sexta-feira, 15 de julho de 2011

A quem possa interessar

O comentário de um leitor anônimo nos pôs a pensar de ontem para hoje (aliás, foi uma decisão acertada de nossa parte liberar comentários de anônimos?). O camarada reclamou que nossos textos têm erros e coisa e tal. Obrigado pelo toque amigo anônimo (não costumo responder a quem não se identifica, mas abro essa exceção). Tomaremos mais cuidado.

Mas enfim, qual é o nosso propósito? Falar (escrever) de maneira culta, correta e perfeita em suas conjugações e acentuações, ou sermos ouvidos (lidos)? Nós queremos mostrar ao mundo o que o dia-a-dia nos joga na cara. Os problemas saltam na frente dos nossos carros, no aperto dos nossos ônibus, nas filas das nossas USs, da violência das nossas ruas e no silêncio dos nossos governantes.

A pergunta que surgiu de um rápido bate papo entre nós: o que é pior: ser burro (e escrever errado) ou preguiçoso (por não revisar o que escrevemos antes de publicar, afinal somos formados - na faculdade acadêmica e na faculdade da vida)?

A resposta, para nós, é muito clara. O pior mesmo é ser OMISSO. É ser CEGO, ALHEIO, CONIVENTE, SUBSERVIENTE. Calar é COMPACTUAR.

Isso nós não faremos, caro Anônimo e demais leitores.

Queremos ser entendidos. Não queremos ser literatos. Talvez arautos. Não a solução dos problemas, mas sim parte dela. O grãozinho. A andorinha.

Burro não somos nós que escrevemos errado por pressa ou desleixo. São os políticos que viram as costas para o povo que os elegeram. Um simples questionamento feito no fim de semana passado foi sumariamente ignorado por 87 parlamentares eleitos pelo povo paranaense e por duas Secretarias (Educação e Segurança). Ignorado por jornalistas que procurei para ajudar a divulgar o problema e até pelo ex-governador, hoje senador. Isso é ser burro, amigo Anônimo.

Se para ser notado (por você ou por quem quer que seja) seja preciso escrever "excessão", "oje", "acessor" e outra "aberrações", o faremos. Mas calados, jamais ficaremos.

3 comentários:

  1. Sensacional, textos como esse ainda me fazer crer no futuro desta vergonha chamado Brasil.

    Ass. Anonimo (que não foi o que comentou antes)

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  2. Mais importante que corrigir a redação jornalística e corrigir o discurso político

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  3. Corrigir o discurso político de quem? Nosso ou dos políticos? Abraços. Eduardo Luiz Klisiewicz

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