segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mais uma sobre radares

Segunda-feira, e se você tem pé pesado, vai uma segunda-feira mais cara. Até onde consta, estão em funcionamento 24 novos radares. Até onde constra pois esse número é exatamente 17,14% dos 140 que estão previstos para estarem em funcionamento até junho desse ano.

Alguns fatos tornam-se relevantes em relação a rede de radares de monitoramento de velocidade, avanço de sinal e ainda, conversão proibida. Em primeiro lugar foi muito bom e é de uma satisfação imensa saber que a empresa que vai controlar esses radares é a mesma que já ganhou rios de dinheiro, aplicando multas e recebendo uma porcentagem dessas multas como pagamento. E numa concorrencia com outras empresas foi a única que conseguiu atingir as metas e objetivos técnicos impostos pela prefeitura de curitiba e pela urbs. Lindo!

Mas foi uma concorrência e se eu quiser questionar, preciso entrar na justiça. Não tenho um advogado conhecido e de confiança, por isso, vou engolir a seco mais essa!

Outra pergunta que não quer calar é a seguinte: o que será feito com os radares que não serão mais utilizados pela mesma empresa que os utilizava antes? Numa capital ecológica, parece que o conceito de reciclagem desse tipo de equipamento está em baixa, certo? Estranho! Mais estranho ainda porque ao que parece, alguém pagou por esses equipamentos e embora eu não tenha recebido um boleto em minha casa, eu acredito seriamente que tenha participado desse pagamento.

O texto de hoje, com essas indagações foi proposto por uma leitora do DLQ, a professora Ana Lucia. Obrigado pela ou pelas visitas, Ana!

Sobre a lista que você citou, eu não vou colocá-la aqui. Mas farei algo que julgo ainda melhor e que até onde me constra é parte integrante da democracia que é prevista na constituição federal de 88. Visite o sítio www.maparadar.com

Lá, você seleciona a cidade, no caso curitiba, e verás um mapa com todos, eu afirmo, todos os radares presentes em curitiba e ainda, atualizado quase que em tempo real com os novos radares, qual a velocidade, localização exata e ainda que tipo de radar, seja ele de velocidade, avanço de sinal ou de conversão proibida ou ambos.

E mais uma vez numa crítica as administrações municipais que herdaram uma cidade planejada, limpa, algumas dicas de nomes para uma proposta de troca. Afinal de contas, curitiba em tupí significa terra dos pinheirais, terra de muito pinhão. E cá entre nós, curitiba já não tem pinhão e faz bastante tempo.

Porque então não adaptar para Sinalândia ou então Curitifarol? Temos outros ainda, como Radartiba ou então, o que eu mais gostei, Samafotiba? Esses nomes me foram sugeridos pela Ana, mas venhamos, é de um tom muito interessante mais real do que terra dos pinheirais, certo?

Aliás, sabiam que parte do pinhão que compramos e comemos em curitiba vem de minas gerais e do rio de janeiro, locais onde as pessoas ainda conservam os pinheiros?

Voltando para a terra dos radares, os nomes são uma sugestão, eu como declarado possível futuro candidado a casa legislativa do município, vou anotá-los e guardá-los, não sabemos o que o futuruo nos reserva para além de 2012...

Quero, para finalizar hoje, apenas explicar que não sou contra os radares, pelo contrário, mas sou contra a forma como as coisas acontecem. Licitações estranhas, radares usados descartados e outras coisas. Os motoristas infelizmente demonstram uma grande capacidade de desrespeito as leis que determinam velocidades máximas e mínimas e por isso essa indústria se instala.

E tem outra, não quer ser multado ou ficar parado em engarrafamentos? Use o transporte coletivo, faça sua parte, e viva!

Abraço a todos! Ana, valeu o e-mail!

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