sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lula-lá e o álcool

OK, eu não vou explorar o fato de que nosso presidente gosta de álcool. Aliás, não é só ele. O mesmo está acompanhado de todos os milhares de brasileiros que compraram um carro flex. E vamos a alguns fatos relevantes sobre esse tipo de carro, que é considerado por muitos como revolucionário.

Primeiro ponto, muito importante. O carro flez não foi inventado no brasil, na verdade, o carro é o mesmo, o motor é o mesmo, mas o centro do flex, a alma do flex é um chip ou um microprocessador. É ele, que em conjunto com uma sonda (sensor) consegue ler os gases emitidos e saber que combustível está sendo usado, em que proporção de mistura e com essas informações, ele pode gerenciar o funcionamento do motor.

O carro flex consome mais álcool do que gasolina por KM rodado. E quando misturamos, essa média é apenas uma média, sem valores que possam ser definidos de forma exata.

Sim, sim, é mais barato rodar com álcool, mesmo ele gastando mais, certo? Errado! Dizem os especialistas que só vale a pena rodar com álcool quando esse custa até 70% do valor da gasolina.

E é aí que entra o lula-lá, que hoje resolveu chiar um pouco sobre o preço do álcool. E chiou tarde, desde o final de dezembro o valor do "etanol" está mais alto. E isso se deve a alguns fatores que não podemos controlar - "não podemos", mas o lula-lá pode! O primeiro fator é que na produção da cana, existe um período em que não há colheita, chamado de entre-safra (não sei se tem hífen). Nesse período, ferrou tudo.

Outro ponto bacana é que faltou açúcar no mundo e aí, nossos queridos usineiros nem um pouco gananciosos e claro, preocupados com o incentivo do uso do etanol, resolveram produzir mais açúcar do que álcool - ambos produtos tem a cana como matéria prima.

E aí, o que aconteceu? Os estoques começaram a baixar e para controlar a demanda de consumo, o mercado aumenta o preço para o consumidor final, certo?

Isso mesmo, o etanol custa em curitiba, em média, 1 real e 89 centavos...

Agora eu pergunto, o que um presidente que tem 175,88% de aprovação vai fazer?

Ah... ele vai chiar, vai reclamar, esbravejar, mas de prático, não fará nada, absolutamente nada.

E o que poderia ser feito de prático?

Não sei não. Eu faria um contrato com os usineiros para garantir a demanda de consumo, mexendo nos impostos e fazendo com que mesmo no período de entre safra, a coisa pudesse funcionar. Mas, o 51 fará o que?

Bem, acredito que nada mesmo. Pelo menos, quem tem carro flex pode abastecer com gasolina, né...

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