segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Medo de viver...

Medo de viver? Será que estamos caminhando para isso? Diariamente recebemos na cara, como um tapa, notícias de barbáries cometidas pelo mundo a fora. A violência, vestida de uma futilidade jamais vista, me preocupa demais. Sempre se matou por muito pouco, mas a cada dia que passa os motivos se tornam ainda mais banais.

Neste fim de semana, em matérias muito parecidas (com os mesmos personagens, em veiculadas num espaço de no máximo 30 minutos de diferença), Fantástico e Domingo Espetacular, revistas semanais da Globo e da Record, as duas maiores audiências do Brasil, abordaram a banalização da violência. Os casos envolvendo um tecelão (morto a tiros na frente da família por um esbarrão de retrovisor) e de um jovem que “quase” esbarrou numa mulher grávida e acabou morto com quatro tiros dentro de um ônibus nos escancaram que TÁ TUDO FUDIDO.

Puxando mais para perto do nosso quintal, vemos um monstro - registrado na carteira de trabalho como zelador – matar duas meninas e esconder os corpos numa fossa em Campo Mourão. Pior, o cara era amigo da família de uma das meninas e almoçava e jantava na casa deles. PIOR, se passou por uma delas mandando mensagens com o celular da jovem dizendo que estava tudo bem, morando na Espanha e casada. PIOOORRR... fez isso por dois anos. Que mente doentia é essa.

Que falta de valores é essa, meu Deus. Que falta de noção do que é certo e errado é essa, Buda. Que falta de amor, de compreensão, de paciência, de tudo é essa, Alá, Ganesh, Maomé, Shiva, Tupã...?

O que esta acontecendo, afinal? Estamos imersos num mundo de total e completa falta de noção. Dá medo, sim, de viver. Como saber o que o outro lado da esquina nos reserva? Um tiro por R$ 10ão. Uma facada por uma olhadela no derriére da transeunte. Um esquartejamento completo por não ter cigarros pra dar par ao pidão.

Candidatos... não adianta sustentar aquele discurso vagabundo de saúde, segurança e educação. Passou da hora de agir.

Eu quero minha segurança de volta. Tomaram-me isso há tempos, sem meu consentimento. Exijo minha segurança de volta imediatamente, sob pena de jamais dar o ar da minha graça pelas ruas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desabafe!