sexta-feira, 26 de março de 2010

Um programa de "Índio"...

A expressão programa de índio pode ser utilizada para algumas situações. Uma delas, a mais óbvia é quando alguns índios resolvem fazer algo... Outra é quando fazemos um programa com amigos ou familiares que não 100% certo. E por aí vai.

Mas a palavra programa aqui, está sendo utilzada para esse que vos escreve no sentido em que o governo usa. Programa se identifica assim como uma ação do governo. E o programa de índio aqui é o famoso e tão falado "Minha casa, minha vida". Pois sim, como bem somos, os curitibanos também são agraciados com a bondade do governo papai noel do lula-lá. Pois então, imóveis até 100 mil reais entram no programa que prevê um subsídio do governo e tal, juros mais baixos.

Não vingou em curitiba. E sabe por quê?

Vou comentar:

Primeiro: o preço dos terrenos! E junto com o preço, a disponibilidade!

Todos os imóveis em curitiba estão valorizando a uma média de 25% ao ano. E não brincadeira não, são todos. E aí, os terrenos para construção, que já eram escassos, estão ainda mais caros e limitados. E dessa forma, não tem como as construtoras construírem os apertamentos de 42m² para vender dentro do limite do "MCMV". A campeã de vendas até agora parece ser a MRV e ainda não vi nenhum grande lançamento dela na capital. (-1 para o governo)

Então, se não temos mais terrenos e os que tem são caros, FPS (fodeu pra sempre) e acabou. Quem mora, mora, quem não mora, precisa juntar mais grana para dar a entrada ou então, migrar para a região metropolitana.

E outro fator determinante é que muitos terrenos em curitiba tem a documetação enrolada, são terrenos herdados e recebidos que não podem ser vendidos ou comercializados. (Hahah -2 para o governo)

E um ultimo fator a ser citado aqui nesse texto é que quando uma empresa consegue um terreno, faz um projeto em que os apartamentos tem 42m², banheiro sem janela e tal, por 100 mil reais, a caixa economica federal começa a fazer bico doce e não libera os projetos ou solicita mudanças estruturais que faria os apertamentos custar ainda mais caros e dessa forma, os mesmo não se enquadrariam no programa. (Hahahah -3 para o governo)

Fica aqui uma sugestão sincera:

LULA E SUA EQUIPE - QUANDO QUISEREM FAZER UM PROGRAMA COMO O "MCMV", BUSQUEM UMA FORMA DE EVITAR O PROCESSO ESPECULATIVO. COMO? SIMPLES, FALA COM QUE O BANCO ESTATAL QUE BANCA TODA ESSA MELECA MOSTRE AOS ESPECULADORES QUE SEUS IMÓVEIS VALEM MENOS DO QUE ELES QUEREM.

A dura realidade aqui em curitiba, não só com os imóveis, mas é o fato de que ganhar dineiro fácil virou um modo de vida, uma forma estruturada de viver. 25% ao ano em média não pode ser considerado valorização e sim agiotagem. E isso deveria ser contido. Se os imóveis não fossem em sua maioria financiados pela caixa, ok, o mercado que se exploda, mas o dinheiro do meu FGTS está também sendo utilizado para esse tipo de prática.

(especulação imobiliária, -1 + juros ainda altos -1, falta de terrenos, -1, dificuldade de acesso, -1, obrigação de mudança de cidade, -1)

Saldo final

(-3 para o governo) x (-5 para os cidadãos)...

Alguém tem vaselino ou KY aí? Acho que vai doer mais!!!

Um comentário:

  1. Capa da Gazeta PR hoje: Paraná não atinge meta do Minha Casa Minha Vida.
    Também,pombal a R$100.000,00 apertamentos de 40m2 a R$120.000,00 mais condomínio R$500,00 mensais,fora o sócio governo(iptu).
    Melhor virar sem terra e invadir terrenos no fazendinha.

    ResponderExcluir

Desabafe!