sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meu (ou nosso?) presente de Natal

Esse ano vou pedir uma coisa bem simples de presente de Natal. Tenho certeza de que "todos" vocês poderão me dar esse mimo. O "todos" foi entre aspas, porque acredito que a maioria de vocês esteja indignada com o que tem acontecido com nossa cidade, nosso estado e nosso país.

Para me fazer feliz nesse Natal quero que você, amigo leitor, faça uma reflexão e como compromisso de Ano Novo não reeleja vereador que te ignora, que vota contra o povo do Paraná. Pense bem e faça um levantamento sobre o que tem feito o seu representante municipal. Pare, reflita e NÃO O REELEJA se o trabalho não estiver a contento.

Chega dos mesmo. Pense diferente. Vote limpo e consciente.

Se você ainda não tem certeza sobre qual rumo tomar em 2012, fale comigo. Eu tenho uma solução diferente. Uma proposta nova. Uma cabeça, cheia de idéias e com vontade de trabalhar por você. Pra fazer o novo, onde o velho domina.

Sei que o discurso pode até parecer batido, mas dessa boca e desses dedos você nunca ouviu algo parecido. Eu tenho uma opção. Vem comigo para fazer diferente no ano que vem.

Topa o desafio? Esse presente, cedo ou tarde, não seria para mim. Mas sim para todos nós.


Feliz Natal!

Pelo menos, é o que eu desejo a todos. Um feliz natal!

Ok, ok! Sei que para uns, o natal será melhor, regado a muitos presentes, com o dinheiro correndo solto - muita comida, bebida, e festa. Para outros, quem sabe um arroz com feijão + uma mistura e olha lá.

Pois é, vivemos num país de contradições e de grande desigualdade. Na mesma rua que o fusca estraga o Chevrolet Camaro passa buzinando e xingando. Mas é assim, em todo o mundo, não é mesmo?

Meu natal será bom, se bem que o papai noel não está tão gordo quanto o do ano passado, mas será bem legal. Meus filhos vão gostar de lembraça de natal que darei para eles, com valor simbólico e muito apego comercial, como não poderia deixar de ser.

Já o natal da Panasonic ou de algum representante dela, será um bom natal, pois como bem mostrou o nobre dudu, aqui no paraná a polícia terá o que tem de mais moderno nas mãos para pegar os infratores. Computadores portáteis de ultima geração que tem GPS, WIFI, 3G, 4G, 8HB e os caraio a 4, mas que não sei porque ainda operam com o famoso e já morto XP. É, isso mesmo, a própria fabrincante do XP já disse que ele nem deve existir mais.

Falo porque conheço tecnologia e porque sei bem que pagamos muito caro por algo que até mesmo um maldito iPhone faz. Ou um samsung galaxy SII. Esses telefones tem GPS, WIFI, 3G, 4G e os caraio a 4, com softwares muito melhores que o modelo comprado pelo governo e ainda são mais portáteis. E ainda mais, qualquer programador médio pode programar para que eles identifiquem placas automaticamente, ou então, conversem automaticamento com radares, enviem notificações... É, essa vida de gaiteiro é complicada, né!

O iPhone mais caro custa 2599. O galaxy sII, 1799. Ou seja, com o que foi pago por cada um dos computadores que o dudu comentou, poderiam ser comprados pelo menos 5 outros aparelhos muito mais uteis.

Vou agora fazer um pedido para o papai noel:

Caro papai noel, eu sei que você está muito ocupado tratando dos presentes das crianças, mas como eu não perdi a criança que existe dentro de mim, gostaria que você desse um presente. Esse presente não é só para mim e meus filhos, mas para todos nós Brasileiros, que de uma forma muito especial deixamos de pensar em nós mesmos enquanto nação. Peço, que se possível, você possa trazer um pouco de juízo, inteligencia, capacidade, honestidade e além de tudo, um pouco de semancol para nossos políticos. Nem todos eles precisam disso tudo, e aí, talvez seu trabalho seja dobrado.

Peço isso de coração...

E só isso...

Um bom natal a todos e cuidado nas estradas, pois os computadores de 20 mil reais são o que existe de mais moderno (windows XP) e util...

Até... e toca o bonde!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Denúncia gravíssima!

Meus amigos e leitores do Diário Leite Quente. Meu irmão, advogado, Fernando Luiz Klisiewicz trouxe uma denúncia preocupante via facebook hoje a tarde. Vou postá-la em seguida para depois fazer algumas considerações.

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DENUNCIA


Segundo a reportagem de hoje da Gazeta do Povo, a nossa polícia comprou 60 computadores ultraportáteis para melhorar nossa segurança, a um custo de R$ 20.000,00 cada um. Segue link:

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1205293&tit=PRE-do-PR-equipa-viaturas-com-computadores-super-resistentes

Achei bem absurdo, e fui ver o preço dos equipamentos nos EUA

Pelo link que segue, podemos ver que o equipamento esta sendo vendido a...PASMEM...900,00 dólares.

http://www.amazon.com/gp/offer-listing/B005WXEORA/ref=dp_olp_new?ie=UTF8&qid=1324413701&sr=1-20&condition=new

Se contarmos o frete de 200 doláres e o imposto de importação de 60%, chutando alto, se fossem comprados pela internet os tablets custariam no máximo, estourando, R$ 5000,00...

R$ 15.000 por tablet, ou R$ 900.000,00 foram parar aonde???

Espero que a reportagem esteja errada e que a Gazeta desminta isso, senão meus amigos, fica um belo presente de natal pra todo mundo!!!


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Tem alguma coisa realmente muito errada nessa história. Quem autorizou essa compra? Foi feita licitação? Porque, independente da licitação, os valores ficaram TÃO acima do valor de mercado. Quem pagou essa conta? Alguém levou dinheiro nessa história?


Mesmo que chutássemos alto, ou seja, considerando que ele custasse o dobro em dólares. Ainda assim um caminhão de dinheiro seria jogado NO LIXO. Ou no bolso de alguém. 

Peço que divulguem essa causa. Vou entrar em contato com os deputados para saber se eles tiveram participação nessa história. E todos os porques nela embutidos.

Quando tiver novidade, me reporto a vocês. Enquanto isso, ajudem a divulgar esse absurdo.

Uma resposta. Admirável!

Cá estou, trazendo à tona mais uma vez o tema Reajuste dos Salários da Vereança de Curitiba. Só volto ao assunto neste momento para trazer a resposta do vereador Aladin Luciano. Único entre os 38 vereadores a responder ao email que mandei. Palmas pra ele. Ele traz algumas coisas interessantes, algumas politicagens, mas o mais importante é que ela traz o mínimo de respeito com o cidadão que cobra do seu representante um posicionamento sobre algum dos temas polêmicos que nos cercam diariamente.

Prezado Sr. Eduardo,

Agradeço o seu contato. Passada a turbulência dos últimos dias vamos à justificativa.

Com relação ao reajuste do subsídio dos vereadores, é bem possível que como cidadão bem informado V. Senhoria saiba que é obrigação, prevista na Constituição Federal que os subsídios dos vereadores devem ser fixados para a próxima legislatura. Portanto a fixação do subsídio é uma obrigação legal. O que deve ser objeto da indignação e protestos da população se refere ao valor do reajuste. 

V. Senhoria também deve ter verificado que hoje o subsídio para um vereador é de R$ 10.439,07 brutos. Com os descontos de INSS (R$ 405,86) e de Imposto de Renda (R$ 2.035,18), o valor líquido recebido é de R$ 7.998,03. 

Ao contrário do que muitos cidadãos imaginam, não há verbas de gabinete ou de representação para os vereadores de Curitiba e em muitas ocasiões, determinadas despesas necessárias ao exercício do mandato são pagas com esse subsídio. Vou citar um exemplo: todos os anos, o mandato promove pelo menos 2 fóruns de debates e discussões sobre temas de interesse da cidade. Neste ano de 2011, o mandato realizou 4 destes eventos (na Facinter, e na UFPR, sobre assuntos relacionados à Eficiência Energética, Gestão de Recursos Hídricos, e Educação Pública). Todas as despesas referentes a estes eventos são custeadas com o subsídio recebido.

Outro exemplo: é comum que grupos de cidadãos, sejam eles pertencentes a associações comunitárias, ou grupos de pais e funcionários de escolas, ou mesmo de participantes em conselhos locais de saúde, solicitem apoio financeiro para custear a realização de reuniões de interesse das comunidades, ou ainda para preparar materiais informativos como faixas, cartazes ou folhetos e esse apoio é custeado com o subsídio recebido.

Da mesma forma ao contrário do que muitos imaginam, o trabalho do vereador não se resume a participar das sessões plenárias. Cito mais exemplos: no exercício do mandato sou Presidente da Comissão de Serviço Público e neste ano de 2011, quando assumi a presidência, realizamos um belo trabalho nesta comissão analisando o dobro dos projetos analisados no último biênio 2009/2010. Fui membro por 4 anos da Comissão de Incentivo ao Esporte da Prefeitura Municipal de Curitiba e durante esse período analisamos mais de 3 mil pedidos de patrocínio e incentivo de atletas do município. 

Todos os anos, a Câmara Municipal precisa analisar e votar a proposta de Lei Orçamentária para o ano subsequente, e os vereadores podem apresentar emendas à proposta da lei orçamentária. Durante todo o ano precisamos buscar as demandas e verificar as necessidades de vários eixos de atuação do serviço público para apresentar emedas que sejam úteis à população. E neste ponto faço questão de apontar mais exemplos: O Hospital de Clínicas nos últimos 6 anos foi beneficiado com emendas destinadas pelo mandato e neste tempo pode comprar: um microscópio eletrônico para o serviço de neurologia, um leito de UTI completo, diversos aparelhos para a realização de exames como a eletromiografia, equipamentos para a montagem do serviço de Banco de Leite Humano e para o ano que vem será possível através dos recursos destinados pelas emendas de autoria do mandato, organizar o Serviço de Transplante de Medula Óssea em integração com o primeiro Banco Público de cordão umbilical do país. Os Hospitais Erasto Gaertner e Pequeno Príncipe também vêm sendo beneficiados já há 6 anos com emendas destinadas pelo mandato. Algumas escolas municipais, como a Eny Caldeira, a Jaguariaíva e a Cerro Azul, puderam fazer reformas e ampliações graças as emendas destinadas pelo mandato. Estes são trabalhos que não se realizam de um dia para o outro e exigem planejamento, visitas, reuniões da equipe de assessores com as instituições. Gostaríamos de fazer mais, mas temos um limite para a apresentação de emendas.

O mandato recebe diariamente centenas de solicitações às quais buscamos dar atendimento, indo pessoalmente até o local e até o órgão responsável da Prefeitura para cobrar soluções. O mandato faz projetos de leis, alguns já se tronaram leis como a que permite a Prefeitura trocar o petit-pavê por um piso mais adequado nas calçadas, o que já vem ocorrendo. Há também a lei que permite a Prefeitura a adotar a psicomotricidade relacional na rede municipal de ensino, o que já está em fase de andamento. Há projetos que ainda estão tramitando ,como o que proíbe a venda de mamadeiras e chupetas que contenham Bisfenol A em sua composição, projeto aliás apresentado 2 anos antes da ANVISA emitir resolução fazendo a mesma proibição.

Enfim, prezado Sr. Eduardo, este mandato não realiza apenas proposições de honrarias e nomes de ruas. Há bastante trabalho. Voltando ao valor do reajuste, não pautei meu voto por um interesse próprio, pois a previsão é para a próxima legislatura. Além disso, primeiro: não decidi ainda se serei candidato a reeleição e segundo: se for candidato não tenho como ter certeza de que serei eleito. E para isso serve a eleição, pois é o momento em que invisto minhas economias pessoais, uma vez que não sou financiado por grupos empresariais, e me coloco sob julgamento dos cidadãos que vão avaliar minha vida pública e o trabalho que desempenhei nos 2 mandatos que obtive legitimamente pelo voto popular. Fosse apenas por interesse pessoal em ganhar mais dinheiro, não teria votado contra a inclusão do 13º para os vereadores da próxima legislatura. Ainda, se o tempo que dispenso ao exercício do mandato fosse canalizado para me dedicar ao meu comércio (sou proprietário de uma panificadora a 27 anos), com certeza ganharia muito mais que o subsídio. Penso que como cidadão, tenho capacidade para contribuir para com a cidade exercendo um mandato de vereador e não um interesse financeiro mesquinho em receber um subsídio mensal que nunca chega completo ao fim do mês.

Mais uma vez agradeço seu contato e assim ter a oportunidade de diretamente, poder me comunicar com um cidadão Curitibano que se dirigiu de forma respeitosa, sem agredir ou ofender. 

Sempre à disposição.

Um abraço. Atenciosamente,

Aladim

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É isso meus amigos. Fato é que o salários dos nobres foram reajustados e o trabalhador ainda sofre para comprar a cesta básica. Claro que não sou leviano em comprar uma coisa com a outra, mas tem muita coisa errada nessa história

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

16 de dezembro

Então, dia 16 de dezembro foi um dia marcante. Pelo menos para mim. Eu aguardei esse dia com bastante ansiedade, pois era o dia do lançamento oficial do iPhone 4S no Brasil. E assim foi e se tornou o dia em que eu decidi que não quero mais nada da marca da maça. Nada!

Eu, depois de alguns tempos, comprei um telefone da maçã mordida. É simplesmente um tesão, muito bom e tudo mais. Porém, o acontecimento de sexta-feira demonstrou que para ter um produto da marca da maçã, eu preciso além de tudo ser burro!

Sabe quando algo chega num ponto onde não é mais possível aceitar tal fato? Assim  se deu!

Chamar o brasileiro de tupiniquim e dizer que somos burros, tudo bem. Mas exigir que assumamos nossa burrice, é algo que não vou aceitar mesmo. A marca da maçã fez isso. Resolveu vender algo que já era caro, mais caro ainda. E tudo porque?

Porque o povão aceita, de qualquer forma!

É tão simples essa prática no brasil que já escrevi anteriormente no DLQ. Afinal, quanto custa?

Ah, não importa, coloca um preço alto que o brasileiro vai comprar, vai se achar o máximo e ainda, vai sair esnobando para todo mundo. E é assim e vai continuar sendo assim.

Pagamos o automóvel mais caro do mundo e mais mal acabado. Pagamos os eletrônicos mais caros do mundo e ainda achamos que temos poder de compra.

É claro que eu queria muito ter um iPhone 4S, mas depois do que aconteceu, já troquei minha prioridade. Aliás, ele já não é mais o único, existem similares até mais eficientes em velocidade e aplicativos, e é nesse, que se tudo der certo, eu embarco hoje a tarde. É só a patroa autorizar...

Para finalizar, gostaria de agradecer a marca da maçã por me ajudar a entender que Design, nem sempre é tudo! #foraapple

Toca o bonde!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

No tempo da minha avó!

Muitas coisas mudam, outras, parecem que nunca vão mudar. Hoje o nobre companheiro de blog, o jornalista Dudu, batalhador e homem de carater, descreveu sua frustração em saber, ler e comprovar que nossos dignos vereadores de Curitiba, que ganham muito mal, por sinal, aumentaram 28% o valor do proprio salário. E não apenas isso, mas também instituiram o pagamento do 13º, que é previsto em lei para todos os trabalhadores.

Desde o tempo de minha avó, trabalhador era o cara que trabalhava, que fazia por merecer. Desde o tempo da minha avó, trabalhador era o cara que colocava a mão na massa para fazer, senão, a própria massa. Muitas coisas mudaram, o conceito de por a mão na massa hoje pode até ser entendido como ficar na frente de um computador, digitando letrinha após letrinha, durante um dia todo. (no meu caso, 6 horas!) Ou então, pegar uma enxada ou uma pá e fazer algum trabalho.

O mercado mudou muito desde o tempo de minha avó, o que talvez não tenha mudado, pelo menos no meu conceito, é que os vereadores não são, assim como dizer, trabalhadores! Quem trabalha menos de 11 meses por ano, não deve ser considerado um trabalhador. Quem fica o dia todo conversando e fazendo "alianças", não deveria ser considerado trabalhador.

Trabalhador são aqueles que trabalham mesmo.

Mas, vamos aos fatos que mais me revoltaram nessa condição. Quer perceber como as coisas acontecem no Brasil, e a culpa nem é dos vereadores?

Em 2007, véspera das eleições de 2008, a novela foi a mesma e o final foi o mesmo, só que 1% a mais.

Leia um trecho retirado do Portal G1, do site www.globo.com se quiser ler a matéria inteira, o link está abaixo:
Portal G1 - Aumento Vereadores em 2007

Diz no texto:

"Em junho, os vereadores de Curitiba aprovaram um aumento salarial  de 29%, passando de R$ 7.155 para R$ 9.280. Os reajustes valerão para a próxima legislatura. "Esta votação antecede as eleições para que os atuais parlamentares não votem os próprios salários", disse o presidente da Casa, vereador João Cláudio Derosso (PSDB).

Quem é o culpado? Eles ou a população que vota neles?

Querem saber mais? Vou colocar alguns exemplos de votos que os nobres vereadores tiveram na eleição de 2008, para vocês verem que não é birra minha, é sim, falta de voltade de um povo que efetivamente, não quer mudança. (aliás, esse povo parece estar cagando para mudanças)

Relação completa de votos

Vamos lá:


Roberto Aciolli - PV          17377
Pastor Valdemir - PRB         14186
Serginho do Posto - PSDB 12661
Cantora Mara Lima - PSDB 12627
Felipe Braga Cortes - PSDB 11817
Professor Galdino - PV 11736
Derosso - PSDB 11189
Jairo Marcelino - PDT 10683

Esses foram os 10 mais votados. OK. Será que eles votaram contra ou a favor do aumento de 28% desse ano?

Se eles quiserem, é só comentar que além de tudo, vou agradecer os que votaram contra.

Não dá para dizer que você não sabia, pode até não lembrar, mas será culpa apenas dos vereadores? Acho não, né!

Toca o bonde!

O ápice da ignorância

Senhores, minha ideia era preparar um post daqueles. Um novo Desafio DLQ. Com perguntas, respostas e esclarecimentos Mas estou estupefato até agora.

Mandei, há dois dias, emails para todos os vereadores, como já costumamos fazer por aqui. Lhes perguntei simplesmente qual era o posicionamento deles sobre o aumento de 28% em seus salários e porque eles votariam da maneira que votariam.

Eis que o índice desse retorno foi simplesmente ZERO. Ou seja, TODOS ignoraram esse pobre e coitado jornalista/eleitor. Surpreendo-me? É, talvez. Mas, pensando bem, acho que eles devem estar certos e todos nós ERRADOS.

O bacana de tudo isso é ter mais uma prova de que PRECISAMOS MUDAR. CHEGA dos mesmos. Enquanto nós, jornalistas, não temos aumento real decente há quase 15 anos, eles esbanjam dinheiro. Ou seja, o jornalista coitado que se lasca para fuçar e descobrir as falcatruas de muitos desses senhores ganha uns tostões totalmente defasados. E eles, alguns deles pelo menos, ganham dez vezes mais e ainda querem aumento.

Eles conseguiram aumentar seus vencimentos e ainda ganharam um 13o salário.

Nós realmente merecemos os governantes que temos.

Se vocês quiserem começar uma mudança, venham comigo. No ano que vem. TEREMOS uma opção para a câmara dos vereadores de Curitiba. Algo REALMENTE novo, sem vínculos e vícios, e com o grande poder de se rebelar contra o que esta errado. Não poderão nos acusar de não tentar. Tentaremos e contamos com o apoio de vocês. Só dos que querem mudar. Vamos juntos.

De um pobre e ignorado jornalista, Eduardo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Nova notícia sobre o mesmo erro/acerto

O governo da presidente dilma tem me impressionado pela capacidade de estar atento as necessidades do povo brasileiro. E mais uma vez, ela me prova isso. Tanto é que, as notícias que li sobre, demonstram que o governo mais uma vez, quer baixar e vai, o imposto sobre os carros nacionais.

Ou seja, se curitiba, por exemplo, tem mais de 1,25 milhão de carros, imagine o que será a hora que o imposto baixar. Vamos investir mais uma vez numa indústria que vai em desencontro ao que o plante pede. Enquanto todo mundo está querendo baixar emissões e diminuir o consumo de combustíveis fósseis, o brasil além de investir no présal, vai investir nos motores a combustão interna.

Mais uma vez vamos pautar a economia numa industria que não poderá se sustentar muito tempo. Ou até quando vamos continuar estufando as cidades com carros?

Baixar o imposto vai manter a economia em equilíbrio, mas será que vai gerar mais empregos também? Será que mais uma vez o país vai investir numa economia baseada no financiamento em 72x com juros agiotas de 1,43% ao mês?

OK! Eu entendo: a fórmula já deu certo uma vez, é só repetir. Enquanto isso, compraremos os carros mais inseguros do mundo, assim como foi divulgado, os carros com menor qualidade de acabamento, com menos conforto, mas com redução de imposto para aumentar a demanda de compra.

Até quando curitiba vai aguentar com 3000 carros novos por mês?

É, dilma está atendendo mais uma vez uma necessidade do Brasil, mas será que isso é manter uma economia ativa e acelerada de forma sustentável?

Sei não!

Eu quero o bonde de volta!

Toca o bonde!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Rô, Rô, Rô!!!

Enfim chegamos ao dia 13 de dezembro. E nessa época tudo fica mais bonito. Casas são enfeitadas, luzes iluminam desde o anoitecer até o nascer do sol (alguns deixam as luzinhas o dia todo - #detalhepequeno), papais-noeis (nunca soube como se escreve isso) entre outros personagens natalinos.

Eu como ateu que me tornei, confesso que me causa estranhesa o fato de que poucas decorações retratam o verdadeiro motivo que dizem ser do natal, que é, se não me engano, o nascimento do Jesus Cristo.

O apelo agora é para o velho gordo de barba branca que se veste de vermelho. Não tenho nada contra gordos, barbudos ou pessoas que gostam de vermelho, mas, bem que eu gostaria que meus filhos não fossem adeptos dessa prática. Mas são!

Talvez o sonhar e o acreditar façam parte e não vou me opor a isso, se quisesse diferente, deveria ter nascido ou ido para marte, jupter ou para a lua.

Mas o natal desse ano me impressiona. Primeiro porque, em três anos, é o natal em que eu terei menos dinheiro para passar, mesmo sem comprar presentes caros ou luxos desnecessários. É um ano, para mim, de contenção total de despesas. Para minha tristeza, minhas idas ao mercado demonstram que além de tudo, época de natal, por mais óbvio que possa parecer, é época de 13° e assim sendo, como ocorre com os motoristas de taxi, que em dezembro operam em bandeira 2 FULLTIME, nos mercados, os preços ficam diferentes.

Tudo fica mais caro!

Tudo inflaciona!

Estranho até o momento, que os postos de gasolina não estão repassando o 13° para os valores em bomba. Ou seja, estabelizou e é isso.

Mas, tiranto todos esses fatos, quero que o natal acabe logo, não aguento mais ver propagandas sobre o presente que devo dar a minha mãe, até porque, esse presente nessa época está mais caro! Não quero mais saber de promoções que vão sortear um carro zero que nem mesmo posso pagar a gasolina, quiça o seguro e o ipva.

Que passe essa fase em que tudo, da mudança da cor da casa a reforma do banheiro são motivados pelo natal e pela chegada do papai noel.

Nesse período, penso muito: que venha logo o carnaval!

E depois do carnaval, serei convencido que coelhos colocam ovos e que esses ovos são feitos de chocolate...

Penso, logo não existo¹: será que esse povo que está criando verdadeiros formigueiros humanos nas ruas, lojas, shoppings e demais comércios está realmente preocupado com o meio ambiente? Afinal, o volume de papel que será utilizado para embalagens de presentes é gigantesco. E para rimar, grotesco!

Penso, logo não existo²: será que esse povo está preocupado mesmo com a questão energética? Afinal de contas, o muitos dos presentes serão eletrônicos ou utilizarão eletricidade.

Enfim, vamos esperar o papai noel trazer algum tipo de mudança, ou no comportamento humano, ou nas técnicas para salvarmos o planeta!

Toca o bonde!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um dia, eu disse que ia dar merda!

Bem, não deu merda ainda, mas o fato em si está se anunciando. Hoje, ao pegar mais uma vez um grande jornal gratuíto aqui em Curitiba, o mesmo veio vestido por um papel vermelho, lindo, de excelente bom gosto com propostas de apartamentos em nesta cidade. Não citarei a empresa até porque não tenho grana para pagar advogados e coisas assim.

Mas o que me chamou atenção nem foi o fato de que os apartamentos estão sendo anunciados um pouco mais baratos do que me foram oferecidos outrora por e-mail pelos corretores que me atenderam. Mas sim um detalhe que dizia: "Aceitamos seu carro como parte do pagamento (100% tabela FIPE*)".

Isso é uma grande demonstração de que os negócios não andam como os grandes jornais da capital estão falando. O processo, não corre tão tranquilamente quanto so especuladores imobiliários querem. A verdade é que nada pode mais sustentar valorização de 20%, 30, 50% ao ano. Ainda mais se bancada pela caixa economica federal ou outro banco qualquer.

Aceitar carro é como dizer, compra logo que estamos muito precisando vender. Tem um dos empreendimentos propostos que está a venda senão desde janeiro desse ano, com certeza do final do ano passado. Ou seja, não estão vendendo tanto assim.

O comércio imobiliário de curitiba já viu dias melhores e pelo jeito, a tendencia é acelerar de novo, num novo suspiro ano que vem, e a coisa começar a estabilizar depois. Ou seja, quem não comprou antes, terá uma nova chance de comprar coisas boas das mãos dos otários que compraram e agora não conseguem mais pagar.

E nessa levada, quem sabe eu não consiga?

Não darei meu carro para uma construtora, não pagarei 159.900,00 por um APTO de 47m². Não, não... Talvez não seja bem por aí.

A bolha não estourou mais, aceitar carros é uma demonstração de que tudo precisa se acelerar mais para essas empresas.

Vou esperar, tomando um suco na beira da piscina esses caras correrem atrás de clientes... Hahahaha adoro!


Toca o bonde!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

100% - vamo que vamo

100% é tudo. Ou seja,, se um copo d´água está cheio, então ele está com 100% da capacidade, certo? Se você precisa de 100 reais e consegue os 100 reais então, você conseguiu 100%

E se você compra um carro, e paga por ele, na loja 30.000 reais. Só que você faz assim: 10.000 a vista, no dinheiro e os 20.000 restantes, você paga em suaves 60 prestações de 699,00. Isso não é um exemplo tão distante do mercado assim, mas vamos aos fatos.

No final dos 60 meses, levando em consideração o que você deu como entrada, você terá pago 51.940 reais. E isso significa, que na verdade, você pagou 173,13%. E nesse copo d´água, claro, você colocou mais do que realmente cabia.

Esse texto inicial é só para dar uma dica: pense bem!

Esse cálculo do joro que incide sobre o carro financiado leva em consideração juros baixos, aqui nesse exemplo, dá 0,92%. E quando o juro é maior?

Vamos citar alguns exemplos onde os juros são maiores, e vou levar em consideração os juros que estão previstos em contratos que eu tenho:

Meu cheque especial: 9,99% ao mês - 119,88% ao ano.
Se eu pegar 10 reais e ficar com esse dinheiro 1 ano, 12 meses --> vou ficar devendo 31,35 reais.

Meu cartão de crédito (crédito rotativo - pagamento mínimo ou outro valor diferente do total): 13,89%
Se eu pegar os mesmo 10 reais e ficar 12 meses: vou ficar devendo 47,62 reais.

E por ultimo, aquele empréstimo pessoal consignado, com juros entre 2 e 7%.
Os mesmos 10 reais, por 12 meses, com juros de 2,5%: 13,45%

Isso é só para que tenhamos uma ideia de como funciona esse mercado sórdido do consumo. Aliás, só não entramos em crise em 2008 porque tivemos condições e vontade de comprar e pagar esses juros. Se você comprou seu carro financiado, está nesse grupo. Se você usa o chque especial, você também está nesse grupo. E se você compra de alguma forma, parcelado mesmo que sem juros, você também está nesse grupo.

Não chame isso de capacidade de consumo, por favor. Isso no brasil, não temos. O que temos são condições de compra. Ou seja, pagamos em N vezes algo que a vista, nunca poderíamos comprar. E assim vai ser por um bom tempo, pois não há nada melhor no horizonte.

São apenas exemplos, se vínculo com a vida real a não ser os exemplos de taxas, que se forem observadas em seus contratos, leitor, podem ser inclusive maiores.

Quer ver um ultimo exemplo?

Se você investir 10 reais e deixar por 12 meses na poupança, que rende 0,5% ao mès, no final dos 12, você terá na conta 10,62. Ou seja, você paga juros de 1, 5, 10 até 15% e se investir, pega como retorno 0,5%.

Alguma coisa está errada, não só nesse país, mas principalmente nesse país.

Quem estiver nessa situação, comenta para que possamos divulgar esses exemplos...

Toca o bonde!

DRU - Direito de Roubar Universalmente?

E a DRU (Desvinculação das Receitas da União), hein?

Este dispositivo criado pelo Governo Federal em 1994 permite que cerca de R$ 60 bilhões do total arrecadado pela União sejam torrados como os governantes bem entenderem. Ontem, em primeira discussão, os nobres políticos aprovaram a prorrogação do prazo para a existência deste dispositivo até 2015. Resta agora a segunda votação e a sanção da presidenta Dilma.

O que você faria como R$ 60 bilhões se fosse presidente do Brasil?

Se fazer essa pergunta pode ser um exercício interessante para saber qual é a sua importância para o país. E não adianta fugir, amigo... o Brasil É O SEU PAÍS. Quer você queira, quer não.

E ai? O que você faria?

O Governo diz que o montante é necessário para manter a estabilidade da economia em tempos de crise mundial.

E você, o que faria?

Eu não teria problema algum em pegar moeda por moeda desses R$ 60 bilhões para por nas mãos da Zilda Arns, por exemplo. Da Madre Tereza de Calcutá. Do Ghandi. Mas não daria um vintém para 90% dos canalhas que nos representam em Brasília, por exemplo.

E você, o que faria?

Construiria mais hospitais, ou investiria em educação para esclarecer de uma vez por todas que somos suicidas por natureza? Nos matamos diariamente com drogas, álcool, gordura e péssimos hábitos, como dirigir embriagado e ser sedentário.

Construiria mais escolas, ou investiria na capacitação e na contratação de professores que, independentemente de edifícios cumprem a nobre missão de ensinar? Um professor motivado e recompensado vale muito mais que escolas bonitinhas e cheias de frescurinhas.

Construiria mais presídios, ou derramaria o dinheiro inteiramente em educação e na melhora da distribuição de renda, para diminuir a cruel desigualdade social do nosso país?

Construiria mais parques, ou investiria na modernização do tratamento dado ao lixo urbano, melhorando a destinação dos resíduos e, por conseguinte, evitando a degradação do meio ambiente?

Construiria uma nova avenida na cidade (com pompa, propaganda e sinaleiros), ou pensaria numa ampla reestruturação do sistema coletivo de transporte para diminuir a frota de veículos nas ruas e melhorar a qualidade de vida e minimizar os impactos da poluição?

Talvez eu mesmo não soubesse o que fazer com tanta grana. A missão é complicada e a solução ideal é praticamente utópica. Mas quem seríamos nós se não sonhássemos.

Somos obrigados a viver, conviver e reviver num período bianual com um sistema político corrompido e falho. Que periodicamente revela escândalos e mais escândalos. Que não têm partido, como muitos pensam. Mas tem a alma podre. O canalha que é canalha não se importa com o número na bandeira do comício. O vagabundo é vagabundo vestindo vermelho, preto, "verde, amarelo, azul e branco também". O corrupto é corrupto na subtração ágil de um troco dado a mais, como é no desvio de milhões de uma verba qualquer por uma ONG qualquer.

O que fazer com o nosso dinheiro então? Como fazer com que a DRU não seja uma carta branca para o roubo? Sabe Deus... sabe Deus. Aliás, não sei se o todo poderoso tem essa resposta. Talvez o próximo ministro demitido saiba. Se não, o próximo saberá.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Momento histórico em branco

Estamos vivendo um momento histórico no Brasil. Na verdade, parece que nada está acontecendo. O estado do Pará, que eu não sei nem onde fica (brincadeirinha), está para ser dividi em três. Sendo assim, se tudo der certo para os "separatistas", o Brasil terá 28 estados e mais um distrito federal!

Mas o momento histórico se dá no fato de que os deputados, senadores, enfim, os políticos, deixaram parte da responsabilidade para o povo. E o povo vai contribuir de forma efetiva para uma questão tão imporatnte assim. É, galerinha, um plebiscito!

Histórico?

E não é?

Quantos plebiscitos você lembra em sua curta ou longa vida? Eu me lembro de um, aquele tal que tratava do desarmamento dos que são so bem e do forte armamento dos que são mais, meninos maus, os bandidinhos.

Hoje, graças a esse ultimo, eu não posso andar armado para proteger minha família e olha que eu atiro bem (no clube de tiro, Ok?). Mas não, o governo resolveu que os paraenses precisam mostrar sua opinião, afinal de contas, dividir um estado em três não é algo tão simples quanto desarmar uma população do bem.

Eu sou contra essa história de dividir estados. Minha proposta maior, se eu fosse ouvido, seria justamente dividir o Brasil em 5 países com muros e arames farpados nas fronteiras. Gostaria muito de que o Sul fosse um desses países, o sudeste outro e assim por diante. Não faço questão nenhum a de viver num país de dimensões continentais e que tem no comando, pessoas que não saberiam administrar um vila da época do descobrimento.

Dessa forma, desejo muito (mas não faço campanha) para que a galera do não ganhe lá no Pará. Dividir um estado significa adicionar mais dois governadores, não sei quantos deputados, senadores e coisas assim. O gasto será idiota e irracional para que tudo continue efetivamento do jeito que está.

Se quisermos fazer alguma coisa pelo Pará, vamos investir lá e não dividí-lo!

Ah, mas se der certo para os separatistas, será que podemos agir e propor a separação de outros estados?

Ou então, será que podemos ter um outro plebiscito para definirmos se queremos os mesmos políticos ou se então, eles devem ter menos de 40 anos para concorrer? (OK, to brincando, mas algo assim seria interessante, afinal, se tudo tem uma data de validade, alguns políticos já estão na sobre vida política há mais de 30 anos...)

Segue o bonde!


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Até que enfim...

Bom, as coisas no brasil demoram para acontecer, mas uma hora vai.

Sabe aquela promoção que anuncia descontos e tudo mais?

Leia o texto no link abaixo:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/12/06/imposto-menor-reduz-preco-em-ate-21-mas-uol-encontra-pegadinhas-nas-lojas.jhtm

E aí, gostaram?

As equipes de MKT e os donos estão cada dia mais rápidos...

E nós, que compramos, somos os imbecis...

Descontos de 10% anunciado e 1% real? E onde está a redução de IPI?

É bom ficar de olho mesmo. Olho, calculadora nas mãos e muita reza para santo cristo, porque senão, a coisa não vai rolar...

Até quando esperar...

Segunda-feira foi um dia intenso para os deputados estaduais paranaenses. Não porque eles precisaram trabalhar muito, mas porque, no dia em que eles resolveram trabalhar, os manifestantes resolveram manifestar. E assim se deu um dia intenso na assembléia legislativa do estado do Paraná.

Toda manifestação, num estado democrático de direito (sic), é justa. Mas, até que ponto um ato pode ser considerado manifestação?

Acredito que o que vi ontem, por conta das imagens, é sim uma manifestação. Mas não a considero tão justa assim. Afinal de contas, eles estavam se manifestando contra o que? Antes de qualquer comentário, afirmo que não sou 100% a favor das privatizações nem a favor de trazer para a iniciativa privada serviços que pela constituição deveriam ser gestados pelo estado. Mas infelizmente, se você leitor já precisou do estado para qualquer um dos serviços por ele operados, deve ter precebido que chega num ponto em que a coisa não anda.

Então, os manifestantes de ontem tem razão em querer barrar um projeto que propõe uma mudança nesse quadro. Eles tem razão em protestar para que tudo continue de jeito que está e assim, não se corra o risco de piorar o que já está ruim.

Mas infelizmente, nos ultimos 16 anos, muito esforço tem sido despendido pelos governos e nada mudou. Será que agora vai? As manifestações de ontem foram legítimas sim, pelo menos no meu ver. Houve certa baderna mas nada que seja diferente do que alguns deputados fazem com a nossa honra.

Creditamos a eles, deputados, nossa confiança através do voto. E eles fazem o que querem com o poder que nós, eleitores, demos a eles.

Se eu sonho com alguma manifestação que realmente mude alguma coisa, eu sonho com algo que mexa com os votos que esses senhores recebem da população. Desejo realmente não ver reeleitos os que votaram a a favor do projeto e contra as ideias do povo (do povo mesmo ou mais dos manifestantes?).

Devemos pegar o caso de ontem e pensar no futuro: o que queremos para nosso estado? São esses senhores mais 4 anos no poder?

Até quando esperar? Talvez, para mudar, precisamos parar de esperar e agir! 2014 está chegando e em pleno ano de copa do mundo, teremos que escolher nossos novos deputados... E o que podemos esperar?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Observações de um chato LG

O Diário Leite Quente é um blog feito por jornalistas. Dois, para ser mais exato. Em 2012, algumas mudanças estão previstas mas até chegarmos lá, eu vou de pancada novamente.

Ontem passei por um mercado, desses grandes e fiquei observando alguns detalhes de alguns produtos que me fizeram pensar um pouco. E, sinceramente, gostaria que todos pudessem pensar nesse assunto e quem sabe assim, o mundo podeira ser um pouco melhor...

O primeiro produto, eu considero uma das melhores invenções do mundo: fraldas descartáveis.

Eu tive dois filhos e preciso confessar que tem "cagadas", que se não fosse uma fralda descartável, o cheiro estaria até hoje comigo. É impressionante o odor de um jantar ou almoço com carne... A fralda resume isso ao tempo de tirá-la do pequeno e jogá-la no lixo. Mas, para onde vai essa fralda cheia de merda?

Hummmm aqui em curitiba, até pouco tempo atrás, elas iam para um lugar chamado aterro da cachimba.

É, a modernidade vai cobrar um preço algo e devemos estar dispostos a pagar...

Outro produto é o tal desinfetante de vaso sanitário. Existem diversos modelos, diversas cores, diversos tipos de instalação. Tem o bico ganso purifique, o poder é seu e um monte de coisas. E para onde vai tudo isso? Ah, aqui em curitiba, de uma forma ou de outra, vai para o rio iguaçu. E vai poluir... Ou seja, nosso luxo acaba com a natureza...

E agora, tem um tal de veja um lenço umedecido. E para onde vai esse paninho que tanto facilita nossa vida?

A moral é a seguinte, não adianta separar a garrafa pet quando usamos fraldas descartáveis, lenços veja e outros tantos produtos que, de alguma forma, vão poluir mesmo!

Hipocrisia, eu quero uma para viver!@

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Drogas, eu voltei. Só um pouquinho...

Nos últimos 60 dias vivi uma experiência diferente e radical. Depois de por na ponta do lápis a quantidade de açúcar que eu ingeriria no prazo de uma semana resolvi parar. Se eu continuasse tomando refrigerantes no ritmo que eu tomava, o campo santo chegaria para me acolher numa velocidade que eu não desejava. Decidir dar um choque na minha rotina e cortei 100% da droga. Açúcar zero. Pelo menos o que vinha do refrigerante.

Depois de um mês os resultados na balança foram interessantes. Foram 3 quilos perdidos sem muito esforço. Só cortando o refrigerante... SEM ESFORÇO O CACETE. Foi difícil demais. Como um drogado, tive crises de abstinência (obviamente, imagino eu, sem a mesma relevância e força que um dependente químico). Passei maus bocados, principalmente em eventos sociais. Em casa eu lidei bem com a falta da droga, mas em churrascos, almoços, confraternizações ou um simples plantão no serviço me faziam mal. Eu tentei lidar da melhor maneira possível com a falta da droga. Fui ajudados por muitos, que as vezes abdicaram de tomar refrigerante ou até me arrumavam outras bebidas como um suco ou um chá (Marcelo Ortiz e Francine Lopes, obrigado). Tive apoio irrestrito de amigos e familiares.

Institui um prazo de dois meses para efetuar a limpeza do meu organismo. Cumpri minha missão com louvor. Fiquei orgulhoso de mim mesmo.

Mas...

Neste final de semana tomei a decisão. Muitos podem nem acreditar, mas se eu pude ficar limpo por dois meses, sei que posso me controlar.

Justamente por entender que a minha droga não é tão destruidora quanto as demais existentes por ai, acho que posso me permitir alguns prazeres. Não tenho nenhum motivo (exames períódicos confirmam essa tese) para me privar desse prazer. Não pensem que fui fraco, nem que cedi. Apenas me permito a partir de agora  me drogar nos fins de semana. Não acho que eu esteja cometendo nenhum crime contra mim mesmo. O controle, neste caso, será o meu desafio. Se a coisa descambar, sei que posso retomar a política do açúcar zero mais uma vez.

Para os que acessam esse espaço volta e meia, o relato que faço pode parecer algo infantil. Debochado até, visto que comparo o consumo do refrigerante com o uso de drogas. Não é bem assim. Cada um sabe onde lhe aperta o calo. Me orgulho muito de não consumir uma gota de álcool sequer e de ter completa ojeriza pelo cigarro e outras drogas. Mas sou um fraco em controlar meu consumo de açúcar. Por isso esse é meu mal. E tento combate-lo com todas as forças.

Meu caso é mais um apenas. O país sofre demais com os péssimos consumos alimentares. A maioria deles, aliás, causados por nós mesmos. Entupimos nossos filhos com o que há de melhor em PORCARIAS industrializadas, altamente calóricas e com alto poder de destruição. Isso é saúde pública. Saúde mental até.

Nós somos o que comemos. Eu sou uma bolha de açúcar e gordura. Pago meu preço por isso. Mas não fecho os olhos. Sei que o preço que eu pague por isso será justo. Cabe a mim mesmo qualquer tipo de mudança.

E tenho tentado. Mas minha coca-cola, nos finais de semana, ninguém tira mais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais uma sobre carteiras...

Hoje peguei um ônibus. Fui de um ponto a outro, onde eu trocaria de veículo. E, para minha surpresa, nesse trecho de 500 metros ou menos, 3 carteiras foram furtadas, surrupiadas ou qualquer coisa assim...

3!

Mas, a hora que se deram conta, nada mais poderia ser feito. E o pior é que não adianta nada pedir policiamento em ônibus assim como não adianta em supermercados ou nos postos de saúde. O problema é que além da impunidade, roubar virou rotina e modo de vida. Roubar hoje, é ainda um crime, mas logo isso precisará ser revisto!

Não que eu deseje isso, longe de mim, mas...

Uma carteira, um carro, um banco. Além dos casos do ônibus, uma conhecida foi rendida em frente de casa, rodaram com ela no carro e tudo mais... No jornal que leio a coluna policial, a graça foi embora. Antes eram traficantes se matando, drogados e coisas assim. Agora, são idosos mortos em assaltos, assaltos a casas e essas coisas loucas...

A violência está tomando conta?

Não, a violência já tomou conta. Não há policial suficiente, nem cadeia suficiente, nem justiça justa e ainda temos que lembrar dos direitos humanos, que sempre vão proteger pessoas assim...

e é triste perceber que em plena época de natal, a coisa fique ainda pior, afinal, mesmo os bandidos vão precisar comprar presentes e comemorar o nascimento do Jesus...

Fui


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Por 70 reais

O nobre amigo Dudu escreveu e me doeu no peito parte da história. O porre do amigo e a glicose na veia, isso é normal e ainda bem que tudo se resolve de forma simples. Mas o lance dos 70 reais, isso sim doeu...

Não pelos 70 reais, que o amigo do nobre Dudu, com trabalho e esforço, vai conseguir novamente. Se preciso, os amigos podem juntar o montante e tudo está certo. Mas doeu mais ainda por causa da criança. Não sei se é o caso, mas esses 70 reais podem fazer a diferença entre ter um pedaço de carne e mais alguns litros de cachaça ou apenas um arroz com feijão ralo sem mistura.

Dudu, desculpe te decepcionar, mas infelizmente quando temos um filho, o nosso exemplo fala mais do que mil palavras. Não tem como um filho que vê seu pai levando vantagem em tudo, não querer ter uma vida tão legal assim.

Não é apenas esse pai. São muitos por aí!

Como ainda me encontro em idade reprodutiva, ou seja, estou na faixa etária dos que ainda podem se reproduzir, tenho amigos nessa mesma faixa etária. E quando converso com pessoas assim, gosto de dizer que ter um filho e ser pai, são duas coisas completamente diferentes. Hoje, ter um filho é fácil e com certeza é gostoso. Mas, criar um filho, é um desafio.

Dar um bom exemplo, passar conceitos, princípios e dar uma boa educação é muito mais do que ter ou não dinheiro. Mas, nossa sociedade se orgulha de ter quebrado paradigmas e ter evoluído. Triste evolução...

O respeito infelizmente não está mais na cabeça das pessoas!

É uma carteira aqui, um biscoito ali, arma na cabeça e um carro lá!

Quando eu tinha meus 18 - 20 anos, não lembro a data exata, meu pai foi ao banco e depois que retornou para casa, percebeu que a caixa do banco tinha dado 50 reais a mais no troco. Isso poderia ser motivo de festa, uma vez que meu pai gosta de cerveja e esse dinheiro poderia ser convertido no líquido milagroso. Mas não, pegamos a verde, que faz 10 KM/L, gastamos 3 litros de gasolina e meu pai só ficou feliz a hora que o dinheiro foi entregue para a caixa.

Eu até fui contra e em pouco tempo, pude perceber a grandeza do ato do meu velho pai!

Ele, com certeza, foi um pai para mim e não apenas, teve um filho.

Pelo menos, agora, segundo o IBGE, nascem 1,87 filhos por mulher e não mais 8 como era antigamente. Isso talvez se reflita no futuro...

Guarde bem sua carteira...

Fui!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Até onde vai o ser humano?

O relato feito pelo meu companheiro LG no post anterior é deveras preocupante. Mas os problemas - e a ousadia dos larápios - vão bem mais além.

Sábado passado confraternizamos o aniversário do patrão e mais um mês como líderes absolutos das medições de audiências realizadas nas jornadas esportivas e programas de esportes da Rádio 98FM Curitiba. A festança foi de arromba mesmo e ainda bem que as paredes não falam e restou pouca gente sóbrea para contar a história (ou os fiascos). No caso, para azar de alguns, eu sou uma dessas pessoas. Hehe.

Mas o papo é sério. La pelas tantas, coisa de 2h30, tive que levar um dos nobres colegas emergencialmente para a US do Boa Vista. O mencionado companheiro estava praticamente sem vida, judiado por dores de amor e a maldita cachaça. Como companheiro é companheiro, fiá da puta é fiá da puta, levei o bruto junto com outro alegre amigo para o atendimento.

No vai não vai das coisas, vencidos os trâmites burocráticos,aguardávamos atendimento de triagem. Eu estava de posse da carteira do amigo devido a sua completa incapacidade de segurar qualquer obejto (mal conseguia deixar a cabeça em pé, imagina o resto). Entre uma gorfada e outra, deixei a carteira na cadeira do lado e fui acudir o amigo para que ele não lavasse o chão da US com seus refluxos. Logo em seguida, nos chamaram para atendimento e começou minha agonia.

Depois do primeiro atendimento, voltamos para o mesmo lugar e não notei nada de anormal. Em seguida, vencidos mais alguns minutos de espera, fomos para um novo atendimento e ao ser questionado da idade do amigo, tateei os bolsos a procura da carteira dele. PUTZ!

Naquele meio tempo entre colocar a carteira na cadeira oa lado, segurar o saco de lixo indefeso que receberia em milésimos de segundos os fluídos corrosivos vindos do bucho revoltado do colega e a chamada para a triagem, alguém agiu rapidamente e surrupiou a carteira do meu colega.

Imediatamente fui falar com todos os pacientes que ainda estavam por ali, com funcionários, Guarda Municipal e tudo mais. Olhei nas lixeiras, fora da US, revirei tudo, mas não encontrei nada. Como eu poderia ter feito uma cagada daquelas. Como poderia tirar sarro da cara do cozido, se eu, sóbreo, perdi a carteira que ele nunca perdera? Merda. O único instante em que ele demonstrou o menor nível de consciência foi ao receber a notícia de que eu teria perdido sua carteira. Mas foi apenas um sopro de lucidez rapidamente dissipado por mais um apagão.

Andei quase uma quadra fora da US procurando a carteira e quando eu já tinha largado os betes, a encontrei bem no pé de uma das colunas do portal de entrada da US, cuidadosamente acomodada. Sem dinheiro, é óbvio.

Minhas suspeitas recaíram sobre duas pessoas. Um cara que demonstrou interesse até em ajudar a procurar, mas que não me inspirou a confiaça esperada. Meio dissimulado. E estava por ali quando aconteceu o fato. O outro era um pai, que pouco antes de nós, chegou ao local com a filha e a mãe da criança.

Neste caso me doeu suspeitar do casal. Era bem simples, aparentemente com poucas condições financeiras. Quase rotos. Quando fomos para a triagem, o cara ficou na sala de espera. Quando voltamos, o casal sumiu. sequer esperou o atendimento da criança. Ou ela sarou, por milagre. Ou...

Agora, pensar que um cara leva a filha no hospital as 3h e foge sem atendimento adequado por causa de R$ 70, é triste. Triste, mas real. O que será de uma filha dessas? De uma família como essa? De uma cidade como essa? De um país como esse? É muito triste. O mau-caratismo da grana fácil faz coisas horrorosas como essa. Espero, ao menos, que essa criança não seja contaminada por pais como esses. Pelo bem dela. Pelo nosso bem.

ps: Quanto ao amigo cozido, ele esta ótimo. Aliás, que coisa linda a tal da glicose na veia. Tem alto poder de ressucitamento. Impressionante. MESMO.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Todo cuidado, infelizmente é pouco...

Caros leitores, o que vou relatar aqui, aconteceu numa fração de segundo e vai infelizmente incomodar por alguns tempos. E é um relato que deve ou quer servir como informação para outras pessoas não sejam vítimas da mesma situação.

Na sexta-feira, por volta das 19 horas, minha cunhada foi ao supermercado. Até que os fatos se resolvam, não vou divulgar abertamente o nome do estabelecimento mas o farei após. Ela fez as compras que precisava e ao chegar no caixa, para fazer o pagamento, observou que sua carteira não estava com ela. Ok, pensou que poderia ter deixado-a no trabalho e o cartão para o pagamento estava no bolso, assim, foi para casa.

Porém, sua carteira não estava no trabalho, estava sim com ela na hora e no mercado, mas por ação de alguém, que não sabemos quem, a carteira trocou temporariamente de dono. O fato se desenrolou com um funcionário da CAVO, empresa de limpeza urbana de Curitiba, que merece mais que os parabéns por ter, além de localizado a carteira dispensada em um lugar qualquer, ter entrado em contato para realizar a devolução.

O estabelecimento comercial, simplesmente, se retirou da responsabilidade até que meu irmão anunciou que vai registrar um B.O.. Mas, mesmo assim, o mercado só tomará alguma atitude após o B.O. ser feito.

O grande detalhe disso tudo é que, precisamos tomar mais do que cuidado. É claro que talvez a carteira não tivesse sido roubada se estivesse colada ao corpo ou então, amarrada. Mas, como podemos viver com a incerteza de que sempre teremos alguém pronto a nos roubar ou tentar levar uma vantagem?

Descuidamos por um instante e pronto. Isso é ser mais experto que outros?

Acredito mesmo que perdemos a capacidade de sermos no mínimo educados. Ou melhor, alguns integrantes da sociedade estão perdendo essa capacidade. Não apenas de sermos educados...

Neste Brasil, a educação está se tornando um opcional enquanto deveria mesmo ser um item de fábrica. Enquanto queremos que os governos gastem milhares de reais com cadeias, policiais e armas, a educação está ficando em segundo ou terceiro ou ainda pior, em ultimo plano.

O lance da carteira, infelizmente rendeu um prejuízo para minha cunhada e irmão, mas isso, eles conseguem com a educação que tiveram e trabalho, recuperar. O ensinamento ficou, o cuidado será redobrado. Mas, será mesmo justo que os cidadãos de bem precisem aprender a conviver com esses desvios?

Ou será que os que são ruins precisam aprender a conviver com os cidadãos de bem?

Que futuro devemos esperar para nossos filhos, netos, bisnetos e demais? Será um mundo onde roubar uma carteira ou bater num professor será modinha?

Não, acho que não... Desejo que não... Espero que não... Espero que o bem, sempre ganhe do mal, assim como nos desenhos do superman!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E o debate continua: Curitiba esta um caos?

Aí fica bonito hein? Texto, ponto, contraponto... DEBATE. Obrigado ao Neto pela mensagem. Participe você também leitor do DLQ. Diverge? Manda a sua opinião. Concorda, o espaço também esta aberto.

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Bem , não posso falar pois não dirigi em outras capitais, então falo da nossa CWB, que esta uma droga mesmo. A 3 anos abandonei o carro e adotei a bike como meio de transporte, não importa o tempo, vou de bike, carro só quanto vou sair com a família. Concordo com o Eduardo, o transito esta horrível, parece até pelo relato que os males destacados em outras capitais, colocaram num liquidificador e o resultado é o motorista curitibano. 


Saio do Cajuru e vou ao Juvevê em 30 minutos de bike, de carro levo 1h15 minutos mais ou menos, de ônibus, 1 hora pagando 2 passagens e 1H30 minutos se quiser pagar apenas 1. O Motorista Curitibano mesmo com o sinal vermelho, tranca o outro motorista que esta na outra rua, não intendo o pq não deixar o cara passar. Motorista Curitibano é espertalhão, corta fila, anda pelo acostamento, olha eu como ciclista sei muito bem o que sofro. A mobilidade precisa melhorar e muito, nosso sistema de transporte público é o mesmo a mais de 20 anos e não progrediu. A poder público não tem interesse em incentivar outros modais por medo de perder votos dos usuários de carros. Pois tirariam espaço deles e como esta faltando espaço é complicado. 


Não sou jornalista não sei escrever bonito, mas vai aqui o comentário de um apaixonado por essa cidade e que acredita que as coisas possam melhorar, basta ter boa vontade e não pensar em ser politiqueiros.


Abraços e parabéns pelo Diário.

Neto Goulart 

Contraponto ao texto Curitiba é um caos


Essa internet é maravilhosa. Hoje pela manhã publiquei um texto sobre a porcaria que é o trânsito de Curitiba em comparação com algumas cidades brasileiras. Dramas que vivi este ano viajando por esse brasilzão de meu Deus. Eis que meu companheiro de "firma" Roberson Jannuzzi comenta e dá um contra-ponto ao meu ponto de vista.

Com muito, mas muito prazer, posto o comentário dele a seguir. O debate aqui é livre. Se quiser, participe você também.

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Vejo certa acidez nas palavras descritas por este brilhante Jornalista, certamente absorvida pela indignação e pelo choque de realidade assim imagino. A mobilidade urbana na “antiga” capital modelo está longe de ser a ideal (algo que dificilmente uma metrópole vai conseguir neste país) aí a resumir o transito como uma “merda” ou como dito por ti “como várias medas”, como curitibano e tendo a mesma possibilidade de comparação não posso concordar. 

Concordo que a mobilidade urbana para carros em Curitiba é ruim e passa por ruas estréias, mas vamos tentar explicar o porquê não concordo contigo. Traçando a mesma linha de comparação, aqui descrevo outro ponto de vista. 

Em Salvador andei tanto pelo centro quanto pelas perimetrais, peguei congestionamento nas perimetrais e sofri demais ruas para chegar ao centro, levar quase duas horas para andar trinta quilômetros é que é uma “merda” de verdade, e o pior por ruas estreitas e verdadeiramente abandonadas. Na capital que continua sendo a terceira mais populosa do Brasil é que falta viadutos e trincheiras para melhorar o transito, na minha modesta opinião salvador é muito pior que Curitiba.

Em Fortaleza você resume bem o trânsito, apresenta as dificuldades comuns a cidades praianas e turísticas. Nada demais. Na capital Goiana não tive a oportunidade de andar muito, mas pelo pouco que vi também detectei problemas. A chegada no aeroporto é a pior de todas as cidades. 

São Paulo, bem São Paulo é um caso a parte que não vou comparar. Passemos ao Rio de Janeiro, e você resume muito bem está é a PIOR cidade quando o assunto é transito, afinal levar duas horas no horário de pico para ir de Copacabana a Barra é um absurdo. 

Aí chegamos a Curitiba. Para resumir, sofre dos mesmos problemas das grandes cidades, com o aumento do numero de veículos circulando pela cidade, vejo sim que muita coisa esta sendo feita, o acesso a Colombo, por exemplo, foi melhorado e muito, pistas largas e tudo mais, a linha verde concordo contigo que tem um erro de engenharia, mas vejo a busca constante por alternativas para tentar melhorar a fluidez no transito, binários estão sendo construídos e aos montes pela cidade, não posso concordar que Curitiba parou no tempo e Agoniza em sua própria arrogância. Mal educado é o motorista Cearense que não tira a mão da buzina, o baiano que é preguiçoso, o carioca que a todo o instante quer ser o malandrão sem falar no paulista que acha que nasceu sabendo, NÓS curitibanos precisamos sim melhorar, mas estamos no caminho.

Desculpe o contraponto, mas é a opinião de um Curitibano que não acha a grama do vizinho a mais verde. 
Roberson Clayton Jannuzzi - Curitibano

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Roberson, você não percebeu certa acidez. Foi muita mesmo. Respeito demais sua opinião, mas mantenho cada vírgula que disse. Eu sou um curitibano apaixonado por minha cidade e, diferente do que você disse, não acho a grama do vizinho melhor. Pelo contrário. Não encontrei em nenhuma das cidades que visitamos esse ano nada que se aproxime da nossa Curitiba. NENHUMA. Mas, nem por isso, viro as costas para os problemas que aqui existem. Como curitibano que ama essa cidade, farei tudo o que tiver ao meu alcance para melhorar o "nosso quintal". Sei que você pensa o mesmo. Lutemos, então, por uma Curitiba melhor.

Seus contrapontos, meu irmão, serão SEMPRE bem vindos. Aliás, espero mesmo que eles se tornem frequentes aqui neste espaço. Abraços

Curitiba é um caos

Minhas andanças Brasil a fora me fizeram ver coisas bem interessantes. Em meio a Corcovados, Ibirapueras, Gasômetros, Itapuãs, Praias do Futuro e otras cositas mais, o que mais me chamou a atenção foi o trânsito das grandes cidades brasileiras. O resumo é: uma merda. Ou melhor, várias merdas.

Aí você pensa: Agora ele vai sentir saudade do agradável trânsito curitibano. A resposta: NÃUM (Naquele tom meio debochado).

Como a desenvolver uma ideia de que realmente temos o PIOR trânsito do Brasil. E não temo em parecer exagerado. A mobilidade urbana para carros em Curitiba é horrorosa. Passa por ruas estreias (aqui, me permitam um parenteses. Ruas ABANDONADAS), a inexplicável ausência de um número decente de viadutos e trincheiras e, principalmente, os piores motoristas do Brasil.

Vamos tentar explicar de maneira mais detalhada as comparações que me levaram a eleger Curitiba como o pior trânsito do Brasil.

Em Salvador não andei pelo Centro, visto que o estádio de Pituaçu é na região periférica da capital baiana (aliás, fui ao Centro sim, mas a noite apenas). O que mais me chamou a atenção foi a largura das perimetrais que levam do aeroporto para o Centro. Pistas de quatro, faixas de rolagem., O trânsito flui bem. Fora da estrada, as ruas são movimentadas, mas novamente apresentam mais faixas do que aqui.

Em Fortaleza o trânsito apresenta as dificuldades comuns a cidades praianas e turísticas. Nada demais.

Na capital goiana também não tenho muito a acrescentar. Em horários de pico o trânsito trava um pouco, mas sem muito estresse. O motorista é educado.

Na temida São Paulo não tive tantas experiências, mas andei em horários de pico no meio da semana e também no final de tarde de domingo. É óbvio que lá tudo é meio truncado. É muita gente para pouca rua. Mas o pior do paulistano, que é imitado por todos os motoristas do mundo, é a maldita curiosidade sanguinolenta. Dia desses, num domingo, a marginal Pinheiros estava parada. A via expressa totalmente parada. depois de muito tempo de um trânsito extremamente lento, chego a conclusão de que tudo se resumia a dois carros que tinham batido. danos materiais ridículos que geraram danos irreparáveis à minha paciência. 3 kms depois, aconteceu a mesma coisa. Carros batidos e a maldita curiosidade do povo trancando o trânsito.

Passemos ao Rio de Janeiro. A  topografia carioca não ajuda em nada no trânsito. Túneis, ruas estreitas e muita gente deixa tudo mais complicado. Mas, o pior de tudo, é a falta de solidariedade do motorista carioca. NINGUÉM da passagem para ninguém. Se você depender da "gentebonice" de algum carioca no trânsito, esqueça. Não dá. Tem que meter o carro e arrancar. Assim eles, quase sempre, param para deixar você passar. Andei de Copacabana para Engenho de Dentro por "dentro" do Rio de Janeiro. É angustiante. Muito carro, muito sinaleiro e muita falta de educação.

Aí chegamos a Curitiba. Para resumir, pegue um pouco de cada cidade e junte tudo num lugar só. O inverso de Salvador = ruas estreitas. A maldita curiosidade sanguinolenta de São Paulo, ruas estreitas, sinaleiros e lombadas. Gente mal educada e, o agravante, que dirige muito mal. Curitiba é um caos. É uma cidade que não funciona. Uma engrenagem que não roda.

Eu poderia citar a Linha Verde como a PIOR obra da história do Paraná (ganha de longe para o fórum fantasma que assombrou o Centro Cívico por anos). Mas estaria sendo repetitivo.

Curitiba parou no tempo. Agoniza em sua própria arrogância. Cidade modelo é o escambau.

A cidade precisa de algo novo, diferente. Que pense o seu povo, sua gente.

E precisa de educação também. De melhores e mais educados motoristas. Hoje dizem que é difícil tirar carteira de motorista na cidade. Deferia ser AINDA mais. Se eu pudesse, criaria quantos empecilhos fossem necessários para dificultar a liberação desses verdadeiros portes de armas. Tudo isso, claro, se tivéssemos um sistema de ensino de motoristas decente. A prova de corrupção e manipulação de provas, testes e re-testes. Mas aí é outro assunto.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Você sabe?

Vamos lá, mais uma vez sobre o mesmo assunto, mas ainda assim, importante: você sabe o que está comprando? Essa pergunta surgiu no papo do corredor com os "brothers" que trabalham comigo. E isso tem a ver com gasolina, preço e carros.

Você sabe o que está comprando?

Então, eu compro gasolina em dois postos e apenas nos dois... Um perto de casa, bandeira BR e outro, perto da sogra bandeira IPIRANGA. E os dois sempre me pareceram bons postos de gasolina, com qualidade e bom preço (dentro do que o cartel permite, é claro)

Mas aí, fechando as médias do carro pude perceber que quando abasteço no IPIRANGA, meu carro faz 7,4 KM/L de gasolina e quando abasteço no BR, meu carro faz 8,9KM/L. Opa, tem alguma coisa errada então, não tem?

Pois é, a gasolina não parece ter saído da mesma refinaria ou algo assim, mas vamos lá, continuando.

Um brother que trabalha comigo comentou que seu carro estava falhando com o motor frio. É um carro a gasolina. Então, depois de muito pensar, chegamos a conclusão que deveria ser combustível, ou podre ou adulterado, batizado, algo assim.

Pois eis que ele abastece em outro posto, com o preço normal em relação aos demais, e o carro para de falhar.

Aí eu pergunto, você sabe o que está comprando quando paga 10, 20 centavamos mais barato que os demais postos?

Eu acredito que você está comprando problemas. Tubulações, pistões, velas, válvulas, filtros e um monte de outras coisas que você vai ter que trocar no teu carro não vão justificar os 10 centavos por litro que você vai ganhar abastecendo num posto barato. E barato aqui não tem nada com bandeira de postos. Esse meu colega colocou a gasolina num posto da SHELL, legalizado e tudo mais...

Talvez o preço seja o melhor indicativo mesmo. Observe abaixo, para compreender um pouco melhor:

Você abastece 100 reais num posto que está diferente dos demais, por exemplo 2,599 enquanto todos os outros estão custando 2,799:

LITROS: 38,476
RENDIMENTO MÉDIO: 7,4 KM/L
KM RODADOS: 284,7

Ok, você resolveu colocar os mesmos 100 reais de gasolina num posto que custa 2,799. Então temos o seguinte:

LITROS: 35,727
RENDIMENTO MÉDIO: 8,9
KM RODADOS: 318

Opa, mas e a economia ficou onde? Afinal, você comprou gasolina mais barata e rodou bem memos, não é?

Para rodar os mesmo 318 KM com a gasolina do posto a 2,599, você teria que colocar 42,973 litros que custariam 111,68 reais. Ou seja, é uma economia que vale a pena?

E um detalhe importante que é preciso lembrar, o posto, a bandeira e o preço não regulam muito, o importante é observar o rendimento do carro. Zerar o odometro parcial e acompanhar quantos KM o carro rodou com os litros que você colocou é uma dica, essa atitude te ajuda a escolher o posto de gasolina de sua confiança.

Eu já tenho o meu!




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E aí, o que você faz por Curitiba?

Essa pergunta realmente não quer calar em minha cabeça com um cérebro de azeitona. E hoje, por infeliz necessidade, tive que me descolar de casa para o trabalho de carro. E que infeliz necessidade mesmo... É impressionante que, quanto mais carro tem na rua, mais merda os motoristas insistem em fazer. Digo isso pois o simples fato de mudar de faixa, que deveria ser no mínimo fácil, é algo praticamente impossível.

O sinal, pisca-pisca ou seja lá qual for o nome, deveria ser cotado como opcional para os motoristas de curitiba. Assim como a buzina, deveria ser proibida de ser inclusive fabricada...

Mas, afinal, o que você faz por curitiba?

Já pensou em subir a Visconde de Guarapuava, entre 7h30 e 8h30 da manhã? Seria um favor para nossa cidade se você fizesse isso... Mesmo que uma vez só! Faça, você vai se divertir com tudo que acontece nos 10 a 15 minutos que ficará nesse trecho.

Eu vim trabalhar com o carro mas tenho a certeza que amanhã e sexta-feira, poderei estar dentro do bonito ônibus... Lendo, ouvindo uma musiquinha, relaxando dentro do coletivo lotado. É melhor que dentro de um carro, com câmbio manual.

Mas a pior visão, nem foi a que tive pela manhã, será ainda a visão do retorno para minha casa. Essa sim, além de tudo promete ser quente. Quente e emocionante!

Dirigir em curitiba, se tornou uma aventura, que algumas vezes termina em morte e em outras, em danos apenas materiais. Os motoristas estão cada dia mais confiantes em sua imcapacidade de dirigir, o que lhes garante, o perigo constante. 1998 marcou o novo código brasileiro de trânsito e a troca das auto-escolas para os centros de formação de condutores, os CFC. Que lástima, não!

Enfim, o que podemos fazer por curitiba?

Quem sabe, antes de dirigir, pensar e decidir ter prudência ao invés da pressa? Com o trânsito que temos hoje, você provavelmente vai chegar no mesmo horário, mas se fores prudente, talvez chegue com mais segurança.

Pense nisso!

Fui!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esses dias...

Então, esses dias eu acordei com uma pergunta que ainda não calou em minha cabeça: o que você faz por curitiba? E foi justamente o que eu fiquei me perguntando e que agora mesmo está em minha cabeça. O que eu faço por Curitiba?

Será mesmo, que tudo é culpa do governo ou então, da falta da mão do estado na vida das pessoas? Será mesmo que a unidade de saúde 24 horas do Pinheirinho, ao lado do terminal, estava com mais de 100 pessoas para serem atendidas ontes, apenas por culpa do governo? Afinal de contas, será que o prefeito está mandando as pessoas ficarem doentes ou um outro alguém? Ou será que as pessoas, por negligência ou falta de inteligência, não se protegem ou previnem? Será ainda, a fome do povo responsável por tudo isso?

Afinal de contas, o que você faz por curitiba?

Experimente andar em pleno centro de curitiba, de carro, numa tarde de quarta-feira, por volta de 15 horas, de preferência próximo ao Shopping Curitiba. Vá lá, vale a penas você perceber o que você faz por curitiba!

Você que está lendo esse texto, o que você faz por curitiba?

Veja, temos 38 ou 39 vereadores, será que a culpa de tudo estar errado é apenas deles? Será que eu, você e os nossos, não temos tanta culpa quanto ou até mais?

Quer mais uma?

Você separa o lixo organico do reciclável em sua casa? Não estou nem falando em separar plástico, metal e vidro, apenas tirar restos de comida dos recicláveis. Você faz isso? Ah, então, o que você faz por curitiba?

Essa pergunta não quer calar e eu tenho um monte de respostas já para ela: eu faço algumas coisas e esse blog vai ser um ponto de apoio para eu responder essa pergunta. Eu faço pouco, mas tento fazer mais. Eu faço porque além de tudo, mesmo não amando, aqui moro e aqui morarei por muito tempo. Eu quero uma curitiba melhor não só para meus filhos, mas para os seus filhos e os filhos dos nossos filhos.

Eu quero uma curitiba melhor para o velhos, para moços e para todos, mas, o que nós fazemos para curitiba?

Isso sem demagogias ou sem participar de grupos isolados que tentam fazer coisas, como os defensores dos animais ou os defensores das araucárias. Eles tem o seu papel, mas não tem qualquer força. Vamos lá, o que podemos fazer por curitiba, eu e você?

Pense nisso. É um exercício interessante...

Ah, e se quiser uma diga, pare de dar dinheiro em sinaleiro, você não está realmente ajudando, nem ele, nem nossa curitiba...

Fui

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tudo está se perdendo?

Algum tempo atrás, quando eu ouvia uma pessoa mais velha dizendo que tudo estava se perdendo e outros, que tudo estava perdido, eu pensava ser papo de véio. Sabe quando a gente não tem muita paciência de dar atenção a quem merece?


Pois é, me ferrei...

Tudo está mais do que se perdendo. Não estou falando apenas das pessoas, mas sim de tudo que nos cerca. Exemplos não faltam, vamos lá: uma amiga, ligou em setembro para uma operadora de telefonia móvel e solicitou o cancelamento de um serviço que ela não utilizava mais, algo normal... Agora, final de outubro, chega uma fatura e quando questiona descobre que use ou não, o serviço é um benefício da operadora e ela vai ter que pagar...

É mais ou menos assim, afinal de contas, como uma empresa com 30 milhões de usuários vai se preocupar com um só? Tudo está perdido...

Outra coisa: você vai ao supermercado... Hum... Troxa... Você será roubado, mal tratado e ainda vai entender que precisa comprar nas grandes redes, apenas isso.. Na vendinha perto da tua casa, vale a pena...

O mundo tem hoje, mais de 7 bilhões de pessoas e o respeito de uma delas por outra está cada dia mais desgastado e em todas as esferas da vida social, a não sei, nas redes sociais, local onde tudo é belo e maravilhoso...

Alias, será que tudo está se perdendo mesmo?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obrigado pelo comentário

Hoje recebi um comentário do leitor Junior sobre um texto produzido por uma amiga sobre redes sociais. O nobre leitor foi extremamente educado em seu comentário e ainda me fez uma pergunta, que talvez seja mais direcionada a autora do texto do que para mim, mas como eu e a SD compartilhamos da mesma opinião, vou responder.

Junior, acredito que quando precisamos tomar uma decisão, é melhor saber o que estamos fazendo, certo? Assim, ao longo dos meus mais de 30 anos, toda vez que preciso tomar uma decisão, estudo pelo menos mais que o mínimo sobre algo para poder decidir da melhor maneira possível. E assim foi com as redes sociais. É também por isso que prefiro não fazer parte dessas redes.

Digamos que minhas redes sociais acontecem com um aperto de mão, um abraço ou um beijo e claro, com um bom papo. Mas ao vivo, não ao computador. Eu entendo o fascínio que as redes, sociais ou não de computadores, causam nas pessoas. Apenas, não quero fazer parte dela.

É claro que tanto o texto, quanto minha visão, são as óticas de quem escreveu e minha. Não representam a verdade universal e nem queremos que isso seja. Apenas temos nossa opinião e não vamos nos abalar se cliclarem em "curti isso" ou "odeio o lg". Não, não...

Se as redes sociais não existissem, eu nem sei o que seria desse mundo!

Afinal, como poderíamos viver sem saber que fulano vai ao wikibier ou então, sem saber que 1 milhão de pessoas curtiram um vídeo de uma idiota fazendo um sanduíche de b.?

Como as pessoas poderiam ser felizes sem serem avisadas de aniversários de outras pessoas que elas fazem questão de não olhar na cara, mas que no dia do aleta, clicam em "parabéns para você"?

Junior, desculpe, mas eu enxergo o que eu desejo enxergar. Você tem razão nisso. Mas não se abale, logo precisarei usar as redes sociais. Farei isso com a consciência que me tornarei igual a todos os outros que as utilizam, mas com toda certeza, não clicarei no botão "curti isso" para o outro imbecil que bebeu até o fígado não aguentar mais e agora precisa de um fígado novo!

Mas, obrigado pelo seu comentário, se puder, volte mais vezes, tem outros tantos textos que você com certeza, vai gostar ou vai clicar em "não curti isso".

Fui...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Esfriando a cabeça

Eu ia escrever um texto hoje falando sobre as porcarias que são o trânsito de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Mas como o tom seria mal criado de mais, resolvi esfriar a cabeça. Essa semana ainda eu volto, mas não garanto que o tom será tão diferente assim.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aconteceu... e infelizmente foi comigo

Caros leitores, o que relatarei nesse texto é sério. Acredito que seja importante pois foi um "fato isolado" mas, será que muitos já morreram por situações semelhantes?

Começou com uma visita no mecânico. Problema identificado e ordem de serviço dada, tudo correu mil maravilhas. O carro ficou parecendo novo, e olha que a verde é velha! Na terça-feira, tudo OK, na quarta-feira tudo OK, na quinta-feira tudo OK, na sexta-feira tudo OK, no sábado tudo OK e no domingo, até por volta de 20h30, tudo OK.

Chegando no condomínio de minha esposa, eis que o susto de um brulho acompanhado de um solavanco.

Esposa assustada, filhos assustados e eu achando que tinha feito uma merda. E fiz, que foi levar nesse mecânico.

O que aconteceu?

Bem, uma das peças que precisou ser trocada foi o pivô. Troquei os dois que estavam com folga. O pivô é uma peça que aguenta toda a força de tração e frenagem de um automóvel, é ela que prende a suspensão da frente e que permite ao carro girar as rodas para ambos lados, o que dá direção.

Se um pivô se solta, dependendo a velocidade, talvez só no céu o motorista descubra. Eu estava a menos de 5 KM/H e posso dizer que o estrago foi considerável.

E porque o pivô se soltou?

Ah, é isso que vou descobrir, mas posso garantir que algum parafuso que deveria ter sido muito bem apertado estava frouxo ou melhor, não existia mais o parafuso, nem a porca...

Se foi por milagre ou obra de deus, eu não sei, e não acredito pois sou ateu. Mas, por sorte esse pivô não se soltou enquanto eu estava mantendo o limite de velocidade em todas as ruas por onde andei.

A gente não pode fazer muita coisa, afinal, levamos em oficinas que consideramos "boas", certo? Mas será que isso basta?

Eles com certeza vão arcar com o prejuízo, ou não, mas que pelo menos saberão que cometeram um erro, isso saberão!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma pergunta, rápida e direta...

Adianta alguma coisa apoiar a economina de um país como o brasil na industria de automóveis e financiamentos?

E outra, porque será a GM está propondo um programa de demissão voluntária?

É, a crise está chegando ou já chegou?

Acredito que já chegou, infelizmente. Não só a GM fará isso assim como muitas outras "montadoras" e outras tantas industrias!

O futuro será de menos dinheiro?

sábado, 15 de outubro de 2011

Um dia dos Professores inesquecível

Hoje foi o dia dos Professores. Escrevo Professores em letra maiúscula porque, para mim, um Professor tem (ou pelo menos deveria ter) a mesma importância na vida de uma pessoa que Deus tem (ou deveria ter). Se para descrevê-lo (a Deus) sempre aconselha-se o uso da letra maiúscula, o faço também para os nossos mestres.

Este dia dos Professores em especial tive uma experiência muito diferente. Na semana passada recebi um telefonema que me valeu o ano. Depois de algumas semanas de tensão - desde o dia em que a amiga Maria Cláudia entrou em contato comigo para revelar a aflição dos atuais diretores e Professores da minha antiga escola de ensino fundamental, o Colégio Estadual Tiradentes - tivemos o melhor desfecho possível.

Na época levantamos a bandeira contra o fim do Tiradentes (que seria municipalizado e passaria a ser administrado pelo Colégio Zacarias) e entramos em contato com autoridades e políticos. Pedimos auxílio a todos e aguardamos ansioso pelo desfecho. Fui a uma reunião no colégio, fiz o que pude para ajudar e depois de algumas outras reuniões nos restou aguardar.

O mencionado telefonema trouxe a boa nova: por intermédio da Professora Regina, diretora, fiquei sabendo que vencemos. O Tiradentes não será municipalizado e permanecerá servindo ao povo paranaense com seu ensino. O Desafio DLQ: Crime Evitável teve o melhor dos desfechos. Graças a mobilização de muitos que acreditam realmente que a união faz a força. E fez. Convencemos, pelo amor de todos que defenderam essa causa, de que ao invés de se fechar uma escola, mantê-la aberta e buscar a ampliação da rede de ensino é o melhor caminho. O diálogo é sempre a melhor opção.

Neste sábado fui recebido pelos Professores do meu colégio Tiradentes para um animado e saboroso churrasco. Celebramos não só o dia dos Professores, mas também o dia em que o Tiradentes renasceu. E renasceu pelos braços de gente que quer o seu bem.Vem aí as eleições para a direção da escola. Independente de quem vença, o importante é que a vitória coletiva foi maior do que tudo.

Revi minha Professora Gilda. Mestra e diretora dos meus tempos de colégio. Puxadora de orelhas de mãos cheias, mas com um coração do tamanho do colégio que ele ajudou a manter nos últimos 30 anos.

Parabéns a todos que colaboraram para a causa. Para os amigos que retuítaram ou curtiram nossa campanha. Aos políticos que se propuseram a ajudar e realmente fizeram alguma coisa. vocês não serão esquecidos. Aos que mais uma vez viraram as costas para os interesses da população, deixo meu desprezo.

Nada, contudo, que estregue a minha felicidade. Hoje me senti um deles. Alguém que realmente fez algo de bom para o seu semelhante. Talvez um professor. Com letra minúscula, afinal a maiúscula só é usada por quem merece. E eles merecem.