terça-feira, 25 de maio de 2010

Justificando e explicando!

Como vocês já puderam notar, minha presença neste grande blog esta mais para ausência. O trabalho tem me consumido por completo (espero que eu não definhe), mas o prazer proporcionado pelos resultados tem sido compensador. Para quem não sabe, já que normalmente se fala nas entrelinhas (de propósito mesmo, afinal não estamos aqui para propagandear nossos feitos), estou editando o site da Copa do Mundo da Gazeta do Povo.

Venho hoje para comentar algo engraçado. Simplesmente todo mundo que conversa comigo dispara a mesma pergunta: “E ai, legal a seleção aqui em Curitiba. Você foi lá?”. Quase me constranjo ao responder a pergunta com um “não”. Como não, pensa o meu interlocutor. Você não é repórter de Copa do Mundo? Diacho, penso comigo.

Neste mundo multi-plataforma e de informações instantâneas, sair a campo tornou-se uma tarefa deveras complicada. Todo jornalista que se preze gosta mesmo é de estar a onde acontecem os fatos, mas o imediatismo da informação exige que umas poucas linhas (que serão devidamente alongadas a seguir) estejam no ar em minutos. O povo precisa saber o que esta acontecendo na hora em que esta acontecendo. O “porque” se descobre depois.

A passagem da seleção em Curitiba tem nos mostrado que a cada dia o jornalista precisa estar atento 24 horas por dia. A chegada da turma, por exemplo, estava marcada para as 11h da manhã de sexta-feira passada. Eis que um deles (para nós de grande importância por ser paranaense) dá o golpe e chega as 8h. Passa pelo saguão e dão entrevista para quem teve o feeling de estar lá. O resto chega pingado, cada qual em um horário específico e diferente daquele combinado.

E foi assim durante o dia todo. A torcida foi feita de boba e os jornalistas tiveram que se virar em quatro ou cinco para conseguir flagrar a chegada (suas emoções e frustrações) no aeroporto, bem como no CT do Atlético. Todo mundo ligado, em comunicação constante, para dar a notícia com precisão.

Nosso grande problema tem sido a maleabilidade (ou falta de respeito com os jornalistas mesmo) da programação da CBF. Além de não chegarem no horário previsto sexta-feira passada, fizeram um credenciamento tosco para a imprensa, abriram treinos que não abririam, concederam entrevistas que não concederiam e fizeram muita coisa fora da programação oficial. Sorte de quem estava de plantão e conseguiu dar a informação na hora.

Aos trancos e barrancos, nós conseguimos. Contra tudo (CBF) e todos (CBF), que talvez não tenha feito nada na maldade, mas com uma falta de organização bastante prejudicial para os sérios profissionais que exercem o jornalismo esportivo brasileiro.

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