segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Não pare, animal!

Caríssimos eleitores motoristas.

Venho por meio deste pedir encarecidamente, de forma respeitosa, educada e da maneira mais culta possível, que o senhor ponha a mão na consciência (sentido figurado, por obséquio). Quando trafegar por aí - preferencialmente nas rodovias, BRs e afins - tome muito cuidado para não se tornar um "rebento de uma profissional especializada nos prazeres da carne".

Ao perceber que o trânsito esta bloqueado ou prejudicado por algo anormal, como um acidente, um carro parado ou até uma aglomeração de pessoas, faça a gentileza de não reduzir a velocidade do seu automóvel bruscamente. Ao fazer isso, parar de sopetão, o senhor pode ocasionar novos acidentes (se é que o senhor já não tem isso em mente).

O que, em nome do nosso senhor, vai acrescentar na sua vida ver um pedaço de gente espalhado no asfalto, pedurado para fora de uma janela ou espatifado no capô de um caminhão? Parar o carro (ou reduzir a velocidade do nada) prejudica os demais motoristas que dividem a estrada com você. Eu, te garanto, não sou curioso para levantar o pescoção e tentar ver a desgraça alheia. Sigo meu caminho e procuro não atrapalhar o meu semelhante.

Não é frieza diante da desgraça do outro, mas sim consciência de que a melhor coisa que tenho a fazer (a não ser parar o carro fora da estrada para prestar o auxílio desejável para aquela hora) é não atrapalhar. Mais ajuda quem não atrapalha.

Portanto, nobre amigo, não FODA com a vida dos outros apenas para saciar essa sua horrenda vontade de ver a desgraça alheia. Vá ver Big Brother e não me ferre a vida.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A intolerância!

Podem até me chamar de lazarento, mas tenho me divertido bastante no trânsito de Curitiba. Lembram daquele post em que eu disse ter ligado para o 156 denunciando que motoristas não respeitavam o horário especificado naquela placa que tem um "E" com um alinha vermelha cruzada (que quer dizer que é permitido desembarque, mas não estacionamento). Então, tenho feito valer um direito previsto no código brasileiro de trânsito e parado em determinados locais que possuem essa placa (respeitando o horário obviamente).

O fato acontece com frequência na Visconde de Guarapuava (quando vou buscar a patroa no trabalho) e perto da casa dos meus pais, no Bacheri, especificamente na frente da panificadora do Aladim. Na avenida Erasto Gaertner (parente distante do meu amigo LG Gartner) o estacionamento do lado direito de quem vai para o bairro foi retirado. O novo sistema prevê que se pode estacionar ali a partir das 20h todos os dias e 17h nos sábados (até as 7h dos dias seguintes). Na Visconde de Guarapuava é a mesma coisa.

Isto posto, é permitido estacionar ali nesses horários. Simples assim. Assim como 2 + 2 são 4. Simprão. Eis que, cada vez que paro ali (dentro da lei, lembro a vocês) os motoristas que vêm logo atrás ficam transtornados de bravos. Friso que dou todos os indicativos de que vou parar. Pisca-pisca, faço sinal com o braço e logo antes de parar as vezes ligo até o alerta. Ai desligo o carro e saio, ou para comprar uns paezinhos, ou para buscar minha patroa.

Pra que... pensem num povo mal-educado? Quando só buzinam saio no lucro. É de "gordo filho da puta" para baixo. A falta de educação desse povo é uma coisa sem tamanho. Educação e inteligência. Basta uma olhadela na placa (e olha que as vezes faço o possível para parar bem embaixo da bendita) para entender que não fiz nada de errado.

A intolerância do ser humano é coisa assustadora gente. Como eu disse, pode até ser uma filha da putice parar naquele espaço em que o povo esta acostumado a passar lotado. Não concorda, se irrite com o mundo, não comigo. Brigue com a prefeitura que resolveu fazer aquilo, não comigo que estou dentro da lei e, francamente e convenhamos, não fazendo nada demais.

Olhe, entenda e respeite. Quer protestar, proteste para as pessoas certas.

Um retrato do momento

Um foto do que está para acontecer logo, no Brasil: nossa enquete, que você pode observar ao lado.

É uma enquete tímida mas que respeita muito a opinião dos que dela participaram. E a pergunta não poderia ser mais básica: Até agora, o que acha da corrida eleitora? E mesmo que nossa querida e amada equipe tenha esquecido de um "L" no final, o seu conteúdo em nada ficou prejudicado. Pelo que consta, participaram dessa enquete 7 pessoas, das quais, 2 fomos obrigatoriamente eu e o Dudu.

Restaram então 5 votos dos internautas que nos visitam, certo?

E como assim, nenhum deles achou a campanha eleitoral empolgante? Os votos ficaram divididos entre decepcionante, irritante, preocupante e elefante.

Creio que realmente nossos leitores estão gastando bastante tempo lendo o DLQ e menos tempo vendo as coisas maravilhosas que só numa campanha eleitoral no Brasil podemos ver.

Primeiro - Decepcionante.

De decepcionante não tem nada. Podemos ver que nossa ministra ou ex, não decepciona nunca. Sempre sorridente e com muito dinheiro para investir em uma campanha com um excelente garoto propaganda, ela impressiona a cada dia que passa. Sempre um pouco a mais. Serão milhares e milhares de casas, saúde para todos e todas, escolas para todos e todas, transporte coletivo eficiente, limpo e jeitoso para todos e todas (de cidades grandes)... O "poca-teia também não decepciona. Alguém esperaria mais de um cara que saiu para chegar em terceiro? A "verde" é só sorriso e histórias tristes de um passado triste. Tem algo mais empolgante que eleições no Brasil?

Segundo - Empolgante

Não acredito que ninguém se empolgue com o fato de que todos os candidatos do a presidente do Brasil vão (em escala não hierárquica): colocar todas as crianças na escola (a ministra ja fez e fará mais, o poca-teia fez em SP, e fará no Brasil e a "verde" - bem, ela estudou tarde, dá pra pensar um tempo), todos farão os hospitais funcionarem melhor, todos vão investir na polícia, no exército (a ministra gosta disso), sem contar em investimentos nos velinhos, nos cachorros, gatos, galinhas e coisas afins. A claro, com não se empolgar ao saber que todos eles vão baixar os impostos e os gastos do governo??? (eu já ouvi isso e tem candidato que já participou dessa promessa e não a cumpriu...vai p/...)

Terceiro - Irritante?

Não, definitivamente não tem com se irritar com pessoas tão lindas, falando coisas tão belas e claro, comprando bilhões de KG´s de vaselina... E eles vão passar vaselina em quem???

Quarto - Preocupante?

Não, não se preocupe. No Brasil, futebol, religião e política não se discute. O futebol é movido pelo dinheiro, a religião também... a política, não se preocupe, não será diferente...

Quinto - Elefante

Isso sim foi uma manifestão do pensar. Eu adorei. Os elefantes são mamíferos paquidermes originários de alguma regiao da África do Sul, país onde o Brasil perdeu a chance de se tornar OctaMegaUltraBig campeão do mundo. Você sabia que os elefantes vivem em bandos, viajam com esse bando e quando um elefante está mais fraco, seja por doença ou por velhice, a manada ao abandoná-lo, chora?

É os elefantes precisam se candidatar aqui no Brasil, heim, Vote Elefante 99 para Presidente! Esse é um candidato de Peso!

Por hora, é isso...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um basta na ignorância

Eu lido há muito tempo com a mais fanática religião brasileira: o futebol. Trabalhar com futebol é um dos maiores mixes de emoções que existe. Mexe com a cabeça do caboclo mesmo. O torna um expert em esquemas táticos (se acha em plenas condições de ser o técnico da seleção brasileira), em gestão de empresas (jura que se fosse presidente as coisas não seriam como são) e até especialista em regras (Arnaldo Cesar Coelho é o caralho. Bom é ele, que manja tudo).

Também faz com que a esse fanático torcedor se torne uma pessoa completamente ignorante. Burra, estúpida, acéfala. E o futebol também cega algumas pessoas, lhe tira o bom senso e o senso do ridículo. Faz pai de família chutar a bunda de “rivais”, advogados e médicos virarem reles vândalos maloqueiros. O futebol tem o poder de transformar o ser humano. Age de forma nefasta em alguma parte do cérebro do caboclo e o faz ver inimigos ao invés de rivais. A partir dessa transformação todos que vestem as cores malditas dos rivais viram alvos. Viram sinônimo de ódio.

O pior é que tudo isso foi potencializado pela internet. O anonimato da rede mundial faz com que o nobre torcedor agrida, humilhe e descarregue sua raiva contra Deus e o mundo. Eu, como todos os companheiros de firma, já fomos alvos dessa horda sedenta de ódio.

Um texto, uma frase, uma palavra ou uma vírgula “mal” colocada (mal colocada para ele, torcedor ignorante) é motivo suficiente para uma série de ofensas e, na maioria das vezes, injustas críticas. Não vou nem considerar a ignorância alheia de não saber diferenciar matérias de artigos opinativos, mas a maneira como o torcedor/leitor se porta diante de alguém que não escreve o que ele quer ler é absurda.

O que lhe dá o direito de disparar, sem nenhum pudor, ofensas, xingamentos e impropérios contra um jornalista? O que? O que? Espera aí rapaz. Aqui (como aí) tem um ser humano. Pai e, muitas vezes, arrimo de família. Que tem contas para pagar no fim do mês. Que trabalha, e MUITO, para ganhar o seu sustento. Que vive sob intensa tensão. Que tem nas mãos a oportunidade (quase que um prêmio, um dom ) de informar e esclarecer.

Concorda? Não concorda? Beleza. Argumente, converse, debata. Não ofenda, porra. Não te dou e não te darei JAMAIS esse direito. Não entro (seja por email ou fisicamente) aí no seu escritório para dizer que seu trabalho é uma merda. Que você não sabe fazer uma petição direito, ou que a sua sutura ficou meia-boca. Nem que seus arquivos estão bagunçados. Ah, e não peço sua demissão porque você prejudica a minha empresa (time de futebol, no caso).

Respeite para serdes respeitado. Devagar com o andor, meus amigos. Respeitem-me.

Já vesti cores de um time de futebol, mas hoje não mais. Não me dou o direito de ser mais um desses que se dá o trabalho de enviar um email cheio de ódio, rancor e impropérios para outra pessoa que sequer conheço. O futebol e seus bastidores fedem. Não bato palma (nem sofro ou choro) para jogador que ganha R$ 80 mil por mês (coisa que eu levaria anos, ANOS, para ganhar) e faz corpo mole, é chinelinho. Que desdenha da paixão de uma nação de torcedores. Que ri pelas costas e que só se preocupa com o seu numerário no fim do mês.

Amo o futebol, mas não deixo com que ele se torne a razão do meu viver (como acontece com muitos desses torcedores fanáticos). Prefiro viver para minha família, pelos meus amigos e pelo meu trabalho. Trabalho que, embora alguns tentem, não será desestabilizado tão facilmente.

Respeito é o mínimo que eu e muitos dos meus colegas jornalistas esportivos pedem. Argumentos para uma boa conversa, um bom debate. Soluções para tornarmos as coisas mais justas, honestas e, principalmente, divertidas e emocionantes. Afinal é esse o papel que o futebol tem que ter em nossas vidas.

ps: o texto surge apenas como um desabafo. Não estou mexendo com esportes no momento (estou em política, tão suja quanto) mas não suporto ver o que fazem com os companheiros de militância esportiva. Basta!

Hipocrisia, hypocrisis, hupokrisis

Bem, hoje resolvi escrever sobre alguns temas bastante pertinentes à vida moderna que levamos. E no título desse post, está a palavra hipocrisia, em portugues, hypocrisis em latim e hupokrisis em grego. Essa palavra é usada para designar uma pessoa que diz tem um sentimento o qual, na boa verdade, ela não tem. Tipo aquele funcionário que adula o chefe e depois sai xingando...

Ontem, na versão on line de um jornal grande aqui de Curitiba, saiu uma matéria falando que a faculdade tal prefere usar uma raça de cachorro tal para seus experimentos e, coitandinho dos cachorros, são escolhidos e não sabem se defender.

E aqui, hipocrisia ganha bastante sentido. Pois, se olharmos todas as pessoas envolvidas na produção de uma matéria como essa, é basicamente impossível que dentre todas elas, pelo menos uma não use qualquer objeto, remédio ou principalmente cosmético que não tenha sido testado em animais.

Quando eu veja mulheres e homens trabalhando na causa dos animais sempre fico me perguntando: mas, será que a aquele batom ou aquele desodorante que eles estão usando não foram testados num cachorro? Ou então, num macaco?

Aqui em Curitiba, infelizmente (na minha opinião), a carrocinha deixou de existir. Antes disso, os cachorros que estão na rua - a culpa não é deles, muito menos minha - eram levados para um canil e lá, se não fossem adotados ou resgatados, eram sacrificados. Uma lei pos fim a esse tipo de "cueldade". Enquanto isso, milhares de cachorros são abandonados por seus donos, e claro, sem qualquer tipo de esterilização.

O que temos é uma Sociedade Protetora que na verdade não protege além do que eles querem, um zilhão de cachorros nas ruas e mais uns tantos chegando a cada dia, uma procriação descontrolada e alguém ganhando mídia, votos, adeptos e coisas assim porque diz que está defendendo os pobrezinhos animais.

Quero dizer que mandei um comentário para o tal jornal, o qual, obviamente não fui publicado. O único comentário que foi publicado, foi de uma ex-aluna de uma universidade dizendo o quanto ela sentia pena fazer isso com os bichinhos.

Aqui, mais uma vez, hipocrisia cabe muito bem. Essa mesma comentarista, deve ter pelo menos um creminho para os pés de galinha, que se não chegaram, vão chegar, certo? Hipocrisia mais uma vez, pois um veículo de comunicação que se diz "isento", na verdade, é "isento" até que lhe seja conveniente.

E aí eu chego a algumas conclusões: Beagles são bons para usar em laboratório, homens em mulheres defendem causas que eles mesmos não se inserem (quem usa cremes ou produtos está colaborando para a dos dos bichinhos), e jornalismo com isenção... Hahaha

E para finalizar, um recadinho a Sociedade Protetora dos Animais. Ontem, a hora que voltei da faculdade, tinha um dos cachorros que a carrocinha deixou de pegar no meu bairro, que avançou em mim. E se o desgraçado me morde, cobro de quem, da prefeitura, que não coleta mais esses animais ou da Sociedade Protetora dos Animais? Venham no bairro proteger todos os vira-latas, por favor.

E se puderem, levem eles para muito longe daqui!

Desafio...

Estou nessa ideia com o Dudu. Eu até sairei de casa para votar em alguém (-menos na dilma), se algum candidato qualquer disser que fará qualquer coisa que não seja investir mais em segurança, educação - em tempo integral - e ainda em saúde - com foco nos idosos, infraestrutura básica de transporte de gente em massa, de cargas e tudo mais relacionado a isso...

Aquele que não falar em metrô, seja em Curitiba ou no inferno também terá o meu voto!

Reforma política. Quem sequer dá entender esse assunto, perde meu voto na hora.

Ainda como cita nosso nobre Dudu, creio eu que precisarei continuar o meu pensamento. Meu movimento solitário do voto zero vai mesmo se concretizar. Eu viverei 4 anos em que não poderei reclamar de nada por não ter usado meu direito constitucionar de ser obrigado a votar.

Não existem candidatos que esteja a meia altura do meu voto. Eu não sou melhor que ninguém, mas infelizmente, em candidatos da velha guarda, eu não votarei mais. E nem mesmo nos jovens, a nova guarda socialista...

Fica difícil acreditar que as coisas mudem num país onde futebol, religião e política não se discutem. É triste perceber que a merda do povo está nas mãos dos que recebem seus votos e para retribuir, empurram novamente para a merda.

Triste e muito trágico...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Desafio!

O candidato que não citar, seja em panfletos, horário eleitoral ou gravações do Portal dos Candidatos da Gazeta do Povo (que entra no ar dia 31 de agosto) as palavras: educação (escola em tempo integral), saúde, segurança pública e renovação na política ganha meu voto. Alguém topa o desafio?

Estou falando sério. Mas, hein, sério mesmo. DUVIDO.

Desleixo...

Caros e nobres leitores. Sei bem que no mundo digital e virtual que vivemos, deixar um blog sem atualizar um dia sequer pode custar até o abandono por parte dos leitores. E espero que isso não aconteça com o DLQ, que ficou alguns dias sem novos textos. Não por desleixo de seus editores, dois nobres jornalistas, mas talvez por falta de tempo de ambos.

A vida moderna nos proporciona coisas muito boas em relação aos tempos mais antigos: trabalhamos mais horas por dia, ganhamos mais, não temos tempo para muita coisa e por aí vai. Estou pensando seriamente em comprar um pequeno espaço no interior e lá plantar batatas, mandiocas e coisas assim!

Mas, nos ultimos dias o que está me assustando mesmo é o clima em curitiba. Se você corre ou não, se o seu dia é cheio ou não, em algum momento deve ter se deparado com a sensação de estar com os olhos, mucosas do nariz e da boca bastante secos. Na terça-feira, por exemplo, a humidade relativa do ar chegou próximo de 20%, o que para quem mora na capital paranaense pode ser até mesmo mortal.

Isso não é, na minha opinião, culpa do efeito estufa, mas precisamos ficar atentos... O bicho está pegando...


E final de semana, vai chover...hehheheheh

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por que não vou votar esse ano?

Simples: estou cansado dessa "democracia"!

Não votarei esse ano, mas isso não serve como protesto e nem mesmo indico que outras pessoas façam isso. Não votarei esse ano pois a cada texto que leito, sítio que visito e informação que recebo, sinto mais e mais nojo de política. Porém, antes de você continuar lendo esse texto, convido você para visitar o sítio www.camara.gov.br e lá, escolha o nome do candidato que você ajudou a eleger para deputado federal em 2006. Topas? Sério mesmo, vai lá, invista 15 minutos, não vai demorar mais que isso e veja o que o deputado fez nos últimos 4 anos.

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Foi? E aí, o que você encontrou? Te agradou? Tá feliz???

Eu fui. E eu não votei para deputado em 2006. Aliás, votei sim, no 8888. Anulei!

Mas como jornalista que sou, me senti curioso e fui tentando lembrar alguns nomes e antes de escrever esse e-mail eu ví o que fizeram dois deputados e claro, candidatos a continuar na mamata do mandato. Claro que não citarei os nomes, mas se quiser saber, eu respondo por e-mail.

Veja só, a função de um deputado federal é:

- propor e votar as leis federais (federais = valem para todo o país sem qualquer distinção);
- defender os interesses da população de seus estados eleitores (população = povo)

Basicamente, o poder desses caras e suas responsabilidades parecem estar a altura do salário que os mesmos recebem. Afinal, propor e aprovar leis que mudam as vidas de mais de 190 milhões de pessoas, é algo realmente de muita responsabilidade.

Essas informações que estou passando servem apenas para ilustrar porque esse ano, eu não vou votar.

COnforme comentei, observei as propostas e demais participações de dois deputados federais do meu estado, o Paraná. Um deles, atua na área de educação e outro, na agropecuária.

Até aí, tudo bem. Lembra-se que escrevi que eles defendem os interesses da população do estado que os elegeu? Sim, interesse da "população" e não de "grupos específicos". A segmentação se mostrou interessante em áreas como o jornalismo, pois abriu um mercado novo para esses profissionais.

Pois bem, os dois deputados, tem uma atuação bem marcante: a segmentação. Enquanto um trabalha para a educação, que continua ruim no estado e no brasil inteiro, o outro, trabalha para o agronegócio.

Ou seja, na hora de votar, temos que escolher pessoas que vão representar nichos específicos. Vou observar todos os deputados paranaenses ao longo de algum tempo e depois, relato aqui. Mas pelo que pude ver com os dois exemplos acima citados, cada um cuida da sua sardinha...

E isso acaba por fugir da nobre existência desse cargo: olhar pelos interesses da população (população = povo = todos iguais perante a lei, com direitos e deveres).

Não votar, vai me trazer um pouco de paz... Não escolherei o "melhorzinho" dentre tantos...

Por hoje, é isso... Vamos nessa...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Medo de viver²

Desculpem minha ausência ontem, mas é que estou com medo de viver. E ontem, esse medo ficou ainda mais forte e direcionado pois começou a campanha eleitoral no rádio e na televisão. E isso me tras muitos tipos de medo.

É impressionante que ano após ano, todos os candidatos a qualquer cargo político, transformam suas campanhas eleitorais em grandes rádio-novelas ou tele-novelas, com muitas imagens lindas, efeitos de áudio e claro, muitas promessas que nem meu cachorro vira-latas consegue mais engolir a seco.

É impressionante que nosso país ainda permita que um presidente da república, em pleno exercício de seu cargo, grave programas pedindo votos para outros tantos candidatos. É triste ver que num país qualquer como o nosso, isso ainda se repita como uma fórmula mágica: fez, ganhou!

É impressionante saber que os eleitores serão muito influenciados por essa merda toda e assim, com certeza, não escolherão os melhores. Vão escolher os que tem mais dinheiro para as novelas, mais dinheiro para equipamentos HD DIGITAL SURROUND SOUND e o escambau!

É impressionante ver que realmente a fórmula deu certo, o brasil vai continuar nessa merda e quem sabe, teremos mesmo uma ex-guerrilheira dos tempos da ditadura...

É impressionante mesmo ver que mesmo que tudo seja dito, nada é mudado e tudo ficará como exatamente está...

É o triste fim de mais um ano eleitoral!

Um viva para a democracia dos que tem dinheiro para as novelas. Só que nessa,para o povão, o final nem sempre emociona, mas com certeza sempre fará chorar!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Medo de viver...

Medo de viver? Será que estamos caminhando para isso? Diariamente recebemos na cara, como um tapa, notícias de barbáries cometidas pelo mundo a fora. A violência, vestida de uma futilidade jamais vista, me preocupa demais. Sempre se matou por muito pouco, mas a cada dia que passa os motivos se tornam ainda mais banais.

Neste fim de semana, em matérias muito parecidas (com os mesmos personagens, em veiculadas num espaço de no máximo 30 minutos de diferença), Fantástico e Domingo Espetacular, revistas semanais da Globo e da Record, as duas maiores audiências do Brasil, abordaram a banalização da violência. Os casos envolvendo um tecelão (morto a tiros na frente da família por um esbarrão de retrovisor) e de um jovem que “quase” esbarrou numa mulher grávida e acabou morto com quatro tiros dentro de um ônibus nos escancaram que TÁ TUDO FUDIDO.

Puxando mais para perto do nosso quintal, vemos um monstro - registrado na carteira de trabalho como zelador – matar duas meninas e esconder os corpos numa fossa em Campo Mourão. Pior, o cara era amigo da família de uma das meninas e almoçava e jantava na casa deles. PIOR, se passou por uma delas mandando mensagens com o celular da jovem dizendo que estava tudo bem, morando na Espanha e casada. PIOOORRR... fez isso por dois anos. Que mente doentia é essa.

Que falta de valores é essa, meu Deus. Que falta de noção do que é certo e errado é essa, Buda. Que falta de amor, de compreensão, de paciência, de tudo é essa, Alá, Ganesh, Maomé, Shiva, Tupã...?

O que esta acontecendo, afinal? Estamos imersos num mundo de total e completa falta de noção. Dá medo, sim, de viver. Como saber o que o outro lado da esquina nos reserva? Um tiro por R$ 10ão. Uma facada por uma olhadela no derriére da transeunte. Um esquartejamento completo por não ter cigarros pra dar par ao pidão.

Candidatos... não adianta sustentar aquele discurso vagabundo de saúde, segurança e educação. Passou da hora de agir.

Eu quero minha segurança de volta. Tomaram-me isso há tempos, sem meu consentimento. Exijo minha segurança de volta imediatamente, sob pena de jamais dar o ar da minha graça pelas ruas.

Peço desculpas, mas é preciso

E é preciso mesmo. Vou começar meu post de hoje comentando que há uns 2 ou 3 anos, passei uma fase de aspiração ao ateísmo. Isso mesmo, choquei alguns? Me perdoem, os que me conhecem até já sabem mas os outros estão sabendo de forma declarada agora: sou um ateu. Isso mesmo, ATEU!

Não chequei a esse estado de maneira abrupta não, foi depois de muito pesquisar e de conseguir, com ajuda de um e de outro, formar uma opinião a esse respeito. O ateísmo me trouxe algumas respostas que me permitem viver e entender o mundo de maneira mais completa. E com isso, descobri um fato interessante: um ateu é mais considerado no brasil como um marginal, um criminoso. Ou seja, infelizmente, me tornei um criminoso.

O link a seguir, apresenta a transcrição de um programa apresentado por um cara mais conhecido como DATENA, que eu sempre respeitei pelo profissionalismo com que se aproveita da desgraça alheia. Mas que agora, infelizmente, pisou feio na bola. Se quiser, veja, por favor: http://migre.me/154fK

Que o Brasil fica mais violente a medida que os dias se passam, é algo tão óbvio que nem precisávamos de um apresentador desse porte. Que a criminalidade está numa boa, a gente também não precisa de um cara desses para nos alertar.

Mas, eu sou ATEU. Tenho amigos ATEUS. E nem eu, e nenhum dos meus amigos ateus somos criminosos. Muito menos marginais. Aprendemos com o ateísmo que para sermos pessoas justas e nobres de causa, não precisamos acreditar e idolatrar um deus qualquer. Seja ele católico, apostólico, judeu ou muçulmano. Eu e meus amigos ateístas aprendemos a respeitar a crenças das outras pessoas. Não somos superiores porque não acreditamos em deus, mas também não somos inferiores.

Uma das coisas que eu peço é que nos respeitem como seres humanos. Apenas isso!

Para cometer um crime, um criminoso não precisar acreditar ou não em deus, não é um pré-requisito. Aliás, as cadeias estão cheias de religiosos, de crentes em alguma religião. Temer a deus não impede alguém de cometer um crime.

E mais, na Constituição Federal de 1998 - CF/88 está escrito em seu artigo 5º:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;


Como diz nossa constituição, temos a liberdade da crença. Se você acredita em deus e eu não, por favor, precisamos viver em conjunto, e quem sabe, lutando pelos mesmos ideias.

Sou ateu sim, mas não sou criminoso muito menos marginal.

Datena, pede aí umas desculpas, cara, "pô, me ajuda aí", Datena, "pô, me ajuda aí"!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu sei, eu sei...

Leitores: eu sei que meu protesto, ou melhor, o protesto que farei em outubro desse ano, quando ao invés de ir votar, ficarei em casa talvez não seja a melhor forma de protestar muito menos possa ser computado como um protesto. Sei também que para 99% das pessoas o direito a voto é o mais alto grau da democracia de um país.

Mas mesmo sabendo de tudo isso, não posso confiar meu voto no melhor dos piores. Não votarei no candidato 1, 2, 3, 4 ou 5. E não votarei em branco ou nulo pois também não acredito, assim como na democracia, no poder da informática. Isso é só perguntar para qualquer programador.

Minha decisão de não ir votar é justamente pelo fato de que esse ano, não apareceu ainda e nem aparecerá qualquer candidato ou proposta dignos de meu voto. Não consigo ouvir propostas concretas. Todos, sem excluir ninguém, falam em educação, saúde, segurança pública e também subtemas como reforma agrária, metrô em Curitiba e sei lá mais aonde e coisas assim. Nada de prático.

Investimento em saúde não existe e nunca vai existir, ou seremos hipócritas em acreditar que hospitais sem fila vão dar voto para alguém? Tá bom, teremos escolas cheias de crianças felizes, bem alimentadas e preparadas para o mercado de trabalho e para a vida, certo? Isso daria mais voto do que termos apenas 70% das crianças na escola e apenas 1, 2% com chances reais de ser alguém na vida?

A fórmula, eu entendo, realmente não é mágica, mas o que se mostra no Brasil é um acordo entre os cavalheiros - sejam eles presidenciáveis e presidentes, senadores, deputados e todos os outros - ao que se mostra, para que certas coisas nunca mudem, pois se mudarem, pautados em que os eleitores votariam?

Como acabar com a seca no nordeste se efetivamente o nordeste tem potenciar de determinar uma eleição para presidente da república? Ahahaha, eles vão continuar com sede, com fome e claro, votando. É direito deles acreditar num futuro melhor.

Assim como, diversos paranaenses acreditaram já nos bordões "ou o pedágio abaixa ou acaba" ou então em frases como "não vou abandonar a prefeitura para concorrer ao estado" entre outras tantas falas.

O voto para mim ganharia mais sentido se as pessoas usassem com mais razão e menos, muito menos emoção. Como colocou no post anterior o nobre Dudu, eu não vou votar. Por quê?

Por causa das coisas que eu vejo, como ontem por exemplo, os 5 minutos que assisti de debate. Morno não, morto. Apenas morto. Não serviu para nada, absolutamente nada. Foi possível até observar que candidatos mesmo, temos 2. Tinha um lá que além de tremer feito vara verde, não sabia sequer falar. Talvez até fosse um excelente governador, mas o povo (emoção) jamais votaria nele.

Eu acredito que a política no Brasil um dia será diferente. Mas creio que não estarei vivo para ver isso acontecer. Enquanto filhos assumirem o lugar de seus pais, enquanto o povo passar fome e coisas assim, nunca poderei acreditar em mudanças.

Isso pois tudo funciona assim: em ano eleitoral, tudo acontece. Estradas são asfaltadas, ônibus novos, nova linha de metrô é inaugurada, hospitais, e tudo mais. E, depois das eleições, tudo volta como estava ou pior ainda.

No meio do caminho, mesmo sem qualquer prova, aparecem os dinheiros na cueca, na conta, no sapato. Enquanto isso, um ícone fala para seu assessor sem saber que isso viria a público (transcrição não literal): - como essa piscina não está aberta para a população. Porra, abre logo isso aí, imagina o desgaste político se vem uma equipe da imprensa e filma isso aqui fechado?.

Com um pensamento desses, o que esperar? Tudo no Brasil só funciona porque a imprensa precisa estar sempre correndo atrás. E até ela não presta mesmo, então, repetindo a pergunta do nobre Dudu: correr para onde?

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...

Para onde correr?

E o debate de ontem hein, você viu? Não?

Bom tenho algumas coisas para dizer sobre isso. Caso você tenha visto, perdeu uma ótima oportunidade de ver um novo espisódio da Grande Família, perdeu a vitória do Avaí sobre o Santos e também aquele bom filme que passou na tv a cabo. O debate foi de dar sono. Foi um show de ataques sem força e respostas vagas. Perguntinhas mequetrefes, com respostas sem sentindo. Tentativas de propor o novo, mas com o uso de discursos velhos.

Agora, se você não viu o debate, perdeu uma excelente oportunidade de conhecer quem são os homens que se dispuram a se apresentar como nossos possíveis representantes num sonhado mandato. Pessoas com ideais. Algumas mais preparadas que as outras, é verdade. Uns mais nervosos que os outros, sem dúvidas. Mas todos acreditando (seja por qual interesse for) que podem ajudar a transformar a vida das pessoas (para o bem ou para o mal).

Ok, os dois parágrafos são conflitantes né? Num eu falo que você não perdeu nada e no outro digo que você perdeu de conhecer quem está se candidatando a nos representar. Confuso? É, é consufo mesmo. Mas talvez a confusão seja uma boa síntese do nosso atual quadro eleitoral.

Ver o que estamos vendo, desde o início das conversas para possíveis coligações, até este primeiro debate - e que será potencializado com o início do horário eleitoral gratuito e com as demais sabatinas - é de deixar qualquer um maluco. Candidatos renegando o passado, se passando pelo o que nunca foram, se aliando a quem nunca antes havia se aliado, nanicos sem propostas, nanicos eloquentes e com propostas interessantes, bobos, radicais e tudo mais. Esquerdistas, direitistas, urbanistas, ruralistas e trapezistas. Um cowboy, um playboy e um monte de coadjuvantes sem a mínima chance (mas exercendo seus direitos de tentar).

Para que lado vamos correr? Ainda não sei, sinceramente. Não recomendo anular o voto (como defende meu grande amigo LG, co-autor desse blog). Acho que dá, no final das contas, para achar um candidato que se assemelhe com o que você defende. Mas é cedo, BEM cedo, para tomar qualquer tipo de decisão.

Resta lamentar que ao que tudo indica esse pleito se mostre um dos mais desanimadores da história. Torço, muito, para estar enganado. Torço mesmo... de coração.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O que realmente nos diferencia?

Essa é uma pergunta que em momento algum deixa de existir em minha cabeça. É uma pergunta simples de respostas variadas e nunca conclusivas. Mas afinal de contas, o que nos diferencia dos outros animais?

Vou listar algumas coisas que já ouvi:

- polegar opositor e sua função de pinça na vida cotidiana;
- cérebro altamente desenvolvido;
- pode de dominação de outras espécies;
- capacidade de sentir emoções;
- dom, capacidade e poder de comunicação;
- uso e desenvolvimento de tecnologias;
- deus;
- maomé;
- montanhas;

Bem, nenhuma dessas é claro, representa porque somos melhores ou sequer diferentes dos outros animais, certo? Até porque ainda temos alguns instintos que não conseguimos abandonar e nos entregamos a outras tantas formas de dominação que não nos permitem contar vantagem sobre um cavalo, por exemplo.

Mas, alguns comportamentos humanos me deixam muito impressionado. A capacidade que temos de matar uma pessoa, semelhante a nós... E por nada...

Outra coisa, é a intolerância. Impressionante como existem seres humanos que são intolerantes.

E outra ainda, se observar na natureza, nenhum outro animal come ou faz suas necessidades fisiológicas senão por uma função do organismo. Nós, seres mais evoluídos, comemos quando achamos que temos fome, compramos pronto para não ter que preparar, quando preparamos é para não comer cru... Trocamos facilmente uma vida alimentar nutritiva pela facilidade do industrializado, que por sua vez, com elementos e substâncias, apresenta um sabor mai agradável.

Afinal, o que nos diferencia dos outros animais?

Essa pergunta fica!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

E eu com esses números?

21021981198401071952179325869965697999899666996849411089691745805010333215501556556933976860999177479154575368633535938232498266390260052083485#124712473321070933110198217810207083845948682823001010307070709


Sempre fui avesso aos números. Desde sempre (e para todo o sempre) a matemática foi algo totalmente fora do meu contexto. Sobrevivi muito bem a ela até agora e tenho certeza de que seguirei minha vida até o seu derradeiro fim sem tê-la como minha companheira. Apesar daquele 1,5 que tirei no boletim me dói até hoje, mas não foi o suficiente para me abalar.

Como eu sempre desconfiei, logaritmos e fórmulas de báskara nunca me serviriam para coisa alguma se eu fosse jornalista. E eu estava certo, viu mãe, viu pai. Números só me interessaram para resolver questões básicas do dia a dia e para compreender um pouco mais do mundo, é claro, com seus PIBs, porcentagens e tudo mais, além de entender como fazem para que o meu salário bruto fique líquido no final do mês (e assim escorra por entre meus dedos).

Dia desses parei para pensar na absurda quantidade e números que somos obrigados a decorar durante a nossa vida. Mesmo odiando-os, eles se revelam meus amigos se eu considerar que sou totalmente dependente deles.

Resolvi colocar esses números no papel e me assustei. O resultado é esse aí em cima.

Maluco né? Mesclei ali uma porrada de números que lembrei assim, de sopetão. Realmente somos escravos desses números e não há como fugir totalmente. Na verdade você pode até optar por não decorar CPF, RG e outras coisas. Mas aí outras situações se tornariam mais complicadas automaticamente.

Enfim... o assunto é um pouco ameno, mas me fez pensar o quão escravos somos disso tudo.

ps: Para engordar esse post cito uma letra dos Engenheiros do Hawaii que fala sobre o tema "números".

Números (Humberto Gessinger)

Última edição do Guiness Book
Corações a mais de mil
E eu com esses números?
Cinco extinções em massa
Quatrocentas humanidades
E eu com esses números?

Solidão a dois
Dívida externa
Anos luz
Aos 33 Jesus na cruz
Cabral no mar aos 33

E eu... o que faço com esses números?
Eu... o que faço com esses números?

A medida de amar é amar sem medida
Velocidade máxima permitida
A medida de amar é amar sem medida

Nascimento e Silva 107
Corrientes, tres, cuatro, ocho
E eu com esses números?
Traço de audiência
Tração nas 4 rodas

E eu... o que faço com esses números?

Sete vidas
Mais de mil destinos
Todos foram tão cretinos
Quando elas se beijaram

A medida de amar é amar sem medida
Preparar pra decolar
Contagem regressiva
A medida de amar é amar sem medida

Mega, Ultra, Híper, micro, baixas calorias
Kilowatts, Gigabytes...

E eu... o que faço com esses números?
Eu... o que faço com esses números?

A medida de amar é amar sem medida
A medida de amar é amar sem medida
Velocidade máxima permitida
A medida de amar é amar sem medida

Mas o pior...

O pior é que justamente não existe qualquer tipo de preocupação com a política do nosso país. Nem da parte dos políticos muito menos da parte da população. E assim, vamos levando.

Pois foi exatamente dentro de uma sala de aula, com aproximadamente 40 pessoas adultas, que me surgiu a luz de que, para uma parcela da população, tudo está no seu lugar, graças a deus.

A professora:

- alguém aqui assistiu o primeiro debate?

Silêncio - apenas eu ergui a mão demonstrando que sim, eu assisti e ouvi o debate.

Mais uma vez:

- alguém? debate? político?

Denise leciona a 21 anos, desde os tempos do CEFET-PR e agora na UTFPR. Era nítida a cara de decepção ao ver que dos quase 40, apenas 1 tinha assistido o debate.

Eu concordo que assistir um debate não garante que as pessoas não estejam policamente antenadas, mas demonstar que sim, o interesse é diminuto senão nulo na maior parte desses quase 40. Até porque pensar política e na política não garante o salário no final do mês e consequentemente o paozinho das crianças.

Mas infelizmente, uma pergunta foi ainda mais assustadora:

- quantos de vocês já tem uma ideia de em quem vão votar?

Assustou, pois o silêncio foi ainda maior!

Ou seja, não assistem a debates, não pensam em quem vão votar... São esses que vão participar da vida política do meu país, escolhendo a esmo um qualquer que vai nos representar.

Triste... Esse é o triste retrato da democracia do meu país... ou de uma parcela dele...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sem assunto...

Hoje acordei sem qualquer noção do que escreveria aqui no blog. Isso porque realmente estou bastante cansado de ficar escrevendo sobre política ou sobre comportamente. As pessoas costumam mudar pouco e de forma muito lenta.

Mas aí, lendo algumas notícias eu me deparei com uma realmente bastante interessante que trata de um assunto muito importante, ainda mais para quem usa os ônibus. Foi homologada hoje pela manhã a primeira concorrência para operação do sistema de transporte coletivo de Curitiba.

Mas não se anime, nada vai mudar. Absolutamente nada! Quem ganhou é quem já está aí. E essa resposta vem, de acordo com minha cabeça chata, quase junto com as eleições para governo do estado e demais eleições. Que coisa, né!

Os compromissos que as empresas precisaram assumir dão conta do combustível que vão utilizar, com meta de 10% com 100% de biodiesel, que provavelmente vai deixar os ônibus mais confortáveis além de fazer com que os motoristas conduzam com mais cuidado, parem certo nas estações tudo e claro, que fará com que se desenvolvam dispositivos que criem barreiras para os caras que costuma "furar" nos tubos.

Essa licitação foi explicitamente a coisa mais estranha que eu já ví. Tinha uma empresa que tentou mas foi desclassificada por não ter experiência em curitiba. Ou seja, era certo que certamente os certos ganhariam, certo?

E assim vai, ou melhor, vou, num buzum lotado, velho como o que eu peguei hoje, barulhento, com um motorista que a cada 2 tubos precisava engatar a marcha a ré para pode abrir as portas entre outras tantas coisas.

Depois tentam convencer milhares de motoristas a usarem ônibus...

Peraí, tem mais uma: diz que "por enquanto", continua em 2,20R$. Mas é só por enquanto, depois quem saberá?

Viva, mais um viva para Curitiba!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

absurdo?

Há tempos, desde que me conheço por gente, o mais absurdo para mim era encarar um governo do PT. Não me pergunte porque, mas sempre tive muito medo disso. e meu medo se confirmou em gênero, numero e grau.

Porém, surgiu algo muito mais absurdo. Leia em: http://migre.me/138WI

Parece absurdo para você também, caro leitor?

Pois, no primeiro momento em que li também pareceu. Aliás, pensei que poderia ser apenas um coisa de chinês, que ao contrário do basileiro, tem muito dinheiro para gastar com esse tipo de coisa. Mas depois de analisar um pouco mais, a ideia começou, mesmo que aos poucos, deixar de ser absurda em minha cachola.

Temos, em Curitiba, as tais canaletas. Elas ligam bairros importantes, como o Pinheirinho ao Santa Cândida, Centenário ao Campo Comprido entre outras. Essa ideia do chinês, com algumas adaptações, bem que poderia ser incorporada ao nosso modelo. Mas ao invés de carros, poderíamos aderir as bicicletas. Seriam ônibus mais elevados e bicicletas em baixo? Ou mesmo automóveis...

Tá bom, nobre leitor: é uma ideia absurda.

Porém mais absuda ainda é pensar que o brasileiro perdeu a capacidade de ser criativo, pelo menos no que diz respeito a inventar soluções assim. A ultima grande invenção, creditada a um ex-prefeito chamado Jaime Lerner, em parceria com uma montadora de chassis, foi o famosos e já ineficiente e caro bi-articulado.

De lá para cá, mais nada foi pensado, inventado ou sequer copiado que não seja o metrô e os famosos ônibus lotados.

Enfim, perdemos nossa capacidade criativa, que só se manifesta quando o brasileiro precisa enganar alguém ou então, tirar qualquer tipo de vantagem... eita jeitinho brasileiro...

É isso...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Inovação na cobertura política!

Então minha gente, após o término da Copa do Mundo engatei num projeto especial da Gazeta do Povo chamado Candibook - o Portal dos Candidatos. Iniciativa pioneira no Paraná para tentar tornar mais justa e ampla a cobertura das eleições. Neste site, cada candidato terá um perfil completo, foto e uma entrevista de 2 minutos. Nela, os candidatos que chegam a ter 7 segundos no horário eleitoral gratuito, podem explicar um pouco mais quem são e porque decidiram concorrer, além de projetos que querem transformar em leis.

Até hoja (em uma semana) gravamos aproximadamente 200 entrevistas. Passaram pela redação da Gazeta do Povo os mais diferentes tipos de pessoas. Do alto empresário, ao morador de rua. Do letrado ao semi-analfabeto. Do prolixo ao curto e grosso. Do eloquente ao displicente. Bem arrumados, "mal-vestidos", gentis, grossos, convincentes, desconfiados. Um leque dos mais completos já visto da raça humana e, sobretudo, da raça política. Quem já é e quem nunca antes havia pensado em ser político.

De tudo que vi posso destacar algo realmente preocupante: em geral, estamos perdidos. Porque? Quase que invariavelmente o discurso é o mesmo, mas com um agravante: Antes de dizer que saúde, segurança e educação são suas bandeiras, eles dizem que estão ali para promover a renovação a política. Renovação essa que se apresenta justamente com um discurso que é bem difícil de se engolir. Pessoas novas com discursos velhos e batidos.

Foi muito, juro, muito difícil, destacar propostas que realmente se mostram interessantes e exequíveis. Muitas divagações, pouca realidade. Alguns me surprenderam para o bem, outros para o mal. Políticos de longa data com discurso xoxo, outros também experientes com ideias renovadas. Jovens que nunca exerceram cargo algum com novos pensamentos, mas também novatos com a mesma ladainha que ouvimos há muito tempo.

Obviamente que não irei nominar ninguém, mas até aqui a situação em si mais me preocupou do que me esclareceu. Mas um ponto, certamente o mais importante, me deu uma certeza. O Candibook será um marco na cobertura política paranaense. O eleitor terá uma poderosa ferramenta nas mãos para poder conhecer melhos a pessoa em quem votará, diminuindo assim o risco de errar ao confiar seu voto em quem não o merece.

Conhece algum político que vai disputar as eleições esse ano? Então peça para ele entrar em contato em portaldoscandidatos@gazetadopovo.com.br.

Saiba mais sobre o Candibook: http://www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente/conteudo.phtml?tl=1&id=1031606&tit=Portal-da-Gazeta-grava-entrevistas-com-candidatos

vamos mudar?

um desafio a todos os ecos, os ecochatos, os ecocegos, os ecomaníacos, os ecofóbicos...

vamos mudar de postura? é uma proposta verdadeira. eu aceito o desafio...

dos produtos que consumo, vamos lá, galera, é só ter vontade... então, dos produtos que normalmente consumo, vejamoso de que forma eu posso ajudar:

- biscoitos (de diversos tipos) = posso comprar a granel e levar um vidro com tampa;
- granola e linhaça = posso comprar a granel e levar um pode de vidro com tampa;
- gasosa da cini = posso não comprar mais da cini e sim de uma outra fábrica que vende em garrafas de 600ml, de vidro, retornáveis;
- sabonete = posso tentar comprar líquido e ver algum vendedor que me venda a granel, talvez um artesanal;
- roupas = eu já uso até rasgar, mas posso tentar remendar e usar um pouco mais;
- detergente = posso usar somente os biodegradáveis e que sejam vendidos a granel;
- leite = posso comprar os de saquinho plástico ou ver se alguém pode me vender em embalagens de vidro (algum produtor da região metropolitana);
- molho de tomate, ervilha e milho em conserva = posso comprá-los em embalagens de vidro e logo, terei mais copos em casa; (se não usar os copos, o vidro é reciclável e muito utilizado)

Enfím... É isso...

Eu acredito que pensar em lixo e na quantidade de lixo que produzimos por dia é um ato de inteligência que nos diferencia dos outros animais, afinal, os outros animais não pensam no lixo: eles não produzem lixo!

É um desafio a você, leitor. Pense em mudanças de atitude que podem representar uma mudança de postura. Pense no que você está realmente disposto a fazer o que você aceita fazer e como!

Tenho certeza que a indústria vai se adequar ao seu pensamento!

Muda! Que quando a gente muda o mundo muda com a gente! A gente muda o mundo com a mudança da mente! (gabriel o pensador)

Você aceita o desafio? Comente, envie suas ideias, suas sugestões e claro, se quiser, seus xingamentos...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

primeiro evento...

Eu não poderia ir dormir hoje sem pelo menos citar o primeiro evento realmente importante politicamente falando do ano de 2010, que é o primeiro debate entre os candidatos a presidente na televisão. Será na Band.

E com o papai noel não existe, resta me preparar para o circo dos horrores que será. Afinal de contas, esse ano, efetivamente em minha opinião, temos os melhores dos piores. Até que tem uma opção melhorzinha, mas ela está lá apenas para fazer volume.

O que mais me assusta é que a candidata do atual presidente tem totais chances de continuar na frente e vencer. Não tenho ideia do que será, mas com os países da américa do sul se bandeando para o lado escuro da força, com totais tendencias ao socialismo e coisas assim, com ditaduras e tal, e com uma ex-guerrilheira política, tenho medo.

Muito medo, mas não por mim, e sim, por meus filhos que não deveriam vivenciar isso. Fazer o que, não é mesmo? Talvez devamos utilizar com muita intensidade os ultimos tempos de democracia?

Não, não... o lg tá viajando... diriam uns...

E realmente espero estar viajado mesmo, até porque, se não estiver, FPS!

É assistir para rir... ou chorar...

Quero ainda ver o debate dos candidatos a governador, será uma disputa de engenheiros? Ou apenas mais um exemplo de debates políticos? É ver para rir, ou chorar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Abuso, abuso, abuso!

Já reclamei nesse espaço do abuso que alguns empresários cometem contra o consumidor. Minha revolta maior surgiu contra os donos da churrascaria Nova Estrela, que cobram absurdos e astronômicos R$ 4 por um refrigerante de 290ml que não custa R$ 0,80. Passou pelas enganadoras promoções que tentam ludibriar o pobre e incauto transeunte com um massacre de informações coloridas e em tamanho jumbo, mas com o mesmo preço de outrora, sem qualquer desconto novo.

Hoje toco o pau no Hiper Mufatto do Tarumã. E exponho isso para vocês mesmo tendo sido beneficiado pelo absurdo cometido por um funcionário desta respeitosa empresa paranaense. Dia desses fui ao local para fazer um ranchinho e rapidamente fiz o que lá tinha para fazer, Ao sair do mercado, em horário de rush (19h e pouco), me surpreendi com a fluidez com que a fila de carros que saia do mercado se dissipou.

Ao sair me dei conta do absurdo, obviamente na minha opinião, que estava acontecendo. Um funcionário do mercado (não era nenhum agente da Diretran não) colocou um cone no meio da faixa de rolagem da direita da Victor Ferreira do Amaral e passou a segurar o fluxo de veículos para que os clientes do mercado pudessem sair. Um absurdo sem tamanho.

É realmente muito foda sair do mercado em horário de rush, principalmente porque o motorista curitibano é o ser mais mal-educado da face da terra. Agora, ferrar com a vida do motorista porque a empresa foi arquitetonicamente incompetente ao planejar a edificação é demais. Incompetência pune-se, não premia-se.

É malandragem pura e, certamente, contra a lei (ou coisa que o valha). Uma pessoa comum parar o trânsito de uma cidade (ta, de uma rua apenas, mas uma das mais importantes da capital) para facilitar a vida do seu cliente não me soa nada correto.

Por sorte não vi mais tal ato se repetir, senão certamente iria me posicionar ali mesmo contra esse absurdo. E, se acontecer, me reportarei não só à gerência do estabelecimento, com para a Diretran. Algo precisa ser feito contra os abusos cometidos por esse mundão de meu Deus.

ps: Que maravilha esse novo gadget (é assim que escreve?) que o DLQ oferece. Saber de que parte do mundo veio o leitor é bem legal. Temos dois fãs estadunidenses e um alemão. Cool...

2 comentários quase rápidos...

Então. Curitiba cinza como está, já não é mais tão bonita quanto antes. Lembro-me da época que as calçadas de petit-pavê eram brancas de tão limpas. Na Vicente Machado, elas são bem escuras, quase na cor preta. Mas com a poluição que temos, não tem muito como mudar. Mas que fica feio, fica.

Mas o que mais me impressiona nos dias de chuva é a capacidade que os Curitibanos natos e também outros tem de andar com o guarda-chuvas armado embaixo das marqueses.

E isso é feito sem qualquer constrangimento, na maior demonstração de falta de respeito, consideração e educação com próximo.

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Aliás, por falar em guarda-chuvas, quem foi o infeliz que inventou essa merda? Reparando nele, não há nada que torne ele algo realmente eficiente. Tenho 1.93m de altura, só de perna, 1.20m... pois bem, usar um objeto desses é a mesma coisa que usar uma blusa impermeável, pois minhas pernas, fica totalmente molhadas, encharcadas, qualquer coisa assim. Sem contar que na empresa, no ônibus e em casa, temos que deixá-lo aberto para secar! Grande merda!

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E para fechar por hoje, estou muito preocupado. O candidato José Serra demonstrou preocupação pois sua arrecadação para a campanha está abaixo do esperado enquanto a dos outros candidatos, embora abaixo, estão melhores que a dele.

Esse candidado parece que vai desistir sem tentar. Que infelizmente parece certo a vitória da candidata da plástica, tudo bem, mas ele, o outro, não podia desistir, né... E não desistirá! Será?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

momento reflexão

Estamos em um ano eleitoral. Isso é importante. Tão importante quanto tomar banho quase todos os dias, afinal de contas, que "cabula" o banho, fede. Fé demais, não cheira bem e isso também é importante. No ano eleitoral, tomar banho e ter fé são princípios que precisamos com maior força.

Sou jornalista a longos 10 anos e a pelo menos 6 meses estou escrevendo nesse blog, que graças ao nobre dudu passou por uma reestilização que ficou maravilhosa.

Nesse mesmo ano de eleições, estou mais uma vez tentando pensar e existir. Me meto a escrever uma coisa chamada crítica. Até tento, mas descobri que no Brasil a crítica é algo não consumido pelo leitor. Você, leitor do DLQ, deve ser diferente, pois a cada crítica que escrevo, você volta para ler. Meu companheiro de blog é mais cometido e escreve coisas lindas também, que refletem inclusive o amor.

E aí, como é ano de eleição, eu tomo banho todos os dias e minha fé já foi pro beleléu, pensei: o que estou fazendo aqui?

Não há uma resposta. Mas ainda assim, continuo me perguntando.

Afinal, a crítica no Brasil ou é algo que pode ser entendido como ofensa ou nem é entendido. Criticar os seres semelhantes a eu e o dudu é o mesmo que contar a mesma piada. Todo mundo ri mas não serve mais para nada.

Mas ainda assim, não adianta, meu cérebro pede para que eu escreva.

E minha crítica hoje vai ao ex-governador do nosso estado. Quando ele deixou o cargo, o que ficou depois, não lembro o nome, começou a incomodar tirando grande parte dos apadrinhados políticos, inclusive o secretário de segurança pública. E não é que a coisa começou a melhorar?

Nunca antes na história dos ultimos 8 anos ví tanta "políça" nas ruas. E estão prendendo de tudo. Traficante, ladrãozinho de 5ª... Falta apenas deixar todos esses nojentos presos... É pagar para ver, né!

E agora uma crítica, ou melhor, uma autocrítica: tentarei escrever outras coisas que não apenas críticas... mas não sei se terei condições de cumprir com isso...

Boa semana, abraços, beijos e tudo de bom para todos os bons...