quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pisou... se ferrou!

Assim como quem apanhou não esquece, quem foi mal tratado também não. Promessa, quando feita, é para ser cumprida. Disse, já era. Quem lida com o jornalismo sabe bem como é. No jornal pode-se parar uma prensa, na internet pode-se editar o arquivo com facilidade. Mas na TV e no Rádio, meu irmão, já era. Não tem mais jeito.

Certo post atrás eu disse que não votaria no ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, pois ele havia prometido que não concorreria ao governo do estado. Foi questionado na época sobre a possibilidade e com todas as letras ele disse que pretendia cumprir seu mandato até o fim. Mentira. Mentiroso. Se tivesse a decência de vir a público para pedir desculpas e dizer que as coisas mudaram de figura e que agora vislumbrava uma nova possibilidade, tudo bem. Mas não... nem isso. Comigo não violão.

Fiz toda essa introdução para dizer que tem mais gente por ai que não merece meu respeito e meu voto. Sempre fui muito mais ameno que meu companheiro de blog LG Gartner na hora de julgar o atual governo federal e sua candidata, Dilma Rouseff. Ele chuta o pau, eu vejo que muita coisa feita precisa ser louvada.

Mas a candidata e o presidente Lula têm pisado feio na bola. MUITO feio.

Alguém, um belo dia, inventou a legislação eleitoral. Ela é até certo ponto rígida com a propaganda irregular e em relação às campanhas fora de hora. Nos últimos meses a turma do PT tomou um caminhão de multa por fazer campanha quando não era permitido. Tudo bem, multinhas de R$ 5 mil (para eles, nada). Mas o problema é bem maior, evidentemente.

Como, em nome de Deus, alguém que vai comandar um país não consegue cumprir uma determinação extremamente básica como essa que proíbe campanha fora de hora? Que moral teriam eles de exigir que se cumpram um outro monte de leis vigentes no nosso país, se não tiveram a decência de fazê-los?

Não sei se parece uma visão meio simplista para vocês... e talvez seja mesmo. Mas sou assim, simples. Fácil de lidar. Pisou na bola uma vez, tranqüilo, duas... vá lá. Repetiu tantas vezes... já era. O meu voto tu não leva.

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