sexta-feira, 12 de março de 2010

Somos todos miseráveis!

Que me desculpe a classe, trabalhadora e, por vezes, alvo da ira, das brincadeiras sem graça e da chatice dos clientes cozidos. Mas vocês só podem estar de brincadeira sobre essa história dos 20%. Só podem. É como se legalizassem uma espécie de extorsão.

Tinham que acabar com essa palhaçada e com a dos 10% também. Seria muito, mas muito mais fácil realizar campanhas de marketing que incentivassem a gorjeta, caso o atendimento realmente merecesse. Porque vou pagar 20 reais (numa conta ilusória e irreal) de R$ 100 se fui mal atendido? E olha que é muito mais fácil ser mal atendido em locais em que se gastaria R$ 100 do que no pastel com pingado no “China”.

Os patrões vão alegar o que para esses 20%? Dificuldade do seu comércio, que cobra R$ 4 por um refrigerante? Ou R$ 18 por um hamburger (hein, Madero). A verdade é que esta tudo uma grande zona. Povo faz o que quer e por falta de opções, o POVÃO arca com esse prejuízo.

Cinema é coisa de rico

Você consegue imaginar pobre indo ao cinema com a família? Impossível né? Ah, tudo bem, domingo tem a tarifa social de ônibus. Cada um paga R$ 1 apenas para andar na Serpente Rubra (e, se esperto for, esmaga as duas crianças de 10 anos na mesma roletada e economiza mais um pila). O Cinema ta quanto mesmo? R$ 22 , R$ 20. Eu, mais a minha veia, os dois bacuris (que ADORAM pipoca), um pacotinho custa R$ 2 no cinema certo? ERRADO, custa R$ 10. Mais um refrizinho, que custa R$ 1,50 certo? ERRADO, custa R$ 4.

Faça as contas aí bacana. Aí o governo fala do Vale Cultura, que daria um “brinde” de R$ 50 para o trabalhador gastar com cultura. Um livro bom, de lançamento, custa uns R$ 40. O cineminha com a família? Sem chances caboclo. Só se for sozinho com a patroa, sem comer pipoca.

O Brasil ta virando um país de rico, onde só vivem pobres.

Sei lá... to ficando preocupado com o rumo das coisas.

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