sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pedacinho de mim...

Ser um alguém, mas ser um ninguém. Eu sei quem sou, onde estou. Onde moro e quem me rodeia. E sou alguém para eles também. Mas, para muitos, hoje e para todo sempre, continuo sendo um ninguém. Claro que não acho que eles pensem que tudo aqui se levantou sozinho. Que surgiram do nada como num truque mágico do Holdini. Ou mesmo que simplesmente brotaram do chão.

Mas, no final, lhes importa saber quem sou? Quem fui? Onde estou ou para onde fui? Acho que não, na verdade. Mas que mal há nisso? Eles não estão errados.

O importante mesmo é que eu sei que tudo aqui tem um pedacinho de mim. Muito do meu esforço, horas e mais horas do meu talento bruto foram aplicadas nesse alicerce. Nessa estrutura. Nesse chão. Na alma de tudo que é isso aqui hoje em dia. Alguns litros de suor derramei por esse chão. Fluídos esses que ajudaram a solidificar o sonho de um homem que agora possibilita a milhares de outros darem seus primeiros passos rumo á conquista de seus objetivos.

Hoje passo por essas ruas bonitas e floridas e sei que volta e meia trombo com alguns que nasceram profissionalmente para o mundo naquele chão que ajudei a preparar e debaixo daquele teto que construí. Embora eles não façam a mínima questão de saber quem eu sou, me sinto parte da vida deles.

Sei que é bobagem, mas acredito que lá no fundo, se não fosse por mim, e por outros tantos iguais a mim, as vidas deles poderiam tomar rumos diferentes, inimagináveis.

Embora não tenha nessas paredes a minha assinatura, nem a minha foto, e mesmo que eu não tenha sequer condições de por um filho meu para estudar aqui, sei que fiz a minha parte. E durmo tranqüilo por isso. E feliz. Todas as noites.

(ps: último da trilogia produzida no curso Escrita Total, do professor Edvaldo Lima. Ótima experiência para ampliar os horizontes.... EU, Eduardo, desejo uma vida simples e feliz para todos vocês... [bate no peito e bate o pé no chão]... Hôôôôôôôôôô)

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