quarta-feira, 31 de março de 2010

Em quem eu votei, afinal?

Eu já estava superpreocupado pela ]minha ausência de três dias aqui no DLQ. Eis que após me deleitar com um texto do amigo Luiz Guilherme, o LG, tomo uma famosa "enrabada" (sem a viadagem que a palavra trás) do meu amigo. Pronto, tô aqui. Foi mal pela demora :)

Vim cá falar de algo que me incomoda um bocado. Lá para baixo (leia-se arquivos do blog) falei da minah insatisfação em relação à postura do prefeito Beto Richa. Quando foi candidato à reeleição, o prefeito da "máquina de asfalto" disse, em alto e ótimo som, que não pensava em ser candidato ao governo, embora todos nós tivessemos a certeza de que ele o faria. Chega 2010 e... schazaaaamm o Richa filho vai concorrer ao governo.

E não só o Beto. O Requião tá de saída, um monte de secretários, ministros e o raio que o parta também deixaram seus cargos para concorrer às eleições de outubro. Agora, cá entre nós, você votou no Richa ou no Luciano Ducci? No Requião, ou no Pessutão? Independente da competência adminsitrativa que cada um dos vices ou substitutos tenham, não foi neles que eu votei.

Acho que deveria existir alguma forma de evitar que isso aconteça. Foi eleito para um mandato de 4 anos, cumpra os 4 anos inteiros. Ou seja, trabalhe pela população durante todos os dias para os quais foram eleitos. TODOS. Se o cargo permitir reeleição, tudo bem. Quem é bom tem que ficar. Mas quem é ruim, uma hora ou outra cai do cavalo.

O fato é que vejo como uma tremenda canalhice essa prática de abandonar o cargo para concorrer a outro. Imaginem se eu chego para meu editor e digo: "Boa tarde, meu editor. Seguinte. To participando de uma seleção lá na concorrência. Posso por um outro caboclo no meu lugar enquanto tento esse outro emprego? Se não der cert, meu substituto sai e eu volto para meu antigo posto. Pode ser?" Faz-me rir.

É no mínimo uma atitude de respeito com àqueles que os puseram nos seus cargos. Mas, assim como honestidade, parece que respeito passou a ser qualidade, não mais conceitos inerentes a um ser humano decente.

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