segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os trouxas contra-atacam

Que o aumento no preço dos combustíveis é revoltante nós todos já sabemos. E sabemos também que abaixo-assinados e hashtags não adiantam para porcaria nenhuma como instrumentos de pressão nos governantes. A violência no Brasil (vide atiradores malucos) também não é novidade e o nosso falido planejamento urbano que nos coloca atolados em montes de bosta a cada chuva mais forte também não, bem como nossa insuportável mania de empurrar as sujeiras para debaixo do tapete.

Mas, recentemente, me deparei com algo bastante revoltante. Já tinha me dado conta disso, mas a ficha demorou, MUITO, para cair. Você, cidadão comum como eu, que vai diariamente comprar o seu pãozinho francês já percebeu o altíssimo valor que essa mistura de farinha, ovo, água e fermento possui.

Lembro-me comos e fosse agora pouco que um desses "terno-e-gravata" disse certa vez que a farra dos panificadores malandões ia acabar quando o pãozinho passasse a ser vendido por quilo, afinal pagaríamos apenas o que estávamos levando. O problema era que alguns comerciantes vendiam um pãozinho de 45 gramas (quando, por lei ou sei la o que, deveria ser de 50 gramas) por 0,15 centavos. Na ponta do lápis, estavamos sendo passados para trás.

Ai inventaram de vender peso por quilo, não mais por unidade. Ai sim pagaríamos o preço justo pelo peso real. O discurso à época era de que com a concorrência os preços seguiriam competitivos.M AS, contudo, todavia, entretanto, não foi nada disso que aconteceu. Até em lugares mais humildes percebe-se que o pão não sai menos de 0,35 centavos. Em alguns lugares, R$ 1 compra apenas dois pães.

Essa história virou uma zona. Cada um cobra o que quer, elevando os preços a patamares absurdos. E, mais uma vez, quem leva no toba é o consumidor. O burro aqui que vos escreve ou esse aí que me lê. É, você mesmo.

Fomos feitos de troxas mais uma vez. E seguiremos assim até surgir alguém que valha a pena receber nosso voto. Que 2012 chegue logo.

Nova enquete!

A última perguntava se os leitores achavam que o Brasil era racista. Vamos olhar um pouco mais para o nosso umbigo. Você é racista? Abra seu coração.


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