quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sorri...

Hoje a tarde, no caminho para o serviço, me deparei com um sorriso. Nada demais para quem não dá valor às pequenas coisas, mas aquele sorriso me fez sorrir também e deixou o curto caminho até a firma mais florido, mais feliz. Não foi um sorriso qualquer. Foi um sorriso providencial.

Eu já estava irritado. Pelo simples fato de ter que ir trabalhar ou por ter que dirigir sabendo que gasto gasolina a rodo e queimo dinheiro suado a cada km rodado. Na Almirante Tamandaré (que nunca sei se é Tamandaré mesmo ou José de Alencar), passei por um ponto de ônibus qualquer. Vidros abaixados (o calor era forte, embora não sufocasse a ponte de precisar do ar condicionado) o som tocava qualquer coisa brega e eu olhava para o além com o olho direito. O esquerdo mirava a pista. Estrabismo total.

Eis que de repente, olhando para uma senhora que aguardava o coletivo, fui fuzilado com um sorriso. De graça, sem motivo nenhum. Provavelmente por engano, pois tenho certeza que não conhecia a referida mulher. Ela pode ter me confundido. Mas mesmo sem querer, certamente por engano (ou porque ela me achou engraçadinho) ele mudou o sentido daquele pedaço de tarde.

Fez um cara feliz. Bem que as pessoas poderiam sorrir mais umas para as outras. Não sorrisos falsos, mas demonstrações sinceras de carinho. De amizade e fraternidade.

Sonhar, ainda, não custa nada.

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