segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Não pare, animal!

Caríssimos eleitores motoristas.

Venho por meio deste pedir encarecidamente, de forma respeitosa, educada e da maneira mais culta possível, que o senhor ponha a mão na consciência (sentido figurado, por obséquio). Quando trafegar por aí - preferencialmente nas rodovias, BRs e afins - tome muito cuidado para não se tornar um "rebento de uma profissional especializada nos prazeres da carne".

Ao perceber que o trânsito esta bloqueado ou prejudicado por algo anormal, como um acidente, um carro parado ou até uma aglomeração de pessoas, faça a gentileza de não reduzir a velocidade do seu automóvel bruscamente. Ao fazer isso, parar de sopetão, o senhor pode ocasionar novos acidentes (se é que o senhor já não tem isso em mente).

O que, em nome do nosso senhor, vai acrescentar na sua vida ver um pedaço de gente espalhado no asfalto, pedurado para fora de uma janela ou espatifado no capô de um caminhão? Parar o carro (ou reduzir a velocidade do nada) prejudica os demais motoristas que dividem a estrada com você. Eu, te garanto, não sou curioso para levantar o pescoção e tentar ver a desgraça alheia. Sigo meu caminho e procuro não atrapalhar o meu semelhante.

Não é frieza diante da desgraça do outro, mas sim consciência de que a melhor coisa que tenho a fazer (a não ser parar o carro fora da estrada para prestar o auxílio desejável para aquela hora) é não atrapalhar. Mais ajuda quem não atrapalha.

Portanto, nobre amigo, não FODA com a vida dos outros apenas para saciar essa sua horrenda vontade de ver a desgraça alheia. Vá ver Big Brother e não me ferre a vida.

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