quarta-feira, 19 de maio de 2010

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Disse uma vez (se não disse, deveria ter dito) que um bom político se reconhece pelos projetos de lei que ele sugeriu (não precisam não ser os aprovados e os que realmente viraram leis). A simples intenção de criar algo que possa ajudar a população merece o reconhecimento de todos. Para quem não sabe, os políticos (vereadores e deputados) tem como missão fiscalizar o poder público e criar leis.

As úteis, como aquela que proibiu o maldito cigarro em ambientes fechados, merecem o nosso aplauso (pelo menos o meu). Outras propostas, como esta ridícula citada pelo meu amigo LG Gaertner no post anterior, merecem as vaias da população. Para mim isso nada mais é do que uma transferência de responsabilidade. Veta-se o celular (ferramenta hoje praticamente indispensável para a maioria das pessoas que vão a um banco) em nome da segurança que a polícia não nos garante.

Pior. Faz-se isso quando é sabido que a maioria das vezes em que ocorre o assalto na saída do banco quem deu a letra foi um funcionário do próprio banco. Quem vai arcar com a fiscalização para o cumprimento dessa lei? Alguma empresa terceirizada de conhecidos de políticos?

Útil foi a lei que obrigou os bancos a colocarem tapumes entre as pessoas que esperam na fila e os que estão em atendimento no caixa. Ela, inclusive, poderia ir além. Deveria abranger na verdade outras alternativas para que o sigilo das transações bancárias dos clientes fosse preservado.

Porque não cabines mais individualizadas? Os biombos protegem dos olhares da maioria, mas não dos que estão no caixa ao lado. É preciso obrigar os bancos a retornarem parte do lucro exorbitante que eles têm em benefício dos clientes. Eles vivem esperneando contra as “dificuldades” que criamos, como limite de tempo de espera na fila e obrigação de se oferecer banheiros para os clientes. Que arquem com mais uma porção. Proteger as pessoas deveria ser obrigação, afinal é com o dinheiro delas que eles ficam ricos.

É para isso que servem os políticos, meus amigos. Trabalhar arduamente em benefício do povo, sem se curvar a interesses escusos.

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