segunda-feira, 26 de abril de 2010

Caboclo esperto!

Gostaria muito de recomendar aos amigos, infelizmente só para aqueles que, por parabólica, cabo ou satélite, conseguem sintonizar a TV Cultura de SP, um excepcional programa de televisão. Comandado pelo caboclo Rolando Boldrin, o SR. Brasil traz sempre um ou dois convidados especiais para uma hora especial de causos e boa música. Domingo passado, por exemplo, estava o gigante Renato Teixeira. Os causos, as piadas e as músicas dão uma cor linda para o domingo que esta por vir.

Lamento, mas lamento muito, que a Paraná Educativa não retransmita o programa Senhor Brasil. Os domingos de manhã, para eu e minha amada, não seriam os mesmos se não pudessemos assistir a esse belíssimo programa. Por aqui, a PR Educativa só transmite a Inezita Barroso, igualmente fantástica para os amantes da boa e velha musica caipira. Mas no horário seguinte, quando Boldrin se prepara para ir ao ar, o sinal é cortado.

Recomendo o programa principalmente por estarmos saturados dessa programação horripilante que as TVs nos oferecem. Domingo então, durante a tarde, é um lixo só. Muito difícil achar algo que valha a tempo assistir. Pela manhã, ao menos, a diversão esta garantida.

Reproduzo a seguir, mesmo sem a precisão necessária, um dos causos contados no programa pelo Boldrin, o maior contador de causos e intérprete de poesia do Brasil. Espero que gostem,

xx

O caboclo esperto! (caso verídico)

Estava o cabra da cidade viajando pelo interior. Querendo pegar um atalho para chegar mais rápido ao seu destino, resolveu encarar uma estradinha de chão que lhe parecia uma ótima opção. Rodou, rodou, rodou e quando começou a se perguntar se tinah feito uma boa escolha, percebeu que era tarde demais para voltar. Resolveu encarar e continuar em frente.

Depois de mais uma hora, numa encruzilhada, encontrou um caboclo sentado, encostado numa árvore, chapéu de palha, pés no chão e o inconfundível cigarrinho de palha no canto da boca.

O cabra da cidade parou seu carrão próximo ao caboclo, baixou a janela e perguntou:

- Boa tarde, o senhor sabe eu chego em Pirapora?
- Sei não doutô!
- Saberia me dizer para que lado vou para chegar até a cidade mais próxima?
- Sei não doutô!
- O senhor sabe ao menos onde estamos?
- Ixi, não sei não seu doutô!

O cara, muito puto da vida, perdeu a razão:

- Mas que diabos, você não sabe o caminho da cidade mais próximas, nem como chegar lá e nem onde estamos? Você não sabe nada, caboclo burro?
- Mas não tô perdido doutô

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