sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Queimamos juntos!

Hoje foi velado e cremado o corpo do torcedor do Atlético que foi atropelado e morto após o clássico Atletiba do último domingo. Com ele, foram cremadas um pouco da nossa esperança em dias de paz, da nossa paz em dias para se ter esperança. Como disse o jornalista Leonardo Mendes Jr, brilhante editor de esportes da Gazeta, “morremos um pouco também”. E se morremos, queimamos um pouco na cremação.

Que essa queimadura, que essa dor que certamente sentiríamos se vivos estivéssemos quando atirados ao fogo nos sirva de lição. Não por merecermos queimar por algo que fizemos (como os vândalos e marginais que provocam arruaça, destroem o patrimônio público ou a vida das pessoas), mas talvez por justamente nos mantermos inertes diante de alguns absurdos.

Quem de nós nunca viu uma “barbaridade” sendo cometida. Um ato de vandalismo, uma arruaça ou uma injustiça... e nunca fez nada. Nem uma denúncia, nem um pito e muito menos uma intervenção.

É certo que podemos nos colocar em risco em algumas dessas oportunidade, mas tenho certeza que na maioria das vezes podemos contribuir para que isso pare. Seja por uma ligação anônima para o 181 para denunciar o consumo ou tráfico de drogas, seja com uma conversa de muro com a vizinha, para alertá-la que o filho foi visto pichando um ônibus.

Qual é o nosso valor nesta sociedade. O que será de nós se ficarmos sempre inertes a tudo que nos rodeia. Se já somos preguiçosos em agir quando a “coisa” é boa, imagina quando ela é “ruim”. Vamos lá meu povo. Levanta a bunda dessa cadeira e faça alguma coisa. Se mexa. Não seja um vegetal. Viva, interaja e faça do seu mundo (por menor e aparentemente sem importância que ele seja) um lugar melhor.

Veja mais sobre o assunto em: www.gazetadopovo.com.br/esportes

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