terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nossa aventura!

Tudo ali tinha a mesma cor, as mesmas formas e o mesmo cheiro. Desde sempre. Na verdade, desde quando consigo me lembrar. Sempre estive ali e ali sabia que ficaria ainda por um longo tempo.

Os rostos mudam o pouco com o entra e sai dos anos. Tantos os dos meus pares, quanto os dos meus mestres. Mesmo assim, tudo me é familiar. E isso é bom. Isso me faz bem.

Ainda hoje lembro-me de cada uma das meninas, cada qual com seu jeito único e especial de ser. Uma era mais maluquinha, a outra mais boazinha. Outra mais ousada, à frente do nosso tempo, e uma quarta mais bobinha, mais inocente. E eu completava o quinteto. Mas, quem sou eu afinal? É claro que não sou a mais indicada para me definir, mas eu sou, definitivamente, eu. E sou feliz.

Certa vez, lembro como se fosse hoje, sonhadoras e senhoras do nós mesmas, partimos em uma aventura desafiadora. Coisa louca e até aquele momento impensável, improvável. Contudo, partimos mesmo assim junto com uma grande turma de loucas e loucos como nós (loucuras que só a adolescência permite sem pudores). Mergulhamos num mundo de fantasias e sonhos, perigos e emoções. Experiências fantásticas embaladas pelo uníssono hino de uma geração.

Vivemos essa louca aventura por um dia inteiro. Intenso. Tudo li tinha sido orquestrado e construído também por um sonhador que, assim como nós, não teve medo do desafio e do desconhecido.

No fim, exaustas após um dia de prazeres físicos e psicológicos, o "criador" desse mundo mágico se aproxima e de sopetão oferece: "Querem tirar uma foto?"

Nos entreolhamos e pensamos a mesma coisa: "Metido esse Beto Carrero, hein?" Tá louco!

(ps: texto inspirado na história de uma das colegas do curso Escrita Rápida, ministrado pelo jornalista e professor Edvaldo Lima)

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