segunda-feira, 25 de julho de 2011

Era uma vez, num domingo a tarde...

A história que escrevo hoje é fictícia, não representa qualquer realidade e se, por coincidência, você identificar alguém conhecido, repito, é mera coincidência, bele?

Era um domingo de sol, gostoso como há certo tempo não acontecia. Otávio e vários amigos reuniram suas famílias numa espécie de associação, algo parecido. Tudo estava indo bem, a carne estava boa, cerveja para os pais, refrigerante para os filhos, agitação, piadas, risadas, conversas e também um carteado no fundo. Harmonia...

E enquanto os pais estavam se divertindo, claro que os filhos estavam correndo, agitando também. Futebol, corrida, e logo um cadeado separava um portão de um lago, que obviamente tinha razão de existir. Não o lago, e sim, o portão com cadeado. Mas esse cadeado era fraco o suficiente para que os filhos o respeitassem por tempo suficiente. E logo estavam os filhos brincando numa ponte de madeira velha com cabos de aço bastante oxidados ligando uma ilhota. Perfeito!

Perfeito para acontecer um acidente ou incidente. Imagine, se um dos filhos caísse na água? Mas, e os pais, onde estavam? Foi então que um segurança chegou para atrapalhar os planos mirabolantes da piazada. E o plano foi, literalmente, por água a baixo. Novo cadeado, mas forte e o alerta de que ali não era lugar para brincar.

E os pais? Agora sim, aparecem... E revoltados!

Como pode, afinal, os meninos querem brincar... Mas infelizmente, para os pais, os segurança são extremamente caxias, e nada de brincar na ponte que logo iria cair. Mas os pais ainda tentaram argumentar, culpando os outros pela fracasso da missão secreta dos filhos. Pelo menos, ninguém se machucou...

Mas, sabe qual a moral dessa história?

Não, não há nenhuma moral. Mas fica uma dica, uma lição para quem é pai, pretende ser pai ou conhece alguém que seja pai. Ser pai, é diferente de ter um filho. Ser pai é saber cobrar, exigir e determinar além de tudo, limites.

Ser pai é estar presente... Nem que seja nos 10 minutos que sobram por dia, mas ainda assim, ser pai. Dar carinho, amor! Ter um filho é fácil e quem tem, diz que na hora de fazer é gostoso. mas ser pai, é diferente e as vezes, nem tão animado assim.

Certa vez, li e vou replicar aqui os "10 mandamentos" para se criar um marginal. A frase título é agressiva, mas, ela está errada? Veja:


1 - Dê tudo o que ele quiser.
2 - Ache graça quando ele falar palavrões.
3 - Nunca lhe dê orientação religiosa.
4 - Discuta e brigue na frente dele.
5 - Junte tudo o que ele deixar desarrumado.
6 - Mime-o, superproteja-o e o abarrote de brinquedos e dinheiro.
7 - Aceite ele exigir algo em troca do que fizer, como tarefa escolar, arrumar a cama em que dorme, etc.
8 - Dê-lhe sempre razão, colocando a culpa nos outros. Seu filho sempre tem razão, sempre está certo. Exemplo: Se ele for reprovado na escola, a culpa é da professora.
9 - Seja um pai ausente. Não acompanhe a vida dele.
10 - Não o elogie, não lhe dê carinho e amor.

Se você seguir esses passos, você terá sucesso. Se você seguir alguns desses passos, você também terá sucesso.

São inúmeros os casos que se, ao fazer uma pesquisa breve, você perceberá que alguns dos passos foram seguidos. Jovens que dirigem com mais álcool que o tanque de combustível e assim destroem um carro ou 2, sendo que no outro havia alguém inocente... Ou jovens que simplesmente passam mais tempo no bar do que na faculdade... E assim por diante.

Uma criança, quando está sendo criada, pede, com todas as letras, por limite. Os filhos que estavam no churrasco, precisavam de limites, mas não era o segurança que deveria impor esses limites e sim, aquelas que tomavam uma cervejinha e jogavam uma carta...

Pense nisso, ou não, afinal, para que nos preocuparmos com aqueles que serão os responsáveis por nos amparar quando formos velhos? E que na verdade, são o "futuro do Brasil"?

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