quinta-feira, 31 de março de 2011

Cuida do seu e deixa o meu em paz!

Que o ser humano (as vez mais "ser" do que "humano") é um bicho individualista todos nós sabemos. O curitibano, reza a lenda, teria um pontinho a mais na graduação dos individualistas (característica que questiono, mas num outro momento). Mas tem gente que exagera. Chuta o balde mesmo.

Talvez eu esteja pegando leve ao classificar os personagens do meu texto de hoje como individualistas, mas prefiro manter a calma para não mostrar uma pancada de palavrões para descrever como realmente me sinto.

Não foi uma, nem duas e tão pouco três vezes que testemunhei o um motoristas fazendo balizas por aí. É IMPRESSIONANTE a falta de zelo e respeito com o próximo nas ruas da cidade. Diversas vezes vi motoristas desatentos (ou espíritos de porco mesmo) estacionando em uma vaga apertada sem ao menos considerar que o carro da frente ou o de trás é o bem de alguém.

Quando não há flanelinhas (embora a presença deles não extingua o problema) o ponto de referência usado pelos tais motoristas é o parachoques do outro. É um absurdo. Só para de dar a ré quando encosta no carro da frente ou no de trás.

EI, pera ai né? Depois reclamam que esta cada vez mais difícil de tirar a carteira de motoristas. Devia ser ainda mais complicado. Com mais horas/aula e provas ainda mais difíceis. O individualismo no ato de só parar quando encostar no carro vizinho é gritante, revoltante e muito preocupante. Se não é, deveria ser.

Desde sempre ouvimos que a minha liberdade termina aonde começa a do outro. Então, cavalo véio, respeite o meu espaço pô. Na parte de trás do meu carro estou tranquilo, pois tenho aqueles engates para carreta. Se bater ali, azar do trouxa que o fez. Agora a frente é desprotegida. Vulnerável a meias-rodas que existem por aí.

Motoristas ruins que, aliás, têm de balde em Curitiba. Muito mais, garanto, que gente fechada e outros blá, blá, blá associados ao povo curitibano.

Mais uma foto para coleção...


Hoje pela manhã. Infelizmente no Brasil o trânsito mata mais do que a guerra do iraque por ano. E é infelizmente óbvio observar que tudo que acontecer no trânsito é mais por falta de respeito às leis e falta de educação que outros fatores e tal...

Esse carro parado aí é mais um bom exemplo de falta de educação...

É sempre assim. Ou o idiota ultrapassa pela direita ou então ele fura um sinal de trânsito ou anda com a moto cortanto todos os carros pelo meio das pistas.

Eu já não consigo chorar as mortes no trânsito. Aliás, quem sabe isso não é algum resquício da teoria de Darwin - Seleção Natural. Os idiotas se vão, os imbecís ficam e os motoristas de bem, tem que cuidar para não se tornarem vítimas...

É, deve ser isso...

quarta-feira, 30 de março de 2011

E que venham os novos ônibus...

Como diria um cara que já ganhou meu voto mas que hoje em dia não ganha mais, o vereador Algací Túlio, algo assim: Curitiba tem novos ónibus na linda (isso mesmo, ele falava ónibus ao invés de ônibus).

E é verdade, mais uma vez Curitiba inova e tem o MAIOR ÔNIBUS DO MUNDO. Um biarticulado com 28 metros de puro conforto e qualidade. Azul, coisa mais linda do mundo.

Mas, quantos dias será que vai demorar para que os vidros apareçam todos riscados com os códigos tribais? Eu posso imaginar no máximo três dias... Ah, isso é normal. Afinal, um ônibus tão novo, tão bonito e tão grande vai virar motivo de manifestações culturais tribais, certo?

Outro coisa: será que dessa vez a prefeitura providenciou junto a URBS um treinamento focado para os motoristas desses veículos? Eu acredito que não, mas vai ser bonito de ver...

Eu ví uma parte do festival que foi feito no estacionamento do parque barigui em curitiba, todos os ônibus ornando a natureza meio morta do parque e também, servindo de experiências para políticos que só entram num ônibus para fazer papel de povão. Garante que eles nunca utilizaram o transporte coletivo de curitiba e mesmo com ônibus novos, não o farão.

Enquanto a prefeitura gasta valores "NÃO DIVULGADOS", o terminal de ônibus do Capão da Imbuia que há mais de 15 anos precisa de ampliação, recebeu no máximo uma reforminha mequetrefe, que mais foi uma maquiagem do que realmente algo util. Dinheiro jogado fora.

Minha opinião é: para curitiba merecer meus parabéns, ainda falta muito, muito mesmo. Não serão ônibus azuis que vão mudar a lamentável condição de quem precisa do transporte coletivo.

Se você tem carro, nobre leitor, deve compreender pouco o que estou falando. Mas eu, 5 dias por semana, utilizo ônibus e para ter uma ideia, esses dias de chuva além de lotados, chovia mais dentro do que fora do veículo...


Um viva para as minhocas azuis.. E isso não é pira de ácido!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma semana corrida, e muito...

Olá a todos. Sabe, certas coisas em nossas vidas se tornam costumes. E escrever aqui se tornou além de um costume, uma grande necessidade e em semanas como essa, que simplesmente não consigo tempo e energia, fico meio chateado comigo mesmo.

A semana foi corrida também porque, pelo que parece, tudo está mais corrido do que nunca. Os prazos estão apertados, os projetos estão em andamento e precisam ser cumpridos e tudo resolve acontecer na mesma hora.

E a correria leva minha energia embora.

Mas hoje, resolvi que mesmo nesse estado, eu preciso escrever...

Tem uma unica coisa na vida, que por mais que alguém discorde, é certa: a morte. E ela chega, arrasa com que fica, provoca emoções desconhecidas em todos nós. Choro e raiva são as mais comuns. Mas será que a morte é mesmo o fim de tudo?

Eu não sei a resposta. Acredito que para quem morre, sim, seja o final de tudo. É um momento em que o organismo deixa de ser vivo e para para o próximo estado. E se ele passa para um próximo estado, então, morre não é chegar ao fim. Que louco, não é mesmo?

Mas enfim, morrer é complicado, mais para quem fica do que para quem vai!

E para os que ficam, talvez viver intensamente seja a melhor solução. Sorrir, chorar, andar, correr, dançar, pular...

Independente de qual seu deus ou não, o importante é vivermos intensamente!

É isso que desejo a todos... "Viver, e não ter a vergonha de ser feliz!!!"

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vamos falar em educação?

Tudo muda. Nós seres humanos mudamos, o clima muda, os animais mudam, enfim, tudo está em constante mudança. E claro, a educação também passou por isso. Hoje em dia, uma sala de aula em nada lembra a década de 50 ou então a boa e velha palmatória. A não ser que ainda temos o professor, e os alunos.

Hoje em dia a moda é os pads. Ipad, Sansung Galaxy e muitos outros. Telas de 200 polegadas, educação a distância, conteúdo em e-learning e nossa falta fôlego para pensar em tudo que a educação tem disponível para os alunos.

Escrevo isso pois hoje tive uma das aulas mais cansativas de todos os tempos. Simplesmente o cara falou das 20h20 até as 22h40, sem parar, sem pausas e sem qualquer recurso que não fossem as malditas telas de powerpoint. Quanto eu aproveitei?

Se eu disse 5 minutos, estou mentindo....

É preciso que os professores compreendam que o tempo passou e coisas mudaram. Mas isso não quer dizer que o professor perderá sua autoridade, apenas terá que trazê-la de forma mais moderna, talvez.

É apenas um comentário. No Brasil, infelizmente, a educação nunca foi e nunca será prioridade e isso se reflete e muito, na capacidade do educador ensinar e na capacidade do aluno de aprender...hehehe

viva....

domingo, 20 de março de 2011

tiozão xarope

Você paga 10%? É uma questão delicada né? Nos sentimos coagidos a pagar essa taxa imposta pelos comerciantes ou associações comerciais (oi coisa que o valha). Algo que, na verdade, seria uma espécie de gratificação para os garçons ou empresas que nos servem com educação e eficiência.

Hoje, contudo, a taxa tornou-se uma maneira bem cômoda de tentar ganhar um troquinho a mais além dos preços abusivos, normalmente supervalorizados e que beiram a extorsão.

Poucas vezes na minha vida tomei a atitude de não pagar esse valor nas vezes em que fui a restaurantes e lanchonetes. Uma vez no Cas@ di bel, pelo atendimento horroroso e comida fria e ruim, outra na maldita churrascaria que cobra R$ 4 num refrigerante de garrafa que custa uns R$ 0,80.

Neste domingo tive que tomar tal atitude mais uma vez. Após jantar em Cascavel em uma lanchonete, pedi um prato daqueles sanduíches abertos. No cardápio o lanche era descrito com pao, tiras de picanha, queijo, batata, alface e tomate. Entenderam né?

Macaco veio que sou, perguntei com TODAS as letras, três vezes, se eraq só aquilo que vinha no sanduíche. Porque? Porque váááárias vezes fui surpreendido por pratos esdrúchulos com uma porção de coisas que não pedi, como ervilha, pepino, maioneses e o pior, as malditas azeitonas. Perguntei esse tanto de vezes se o prato era aquele mesmo. A garconete ne garantiu que sim, era aquilo mesmo (sem ao menos perguntar para alguém). Fui na dela, claro.

Dos males possíveis e repulsivos ao meu paladar, o menor. Veio cenoura ralada, que não desgosto, mas também não morro de amores. A vantagem é que basta empurrar a cenoura para o lado e mandar ver. Ela não deixa gosto. Mas, é claro, veio algo que não pedi e sequer estava relacionado no cardápio. Por pouco não levantei para dez, afinal astuto que sou dei uma sondada e vi um indício de maioneses em uma das folhas do alface. Eles perceberam a tempo e tiraram aquilo que, segundo a garçonete, não viria no prato.

Na hora de acertar a conta paguei e e neguei a pagar os 10%. Expliquei o porque, mas ganhei em troca uma cara danada de feia.

Não seria justo eu premiar a incompetência. Se essa palavra for forte demais, digo então que não acho justo pagar os 10% para alguém que sequer conhece o cardápio da casa. Pior, falo em premiar a garçonete mas sabemos que essa grana dificilmente vai para eles e fica mesmo para o patrão.

Enfim. Atendimento é tudo para os comerciantes e enquanto eles não entenderem isso, teremos vários problemas do tipo.

Pareço um tiozão chato né? Não é. É que sempre faço questão de perguntar as coisas pelo menos três vezes. Se nem assim acertam, o problema não sou eu.

sábado, 19 de março de 2011

A importância da SUA voz!

Olá a todos, sejam vocês meninos ou meninas, bons ou maus, cotistas ou não! Hoje escrevo para ser um pouco provocativo, mas tentarei não ser ofensivo. Meu Nobre Dudu, companheiro de brother e amigo, escreveu maravilhosamente (como sempre o faz) um texto sobre a importância de uma categoria profissional, que ao meu ver, durante o governo lula foi inteiramente ou quase, levada ao descrédito.

Não que isso seja apenas mérito do ex operador de tornos, mas deve ter um dedo dele nisso.

O detalhe importante é justamente o conhecimento, a informação. E você não necessariamente precisa de um jornalista para se informar. Você pode correr atrás das informações por conta própria, o que fazermos e tentar selecionar o que é ou não importante num espaço de tempo. Por exemplo agora, você acha mesmo tão importante que a visita do Obama seja tão explorada pelos meios de comunicação?

Eu não acho. Obama, para mim é apenas presidente dos EUA. Nada mais.

Porém, você sabe como funciona a secretaria da agricultura do Paraná? Sabe qual a função, para que ela existe? Qual sua importância? Eu te digo uma coisa, se você soubesse... E para saber, vá lá, manda um e-mail, liga, corre atrás... Fácil, e não cai nenhum dedo.

Outra, você sabia que todos os deputados, sejam eles federais, estaduais, internacionais, interplanetários ou qualquer outra forma superior na Câmara tem um endereço de e-mail?

Você já tentou mandar um e-mail para eles, pedindo um explicação sobre algo? Pois então, a sua voz se torna importante. O jornalismo, informa e trabalha por você.

Mas você tem que trabalhar por você também. Tente, começe...

Precisamos ouvir sua voz. Sua voz de indignação sua voz de insatisfação...

Mostre a sua voz...

quinta-feira, 17 de março de 2011

A importância da nossa voz

Na maioria das vezes nós temos a terrível mania de criticar mesmo sem ao menos saber do que estamos falando. Note que me incluo nesse grupo, afinal jamais você, nobre leitor, vai ver esse jornalista se omitir de suas responsabilidades. Sei o que sou, ou que faço e, principalmente, o que já fiz de certo ou de errado nessa vida.

Como lido diretamente com a maior paixão de grande parte dos brasileiros, a religião chamada futebol, sem bem como é estar no fio da navalha. Uma vírgula mal interpretada vira um problemão sem precedentes. Somos, como jornalistas, alvo da fúria de pessoas cegas de paixão e de outros sentimentos normalmente irracionais, mas nem por isso repreensíveis ou questionáveis.

Mas não somos alvo apenas da pessoa comum. Do torcedor ou do religioso. Do estudante e do aposentado. Somos alvos de todos aqueles que se utilizam de alguma situação (as vezes positiva, as vezes negativas) para tentar tirar algum proveito ou esconder algum delito. Somos peças de um jogo que visa atender ao que convém a nosso interlocutor.

O que a maioria dos que mete o pau na imprensa não percebe, é que não fossem os jornalistas, estaríamos afundados num mar de silêncio constrangedor. De maracutaias escusas, negociatas sombrias e muita, mas muita corrupção.

Andei fazendo um exercício bem rápido de memória e encontrei um caminhão de absurdos que foram escancarados pela imprensa e que nos atingiram em cheio.

A série Diários Secretos apresentada pela Gazeta do Povo e a RPC TV, produto de empenho e dedicação do meu amigo Karlos Kolbach e seus parceiros revelou o maior esquema de desvio de dinheiro da história da política brasileira. Coisa digna de Premio Esso, maior honraria do jornalismo brasileiro.

A recente revelação da Máfia das Multas é outro exemplo. Todos nós desfiávamos, mas nunca ninguém conseguiu provar. Agora, graças a imprensa, desvendamos os detalhes desse absurdo que, não tenho a menor dúvida, lesou muita gente ao mesmo tempo que garantiu a eleição de muitos graúdos por aí.

Fato é que dificilmente se teria uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) se não fossem denúncias como essas. Os mesmos políticos que acusam a imprensa de manipulação se esbofeteiam para assumir a paternidade de uma CPI criada a partir de denúncias dessa mesma imprensa má e manipuladora.

Ignorar e usar a imprensa apenas quando lhes convém é ato tão imoral quanto um desvio de verba aqui ou uma licitaçao fraudulenta ali.

É importante que o cidadão saiba que enquanto estivermos com liberdade para trabalhar, cedo ou tarde os bandidos de terno e gravata cairão.

terça-feira, 15 de março de 2011

O que é que faz o sujeito desistir?

Sem pauta para hoje, resolvi colocar aqui nesse espaço o texto produzido por uma amiga, a dona Sabrina Demozzi, que após algumas conversas, escreveu esse texto que deve além de provocar, ajudar a gente a refletir o que fazemos de nossa vida!

O que é que faz o sujeito desistir?

Trânsito, juros, falta de educação, grandes portais de notícia, Windows, o Brasil.

Afinal, o que faz alguém desistir e largar mão da vida?

Se você espera encontrar respostas lendo esse texto sinto desapontá-lo (la), mas você não vai encontrar. Se você está a fim de discutir com alguém na internet ou fazer comentários anônimos, ok vá lá, mas não diga que eu prometi alguma coisa.

Quero perguntar por perguntar, lançar o negócio pra quem quiser falar também ou pra quem não quer, ou não tinha nada melhor pra fazer e precisava matar um tempo até dar 18h.

Quando foi a última vez que você falou “Eu desisto”? Tenho quase certeza que algum dia desses você mencionou isso, quando alguém te deu uma fechada, quando pela enésima vez você teve que reiniciar o computador ou quando num *conglomerado de notícias havia uma “notícia” sobre um carnavalesco baiano que raspou a barba pela primeira vez em 30 anos ou sobre o término do relacionamento de alguma celebridade.

Alguém já falou “eu desisto” quando tentou cancelar uma linha em qualquer empresa de telefonia ou tentou explicar pro cara da TV a cabo que “não, eu não pedi 100 canais pornôs e nem assinei o canal da terceira divisão do campeonato sergipano”.

Confesse, no terceiro mês de 2011, quantos “eu desisto” foram pensados ou falados por você?

A diferença entre o cara que desiste e nós, eu me incluo porque só falei até agora, é essa: a gente fala e ele larga mão. Larga os bets, no popular. Chega pra mulher e diz: cancela todos os cartões, liga pra tudo que é empresa e vai cancelando o que der. Ela pergunta: Até luz? E ele: Tudo. A mulher obedece. O filho chega e já vai pedindo. Ele nega. A sogra precisa de ajuda. A partir de agora não é mais com ele. “Estou largando mão, declara. E decidido, começa a se despir e colocar fogo na roupa. O lance agora é a pura e simples sobrevivência.

E tem aquele que como diria Eduardo Galeano resolve “abreviar sua existência” e pula de um prédio. Um desistente romântico combalido pela ingratidão da vida. O que adota um estilo de vida pra desistir de outro, o que desiste de mulher, a que desiste de homem, o que muda de profissão porque “desistiu de brigar por um espaço”, o que desiste de ser magro, a que desiste de ser gorda e aquele que simplesmente exclui todas as contas das redes sociais possíveis e das que vão surgir.

Vislumbre: a partir de agora ele poderá voltar a ser desinteressante, gordo, chato até. Ele não mais precisa “Curtir isso” “Compartilhar aquilo”. Não. Suas fotos estarão guardadas e quem quiser ver terá que visitá-lo, marcar um café e uma conversa. Assim cara a cara, à moda antiga. Ele não vai mais precisar resumir o que pensa em míseros 140 caracteres, aliás, ele não vai mais precisar emitir opinião sobre tudo. Está realizado. Desistiu de parecer ser interessante.

Mas, qual é o limite pro sujeito realmente desistir de sua condição? Uma úlcera? Uma resposta cínica? Um “vamos estar transferindo?”. Eu não sei. Mas prometi desde o início que esse texto não traria respostas.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Segunda-feira. Feliz Ano Novo!

E hoje, o ano de 2011 começa no Brasil. Infelizmente, tenho que conviver com isso. No Brasil, esse país onde no hino nacional temos uma frase como "deita eternamente em berço explêndido", o povo começa mesmo a se preocupar com qualquer coisa, justamente depois que passa o carnaval.

É o período da quaresma, onde muitos que beberam e tocaram horror, deixam de comer carne vermelha se preparando para a páscoa.

Diversos amontuados de notícias, os tais portais, trouxeram notícias dizendo que esse ano, morreram mais pessoas nas estradas e cidades em acidentes de trânsito que no ano passado. É, o carnaval é de festa para muitos e de tristeza para os familiares dos envolvidos nesses acidentes. Seja por imprudência ou mais diretamente por cachaça e cerveja, o importante nisso tudo é que estamos morrendo no trânsito. Tá bom, não exclusividade do carnaval, mas, chama atenção, não chama?

E também me deixa curioso que até a sexta-feira que antecede o carnaval, tudo acontece como se fosse o ano anterior. Sabe aquela brincadeira que diz que o brasil só volta depois do carnaval?

Eu, por felicidade, trabalhei no carnaval. Cumpri minha carga horária e nem por isso perdi um dedo ou uma mão. Deixei de ficar em casa 1 dia, mas foi bom! E que seja sempre assim, já avisei meu chefe que me disponho trabalhar na 3ª também. É melhor, me sinto mais util, me sinto bem em pensar que ajudo o brasil crescer nos dias em que todos estão mais preocupados com cerveja, pinga e o rebolado das mulheres.

Prefiro trabalhar!

E infelizmente, preciso desejar a todos: FELIZ ANO NOVO! FELIZ 2011! Sucesso para todos!

sábado, 12 de março de 2011

Nossa humanidade

Já fui um desses, admito. Talvez por alguma orientação, mesmo que velada, mas fui um desses também.

É mal do jornalismo brasileiro querer encontrar brasileiros em tragédias mundiais. É algo que certamente rende uma porção de pautas e histórias fantásticas, mas é de uma frieza sem tamanho. Parece que o ato de querer encontrar brasileiros no meio dos desastres é um "dar de ombros" para os outros milhares que literalmente se fuderam nessa história.

Umas das primeiras notícias que li sobre o Tsunami no Japão foi que até então nenhum brasileiro foi dado como morto na tragédia. Pô, e os demais? E os já confirmados 1500 mortos. Danem-se eles? Como eu disse, sei que isso é - na maioria das vezes - puro instinto de se criar pautas, mas é um tanto desumano na minha opinião.

É hora de ajudar como der.

Não só os japoneses, mas principalmente os moradores do nosso litoral. Se querem brasileiros em tragédias, olhem para além da nossa Serra do Mar. Não temos tantos mortos quanto os japoneses, mas uma boa quantidade de desabrigados que por um longo tempo não terão um teto sobre suas cabeças.

Comprem nem que seja uma garrafa de água de 1 litro e levem a um posto de doação. Esse litro, na necessidade, pode manter a vida de uma pessoa por vários dias. Então não é pouco. É muito.

É o mínimo, na verdade.

E mando aqui um recado, mesmo sabendo que dificilmente chegará a quem me dirijo: "Senhores comerciantes, não ousem aumentar o preço de itens básicos como água e comidas essenciais para tentar tirar proveito da tragédia no litoral do meu Paraná". Não ousem, repito. Em nome de seja lá o que você acredite.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Lixo!

Somos plenos consumidores de tudo, certo? São TV´s de plasma, DVD, Blueray, arroz, feijão e qualquer outra coisa que tenha um preço, certo? Conheço gente que compra até cachorros! Muitas dessas coisas, como os cachorros, por exemplo, até podem ser considerados ecologicamente corretos, pois não precisam de uma embalagem de papelão ondulado de ultima geração ou de um plástico. E suas cacinhas, a gente joga na grama ou no vaso sanitário!

Porém, outras tantas coisas que nos despertam desejos, são extremamente poluentes e não vou entrar na questão dos processos de fabricação, que por si só, são um desastre ambiental. Mas, depois que você compra uma TV, você precisa se desfazer da embalagem. O mesmo acontece com o arroz, o feijão e com aquela camisinha que insiste em evitar que um espermatozóide se torne um igual a você!

E para isso, existe um time especializado em correr. E eles correm! São os lixeiros, ou então, agentes da limpeza pública. São homens, em sua maioria, que correm juntando os sacos pretos e sacolas de super mercados que insistimos em encher e colocar na lixeira ou na calçada. Eles chegam e, muitas vezes sem serem vistos, juntam, colocam num caminhão que precisa de um motorista e levam para um local que, se existe inferno, imagino que seja igual.

Pois bem, esses carinhas, estão em greve. Justo, em minha opinião. A empresa em que eles trabalham em curitiba foi comprada e o medo do desemprego chegou. Medo da famigerada demissão em massa. Quem compra, coloca a casa em ordem, certo?

Eles estão em greve e aquele saco de lixo que você colocou na frente de casa ontem, deve ainda estar lá! Hahaha, adoro muito essa situação.

Não porque sou um porquinho e quero viver no lixo, mas sim porque gosto de ver uma categoria unida. Parou tudo. Motoristas não dirigem, agentes de coleta não agenciam a coleta e os garis, não atuam como garis. Desejo realmente que essa greve sirva para que eles recebam o aumento que merecem. Aliás, desejo ainda que o aumento seja ainda maior.

Empresas como essa, que são pagas com dinheiro público e servem para um trabalho tão importante, tem que abrir mão de certa fatia do lucro e valorizar esses caras.

E quero ainda que essa greve sirva para percebermos que somos muito sujos, porcos e idiotas. Precisamos desesperadamente diminuir nossa produção diária de lixo. É preciso sim e nem só para salvar o meio ambiente, mas para que sejamos mais educados.

É preciso!

Um viva para essa categoria! VIVA! Você me acompanha?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu imploro, podemos criar o bolsa emergente?

Pois é, lula conseguiu e hoje um programa de bolsa emergente se faz mais do que necessário. Veja, as pessoas ganharam "capacidade de compra", ou seja, em 12 vezes, pode-se comprar qualquer coisa - até alimentos no supermercado!

E para esse que hoje passaram da pobreza ou da classe média para a classe subsequente mais acima, vamos pensar no bolsa emergente. São descontos e subsídios que os governos federal, estadual e municipal podem fazer. Quer conhecer o programa proposto?

Continue a leitura, o programa é dividido por grandes áresas.

1- BOLSA EMERGENTE - CULTURA

Para a cultura, pensamos em subsidiar e até mesmo tornar gratuítos alguns eventos sociais. Os participantes do bolsa emergente poderão ir a 1 show de graça por MÊS, do artista que bem convier (Luan Santana, Vitor & Leo, João Bosco & Vinícius, Djavan, Maria Gadu), 1 evento de festival gratis por semestre (Festival de Teatro de Curitiba, por exemplo, Festival Gastronômico da Praça do Japão entre outros), e também 1 cineminha por mês, sem direito a pipoca e apena com filmes indicados ao Oscar. E ainda para a cultura, um 1 livro Best Seller, do tipo de autoajuda por mês - para leitura em família!

2- Inclusão Digital

Contrariando muitos emergentes, inclusão digital não é colocar o dedo em algum leitor biométrico. Trata-se de um programa social que vamos tentar colocar em prática onde serão ministrados diversos cursos livres e de aperfeiçoamento com ênfase nas mídias sociais: facebook e twitter (orkut não entra pois se tornou coisa de povão e emergente não usa isso).

Além disso, serão ministrados cursos de como tirar fotos para internet, posicionamento e boas maneiras em frente a webcam e claro, um curso de atualização gramatical, com novas expressões da era da internet.

3- Saúde

Falando em redes sociais e foto para internet, o programa Bolsa Emergente, prevê também investimentos pesados na saúde dos emergentes. Primeiro com a criação de convênios e parceirias público privadas com laboratórios de análise. Os emergentes que possuírem vermes em seus intestinos, poderão fazer de graça ou com custo reduzido, seguidos exames de fezes.

Além disso, os emergentes participantes do bolsa, poderão fazer tratamentos de clareamento dental e colocação de pontes fixas (implantes de carga imedita não estão cobertos ainda). Assim, o sorriso será sempre branco nas fotos lindas para o facebook. Pensando também no bem estar dos pulmões, estamos trabando a ideia de PPP´s para correções de desvio de septo. Uma não se mostra feliz com um rostinho lindo e um sorriso branco!

4- Alimentação

O bolsa emergnte, prevê também, a disponibilização de alimentos e de educação alimentar mais completa e mais eficiente para seus participantes. Para isso, através de PPP´s, vamos disponibilizar alimentos modernos, como tomates secos e funghi com preços mais acessíveis. Além disso, faremos massivas campanhas para o consumo do pão italiano, aquele mais cascudinho, o consumo de espumantes que não sejam o cerezer e outros alimentos.

5- Diversão (não sei se posso chamar isso de cultura)

Para a diversão dos emergentes, o programa bolsa emergente prevê a colocação de conteineres com refrigeração e janelas grandes na Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba, que servirão de camarotes VIP durante a realização dos desfiles de escolas de samba da capital paranaense.

Esses são os objetivos gerais do programa Bolsa Emergente. Com o aumento nos impostos previstos pelo governo atual e até a possível volta da CPMF ou chame como quiser, sabemos que existe dinheiro em caixa para isso. Detalhe, quem não for emergente, não poderá participar de forma alguma do programa.

Ajude na construção de um Brasil melhor, sugira, dê sua opinião, participe. Emergente unidos, jamais serão esquecidos, bele?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mudança espetacular em Curitiba

Pelo menos no que diz respeito ao clima dessa cidade. Se até antes de ontem, ouvíamos falar com coisas como 30°, 32°, hoje amanheceu algo em torno dos 18°. E toma neblina e garoa por toda essa terrinha.

E aí, tudo fica bom: o trânsito, as pessoas, guarda-chuvas embaixo das marquises, eu molhado pra caramba... E tudo isso porque vivo numa cidade que muitas vezes, tem as 4 estações no mesmo dia. Eu sei, eu que tenho que mudar e é lógico que vou começar a negociar com a patroa uma possível mudança. Não que eu não goste daqui, mas porque aqui já deixou de ser legal e bom há muito tempo.

Estamos amontuando tanta gente que daqui a pouco nem os curitibanos vão aguentar os curitibanos...hehehe

Porém, hoje é sexta-feira e se tu é mais um dos "brasileiros natos comuns", você deve estar contando as malditas horas ou minutos para o mais famoso feriado dessa época do ano: o carnaval. Não, não, obrigado, vou ficar por aqui mesmo, inclusive trabalhando para ajudar esse loco país crescer.

Segunda-feira vai estar uma maravilha para dirigir, poucos carros, pouca gente... Magavilha total...

Vamo que vamo...

Fui...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Felicidade....

Fiquei bastante contente nessa segunda e terça. Recebi a confirmação que alguns amigos tem prestigiado o blog, alguns a mais que eu ainda não sabia. Entre eles, o grade Jimmy (um crânio, o que precisar ele sabe, soube ou saberá) e o nobre pexeirinha, grande Luan que de longe veio para tocar o horror com os "Rs" mais carregado ao melhor estilo caipira (no bom sentido). Um abraçõ a vocês...

E na terça, fiquei também feliz pois consegui mais uma foto linda. E nessa, ainda, destaquei alguns elementos, que podem ajudar na identificação de uma situação.

Vamos nessa?



Então, mais um motorista bem sucedido, e claro, muito educado!

Pena que infelizmente, não existe órgãos competentes com a competência necessária para multar um idiota como esse. Eu, sigo limpo, tentando me manter dentro da lei e da ordem, mas vozes como a minha, estão cada vez mais difíceis de se encontrar...

Fui

terça-feira, 1 de março de 2011

Na minha época...

Então, como os leitores devem bem já ter ouvido, nossos pais e avós costumavam dizer uma frase bastante cretina: "ah, mas na minha época era assim..."

E eu não discordo em nenhum momento de uma frase dessas. Na época deles, namorados precisavam cortejar, pedir autorização para depois, que sabe, beijar. Em tempos um pouco remotos, motoristas tinha mais respeito pelas pessoas. No passado, cumprimentar uma pessoa na rua era uma questão de educação. Hoje, quem cumprimenta, é mal educado e deveria ficar quieto.

Hoje em dia, uma placa de trânsito serve apenas para que algumas pessoas ganhem dinheiro com sua colocação, com sua venda, com sua fabricação. Motoristas de hoje, mal sabem dirigir, quem dirá ler uma placa de trânsito.

As pessoas hoje, usam a buzina como o pedal do freio. Nossos filhos estão se tornando pessoas a margem da sociedade, mesmo sem precisar fazer parte disso. Não há respeito aos mais velhos, mesmo que esses imbecís sejam os velhos de amanhã...

Enfim, somos também culpados. Nossos pais não nos permitiram passar pelo que eles consideraram sofrimento e por isso, não conseguimos dar certos valores que são precisos. Hoje em dia, filhos são colocados no mundo apenas para saciar o desejo da família e de uma sociedade, muitos, crescem sem a presença do pai e da mãe, mesmo que para suprir essa necessidade, 15 minutos diários sejam necessários. É talvez mais fácil do que pareça...

O mundo de hoje, é um mundo menos compreensivo, menos tolerante e formado de muitas pessoas que tem 25, 27, 33 anos, mas que ainda tem uma mentalidade de 13 ou 14... Isso quando não muito...

Infelizmente, desejo que haja, mas não observo possíveis melhoras...

fui