quarta-feira, 2 de junho de 2010

enfim...

tem um ditado que diz que o machão se conhece na hora que o bicho pega, pois o verdadeiro machão sempre borra as calças ou se mija. essa frase, por menos sentido que possa conter, significa que tem situações que precisamos esperar a hora certa para saber o que acontecerá.

uma declaração do lula-la 51 prova muito bem isso. quando era oposição, criticou a alta carga tributária existente à época. lindo!

agora declara que países com carga tributária baixa não podem investir no social. e é lindo novamente.

minha crítica aqui vai ao modelo e como esse modelo está sendo utilizado. é óbvio que talvez não existam outras maneiras, o que eu duvido, mas vejamos.

somos onerados em aproximadamente 38% de toda nossa produção. trabalhamos de janeiro a maio para pagar impostos. não temos retorno na saúde, na educação, na segurança pública, não temos direito ao lazer sem impostos e qualquer outra coisa que poderíamos esperar do governo, é melhor esquecer.

em contra partida, essa figura prefere alardear de que o país gasta um bom dinheiro investido em questões sociais.

essas questões sociais são no mínimo hipócritas. ok, não serei eu o hipócrita em pensar que está tudo errado, mas infelizmente todas essas ações não proporcionam uma mudança no quadro a médio e longo prazo. quem está envolvido no sistema de ajuda social do governo, com suas diversas bolsas (família, gás, luz elétrica, escola entre outras) não está sendo inserido no contexto econômico ativo.

elas ficam a mercê do sistema de voto no brasil. nesse sistema, o governo se utiliza dos planos sociais para angariar votos. sempre foi assim, uma época em que asfalto era luxo, o asfalta era usado como ferramenta.

outra é a segurança pública, que por sua autofalência, é sempre um bom programa em qualquer campanha, seja para vereador ou para presidente da república.

se o lula-la quiser mesmo ajudar todos os pobres do brasil, ele poderia exatamente propor uma discussão com a população, onde ao invés de simplesmente dar uma bolsa auxílio qualquer merda, trocar por mão de obra. buscar parcerias para construção de estradas de ferro junto a inciativa privada, buscar fomento para regiões pobres, com agregação de valor a mão de obra...

não, está muito claro para o senhor lula da silva, que de pensador ele não tem mais nada. é muito mais fácil colocar um terno lindo e propagar discursos inflamados contra o capitalismo ou então contra um sistema dos antecessores do que realmente colocar a mão na massa.

eu acompanhei pouco a história desse metalúrgico, mas o que podemos perceber efetivamente é que ele bem que gostou de estar lá, ter muito dinheiro nas mãos e ainda, usar esse dinheiro como ele bem entende.

e aí, é só justificar que países quem tem baixa carga tributária não investem no social.. o povão engole mesmo...

vergonha...

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