segunda-feira, 22 de março de 2010

Médicos e medicina

Como sou um jornalista, perdão, um cozinheiro de textos, costumo ler bastante. E um dos temas que gosto de ler é sobre tecnologia e desenolvimento de novas tecnologias. Claro, dentre os outros, amo política, educação, cultura inútil, mecânica de automóveis... Ah, quem sabe um dia eu até monte um restaurante de letrinhas...

Bem, como hoje o texto é sobre médicos e medicina, gostaria de comecar a compartilhar alguns fatos. Um deles é que há 50 anos, ir no médico era a mesma coisa que perguntar que cor é a asa de um anjo. O médico pouco sabia, mas para a época era o que bastava. A pessoa podia voltar para casa com um elixir ou então, uma garrafada ou algo assim. Tá bom, exagerei, a 50 anos não, mas há uns 100 anos sim.

E nesse tempo todo, muita coisa foi descoberta. Diminiu o número de mulheres que morriam no parto, aumentou o número de transplantes, o rol de doenças que hoje se conhece e quem tem cura é basicamente incalculável e os hospitais se tornaram mais humanos e por aí afora... Tudo isso nos faz viver mais e melhor, muito melhor.

Mas com a medicina moderna surgiram também coisas desagradáveis, na verdade, nomes desagradáveis para coisas que sempre existiram: câncer, AIDS e outras tantas.

Na semana passada, na quarta-feira, minha frida ou esposa, se deslocou ao médico pois sua garganta estava incomodando. E como ela trabalha com a voz e em um ambiente com ar-condicionado, nada mais justo que levá-la num hospital especialista no assunto. E fomos. O médico, um cara sereno e inteligente (não citarei nomes), após examiná-la disse não se tratar de nada grava, prescreveu um relaxante muscular e mandou-a para casa.

Naquela noite, fomos dormir tranquilos, nosso "plano de saúde", outra invenção da medicina moderna, nos proporcionou um atendimento rápido mas de extrema qualidade. Isso eu pensei até na sexta-feira, quando ela precisou voltar. E maravilhosamente, voltou com o mesmo médico.

Dessa vez, ele receitou algo mais forte... muito mais forte, um antiinflamatório a base de cortisona. Legal, compramos o remédio e ela começou a tomar. Já se voz na sexta-feira, ficamos mais uma vez tranquilos.

Era 1 hora e 20 minutos de segunda-feira, quando ela me liga para ajudá-la, ela estava sem conseguir respirar. Corri o quanto eu pude dentro da lei, e em 30 minutos ela estava no hospital. Mas dessa vez, correndo o risco, resolvi levá-la a um outro hospital, um outro médico e coisas assim. A dra. que nos atendeu até parecia estar de mal com a vida, aparencia essa que depois se desfez em explicações claras e pacientes.

Resumo da ópera: o médico anterior receitou um remédio que outro médico condenou. O remédio é extremamente forte e não tem relação com o problema que tinha a Márcia.

Perdemos 4 dias num tratamente de um diagnóstico mal feito por um médico que sabe lá por que no dia da primeira consulta ainda alertou estar bastante cansado. A medicina evoluiu muito nos ultimos 100 anos, mas ao que tudo indica, a forma como ela é ensinada ou aprendida, parece ter regredido muito. Ser médico hoje, para uma parte dos que conseguem pagar 3 mil reais por mes ou passar numa federal virou sinônimo de andar de carro importado, cirurgia plástica ou então o glamur dos encontros, congressos e coisas assim.

A boa e velha medicina da conversa parece não existir mais. Eu gostaria de agora agradecer aquia dra. (não citarei nomes) que nos atendeu ontem. E pedir para o médico anterior, quem sabe até repensar sua profissão. Um médico não pode errar e não pode estar cansado quando vai trabalhar. Ele sabia disso quando entrou na faculdade!

De médico hoje, tenho dois tipos de medo: o primeiro deles é que um erro aconteca, o outro, é justamente o despreparo!

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