sábado, 3 de outubro de 2009

Avante Brasil!

Fiquei pensando mais um pouco nesse lance de Olimpíadas e o que eu realmente sentia sobre o assunto. Sem pudor, escrevo tudo que senti.

Senti orgulho em pela primeira vez ver o meu país sediar o evento esportivo mais importante do mundo. Os jogos são realizados há mais de 2 mil anos e nunca um país da América do Sul teve esse privilégio. O Brasil terá. Senti orgulho e comapartilhei as lagrimas do meu presidente. Não sou petista e muito menos fanático político. Ouço (ouvia, pelo menos) todos os dias meu pai falando mal da corrupção e das cagadas que ele diz o que o Lula faz. Se não ouço, leio as mesmas coisas do meu amigo LG.

Coisas sinceras, mas que revelam um amargo sentimento de frustração. Que tem o seu valor, mas com os quais não concordo. Não o sentimento, mas sobre muito o que se fala.

Eu vi hoje, o mesmo Lula que se elegeu pelos braços do povo. O cara simples, ignorante e semi-analfabeto, que um dia sonhou com um país melhor. Não me importa que ele teve que dançar algumas músicas no ritmo de interesses escusos (os quais, talvez, ele nem desconfiasse que existissem antes de chegar ao poder).

Eu acho que o país hoje vive um novo momento. A marolinha da crise economica fez muito menos do que se esperava no Brasil. Um país que é respeitado, tornou-se potencia e que caminha para um lugar nunca antes alcançado. Porque? Não só pelo Lula, que tem milhões de defeitos. Mas pelo povo que comprou a ideia da mudança e arregaçou as mangas.

Esse mesmo povo que hoje chorou e sambou em Copacabana e em várias partes do Brasil ao som de Yes, We Créu. Não ousem dizer que as lágrimas do Lula e do falastrão do Pelé, hoje, foram falsas. Não me insultem com tal afirmação. Foi o choro de alguém que nunca imaginou ser o prota-voz de uma notícia que pode sim mudar uma nação.

Acreditemos que o legado dos Jogos nos transformem em pessoas melhores. Acreditemos que daqui para frente tudo vai ser melhor. Vamos acreditar em nós mesmos e naqueles que elegemos para nos representar. Vamos ter um pouco mais de fé nas coisas. Sei que muitos estão calejados e descrentes, mas o que nos resta, que não a fé?

Acredite no teu Deus (seja ele qual for) e tenha fé nas pessoas. Avante Brasil, pátria amada. Idolatrada. Gigante pela própria natureza. Es belo, forte impávido colosso. Entre outras mil, és tu Brasil, mãe gentil, dos filhos (ingratos) desse solo, a pátria amada.

2 comentários:

  1. "Foi o choro de alguém que nunca imaginou ser o prota-voz de uma notícia que pode sim mudar uma nação." - Mudar uma nação???
    Amo meu país, amo o povo brasileiro, acredito sim que podemos mudar, concertar, arrumar, melhorar e crescer como país! Mas dai acreditar que "sediar o evento esportivo mais importante do mundo" vai mudar uma nação... sei lá, me diga como? Tirando a felicidade e orgulho que sentimos de termos conseguido, o que de real e concreto mudará nas nossas vidas? O que me deixa triste é imaginar que de real e concreto que mudará, daqui pra frente, será apenas o fato de esquecermos, durante 6 ou 7 anos, dos assuntos que realmente precisam de atenção, pois estaremos preocupados com o evento, como receber os visitantes e como fazer uma gigantesca festa, e que quando tudo acabar? Terá mudado nossa o que para nós trabalhadores e assalariados? Terá mudado o que para o povo que passa fome de comida e de conhecimento?
    Abraços...
    Márcia.

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  2. Embora soe como discurso político, acho realmente que o esporte pode mudar a vida das pessoas. Se for conduzido de maneira responsável, com um projeto sólido de investimento no esporte atrelado à formação do cidadão, não apenas do esportista, acho, sim, que as olimpíadas podem mudar uma nação. Pode ser que tenha exagerado ao me referir à uma mudança para a nação. Se a "nação" Rio de Janeiro foi transformada, me darei por satisfeito. Parece incoerente em relação ao meu texto? talvez. Mas tento ver o lado bom das coisas. Não vou achar, antes das coisas acontecerem, que as olimpíadas serão uma roubalheira só, com festas para as empreiteiras e bolso cheio dos políticos. Não. Acreditar faz parte do que sou. Eu acredito sim. Não cegamente, pois burro não sou. Mas prefiro acreditar e me decepcionar, do que viver descrente e triste, sem esperança de um futuro melhor. As "nossas vidas" podem até não mudar agora, mas se a vida deles mudar, quem sabe a nossa não mude também. Somos uma nação e tudo que os aflige, me aflige também. A fome nordestina me aflige, assim como o desmatamento da amazônia. Mudanças em um lugar refletem no outro, que refletem no outro que refletem num TODO. assim espero, torço e rezo... beijos Má (adorei o debate... espero que ele prossiga)

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