quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O meu Zelaya eu tiro na chinelada!

Essa coisa do Zelaya na embaixada do Brasil em Honduras esta enchendo o saco, não esta não? Pô, tudo bem nosso país cumprir o que rege a política da boa vizinhança e como um país democrático acolher um presidente arrancado do poder por um golpe militar. Mas ficar dando de comer para o caboclo por intermináveis dias, enquanto ele procura um jeito de voltar ao poder, aí já é demais.

É igual aquele gato sarnento que ronda tua casa todas as noites. Experimenta encher um pratinho com ração todas as noites para você ver se o bicho não se abanca por ali.

Eu estou vivendo uma situação semelhante à do Brasil com o Zelaya. Como me mudei recentemente, ainda não tenho todos os equipamentos necessários para se manter uma residência em perfeita ordem. Os meus bons amigos estão nos presenteando aos poucos e a coisa ta ficando bonita, mas ainda não ganhei um “latão” de lixo de ninguém.

Isso faz com que um desgraçado de um gato sarnento que ronda minha casa (e olha que gosto dos bichanos hein. Partiu meu coração ter que deixar o “Bigode” na casa dos véios quando me mudei) encontre o saco de lixo onde eu tente esconder. Sério. Bicho dos infernos. Se eu colocar dentro do tanque (sim, nós temos tanque), pendurado na grade, no chão, dentro do balde, o corno do gato acha. Dia desses mudei a rotina e pus o lixo na frente de casa. Ele achou, rasgou o pacote e fez a festa.

O gato sarnento é meu Zelaya. Dei comida uma vez (sem ter essa intenção) e o bicho não sai mais lá casa. Estou pensando até em oficializar a relação e chamar ele para morar lá em casa, mas acho melhor não criar nenhum vínculo afetivo. Assim não terei dó ao tacar o chinelo no bicho.

Tem que ser assim com o Zelaya, clone hondurenho do Ratinho. Não deixa o caboclo “se folgar” não, que ele não vai mais querer desgrudar. Demos guarida uma vez, amanhã ele vai querer vir para cá passar o carnaval na Sapucaí ou ir no passeio do Macuco, em Foz, no “vascão”. Sai dessa Zelaya.

Em tempo, boa a definição do Ratinho (o original) sobre Honduras. “Honduras é um paisinho de merda da América Central que só serve para atrapalhar”.

Quem deu comida para a Capivara?

Vocês viram a Capivara perdida no Água Verde? Será o Zelaya, versão roedor? Quem é que levou a coitada da Capivara até o Água Verde? Bonito foi ver o baile que o bicho deu nos bombeiros que tentava capturá-la. Mais informações no www.rpc.com.br/paranatv

Existem sim...

No Brasil, existem 3 poderes: legislativo, executivo e judiciário. Legal, né, parece organizado e funcional. Mas não é. Assisti hoje a uma grande manifestação de desrespeito com a hierarquia dos 3 poderes. Um cara chamado José Antonio Dias Toffoli se tornou o ministro mais novo do supremo tribunal federal.

Legal novamente, se esse cara aí tivesse um doutorado, um mestrado, sei lá qualquer coisa que o qualificasse para o cargo. Mas não, ele foi apenas uma indicação do cara que eu mais respeito pela inteligência no Brasil e quem sabe no mundo: lula-lá!

É, além de ser um indicado do nosso querido molusco, ele também foi advogado do PT - partido dos trabalhadores, incrivelmente o partido do presidente molusco, indicador.

Será marmelada? Hoje tem goiabada, tem sim senhor, hoje tem cachorrada? Tem sim senhor. É nessas horas, que se eu fosse um pouco diferente do que seu, sentiria vontade de ter excelentes amigos como o lula-lá. Aí, estudando pouco, eu conseguiria uma vaga dessas e olha que dever ser bom pacas.

Tratarei nosso novo ministro do STF com respeito daqui pra frente, pois ele pode ser mais um dos que não gosta de jornalista e tal, e aí, haja malboro na cadeia...

Esperarei anciosamente pelo dia em que, num processo contra o governo ou o PT ou ainda contra um dos "cumpanhero" a parte que processou seja tratado como lixo num STF voltado ou que pende ao governo.

Por isso eu disse acima: os três poderes parecem funcionais, mas na verdade, estão se tornando cada dia com mais ênfase, um grande amontuado de amigos e apadrinhados.

Bem, badalhocas (ver post anterior) para todos...

Offline!

Acho que só assim, LG, meu velho, vamos transformar nosso vício/ofício em hábito. Também não tive muitas idéias para hoje e nem que as tivesse, poderia compartilhar com os companheiros. Opa. Tá aí... tive uma idéia.

Não tive como postar nada até esse instante, pois fiquei sem internet em casa e só vim trabalhar durante a noite. Isso quer dizer que fiquei praticamente 24h off-line. Para quem trabalha em um webjornal, é tudo mais estranho ainda.

Eu, volta e meia, me gabo de ser um cara que não liga para essas tecnologias. Já me peguei dizendo que poderia viver sem elas. Menti. Para mim mesmo. Não que eu seja um daqueles malucos por tecnologia, que faz fila virtual para comprar o novo modelo do Ipod (aliás, nem tenho um Ipod). Mas ficar off num mundo on é qualquer coisa de maluco.

Me contive para não ir numa lanhouse para me manter atualizado. Nada mais que isso. Nao queria acessar meu orkut eu ver quem está no msn. Eu queria mesmo era saber o que estava acontecendo no mundo. O meu amado rádio e a TV tentam, mas só a internet cosnegue saciar essa necessidade.

Sem internet, tentei aproveitar o dia offline. Me limitei a acordar às 10h30 (estou sem minha amada, que me abandonou por cinco dias [por uma boa ação]). Assisti um pouco de Hoje em Dia, RIC Notícias, Tribuna no Futebol, Paraná TV, GloboEsporte e Jornal HJ. Agoniado, acabei voltando para a cama (morram de inveja) e dormi. Legal minha rotina né? Tudo bem, com o frio e a garoa de hoje, não tem programa melhor. Mas eu ficaria um bom tempo no computador se ele estivesse ao meu dispor.

Preocupante isso.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Quase sem pauta...

Hoje passei o dia inteiro pensando em uma pauta para escrever. Realmente ainda não sei e vou fazer o seguinte, vou escrever.

Certas coisas hoje me chamaram a atenção. Uma delas é que o dia inteiro com uma garoa, friozinho. Cinza, tudo cinza. Outra coisa que me chamou muito a atenção foi o desespero dos meios de comunicação e também dos lojistas e fabricantes de automóveis. Creio eu, na minha santa ignorancia, que acabou a era das vacas gordas da industria automobilística.

Venderam o que puderam, atendendo a demanda e logo, ouviremos falar em cortes. Eu sei que a oferta de crédito está alta, bacana, mas poucos vão arriscar agora, com os carros ficando gradativamente mais caros, até chegar ao preço normal. Aliás, normal às favas, pois eles ficaram mais caros.

Agora, me pego pensando, será que não seria hora do governo rever um pouco seus gastos e verificar a possibilidade de diminuir o IPI a um patamar mais justo? Para um carro mil, essas casquinhas de lata sem nada que valha muito a pena, o IPI imposto é de 7%. Será que se ficasse em 3,5% a demanda não compensaria a redução? A isenção temporária mostra que a lógica pode existir.

Sabe, o governo deveria realmente analisar que a demanda pode suprir essa redução. Somos 190 milhões de habitantes e esse ano, devemos fechar umas 3 milhões de unidades vendidas.

É talvez pouco pelo potencial consumidor!

Se reduzir o IPI, o ICMS - reduzir, não precisa acabar, creio que as vendas seriam maiores. Mas aí, não teríamos ruas, avenidas, vielas para todos os carros.

Credo, a gente pensa de um lado, e do outro, a coisa fica feia!

Enfim, vejamos no que vai dar, amanhã, acabou o IPI reduzido. Eu ainda prefiro um usado com todos os luxos a um zero KM pelado, mas...

Para finalizar, gostaria de comentar como está sendo prazeroso para mim escrever nesse blog. É uma ideia embrionária, mas putz, tá me fazendo um bem indiscritível. E valeu o apoio da galera que está lendo, sem vocês, não seria tão bom. E comentem, os comentários, contrários ou a favor são bem vindos.

Fui...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Urubuzinho a parte

Nobre Dudu, espero que minha má leia se post. E para informar, gostaria de colocar meu time a sua disposição. Tenho uma integrante que sabe muito bem como fazer arranjos de mesa, arranjos não sei do que e também outro tipo de arranjo. Se converso com ela, ela faz barato demais ou de graça. Ah, tem eu, que se preciso, até mesa eu sirvo, manobro muito bem e ainda sei lavar louças como poucos sabem.

E para completar o time, tem a dona Florete, que por prazer em ver-te feliz, bem conversado, pode ajudar na cozinha, e a exemplo da feijoada, sabes bem que a dona Florete gosta mesmo é de entrar na cozinha para alimentar várias é várias bocas. Enfim, por falta de brothers e times, não será problema, ao estalar de 1 dedo, meu time estará a sua disposição, é só dizer quando, onde e como quer.

Mas trocando de assunto...

Hoje eu vi, com esses olhos que a terra vai comer um dia desses, um guincho do novo serviço da prefeitura, o famoso "cuidado senão eu guincho" trabalhando. E não era nenhum carro véio não, era um Corola Wagon, novo.

E estava lá, o gincho, os carrinhos que vão na roda para colocar o carro na rampa e uma moto da diretran... Eu fico com medo, não tem novos impostos, mas em contrapartida, se teu carro for ginchado, prepare o bolso.

Mas até que é bom o serviço né, tem tanto zé mané parando o carro em locais proibidos, que vale mesmo a pena que esse serviço funcione. Eu queria ter visto para crer, vi e agora, tenho que crer.

E mudando de assunto novamente, para saber:

A média de chuvas em Curitiba, historicamente em setembro é de 115 milímetros.

Esse ano, até a manhã do dia 28 hoja, já choveu 268,4 milímetros.

Ou seja, já temos um superávit de água no valor de 153,4 mm. E setembro ainda não acabou. É, a coisa ficou feia, nem adianta mais deixar o carro em casa, a natureza já está cobrando a conta.


Fui

Aqui não, urubuzada!

Nesta segunda-feira pela manhã assisti a uma reportagem no Hoje em Dia, da Rede Record, sobre o tema "Casar ou juntar". Eu sempre quis festejar meu casamento. Celebrar com aqueles que me são caros, uma passagem importante da vida. Receber os parabens e "beber/comer" (morar) uma nova etapa que se inicia.

Com os pés no chão, comecei a sondar como seria este evento. O mais importante já "arrumei" (uma mulher que me ama e por quem sou completamente burro de apaixonado). Escolhemos uma igreja linda, reservamos a data (que só não foi declarada oficialmente nossa, porque não depositamos a "reserva") e começamos a olhar alguns preços.

Deu vontade de desistir. Não desistir de oficilizar a nossa intenção de passar o resto da vida juntos, mas sim de pagar (em suaves prestações) pelo direito de gozar dessa inflacionada etapa das nossas vidas. O abuso de fornecedores e realizadores de festas de casamentos beira o ultraje. É coisa digna de intervenção oficial. Os preços deviam ser tabelados, tomando como base os princípios da razoabilidade. Controle rígido mesmo.

Fui a casamentos (com o perdão da adjetivação e da heresia) simplezinhos (em termos de luxos e opcionais) nos quais, um bom tempo depois, descobri que foram gastos R$ 15 mil, R$20 mil, R$ 25 mil, R$ 30 mil.

Minha gente, ninguém aqui é burro ou alienado para ignorar o fato de que R$ 20 mil (para ficar na média) é muito dinheiro. Todos nós sabemos que R$ 20 mil não se acham no bolso de trás da velha calça jeans surrada ou no casacão de lã.

Agora, eu pergunto a vocês, vocês não acham isso um caminhão de dinheiro? Um monte de verdinhas (azulzinhas, para ser mais exato) jogadas fora (sim, FORA) para uma noite de "YMCA, Macho Man e Fazer amor de madrugada, em cima da cama e embaixo da escada", por uma noite de migon ao molho madeira, estrogonoff de frango e batata palha??

Não, não imaginem que sou um insensível, sem coração e machista. Msmo porque, quem me conhece, sabe que sempre quis casar. De branco, véu e grinalda mesmo.

É que sou realista.

Sabem o que é R$ 20 mil? É um carro zero, infernos. Uma viagem ao redor do mundo. Um cruzeiro até a Europa (e na cabine da janela). É a entrada de uma casa, de um apartamento. Gastar R$ 20 mil para aguentar caboclo sair falando mal do mingon que tava com o molho madeira aguado, a batata palha mole e o strogonoff ralo? Ouvir dizer que o vestido da minha nêga tava feio, que eu estou muito gordo (fato) e o som tava ruim? Que o garçom era feio, que minha sogra é esquisita (mentira. As minhas duas sogras são otimas) e meu cunhado dança mal (mentira II)

Pro inferno com tudo isso.

Quero coisa simples. Reunir as pessoas que gosto para beber/comer (morar) uma passagem importante na minha vida. Sou simples, simprão mesmo (até demais, segundo a patroa). E não tenho R$ 20 mil para tirar do rabo e bancar ums festa faraônica qualquer. Nem em um ano de trabalho (abdicando de comer e sobreviver) conseguiria um dinheiro desses. Nem com ajudar de sogros e pais. O que é isso? Vamos pôr os pés no chão.

Casar é oficializar perrante Deus e à sociedade que voce pretende ficar para sempre junto com tua amada. É celebrar o amor, a amizade. Não fazer feliz um bando de empresário sangue-sugas que lucram com o sonho dos outros. Meu dinheiro, tenham certeza, vocês não terão. No meu churrasco/festa de casamento, nenhum de vocês vai por os pés. Nem que para isso eu precise virar noites e mais noites fazendo meu convite, os arranjos das mesas, assando meus leitões (comida já prometida por um dos padrinhos). Aqui não, urubuzada.

Tenho certeza que nessa aventura de aprontar a festa, não ficarei sozinho. Minha futura mulher estará lá, assim como os verdadeiros amigos. Vamos virar noites e talvez elas (as noites) sejam panos de fundo para lembranças muito mais felizes do que as proporcionadas por um casamento que significaria minha ruína financeira, uma festa fria, com muita pompa e pouca humanidade. Uma coisa que, definitivamente, não reflete o que sou.

domingo, 27 de setembro de 2009

Carneiros do Uzbequistão!

Não se comenta outra coisa na comunidade científica do Uzbequistão. São as famosas badalhocas. As badalhocas dos carneiros do Uzbequistão estão entre as mais eficientes badalhocas, um quase ato divino, pois as badalhocas servem como alimento para os mais necessitados, normalmente os que cuidam dos carneiros.

No Uzbequistão, cuidar dos carneiros não significa comê-los, pois afinal de contas, quem cria, nem sempre tem o direito de comer. Essas badalhocas sim, servem para esses criadores. Matam a fome de sua família, servem para tomar banho ou então, para fazer a barba, no caso dos homens.

Essas badalhocas parece que foram colocadas por mãos de um deus nas patas dos carneiros. Ficam empelotadinhas alí, se causar sofrimento algum. Porém o que mais intriga a comunidade ciêntífica é como essas badalhocas se formam.

Caro leitor, eu não entendo nada de badalhocas, nem mesmo sei se existe um Uzbequistão. Mas me diga uma coisa, comente abaixo: você estava acreditando no texto acima?

Estava?

Cuidado. É isso que nossos políticos fazem com a gente, inventam histórias e mentiras. É isso que eleição após eleição somos obrigados a escolher: qual o melhor contador de história. E para o ano que vem, estou até esperando o circo. Presidenciáveis e futuros governadores estarão em plena forma.

Garanto a todos, que nenhum dos candidatos irá deixar de lado alguns temas, que serão apresentados como os principais atos dos futuros governos: educação (terá maior investimento), saúde pública (em alguns momentos apresentada como a falta dela), segurança pública (aqui, um dizendo que puliça é bom, outro dizendo que educando se cria segurança)...

Nenhum dos políticos falará, como no texto acima, que badalhocas são bolotas de cocô de carneiro que ficam presas nos pelos das patas.

Ou seja, enquanto acreditarmos nos caras, ou em tudo que eles falam, seremos feitos de idiotas mais uma vez. Eu não...

Fui...

sábado, 26 de setembro de 2009

Mão na terra e tédio no estádio!

Hoje fiquei offline o dia todo. Apesar de ter tido comichões de acessar essa bendita internet, resisti bravamente. Aliás, não tive muita escolha. Passei parte do dia contruíndo uma horta na minha casa (junto com meu velho, ajudados pelo meu irmão) e a outra parte tendo o desgosto de assistir ao jogo do Paraná Clube contra o Figueirense na Vila Capanema.

Foi meu primeiro em 2009. Para quem passava a semana toda no estádio nas boas épocas de rádio, ir ao estádio virou luxo para mim. Uma porque não tenho mais carteirinha da ACEP (Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná) e outra porque não compactuo com ladroagem. Pagar 30 paus para ficar torrando, com sol na cara, e ver uma apresentação rídicula como a do Paraná hoje... devia dar em processo por danos morais. Eu me senti lesado.

Justo hoje, que decidi oficializar que sou paranista, o time joga tão mal, mas tão mal, que me deu raiva, sono, tédio e muitos, muitos risos. Chegou uma hora que rir foi o melhor remédio. Mais ainda em ficar analisando como as pessoas jogam dinheiro fora. Um time de futebol tem potencial demais para gerar dinheiro, mas as pessoas não sabem aproveitar. Não se aproveitar, mas aproveitar as possibilidades para se gerar dinheiro e aplicá-lo no próprio clube. Em benefício dos torcedores, não o benefício próprio.

Não sou formado nisso e nem perito em administração esprotiva. Mas me deixem fazer um trabalhinho de dois anos num clube de futebol. Me cobrem depois. Se os resultados não forem bons, nunca mais entro num estádio.

Hoje anuncio para vocês meu novo projeto de vida. Não para amanhã, nem pro ano que vem, mas eu ainda serei presidente do PARANÁ CLUBE. Pagem para ver... ou guardem esse post. Um dia voltaremos a falar sobre o assunto.

Explodiu!

Então. Ouvindo rádio hoje pela manhã, diga-se de passagem sou um viciado em rádio - jornalismo, ouvi que o prefeito da cidade onde explodiu uma loja/fábrica com fogos de artifício disse que a loja não tinha autorização para vender esse tipo de produto.

Hahahaha, pensei eu. Santo André, essa é a cidade.

Pois então, o prefeito de Santo André, quando questionado sobre a licença ou melhor, a falta dela para vender o que eles vendiam, ele respondeu que "outras cidades também enfrentam problemas com a fiscalização".

Pensei eu, mas essa não foi a pergunta. É fácil se desviar de um problema seu falando que outros também sofrem com o problema.

Lembro-me bem do dia em que meu pai recebeu uma notificação que dizia que ele tinha 15 dias para tirar uma planta da frente de sua casa. Era uma coroa-de-cristo, linda, cheia de espinhos e leite que queima.

Meu pai ficou puto, disse que os outros também tinham e que ele só cortaria se todos cortassem. Conversei com o véio, seu Norberto, gente boa, e ele, a certo custo, entendeu que os outros que vão às favas... Façamos a nossa parte.

Cortamos a planta e avisamos os mais chegados. Afinal de contas é lei.

Eu fico pensando, será que esse prefeito deveria colocar suas mãos na cabeça e pensar que seus funcionários públicos foram relápsos, falharam na sua função e que talvez ele devesse ou buscar uma reciclagem, tipo ordem na casa ou então, exonerar os responsáveis e abrir um novo concurso?

Quantas lojas de fogos de artifício/fábricas ilegais precisarão explodir para que as autoridades consigam enxergar que a máquina estatal precisa ser aperfeiçoada, que o cabide de emprego precisa acabar e que nossos políticos precisam ganhar capacidade gerencial?

Eu sinto vergonha.

Ah, e só para constar, agora além de ônibus escolar, nosso governador está distribuindo caminhões de bombeiro. ATENÇÃO: ISSO DEVE TER CUNHO ELEITORAL - ele poderia ter feito isso durante os 8 anos, e não apenas agora!

Bom final de semana a todos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Obrigado!

Eu e o LG (que, para quem não sabe, é Luiz Guilherme Gaertner) tivemos a idéia do blog no começo de junho. Putos com a decisão do STF que acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, pensamos em um site para expressarmos nossas opiniões e, num futuro (talvez nem tão distante) postar notícias, como um jornal online diário mesmo.

Demoramos para fazer a coisa andar, já que nossos compromissos pessoais nos impediam. Agora, mesmo que não tenhamos conseguido nos desvencilhar de nossas obrigações, decidimos iniciar as atividades do Diário Leite Quente, ou apenas Diário LQ ou DLQ.

Do start até agora, graças à divulgação que temos feito em blogs pessoais e twitter, alavancamos nossos acessos de 8 em dois meses para 80 em apenas três dias (veja o gráfico logo abaixo). E temos até seguidor já.

Obrigado aos que vieram nos prestigiar e saibam que, dessa vez, a coisa é séria. O blog será constantemente atualizado. Garantimos um esforço máximo para manter nossa palavra.

Se puder ou quiser, deixe um comentário e participe da nossa enquete.

Atropelamento?

Pergunto o seguinte: um ciclista é atropelado dentro de uma canaleta do ônibus, onde só podem circular ônibus e que ao lado, encontra-se uma ciclovia. Isso é atropelamento ou tentativa de se matar?

Posso até parecer idiota ou louco, mas o cara que anda de bicicleta na canaleta deveria perder o direito de ciclista e ser tratado como um piloto de um veículo qualquer. Pois somente um idiota usa uma rua para ônibus, que pesam 35 tonelada para nadar com uma bicicleta, que pesa 3, 4 KG. A transferencia de massa é absurda, desiual e mortal... Para o ciclista, é claro.

Se um acidente desses acontece onde não existe ciclovia, eu até aceitaria, mas não se ao lado, tinha uma pista apenas para bicicleta. Nesse caso, na minha opinião, ciclista = motorista.

E por falar em acidentes, hoje eu pude presenciar uma ação da campanha de um grupo de comunicação do paraná aqui em Curitiba. Se educar é preciso, eles fizeram a parte deles.

Fui

ainda sobre salvar árvores

Escrevendo sobre a Amazônia, que meu nobre amigo Dudu escreveu no post anterior, o que mais me impressiona de qualquer forma é que ninguém está cortando pinus. Nem mesmo eucalipto.

Estão cortando árvores que já não existem em outros lugares talvez do planeta. Creio que se fizermos um pente fino, fizermos não, se esse governo incompetente fizer um pente fino nos consumidores mundiais de mogno e outras árvores nobres, ficaria muito fácil de combater.

Fácil como tirar o doce de uma criança. E me conta, existe realmente interesse?

Claro que não, é óbvio que alguém perguntou: - quanto sobra pra mim? E outro alguém deve ter dito, 10%! Ai o primeiro alguém pode ter dito: solta o maço, carimbaço!

Tenho certeza que é assim mesmo, e se sobrou, sobrou até pro molusco, até ele deve estar de boa. Afinal de contas, quanto menos mata, mais gente e maior a possibilidade pobres miseráveis.

Ei, que coisa ruim, já estou eu escrevendo sobre a associação da pobreza com governos petistas – populistas.

E tem outra coisa, já caiu por terra a ideia de que a amazônia é o pulmão do mundo. Se for, coitado do mundo, pois seu pulmão está num dos países mais corruptos e miseráveis, mesmo com tanta riqueza.

Minha parte estou tentando fazer. Vou relatar minhas duas ultimas semanas, bele? Semana passada, de 14 a 18 de setembro, fui trabalhar de carro, todos os dias. Em termos de custo, até não foi tanto, moro perto e gasto pouco. Mas na sexta-feira, 18 de setembro, eu estava esgotado a hora que eu vim para casa. Amo dirigir, mas nesse dia, pedia para não ter que acelerar ou então freiar.

Na semana de 21 a 25, fui de buzum. Verdão mesmo, o famoso interbairros II. Maravilha. Primeiro, coloquei minha leitura em dia. Segundo, em momento algum me preocupei com o tal trânsito, tinha alguém fazendo isso por mim. Em terceiro, cheguei em casa a pouco e olha, a diferença é tremenda. Estou me sentindo tranquilo e coisa e tal.

Se eu já tenho uma escolha?

Sim, tenho sim: por mais apertado e lotado, eu vou de ônibus! Com toda certeza, de ônibus!

fui...

Desmatamento incontrolável em pleno século 21? Capaz...


Tava querendo escrever sobre o desmatamento da Amazônia esses dias, mas fiquei com preguiça de jogar uma pedra brita num oceano inatingível. Mas, ao ver a beleza da foto acima (publicada no site G1), tirada manualmente por um dos astronautas que estão na Estação Espacial Internacional (o local é o Lago Erepecu e o Rio Trombetas, no Noroeste do Pará. O contraste que mostra o rio dessa coloração é o reflexo do sol nas águas), resolvi dar meu pitaquinho.

Tá, vamos por partes.

Antes de mais nada, não tentem me convencer de que é impossível (seja por qual motivo for, tamanho, falta de gente ou recursos) tomar conta da Amazônia. Falta é boa vontade e interesse. Como conceber que em pleno ano 2009, século 21, ainda sobrevivam os desmatadores ilegais de floresta. Como podem agir assim, sem pudores e nenhuma repressão?

Se o governo vive vomitando dados sobre "só esse ano foram desmatados sei lá quantos campos de futebol de janeiro a setembro", como é que não conseguem combatê-los? Po, todo mundo sabe quem desmata. Dúvido que se você der uma voltinha pelas regiões, você não descubra onde os "homê" se escondem.

Pega uma daquelas rurais do Ibama e "móca" ela entre uns arbustos de uma estradinha qualquer do Pará. Ou, para ser mais moderno, mete uma câmera daquelas espiãs (tipo que vem no clipae da caneta, no chaveiro, no parafuso falso ou no olho do urso de pelúcia) em algum lugar e grava o trajeto dos caminhões e balsas que transportam a madeira cortada ilegamente. Isso, claro, considerando que as madeiras cortadas ilegalmente precisem ser transportadas... que elas não somem, simplesmente, após arrancadas.

Pergunta para um caboclo qualquer, tipo dono de posto de gasolina, de boteco de beira de estrada (isso, daqueles que vende rebite para caminhoneiro) e especula para descobrir onde o povo trabalha. Aí chega lá e mete cadeado na porra do portão. Implode tudo, tava fogo. Sei lá. O que não pode é continuar com a imoralidade do desmatamento.

Não digo tudo isso só porque me preocupo com a porcaria do meio ambiente, mas pelo simples fato de acabar com a indecência do fazer o proibido. Se não pode fazer, que não se deixe fazer. Esse povo vagabundo adora desrespeitar uma leizinha qualquer. Ganhar dinheiro fácil e, de preferência, sobre a matéria prima ou o esforço dos outros.

Chega disso, né minha gente. Vamos limpar o país dessa corja da contravenção, da impunidade, dos safos que subornam as autoridades. Que beneficiam gananciosos, que só se preocupam com o "seu pirão". "Se a farinha é pouca", que se criem condições para que possamos produzir mais.
Nosso (ou meu) pirão é tão importante quando o seu, meu querido.
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ps: Meu querido LG. Agora parece que vai hein? Coisa linda esse blog cheio de atualizações... vamos que vamos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

me conta, o que temos a ver?

eu estou procurando entender e ainda não encontrei motivos para o brasil se meter na história do deposto lá, como chama, Honduras.

será que mostrando nosso exemplo dos três poderes que vivemos no brasil e um presidente que fica falando um monte de asneiras ajuda alguma coisa?

ou entao, o presidente do brasil quer dar uma de presidente do EUA e se intrometer no que foi chamado.

creio que aqui vivemos uma democracia hipócrita, onde o voto elege. so que os que são eleitos normalmente usam a democracia da fome, dos dentes (ou falta deles) e cadeiras de roda. isso sem falar nos mensalões e coisas assim!

queria aqui lembrar a todos e também ao molusco (lula-lá) que se quer se meter em assuntos internacionais dessa forma, é melhor investir um pouco aqui, pois o Exército Brasileiro anunciou o cancelamento do almoço de segunda-feira dos recrutas. é, isso mesmo, os recrutas, que são democraticamente obrigados a servir por um ano, agora precisam almoçar antes de sair de casa na segunda.

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/09/13/sem-verba-exercito-economiza-em-comida-767595508.asp

e o mais legal é que eles também não almoçam na sexta. hehehe

enfim, o que temos a ver com a democracia de Honduras? eu creio que já temos bastante coisa para se preocupar aqui.

ou estou errado?

viva as eleições em ano de copa do mundo!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

antes de tudo...

Bom. Antes de escrever meu texto, vou colocar um outro texto pequenino: eu gostaria realmente de estar antenado com o blog como meu nobre amigo Dudu. Até foto o cara tá colocando, heim...

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Ao que interessa, beleza?

Pois então. Eu também gostaria que o circo da hipocresia acabasse no Brasil, e quem sabe no mundo inteiro. Separar o lixo, não jogar óleo de cozinha no ralo, e ainda, consumir de forma consciente - dar preferência a sacolas de pano e embalagens não descartáveis. Claro, isso seria interessante, mas quando é com a gente, não é tão interessante assim.

Tipo: faça o que dizem, mas continue fazendo o que todos fazem, afinal de contas, o visinho tem que começar, certo? Errado.

Enquanto 99% das pessoas pensarem assim, 1% será responsável por algo que nunca vai dar certo, de forma alguma. Eu posso não ser o melhor exemplo, mas durante a semana, o carro fica parado na garagem. Só tiro ele da garagem se for preciso levar um pimpolho no médico e também em outras ocasiões que eu e a patroa possamos julgar especiais.

Mas, pra que falar nisso, né, se incomoda tanto!

Um bom motivo para mudarmos nossas atitudes talvez seja justamente mostrar nossa capacidade humana de aprender, de se educar. Ser mal educado não é pecado, pecado é continuar numa condição como essa.

É aprender mesmo. É preciso que consigamos pensar no aprendizado desse comportamento. Precisamo urgentemente aprender. E não tem uma escola para isso, precisamos nos unir e trocar informações e melhor, trocar exemplos.

Sonho com o dia em que a barreira proposta pelo Dudu vai ser instalada, talvez apenas com radares e o famoso pedágio urbano. Se você quer ir ao centro, na área delimitada de carro, vai ter que pagar 15R$, por exemplo. Na inglaterra deu certo, mas aqui, já imagino a galera dando um jeiitinho ou então, recorrendo 194 vezes para não pagar...

Um dia muda! Um dia, ficamos inteligentes... Um dia, aprenderemes... Só espero que não seja tarde demais...

Seguindo o tema da semana.

E que tal chutarmos o balde? Porque não proibir o tráfego de veículos no Centro de Curitiba?

É... sei que a proposta é no mínimo maluca, esquisita e utópica. Mas, acredito que seria uma ótima idéia para promover uma revolução em Curitiba, talvez com o mesmo impacto da criação das vias exclusivas para ônibus, do bi-articulado, do ligeirinho e outras coisas "lernistas".

Seria viável? Não sei, mas merecia um estudo. Como funcionaria? Vamos viajar...

Primeiro destacamos alguns pontos chaves da cidade, que seriam o ponto de partidas do "cordão de isolamento" da Nova Curitiba. Poderiam ser os seguintes: Rodoferroviária, Passeio Público/Praça 19 de Dezembro, Largo da Ordem/Prédio da Telepar (é, Telepar mesmo. Sem essa de BRasil Telecon e muito menos OI), Praça Osório, Praça Rui Barbosa e Rodoferroviária. Conseguiram visualizar a área? Ótimo... se não, www.google.com.br/maps

Constrói-se edifícios garagem a preços módicos, populares mesmo (previstos em contrato, evidentemente, ou [o ideal] com controle público) no lugar da atual Rodoferroviária (joga esse problema para outro lugar. Pode ser num dos imensos terrenos abandonados da Linha Verde, por exemplo), outro na quadra em frente ao Muller (desapropriando aqueles imóveis dali, como restaurantes e antigos cines pornôs, outro na quadra do antigo Porão do Tatu, outro mais ou menos ali no Corpo de Bombeiros...

Promove-se uma revolução no transporte público, com a criação do metrô, redistribuição de toda a frota, controle de horários, reformulação no sistema de cobrança e pagamento de valores às empresas que são responsáveis pelos serviços e tudo mais...

Reimplanta-se um meio de transporte como o Bonde Elétrico (possibilidade aventada tempos atrás pela adminsitração municipal. Alias, acho que isso ainda está em pauta). Que circule em várias frentes, por toda essa área em que não será permitida a passagem de veículos. Preços populares. Ciclovias em todo esse espaço e calcadão em todo o resto.

Reformula-se de toda a malha viária do entorno do centro, alargando ruas, criando binários, trincheiras, viadutos e sei lá mais o que.

Pronto. Temos um Centro livre de carros e stress. Gente feliz, trabalha mais feliz. Rende mais. Gasta menos com o transporte e mais no comércio. A revitalização traria de volta o povo para as ruas, nos fim de semanas (que se limitam apenas ao Largo da Ordem hoje em dia). O comércio vai rir à toa... Felizes, as pessoas vão se abraçar mais, serão mais gentis, se amarão mais...

... e eu serei o presidente desta "Fofolândia".
Só sei que, se não mudarmos nosso jeito de viver, de conviver, poderemos acabar como o Michael Douglas no filme "Um Dia de Fúria". Já assistiu? Eu já, há muito tempo. Tô querendo ver de volta. Recomendo.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

mais uma - dia sem carro!

fiquei surpreso realmente a hora que cheguei no centro da cidade e ví a Praça Tiradentes apenas com alguns ônibus, algumas bicicletas e sei lá, algumas pessoas.

não vou entrar no mérito da questão, mas que ficou muito melhor sem carro, isso ficou. até o ar parecia mais limpo. eu só não consigo entender cade as autoridades para pensarem em mais dias como esse, pois ficar aenas nessa história de 1 dia por ano, é algo realmente hipócrita.

só existe uma maneira de salvamos essa bola azul e branca gigante: agir. mas isso é utopia mesmo. ninguém vai deixar de usar o carro para usar uma biciclete ou entao o tão desgraçado transporte coletivo. ninguem vai deixar de pensar e agir assim.

eu proponho: 1 dia por semana até acostumar e depois, 2 dias por semana, e depois 3 dias, o que você acha?

não, claro que não, você não acha nada certo?

eu imaginava!

Qual é o valor dos "dias sem carro?"

Eu, sinceramente, não sei. É mais ou menos como o no Dia Internacional das Mulheres você não deixar sua nêga lavar louça, fazer o almoço ou levar o lixo para fora. Vem cá, tu não acha tudo isso meio hipócrita? Por 364 dias tu é um porco, machista, que chia logo quando não vê teu chinelo do lado da porta da entrada do seu barraco e rateia quando o arroz ta sem sal. Por um dia você é o gente boa, que valoriza as mulheres e que encomenda meio quilo de costela e maionese no buffet perto de casa para poupar a nêga véia de ficar com a mão cheirando alho.

Brincadeira... de mal gosto. Qualé? Um dia mundial sem carro... grandes bosta. Porque não fazem mais ciclovias? Não subsidiam a entrada definitiva de meios de transporte limpos, elétricos, sustentáveis e ecológicos? Porque não ensina para os projetos de delinquentes de hoje em dia o valor de se preservar? de separar o lixo? de não se tornar um porco, machista, que chia logo quando não vê o teu chinelo do lado da porta?

Porque não meter na cadeia quem faz racha? quem mata no trânsito? quem não usa o maldito cinto de segurança? que bebe e se recusa a fazer o bafômetro (e ainda sai ileso num julgamento futuro)? Porque não acabar com as imunidades que existem por aí? Porque ficar pensando se eu escrevi "porque" todas as vezes certo ou errado, com ^, junto ou separado?

Porque se preocupar com coisas bestas (como o acento no Porquê) e deixar de fazer a sua parte, de pensar em algo melhor para você e para os que o cercam.

Eu vou trabalhar de carro hoje. Não porque não me importo com o meio ambiente, mas sim porque minha nêga, aquela que deixa meu chinelo do lado da porta todo dia que chêgo do trabalho, fica sozinha em casa me esperando. E porque esse povo que se procupa em pagar de bonitão e politicamente correto estão se preocupando com o dia mundial sem carro, e deixam de garantir segurança para o povo. Se eu sentisse que minha mulher fica segura em casa, eu iria de ônibus e não precisaria enfrentar os maus-educados motoristas da minha cidade. Que tanto amo, mas que por muitas vezes tenho raiva.