quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Seguindo o tema da semana.

E que tal chutarmos o balde? Porque não proibir o tráfego de veículos no Centro de Curitiba?

É... sei que a proposta é no mínimo maluca, esquisita e utópica. Mas, acredito que seria uma ótima idéia para promover uma revolução em Curitiba, talvez com o mesmo impacto da criação das vias exclusivas para ônibus, do bi-articulado, do ligeirinho e outras coisas "lernistas".

Seria viável? Não sei, mas merecia um estudo. Como funcionaria? Vamos viajar...

Primeiro destacamos alguns pontos chaves da cidade, que seriam o ponto de partidas do "cordão de isolamento" da Nova Curitiba. Poderiam ser os seguintes: Rodoferroviária, Passeio Público/Praça 19 de Dezembro, Largo da Ordem/Prédio da Telepar (é, Telepar mesmo. Sem essa de BRasil Telecon e muito menos OI), Praça Osório, Praça Rui Barbosa e Rodoferroviária. Conseguiram visualizar a área? Ótimo... se não, www.google.com.br/maps

Constrói-se edifícios garagem a preços módicos, populares mesmo (previstos em contrato, evidentemente, ou [o ideal] com controle público) no lugar da atual Rodoferroviária (joga esse problema para outro lugar. Pode ser num dos imensos terrenos abandonados da Linha Verde, por exemplo), outro na quadra em frente ao Muller (desapropriando aqueles imóveis dali, como restaurantes e antigos cines pornôs, outro na quadra do antigo Porão do Tatu, outro mais ou menos ali no Corpo de Bombeiros...

Promove-se uma revolução no transporte público, com a criação do metrô, redistribuição de toda a frota, controle de horários, reformulação no sistema de cobrança e pagamento de valores às empresas que são responsáveis pelos serviços e tudo mais...

Reimplanta-se um meio de transporte como o Bonde Elétrico (possibilidade aventada tempos atrás pela adminsitração municipal. Alias, acho que isso ainda está em pauta). Que circule em várias frentes, por toda essa área em que não será permitida a passagem de veículos. Preços populares. Ciclovias em todo esse espaço e calcadão em todo o resto.

Reformula-se de toda a malha viária do entorno do centro, alargando ruas, criando binários, trincheiras, viadutos e sei lá mais o que.

Pronto. Temos um Centro livre de carros e stress. Gente feliz, trabalha mais feliz. Rende mais. Gasta menos com o transporte e mais no comércio. A revitalização traria de volta o povo para as ruas, nos fim de semanas (que se limitam apenas ao Largo da Ordem hoje em dia). O comércio vai rir à toa... Felizes, as pessoas vão se abraçar mais, serão mais gentis, se amarão mais...

... e eu serei o presidente desta "Fofolândia".
Só sei que, se não mudarmos nosso jeito de viver, de conviver, poderemos acabar como o Michael Douglas no filme "Um Dia de Fúria". Já assistiu? Eu já, há muito tempo. Tô querendo ver de volta. Recomendo.

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