quinta-feira, 12 de maio de 2011

Redes sociais?

Eu teria cuidado... heheh mas, leiam mais um grande texto...

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Não curti mais isso

Como aquele seu amigo bacana na vida real se tornou o cara mais chato do mundo e por que muita gente está desistindo de manter perfis no Facebook

O Facebook é uma “rede social” que completou sete anos em fevereiro desse ano e foi fundado por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, ex-estudantes da Universidade Harvard. A adesão a “rede” era inicialmente condicionada aos estudantes da universidade, depois se expandiu para outras como o MIT, Universidade de Boston e outras. A partir de 2006, estudantes e empresas começaram a ter perfis. E hoje, bem hoje, até sua tia-avó mantem um perfil no Facebook.

Com mais de 500 milhões de usuários ativos, 60 milhões de novas fotos publicadas semanalmente e mais um caminhão de “curti isso” e “compartilhe” o Facebook se tornou a coqueluche do momento para o bem e para o mal. Não vamos cair aqui nos neologismos baratos inventados por gente preconceituosa como a “Orkutização do Facebook”: muita gente se refere assim a migração dos usuários do Orkut, considerada a prima-pobre das “redes sociais”, para a parte dos usuários “com curso superior, poder de consumo e “formador de opinião” (ahã) no Facebook?

O fato é que o Facebook não nasceu com o intuito de ser um espaço de discussão e produção de conteúdo considerado “relevante”. Era pra ser um serviço na rede em que as pessoas falariam de seus relacionamentos, postariam fotos das festas e amigos e vídeos que apreciavam. Ué, mas se TODO mundo faz isso porque muita gente está encerrando seus perfis e porque algumas pessoas tornaram o “convívio” virtual insuportável?

Fora o conflito existente entre quem busca um pouco de conteúdo e quem está ali apenas para se mostrar frente a milhões de pessoas, há o fato de ninguém aguenta muito tempo ver as intimidades dos outros expostas diariamente. É como se muita gente morasse na sua casa e resolvesse todas ao mesmo tempo mostrar que são melhores umas que as outras opinando, sugerindo, se expondo, falando de problemas, do que fizeram no final de semana, do que comeram, do que beberam...

E daí tem o chato. Aquele seu amigo ou amiga que era muito bacana pra se tomar uma cerveja e jogar conversa fora. De repente, no Facebook, ele (a) é tomado por uma vontade irresistível de narrar cada passo da sua vida. Ele comenta tudo, fala de tudo, sabe de tudo. Participa de campanhas idiotas e te convida, qualquer evento da vida do sujeito é motivo para uma postagem. E todos comentam e todos curtem. É a festa do besteirol.

Além disso, o Facebook criou uma cultura de “falsas polêmicas”: quase tudo que se posta e que contenha um pouco de opinião pessoal é motivo para aquele cara “apresentar argumentos também” “sou contra” “sou a favor” “não é bem assim”. Horas depois, dezenas de comentários a favor ou contra o sujeito ou ao seu comentário. Está tudo blindado e não se pode dizer mais nada.

Os especialistas podem dizer que quem precisa desse tipo de exposição virtual tem problemas em relação a auto-estima e personalidade, ou seja, o cidadão precisa manter um perfil virtual no qual esteja sempre ilustrado por imagens e vídeos e grande número de amigos, porque na vida real é uma pessoa com pouca expressão, ou pelo menos, não encontra espaço para se mostrar. Assim, o Facebook se tornou um centro de exposição em que muito se mostra, muito se diz e pouco se aproveita.

Muita gente, inclusive eu, está deixando de manter perfis no Facebook porque não aguenta mais ouvir tanta gente ao mesmo tempo. Cada cabeça é um universo, e se eu que peno todo dia pra entender a minha já apanho um bocado, como tentar acompanhar as enfermarias dos meus ex-350 amigos “virtuais”? Com todo o respeito ao gosto de cada pessoa, realmente acredito que para mim, o fato de expôr sempre o que faço ou gosto, torna-se repetitivo, vazio e cansativo, como se esse tempo perdido pudesse ser empregado em ações mais inteligentes que saiam do campo da exposição para a prática. Fora o fato também da questão da privacidade e a invasão de anúncios e promoções. Como eles sabem que eu gosto disso? Hum, vazamento de dados pessoais? Isso é outra história...

Longe de mim incitar que pessoas encerrem perfis, não faço campanha para nada nesse sentido. Cada um sabe como lidar melhor com sua privacidade. Acredito que todos que usam o Facebook estão agindo conforme o propósito do negócio. Mas, tenho o direito de não querer fazer parte dessa “rede” que para mim não é interessante pelos motivos acima listados.

*Como diria aquele seu tio-avô “Nunca diga dessa água não beberei” e quem sabe a autora muda de ideia e volta a postar no Facebook. Quem sabe o dia de amanhã? - SD
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2 comentários:

  1. Abandonei as redes sociais a mais de um ano, e não me arrependo. Baita perda de tempo.
    Isso que só tive orkut, nem me dei o trabalho de criar conta nas outras.

    Otimo texto!

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  2. Você sabe realmente o sentido de uma rede social? Sua opinião é super valida, porém, vc esta enchergando somente com os seus olhos.
    #FicaDica
    Abraços,
    Junior

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