito parecida com a militar norte-americana, mesclada com a capitalista também norte-americana. Eles se chamam por sobrenome, as mulheres são apenas para a procriação (tem cargos inferiores sempre - cozinha, lavanderia e bem-estar), e também um exército de homens que saem a caça de mais membros, os chamados missionários. Se um homem quer ser missionário ele tem duas opções, e for rico, vai desfrutar de 2 anos em países top, se for pobre, nem vou comentar.

Sim, esse jornalista aqui foi mórmon, até os 18 anos! Eu vivi essa igreja...

Hoje, já solicitei que meus registros sejam retirados dessa merda!

Sim, mas a pauta de hoje é a seguinte:

100 BILHÕES DE DÓLARES

Sim, senhores, esse é o montante acumulado por essa religião "sem pagar qualquer imposto" para a segunda vinda de cristo. Esse cristo é usado até hoje para enganar as pessoas, como podem acreditar nessa merda toda, sério?

Mas enfim, a igreja mórmon pede 10% e ainda, alguns tipos de oferta: oferta de jejum, oferta missionária, oferta isso, oferta aqui... E olha, na época que eu frequentava, era muito mais comum ver pessoas pobres dando grana pra caralho do que os líderes com seus carros e seus postos pagando. Como eu sei, eu fui responsável uma época em abrir os envelopes.. Juro que nunca peguei nada, mas hoje, já descobri que ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão...

Veja bem, 100 bilhões de dólares acumulados, sem pagar nenhum imposto, sendo investido em shoppings, complexos imobiliários e claro, nas orgias mórmons que dizem rolar em UTAH?

Está na hora da lei mudar. Se todos somos iguais perante a lei, porque uma igreja, seja ela qual for, não precisa pagar imposto? 100 bilhões daria uma bolada de imposto, heim...

Mas enfim, né...

Se você conhecer algum mórmon, pergunte a ele sobre esse montante e comente a resposta, vai ser uma uma desculpa muito boa para rir, quase um stand up mórmon...

Eu já ouvi 3: que isso é mentira - sempre acusam a igreja, que a igreja usa essa grana para ajudar refugiados e pessoas que precisam (mentira), e que esse dinheiro é investido na Cruz Vermelha (sério, essa foi a história mais idiota que eu ouvi)...

Enfim, né!!!

#mentiramórmon

domingo, 29 de dezembro de 2019

Aquele do "putz, meu pai soltou mais um frase..."

Uma das coisas que aprendi na vida é justamente que na maior parte devemos ouvir, escutar, assimilar para então, se caso for, abrirmos a boca para falar qualquer coisa. E hoje foi um dia em que isso se concretizou, de forma muito ampla. Ou seja, era um dia de domingo, um céu azul maravilhoso, com um clima muito agradável, eu não tenho um puta tostão na conta, os dois cartões, descobri da melhor foram terem sido bloqueados, o cartão alimentação só sai amanhã, ou seja, estou naqueles dias em que como disse meu pai, no melhor momento de sapiência dele - quando é para dar tudo errado, é tudo junto.

Lembro ainda de outra frase que ouvi muito dele que dizia: quando os urubus estão na merda, o debaixo cada no de cima. Sim, os mais alucinados pela física vão dizer que jamais, pois a gravidade vai atuar e a merda vai inevitavelmente acabar caindo no debaixo mesmo ou vai atingir, inapropriadamente um de nós, seres humanos sociais que vivemos em grandes concentrações urbanas, as quais, são sempre alvos dos jatos fecais dos pássaros.

Mas, piadinhas escatológicas a parte, estive pensando. Quando não estamos nos sentindo bem ou quando alguma coisa está nos incomodando, porque será que tudo parece dar errado? Talvez, porque nos permitamos isso, não é mesmo? Não que estejamos realmente colhendo frutos ruim, mas com toda certeza, estamos plantando ações ruins. Ou seja, não é que tudo esteja efetivamente dando errado mas sim, estamos permitindo que tudo esteja errado em nosso dia.

A exemplo do velho pai: havia um compromisso, então, ele que é perfeito com horários, perdeu a hora, levantou atrasado, não conseguiu tomar banho, e finalmente quando entrou no carro para sair, descobriu que havia esquecido o celular no quarto. E volta pra buscar.

Talvez, e apenas talvez, se ao acordar atrasado ele agisse diferente, será que teria sido diferente?

Enfim, um textinho para pensar, afinal de contas, é fim de ano mesmo, dizem que é a época para se pensar e colocar a casa em ordem...

enfim...

é isso...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Aquele do "vivendo uma fase de muito texto..."

Não sei de onde está vindo tanta vontade de escrever. Não sei de onde estou tirando paciência e pauta para escrever os textos. Se um dia lula corrupto e dilma eram pautas, logo eles deram lugar ao senhor vampiro, que também logo deu pauta para que eu tirasse do blog todos os textos antigos por medo do que poderia acontecer. E assim foi.

Hoje, só tento não escrever sobre política, pois, tenho realmente ainda muito medo. Hoje, se você não for lgbt, de esquerda, evangélico ou bolsomínio, você está no caminho errado. E eu não sou nenhuma das alternativas anteriores. Eu sou do tipo que ainda conta piada suja, que não adere ao politicamente correto hipócrita e de esquerda, só se minha mãe... esquece!

Mas hoje, o texto tem uma pegada mais ligada ao fator que me causa mais problemas pessoais: as interações sociais.

Sim, sabe quando você consegue um emprego, logo você vai conhecendo as pessoas e assim sendo, você começa a interagir. Aí, as relações de trabalho acabam se esticando até o happu hour ou o churrasco no findi e essas coisas. Porém, eu LG, não consigo administrar isso. Eu não consigo esse tipo de envolvimento pois, em algum momento, eu vou ficar entre perder uma amizade e cobrar algo relacionado ao campo laboral.

Assim como percebo que, na verdade, até hoje, só fui bem aceito enquanto eu estava de acordo com os padrões sociais dos outros, ou seja, se eu concordo - ok, se eu penso igual - ok, se eu gosto do que eles gostam - ok... Mas, a hora que resolvo expor minha opinião se apenas tento falar sobre algo que eu realmente tenha conhecimento, logo sou afastado do convívio com o grupo.

Sabe aquela ideia do peixe fora d'água?

Sim, sim, esse sou eu. E o que eu faço contra isso? Não convivo! Felizmente, tenho um quarto para dormir que é quentinho, então, tomo minha cerva sozinho, saio sozinho, vou ao cinema sozinho, viajo sozinho, ou seja, evito causar constrangimento para os demais, numa troca bem justa: eles vivem a vida deles e eu, vou levando a minha vida, como a vida quiser me levar. Vai saber até quando ela vai querer, não é mesmo?

E na verdade, percebi que até mesmo em família, eu não consigo agradar e por isso acabo mesmo ficando mais isolado. É foda? Não, acostuma, acostuma até que rápido...

Tenho alguns poucos amigos que por me entenderem me aceitam, quando podemos interagimos, até uma bera de vez em quando tomamos, mas não vamos forçar mais que isso...

Não posso mudar mais meu pensamento e minhas verdade por causa da aceitação de outras pessoas. Não posso mais permitir que me ser seja moldado por outrem, pois, a qualquer deslize meu, essa pessoa vai cair fora da minha vida como aquele cliente de um restaurante que achou um cabelo na batatinha frita.

Engraçado isso, parece que estar sozinho é mais legal do que cercado de gente...Poucos inclusive entendem porque é que eu prefiro ficar isolado do que estar rodeado de pessoas que não me compreendem... Mas é um riso amarelo, bele?

Enfim, nos últimos dias, parece que escrever está sendo mais legal do que foi um dia e olha que eu adora escrever sobre política e economia, mas agora, está mais divertido...

Bora lá!

#segueobaile

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Aquele do "pra você guardei o amor que nunca souber dar..."

Hoje o dia está chuvoso, friozinho, cinza e melancólico. Sério, não dá pra ser diferente em Curitiba, essa cidade melancólica que quer ser uma São Paulo da vida mas que na verdade, não é nada mais do que um interior asfaltado que tem como prefeito um melancólico Rafael.

Mas o texto não tem nada de Curitiba, prefeito ou qualquer outra coisa. Hoje é sobre sentimento. Mas também, não é por sentimento alheio, afinal de contas, pessoas entram em nossas vidas como clientes de um restaurante, uns voltam, outros não, uns marcam, outros não, uns interessam, outros não queremos sequer saber se continuam ou não vivendo. Mas, falar sobre sentimento sem envolver outras pessoa é possível?

Sim!!!

Exatamente isso. Na musica do Nando Reis, ele explora muito essa frase, "Pra você guardei o amor que nunca soube dar...", mas e aí, nobre leitor, quantas vezes você acorda, faz sua rotina mas antes de sair de casa, para por alguns instantes em frente a um espero, se observa e se diz, mesmo que em voz silenciosa: "eu me amo"?

Nos cinemas, nos seriados, nas novelas, nos programas de auditório, vemos e somos bombardeados por pessoas que usam a frase "eu te amo" de forma tão espontânea, tão direta e tão superficial que hoje, afirmo, assusta. Afinal de contas, será mesmo possível amarmos tantas pessoas, dando a elas um pouquinho de atenção ou será que confundimos amor com qualquer outro sentimento?

Bom, eu não tenho resposta para tudo, até queria ter, mas não é bem assim. Porém, a vida, esta marotinha malvada, me ensinou que, antes de queremos amar uma pessoa qualquer, seja ela o grande amor da nossa vida ou nossos pais, por exemplos, precisamos parar de guardar do amor que não sabemos dar e precisamos de alguma forma nos proporcionar esse amor. Sim, precisamos nos amar, nos olhar no espelho, observar cada fio de barba ou cada ruga que aparece, precisamos gostar dos nossos olhos, das nossas espinhas ou então, daquele defeitinho que uma cirurgia plástica poderia e que quiçá melhorará!!!

Precisamos aprender a nos amar pois quando soubermos o que é nos amar, aí sim, saberemos se amamos ou se gostamos de outras pessoas, sejam elas quem forem. Não é mesmo?

Posso até estar sendo superficial ou então, devo estar sendo incoerente, afinal, vivemos num mundo das certezas e tenho certeza que você já tem as suas certezas e dessa forma, vai me criticar, mas antes, pare e pense, você se ama tanto assim para me criticar?

(  ) SIM - ok, desce a porrada mesmo!
(  ) NÃO - então, espera um pouco!
(  ) TALVEZ - o que falta então para você saber se sim ou se não?

Eu talvez já me ame muito mais do que me amei um dia. Sim, por muito tempo me mantive apagado, guardando o amor que tinha por mim em algum lugar da minha cabeça/coração e dando esse amor aos outros. E que frutos colhi? Nem quero falar sobre...

A verdade é que depois de quebrar minha cara por algumas vezes percebi que eu estava fazendo exatamente errado, e que, antes de dar aos outros o que eu mesmo não tenho, tenho que ter o que preciso ter. Nesse caso, uma excelente dose de amor próprio seria algo bem interessante, não é mesmo?

E assim está sendo, é nisso que estou trabalhando, é exatamente isso que quero e é isso que tenho conseguido, mesmo que aos poucos, mas, tudo que é feito com calma e com sustentabilidade, me parece ser mais duradouro...

E pra finalizar, não vou desejar feliz natal a ninguém. Mas, sim, desejarei uma excelente bom 2020 para todos. E esse não deve ser o ultimo texto do ano, porém, se for, já foi!!!

#bora_lá

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Aquele do "eles pensam que podem tudo, mas..."

Um dia, na vida, eu ouvi uma música de um artista que ainda gosto muito, um tal Gabriel O Pensador. E nessa música, em determinado momento, ele cita a seguinte frase:

"Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim cês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio"

Transcrição retirada do site www.vagalume.com.br - por praticidade

Esse é um trecho do final da música Estudo Errado, de autoria do Gabriel O Pensador. Talvez solto assim não dê para se ter uma ideia maior mas no contexto geral, ele trata de educação, relação escola vs professor vs alunos.

Muito mudou desde que ele gravou essa música. Principalmente na questão dos alunos. Hoje, temos uma geração que tem por condição existencial não saber lidar muito bem como o NÃO. Sabe como é né, na vida, as vezes e muitas vezes, ouviremos um NÃO. E não apenas porque querem nos dizer não, mas pelo motivo de que nem tudo é possível fazer nessa vida. Eu mesmo, estou pensando em trocar o nome do site de www.dlq.com.br para www.elq.com.br - ou seja, ele ficaria Espaço Leite Quente, pois de diário, quase não tem mais nada.

Mas isso talvez não seja possível, afinal de contas eu tenho que comprar outro domínio, migrar o nome e praticamente teria que mudar tudo. Dessa forma, melhor deixar do jeito que está.

Bom, mas tente dizer não para essa geração...

Eu estava lembrando há pouco que, certa vez fui trabalhar numa empresa que era o lugar onde quase todo mundo queria trabalhar. Bom salários, melhores benefícios, possibilidade de engordar o salário com bonificações por produtividade e qualidade de atendimento, enfim, essas coisas. E em dado momento do processo seletivo, tivemos uma reunião na qual foram apresentadas algumas condições para que pudéssemos realmente ter esses ganhos "extras" e no auditório, umas 35 pessoas, uma delas se destacou por, a todo instante, interromper o pessoa para questionar os "NÃOS" que estávamos ouvindo.

Eles não eram "NÃOS" limitantes mas sim, nãos operacionais. Pois, a cada não, era exposto um SIM, mas ela, já pertencente a geração " ___ " não conseguia entender porque as coisas não eram da forma como ela, e absolutamente ela, queria. Ou seja, um grande problema em receber um não como resposta.

Veja, acredito mesmo que estamos criando uma nova geração totalmente despreparada para o mundo lá fora, pois eles não conseguem mais aceitar que não é tudo que podem e que irão fazer. Tudo tem limites, e infelizmente, esses limites podem não ser do nosso gosto, mas ainda assim, eles existirão.

Eu também, queria poder fazer diversas coisas as quais, as vezes o "bolso" não deixa, as vezes a "sociedade" não deixa e em outras tantas vezes, apenas não posso.

E tenho que aceitar e aprender que nem tudo é possível...

#segue_barco