quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mais sobre o novo Desafio DLQ: Crime evitável

Detalhando um pouco mais a história do fechamento do Tiradentes. Na noite da última terça-feira participei de uma reunião com a diretora do Tiradentes, dona Regina, membros do Conselho Escolar e da APM, além do deputado Professor Lemos. No encontro pude tomar ciência mais aprofundada do assunto em questão e começamos (mais eles, claro) a nos mobilizar sobre a situação. 

Explicando: O Colégio Tiradentes cedeu algumas salas para o Colégio Zacarias entre 2010 e 2011 por uma necessidade extrema do Zacarias em realocar suas turmas de 1a a 4a séries, atendendo a uma determinação do Ministério Público que disse não haver condições dessas crianças ficarem na sede anterior. A cessão aconteceu e esta por terminar. Boatos surgiram na Secretaria de Educação de que a Prefeitura pretende tornar o que era temporário, permanente. Assim, o Tiradentes seria municipalizado, deixando de atender alunos de 5a ao 9o ano, além do recém começado Ensino Médio, antigo anseio do Tiradentes.

O Tiradentes tem projetos para reocupar as salas que hoje estão cedidas ao Zacarias. Por isso, um documento foi formulado e será levado à Secretaria de Educação para requerer o espaço de volta sem precisar tomar outras medidas. Um abaixo assinado, que contou com o apoio maciço dos alunos, já foi feito e será entregue oportunamente.

Até agora recebemos respostas da deputada Luciana Rafagnin e do vereador Aladin Luciano sobre nossos anseios. Ambos se mostraram favoráveis, inclusive a deputada entrou com um pedido de informações junto à secretaria sobre o tema. o release enviado por ela, inclusive, explica com detalhes mais sobre o tema.

Seguimos no aguardo sobre o posicionamento dos demais deputados e vereadores. Assim que eu tiver mais respostas, posto-as aqui. 

Seguem respostas recebidas:

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Prezado Sr. Eduardo,

Agradecemos mais uma vez seu contato.

Sobre o caso relatado o mandato buscará informações junto à Secretaria de Estado da Educação no sentido de verificar se de fato há planos para desativar a referida escola. A princípio não temos conhecimento de tal atitude por parte do Governo do Estado, contudo caso se confirme a hipótese levantada, o mandato apoiará todas as manifestações necessárias a impedir que essa situação seja concretizada.

Atenciosamente,

Rodrigo Kredens - chefe de gabinete do vereador Aladim

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A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) protocolou na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná nesta terça-feira (23) um pedido de informações ao secretário da Educação, Flávio Arns, sobre os rumores de fechamento do Colégio Estadual Tiradentes, situado no centro de Curitiba. A instituição estadual de ensino, inaugurada em 1892, desde o ano passado cede seis salas de aula, em regime de colaboração entre o estado e o município de Curitiba, para a Escola Municipal Conselheiro Zacarias, que foi desativada por problemas no prédio em que funcionou até julho do ano passado, na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Itupava, junto com o colégio estadual de mesmo nome.

Por meio de um ofício, em junho de 2010, a então secretária de Educação, Yvelise Arco-Verde, comunicou à secretária municipal,Eleonora Bonato Fruet, que a escola municipal usaria as instalações do Colégio Tiradentes até o final de 2011 e que, dentro desse prazo, o município deveria buscar alternativa para o atendimento aos estudantes do ensino fundamental. Falta escola no centro de Curitiba para atender as séries iniciais – de 1ª a 4ª. Mas o Conselho de Educação do Colégio Estadual Tiradentes lembra que há 14 anos foi destituído o ensino fundamental lá, porque a escola não é adequada para atender essas crianças, que começam a estudar já aos seis anos de idade.

Agora, pais, professores e funcionários do Colégio Estadual Tiradentes estão preocupados e se mobilizando contra a perspectiva de fecharem as turmas de 5ª a 8ª séries e do ensino médio no período da manhã e no turno da noite, que possuem cerca de 800 estudantes sob a responsabilidade do governo estadual, com o intuito de municipalizar o atendimento em tempo integral e transferir alunos, professores e funcionários do estado para outros colégios. Um abaixo-assinado, que começou a circular nesta segunda-feira (22), já somava, até a manhã de terça (23), mais de 180 assinaturas. Recentemente, uma mobilização similar foi promovida no Colégio Estadual Yvone Pimentel, no bairro Novo Mundo. “Queremos saber o que está acontecendo para poder tranquilizar a comunidade e até somar esforços no sentido de atender bem as duas instituições de ensino. Também nos preocupamos com o possível aumento no tamanho das turmas após esses remanejamentos, o que prejudicaria a qualidade do aprendizado”, disse a deputada Luciana. A parlamentar é autora do Projeto de Lei nº 088/2011, que dispõe sobre o número máximo de alunos nas salas de aula.

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