sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vida moderna

A vida moderna é algo maravilhoso, certo? Temos telefones celulares, que funcionam em qualquer lugar. Carros que falam, ferramentas eletrônicas eficientes, GPS, AIRBAG e tudo mais que se possa imaginar. O que não existe, em breve, existirá!

Mas eu gostaria muito de saber quem foi o FDP que inventou a merda dos alto-falantes dos telefones celulares. Pergunto isso porque hoje em dia, pelo menos em Curitiba está se tornando além de prejudicial para a saúde dos meus pulmões, prejudicial a saúde dos meus tímpanos.

Virou moda entre os jovens ouvir músicas (se é que posso considerar aquilo música) num volume alto dentro dos coletivos. Existe até uma lei que proíbe esse tipo de prática, mas como sempre, faltam agentes que façam a lei ser cumprida.

Ontem a noite foi um grande exemplo da falta de respeito ao próximo e de como essas porcarias de celulares são um inferno: estava voltando da faculdade ontem, por volta das 22h30, cansado pacas, com o corpo super pesado, acordado desde as 5h50 da manhã, quando uma moça, sei lá de onde, resolveu escutar um estribilho musical infernal, num celular cujos altofalantes produziam um som extremamente distorcido e o qual incomoavam não apenas pela existência mas também pela intensidade.

E mesmo ela, essa moça FDP percebendo que estava incomodando menos a mim e mais aos demais passageiros, sua ação foi apenas de aumentar o volume do ruído. Eu, para minha completa felicidade pude descer do ônibus após uns 10 minutos, que é o tempo de minha viagem.

Fico pensando naqueles que com ela iriam adiante. Um celular, autofalantes potentes, um gosto musical duvidoso e claro, falta de respeito por parte da usuária.

Fica fácil perceber porque vivemos num mundo onde dia após dia, cenas de violência e intolerância estão se tornando tão comuns. Eu fiquei quieto e desci logo. Qualquer dia desses, um outro cara, menos calmo e tolerante que eu, pode estar no ônibus e poderemos ver mais uma dessas cenas.

E aí, cade o respeito, a educação e a capacidade humana de conviver? Isso nos diferenciaria dos animais?

Que pena, estamos ficando cada vez mais parecidos!

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