sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu sei, eu sei...

Leitores: eu sei que meu protesto, ou melhor, o protesto que farei em outubro desse ano, quando ao invés de ir votar, ficarei em casa talvez não seja a melhor forma de protestar muito menos possa ser computado como um protesto. Sei também que para 99% das pessoas o direito a voto é o mais alto grau da democracia de um país.

Mas mesmo sabendo de tudo isso, não posso confiar meu voto no melhor dos piores. Não votarei no candidato 1, 2, 3, 4 ou 5. E não votarei em branco ou nulo pois também não acredito, assim como na democracia, no poder da informática. Isso é só perguntar para qualquer programador.

Minha decisão de não ir votar é justamente pelo fato de que esse ano, não apareceu ainda e nem aparecerá qualquer candidato ou proposta dignos de meu voto. Não consigo ouvir propostas concretas. Todos, sem excluir ninguém, falam em educação, saúde, segurança pública e também subtemas como reforma agrária, metrô em Curitiba e sei lá mais aonde e coisas assim. Nada de prático.

Investimento em saúde não existe e nunca vai existir, ou seremos hipócritas em acreditar que hospitais sem fila vão dar voto para alguém? Tá bom, teremos escolas cheias de crianças felizes, bem alimentadas e preparadas para o mercado de trabalho e para a vida, certo? Isso daria mais voto do que termos apenas 70% das crianças na escola e apenas 1, 2% com chances reais de ser alguém na vida?

A fórmula, eu entendo, realmente não é mágica, mas o que se mostra no Brasil é um acordo entre os cavalheiros - sejam eles presidenciáveis e presidentes, senadores, deputados e todos os outros - ao que se mostra, para que certas coisas nunca mudem, pois se mudarem, pautados em que os eleitores votariam?

Como acabar com a seca no nordeste se efetivamente o nordeste tem potenciar de determinar uma eleição para presidente da república? Ahahaha, eles vão continuar com sede, com fome e claro, votando. É direito deles acreditar num futuro melhor.

Assim como, diversos paranaenses acreditaram já nos bordões "ou o pedágio abaixa ou acaba" ou então em frases como "não vou abandonar a prefeitura para concorrer ao estado" entre outras tantas falas.

O voto para mim ganharia mais sentido se as pessoas usassem com mais razão e menos, muito menos emoção. Como colocou no post anterior o nobre Dudu, eu não vou votar. Por quê?

Por causa das coisas que eu vejo, como ontem por exemplo, os 5 minutos que assisti de debate. Morno não, morto. Apenas morto. Não serviu para nada, absolutamente nada. Foi possível até observar que candidatos mesmo, temos 2. Tinha um lá que além de tremer feito vara verde, não sabia sequer falar. Talvez até fosse um excelente governador, mas o povo (emoção) jamais votaria nele.

Eu acredito que a política no Brasil um dia será diferente. Mas creio que não estarei vivo para ver isso acontecer. Enquanto filhos assumirem o lugar de seus pais, enquanto o povo passar fome e coisas assim, nunca poderei acreditar em mudanças.

Isso pois tudo funciona assim: em ano eleitoral, tudo acontece. Estradas são asfaltadas, ônibus novos, nova linha de metrô é inaugurada, hospitais, e tudo mais. E, depois das eleições, tudo volta como estava ou pior ainda.

No meio do caminho, mesmo sem qualquer prova, aparecem os dinheiros na cueca, na conta, no sapato. Enquanto isso, um ícone fala para seu assessor sem saber que isso viria a público (transcrição não literal): - como essa piscina não está aberta para a população. Porra, abre logo isso aí, imagina o desgaste político se vem uma equipe da imprensa e filma isso aqui fechado?.

Com um pensamento desses, o que esperar? Tudo no Brasil só funciona porque a imprensa precisa estar sempre correndo atrás. E até ela não presta mesmo, então, repetindo a pergunta do nobre Dudu: correr para onde?

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