quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desafio DLQ: Quem se importa?

As vezes a gente se surpreende ao saber a quem e de que forma atingimos as pessoas. Dizem que escrever é um dom, as vezes um fardo, ofício ou prazer. Para nós, eu e meu fraterno amigo LG, é uma obrigação. Calar diante do que esta errado é consentir. É ser mais um dos que apenas (passam) pastam pela vida.

Ontem recebi o email que me deixou bastante feliz. Esposo de uma grande amiga minha, ele disse que acompanha o blog há tempos e se sentiu a vontade de compartilhar com a gente (comunidade Leite Quente) as aflições vividas por ele e por aqueles que o cercam. Reproduzo o texto a seguir e no final volto a conversar com vocês.

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Tenho acompanhado os seus posts no blog Diário Leite Quente e tenho gostado muito. Acho que você está usando muito bem a sua profissão para o bem da população.

Baseado nesta sua linha, gostaria de lhe sugerir um tema... não só para o seu blog, mas a todos os meios de comunicação que possam se interessar: DROGAS NAS ESCOLAS.

Recentemente acolhemos aqui em Curitiba um casal de jovens na faixa dos 16 anos. A menina é neta da XXXX, que trabalha aqui em casa... aliás, um anjo que caiu do céu, pois não conseguiríamos conciliar a vida profissional e a criação de dois filhos sem a participação dela. Voltando a história... o casal veio morar aqui em busca de oportunidade de emprego, pois no interior estavam trabalhando na colheita de feijão, além de fazerem bico numa fábrica de compensados quando não era época de colheita.

Depois de devidamente instalados e empregados, matriculamos eles num colégio na Vila Izabel. Nos primeiros dias tudo correu bem. Depois de uma semana começaram os problemas... por não se enturmarem com os drogados, começaram a ser afrontados pelos colegas de turma. Ela sofrendo insultos e ele pequenos “encontrões”, chutes na canela e afins... o que atualmente é amplamente difundido como bulling. Os dois, por iniciativa própria, procuraram a direção da escola para pedir ajuda e receberam um sonoro: “entendo a situação de vocês, mas o que podemos fazer?”.

Orientei o casal a não revidar as agressões e também a não se envolver com a turma da pesada, que estranhamente não é a minoria, pelo contrário, exceção são aqueles que vão a escola a fim de estudar. Conversei com a minha esposa e optamos por não levar o assunto adiante com a direção da escola, temendo que as agressões passassem a ocorrer não apenas dentro do colégio, mas fora dele, o que é ainda pior por não existirem limites.

Aonde quero chegar com toda esta história?

Não quero discutir o assunto bulling, tão pouco quero que alguém tome partido da casal. Gostaria apenas de utilizar os meios de comunicação para expor a situação desta escola (certamente não é exclusividade desta). Estamos constantemente cobrando dos políticos educação e segurança e neste caso específico temos as duas situações em conjunto, agravadas pela presença de um módulo policial ao lado do colégio e que nada faz. A omissão seria por falta de denuncia? Não acredito... ao passar em frente do colégio dá para sentir o cheiro característico da maconha! Será que os policiais nunca se ligaram para tal fato?

Dentro da sala de aula, além de fazerem uso de drogas, os alunos mandam e desmandam nos professores. Entram e saem da sala de aula quando bem entendem e deixam bem claro que quem “manda no pedaço” são eles. Temendo pela sua segurança os professores acabam se calando e aceitando a situação.

Habitualmente temos visto que as coisas neste país só andam quando as mídias tomam partido do assunto, e é exatamente isso que eu estou sugerindo neste momento. Fazer um grande barulho sobre este assunto para ver se alguma medida é tomada. Ganha a sociedades, os alunos que buscam o desenvolvimento pessoal, os professores, em fim... todos nós!

Sobre o texto, pode publicar sim. Só não gostaria de expor o nome dos alunos. Eles até se prontificaram a responder uma entrevista, porém, sem serem citados. O nome do colégio também seria interessante não ser divulgado junto com o meu texto, pois o casal pode sofrer represálias depois. Ontem ainda eu perguntei a eles... quantos alunos tem no colégio? “Acho que uns 100”, responderam. Aí perguntei quantos destes eram usuários de drogas: “Uns 80!”, ou seja, segundo eles, eles realmente são os excluídos, incrivelmente por não serem usuários. Aí, se citar o nome do colégio, será fácil chegar aos dois.

Ah! Outro detalhe... ontem, depois que mandei o e-mail, eles me contaram mais alguns detalhes do dia-a-dia na escola... alunos vão a aula armados, na semana passada riscaram o Chevette de um dos alunos, que é adventista e não usuário de drogas (o motivo foi esse, ser adventista e não usuário). O pai deste aluno veio tomar satisfação com os agressores, que então passaram a rondar a casa deles e ameaça-los. O negócio é coisa pesada mesmo!!

É inadmissível que um lugar sagrado destinado ao estudo seja utilizado por vagabundos como área de lazer e consumo de drogas, como se fosse o quintal de casa.


Atualização...



Esqueci de comentar uma coisa importante: na escola, a grande maioria dos alunos tem moto ou carro... detalhe: são todos menores de idade e sem carteira de habilitação. Circulam livremente pela cidade respaldados pela falta de fiscalização. Uma blitz surpresa próxima ao colégio certamente aprenderia uma dúzia de carros!

Agora a escola está em férias, mas no retorno às aulas uma grande operação de fiscalização/policiamento, dentro e fora da escola, renderia inúmeros resultados

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Tenho certeza de que muitos de vocês sentiram a mesma aflição que senti. Algo que incomoda e te revolta, mas que te põe a pensar: O que posso fazer sobre isso? 

Façamos então. Mando esse post em link para as secretarias de Educação e Segurança, além dos nobres vereadores dessa belíssima e abandonada cidade. Devo encaminhar para os senhores deputados do Paraná também. Será divertido ver quantos se dignificarão a responder a mensagem e, esperamos todos, os que irão nos dizer as providências que serão tomadas para que o problema seja minimizado. 

Obviamente todos que responderem serão citados, assim como as consequentes providências.

Desafio DLQ lançado. Quem se importa? A conferir...

ps: Quero ver quantos dos que bateram em minhas costas quando fui editor do Portal dos Candidatos da Gazeta do Povo vão cumprir com o que prometeram na frente da minhas Câmera.


ps2: onde se lê direção, não se lê diretora. Eles procuraram algum responsável e a frase ouvida e citada acima foi dita pela pedagoga, não diretora

5 comentários:

  1. Muito legal a postagem!!!E tem que ver as autoridades só falando e cumprir que é bom nada.
    Abraço
    Igor
    meu blog de esportes: http://igoresportes.blogspot.com/ e no twitter @blogdoigor05

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  2. Caros colegas LC e Eduardo, não há necessidade de se encomodarem com poucos comentários que estão aparecendo no Blog, diante dessas "denúncias" que vocês abordam sobre temas polêmicos, interpretem de forma que estão "cutucando a onça com vara curta".
    Para muitos isso se trata de pessoas incomodadas com a forma de expressão em que o texto acima está sendo colocado.

    No mais.....Vale mais apena ter QUALIDADE, do que, a quantidade.....

    Abraços
    RKM

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  3. Ótimo tema, realmente fiquei angustiada com o que li, mas vamos torcer para que tenhamos resposta e que algo seja feito.

    Abraços.

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  4. LÍ O COMENTÁRIO SOBRE O COLÉGIO CITADO E COMO ALUNO DO MESMO POSSO GARANTIR QUE AS INFORMAÇÕES NÃO SÃO CORRETAS POIS , EU E MEUS IRMÃOS ESTUDAMOS NESSA ESCOLA, DESDE O ENSINO FUNDAMENTAL E SE EXISTE UM CASO QUE ENVOLVE DROGAS GOSTARIA QUE APONTASSE UMA ESCOLA QUE NÃO TENHA .NUNCA FOMOS PRESSIONADOS A USAR DROGAS E TENHO CERTEZA QUE SE ACASO ISSO ACONTECER PODEMOS CONTAR COM O APOIO DOS PROFESSORES E DIREÇÃO ,QUE ESTÃO SEMPRE ATENTOS NOS FALANDO E PROPORCIONANDO PALESTRAS CONTRA DROGAS.

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Desabafe!