sábado, 12 de março de 2011

Nossa humanidade

Já fui um desses, admito. Talvez por alguma orientação, mesmo que velada, mas fui um desses também.

É mal do jornalismo brasileiro querer encontrar brasileiros em tragédias mundiais. É algo que certamente rende uma porção de pautas e histórias fantásticas, mas é de uma frieza sem tamanho. Parece que o ato de querer encontrar brasileiros no meio dos desastres é um "dar de ombros" para os outros milhares que literalmente se fuderam nessa história.

Umas das primeiras notícias que li sobre o Tsunami no Japão foi que até então nenhum brasileiro foi dado como morto na tragédia. Pô, e os demais? E os já confirmados 1500 mortos. Danem-se eles? Como eu disse, sei que isso é - na maioria das vezes - puro instinto de se criar pautas, mas é um tanto desumano na minha opinião.

É hora de ajudar como der.

Não só os japoneses, mas principalmente os moradores do nosso litoral. Se querem brasileiros em tragédias, olhem para além da nossa Serra do Mar. Não temos tantos mortos quanto os japoneses, mas uma boa quantidade de desabrigados que por um longo tempo não terão um teto sobre suas cabeças.

Comprem nem que seja uma garrafa de água de 1 litro e levem a um posto de doação. Esse litro, na necessidade, pode manter a vida de uma pessoa por vários dias. Então não é pouco. É muito.

É o mínimo, na verdade.

E mando aqui um recado, mesmo sabendo que dificilmente chegará a quem me dirijo: "Senhores comerciantes, não ousem aumentar o preço de itens básicos como água e comidas essenciais para tentar tirar proveito da tragédia no litoral do meu Paraná". Não ousem, repito. Em nome de seja lá o que você acredite.


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