quinta-feira, 18 de março de 2010

A canalhice se alastra!

Tenho falado muito sobre a canalhice de comerciantes por esse mundão nosso de cada dia chamado Curitiba. Hoje, cá estou novamente, para tratar do tema. Já abordei o absurdo dos R$ por refrigerante nas churrascarias, bem como o cartel nos preços do buffet por quilo no PolloShop. Hoje a crítica não tem alvo, mas vale para todo mundo que comercializa roupas.

Hoje alguns empresários fazem uma diferenciação de preços conforme o tamanho da peça. Mas não uam diferenciação qualquer, mas sim um escrachado preconceito contra os gordos (um dia falo sobre o tema, que a meu ver, hoje em dia, é mais cruel de que o preconceito racial). Uma mesma peça da roupa tem o seu preço majorado quando passa do tamanho GG para o XGG. A desculpa, claro, é que pela peça ser maior, o preço também é.

Legal isso né? Pena que na prática isso não existe e se configura apenas como uma maneira dos espertinhos tirarem uma grana a mais de pessoas corpulentas como esse que vos escreve. Claro que é falcatrua essa desculpa. Senão quem usa "P" estava feito. Minha musa, por exemplo, teria economizado tanto que não precisaria estourar o cheque especial todo mês ou teria comprado meia Cianorte quando lá fomos no fim do ano passado.

A distância de um GG para um XGG é bem menor do que a de um GG para um P, caso em que não se aplica o aumento de preços. Portanto, aproveitando-se da crescente horda de obesos que se alastra pelo mundo, os comerciantes usam desse artifício contestável para pilhar algumas moedinhas a mais. Por conseguinte, perdem clientes. Se não todos, perdem pelo menos esse aqui. Com princípios. Poucos, mas defendidos até a morte.

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