segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ver x enxergar

são três horas da madruga, estou no aguardo de minha irmã que precisou visitar um médico e nesse meio tempo, laptop nas mãos, vamos a obra. tá bom, tá bom, obra - nem tanto, porém mais um texto em que externalizo no ambiente mais democrático do planeta (não na china).

você já viu algo e pensou em quanto pode custar? você vê um Porshe 911 - bi turbo, com freio aerodinâmico, tração integral distribuida nas quatro rodas, motor boxter de 6 cilindros. quanto custa?

ou então, quando você vê as fotos de um resort em floripa, você pensa: quanto custa uma noite num lugar desses?

o que dizer então de um cruzeiro no maior navio do mundo, quanto custará se eu for e levar a patroa?

pois bem, vemos que os exemplos acima tem um preço, certo? o Porshe custa algo em torno de 250 mil reais e cada pneu custa uma bagatela de 2.500. sem contar que ele faz uma média de 4 ou 5 KM por litro de gasolina e a gasolina indicada para ele custa míseros 3,30 R$.

um resort em floripa, na alta temporada, não custa menos que uns 350 reais a diária, numa acomodação tipo, não a top de linha. e o que dizer do cruzeiro marítimo?

mas vem cá, você já foi atrás para saber se tudo isso custa mesmo o que você vê?

aí entra a história do enxergar. minha irmã precisou e resolvemos por bem levá-la num médico particular, apenas para tirar a teima. ela foi ao sus 2 vezes, foi muito bem atendida, mas o problema persistiu.

então cheguei ao centro cardiológico, um hospital bonito, lindo, e como não tinha mais escolhas, foi ali mesmo. depois que ela entrou para ser atendida, isso não levou mais que 5 minutos preenchendo um cadastro, conversando com a atendente e me preparando para a porrada no estômago, que depois dessa visita provavelmente precisaria de um médico também, descubro que eu via esse lugar como um lugar muito caro, para poucos. um lugar onde você entra vivo e torça para sair mais vivo ainda para poder correr na hora de pagar a conta.

pois bem, eu enxerguei um lugar onde eu não precisaria penhorar nada. não que seja de graça, mas o custo x benefício é algo impressionante. ela foi atendida pela especialista que ainda por cima do seus 5 minutos de atraso, pediu desculpas pois foi atender uma emergência, e estamos falando de coração.

mesmo que o dinheiro gasto não seja tão pouco, me parece que minha visão é deturpada em alguns momentos. eu vejo mas não enxergo. e nessas horas, quando enxergo, me assunto por não poder ver de outra forma.

e para finalizar minha visita nesse hospital, encontro, de forma espontânea, as 4 horas da manhã, um grande mestre, que me deu grandes e importantes ensinamentos de vida. Fica aqui um grande abraço para meu professor e mestre Celso Klammer!

é isso aí, um início de 2010 diferente... segue o barco!!!

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