segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Observações de um chato LG

O Diário Leite Quente é um blog feito por jornalistas. Dois, para ser mais exato. Em 2012, algumas mudanças estão previstas mas até chegarmos lá, eu vou de pancada novamente.

Ontem passei por um mercado, desses grandes e fiquei observando alguns detalhes de alguns produtos que me fizeram pensar um pouco. E, sinceramente, gostaria que todos pudessem pensar nesse assunto e quem sabe assim, o mundo podeira ser um pouco melhor...

O primeiro produto, eu considero uma das melhores invenções do mundo: fraldas descartáveis.

Eu tive dois filhos e preciso confessar que tem "cagadas", que se não fosse uma fralda descartável, o cheiro estaria até hoje comigo. É impressionante o odor de um jantar ou almoço com carne... A fralda resume isso ao tempo de tirá-la do pequeno e jogá-la no lixo. Mas, para onde vai essa fralda cheia de merda?

Hummmm aqui em curitiba, até pouco tempo atrás, elas iam para um lugar chamado aterro da cachimba.

É, a modernidade vai cobrar um preço algo e devemos estar dispostos a pagar...

Outro produto é o tal desinfetante de vaso sanitário. Existem diversos modelos, diversas cores, diversos tipos de instalação. Tem o bico ganso purifique, o poder é seu e um monte de coisas. E para onde vai tudo isso? Ah, aqui em curitiba, de uma forma ou de outra, vai para o rio iguaçu. E vai poluir... Ou seja, nosso luxo acaba com a natureza...

E agora, tem um tal de veja um lenço umedecido. E para onde vai esse paninho que tanto facilita nossa vida?

A moral é a seguinte, não adianta separar a garrafa pet quando usamos fraldas descartáveis, lenços veja e outros tantos produtos que, de alguma forma, vão poluir mesmo!

Hipocrisia, eu quero uma para viver!@

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Drogas, eu voltei. Só um pouquinho...

Nos últimos 60 dias vivi uma experiência diferente e radical. Depois de por na ponta do lápis a quantidade de açúcar que eu ingeriria no prazo de uma semana resolvi parar. Se eu continuasse tomando refrigerantes no ritmo que eu tomava, o campo santo chegaria para me acolher numa velocidade que eu não desejava. Decidir dar um choque na minha rotina e cortei 100% da droga. Açúcar zero. Pelo menos o que vinha do refrigerante.

Depois de um mês os resultados na balança foram interessantes. Foram 3 quilos perdidos sem muito esforço. Só cortando o refrigerante... SEM ESFORÇO O CACETE. Foi difícil demais. Como um drogado, tive crises de abstinência (obviamente, imagino eu, sem a mesma relevância e força que um dependente químico). Passei maus bocados, principalmente em eventos sociais. Em casa eu lidei bem com a falta da droga, mas em churrascos, almoços, confraternizações ou um simples plantão no serviço me faziam mal. Eu tentei lidar da melhor maneira possível com a falta da droga. Fui ajudados por muitos, que as vezes abdicaram de tomar refrigerante ou até me arrumavam outras bebidas como um suco ou um chá (Marcelo Ortiz e Francine Lopes, obrigado). Tive apoio irrestrito de amigos e familiares.

Institui um prazo de dois meses para efetuar a limpeza do meu organismo. Cumpri minha missão com louvor. Fiquei orgulhoso de mim mesmo.

Mas...

Neste final de semana tomei a decisão. Muitos podem nem acreditar, mas se eu pude ficar limpo por dois meses, sei que posso me controlar.

Justamente por entender que a minha droga não é tão destruidora quanto as demais existentes por ai, acho que posso me permitir alguns prazeres. Não tenho nenhum motivo (exames períódicos confirmam essa tese) para me privar desse prazer. Não pensem que fui fraco, nem que cedi. Apenas me permito a partir de agora  me drogar nos fins de semana. Não acho que eu esteja cometendo nenhum crime contra mim mesmo. O controle, neste caso, será o meu desafio. Se a coisa descambar, sei que posso retomar a política do açúcar zero mais uma vez.

Para os que acessam esse espaço volta e meia, o relato que faço pode parecer algo infantil. Debochado até, visto que comparo o consumo do refrigerante com o uso de drogas. Não é bem assim. Cada um sabe onde lhe aperta o calo. Me orgulho muito de não consumir uma gota de álcool sequer e de ter completa ojeriza pelo cigarro e outras drogas. Mas sou um fraco em controlar meu consumo de açúcar. Por isso esse é meu mal. E tento combate-lo com todas as forças.

Meu caso é mais um apenas. O país sofre demais com os péssimos consumos alimentares. A maioria deles, aliás, causados por nós mesmos. Entupimos nossos filhos com o que há de melhor em PORCARIAS industrializadas, altamente calóricas e com alto poder de destruição. Isso é saúde pública. Saúde mental até.

Nós somos o que comemos. Eu sou uma bolha de açúcar e gordura. Pago meu preço por isso. Mas não fecho os olhos. Sei que o preço que eu pague por isso será justo. Cabe a mim mesmo qualquer tipo de mudança.

E tenho tentado. Mas minha coca-cola, nos finais de semana, ninguém tira mais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais uma sobre carteiras...

Hoje peguei um ônibus. Fui de um ponto a outro, onde eu trocaria de veículo. E, para minha surpresa, nesse trecho de 500 metros ou menos, 3 carteiras foram furtadas, surrupiadas ou qualquer coisa assim...

3!

Mas, a hora que se deram conta, nada mais poderia ser feito. E o pior é que não adianta nada pedir policiamento em ônibus assim como não adianta em supermercados ou nos postos de saúde. O problema é que além da impunidade, roubar virou rotina e modo de vida. Roubar hoje, é ainda um crime, mas logo isso precisará ser revisto!

Não que eu deseje isso, longe de mim, mas...

Uma carteira, um carro, um banco. Além dos casos do ônibus, uma conhecida foi rendida em frente de casa, rodaram com ela no carro e tudo mais... No jornal que leio a coluna policial, a graça foi embora. Antes eram traficantes se matando, drogados e coisas assim. Agora, são idosos mortos em assaltos, assaltos a casas e essas coisas loucas...

A violência está tomando conta?

Não, a violência já tomou conta. Não há policial suficiente, nem cadeia suficiente, nem justiça justa e ainda temos que lembrar dos direitos humanos, que sempre vão proteger pessoas assim...

e é triste perceber que em plena época de natal, a coisa fique ainda pior, afinal, mesmo os bandidos vão precisar comprar presentes e comemorar o nascimento do Jesus...

Fui


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Por 70 reais

O nobre amigo Dudu escreveu e me doeu no peito parte da história. O porre do amigo e a glicose na veia, isso é normal e ainda bem que tudo se resolve de forma simples. Mas o lance dos 70 reais, isso sim doeu...

Não pelos 70 reais, que o amigo do nobre Dudu, com trabalho e esforço, vai conseguir novamente. Se preciso, os amigos podem juntar o montante e tudo está certo. Mas doeu mais ainda por causa da criança. Não sei se é o caso, mas esses 70 reais podem fazer a diferença entre ter um pedaço de carne e mais alguns litros de cachaça ou apenas um arroz com feijão ralo sem mistura.

Dudu, desculpe te decepcionar, mas infelizmente quando temos um filho, o nosso exemplo fala mais do que mil palavras. Não tem como um filho que vê seu pai levando vantagem em tudo, não querer ter uma vida tão legal assim.

Não é apenas esse pai. São muitos por aí!

Como ainda me encontro em idade reprodutiva, ou seja, estou na faixa etária dos que ainda podem se reproduzir, tenho amigos nessa mesma faixa etária. E quando converso com pessoas assim, gosto de dizer que ter um filho e ser pai, são duas coisas completamente diferentes. Hoje, ter um filho é fácil e com certeza é gostoso. Mas, criar um filho, é um desafio.

Dar um bom exemplo, passar conceitos, princípios e dar uma boa educação é muito mais do que ter ou não dinheiro. Mas, nossa sociedade se orgulha de ter quebrado paradigmas e ter evoluído. Triste evolução...

O respeito infelizmente não está mais na cabeça das pessoas!

É uma carteira aqui, um biscoito ali, arma na cabeça e um carro lá!

Quando eu tinha meus 18 - 20 anos, não lembro a data exata, meu pai foi ao banco e depois que retornou para casa, percebeu que a caixa do banco tinha dado 50 reais a mais no troco. Isso poderia ser motivo de festa, uma vez que meu pai gosta de cerveja e esse dinheiro poderia ser convertido no líquido milagroso. Mas não, pegamos a verde, que faz 10 KM/L, gastamos 3 litros de gasolina e meu pai só ficou feliz a hora que o dinheiro foi entregue para a caixa.

Eu até fui contra e em pouco tempo, pude perceber a grandeza do ato do meu velho pai!

Ele, com certeza, foi um pai para mim e não apenas, teve um filho.

Pelo menos, agora, segundo o IBGE, nascem 1,87 filhos por mulher e não mais 8 como era antigamente. Isso talvez se reflita no futuro...

Guarde bem sua carteira...

Fui!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Até onde vai o ser humano?

O relato feito pelo meu companheiro LG no post anterior é deveras preocupante. Mas os problemas - e a ousadia dos larápios - vão bem mais além.

Sábado passado confraternizamos o aniversário do patrão e mais um mês como líderes absolutos das medições de audiências realizadas nas jornadas esportivas e programas de esportes da Rádio 98FM Curitiba. A festança foi de arromba mesmo e ainda bem que as paredes não falam e restou pouca gente sóbrea para contar a história (ou os fiascos). No caso, para azar de alguns, eu sou uma dessas pessoas. Hehe.

Mas o papo é sério. La pelas tantas, coisa de 2h30, tive que levar um dos nobres colegas emergencialmente para a US do Boa Vista. O mencionado companheiro estava praticamente sem vida, judiado por dores de amor e a maldita cachaça. Como companheiro é companheiro, fiá da puta é fiá da puta, levei o bruto junto com outro alegre amigo para o atendimento.

No vai não vai das coisas, vencidos os trâmites burocráticos,aguardávamos atendimento de triagem. Eu estava de posse da carteira do amigo devido a sua completa incapacidade de segurar qualquer obejto (mal conseguia deixar a cabeça em pé, imagina o resto). Entre uma gorfada e outra, deixei a carteira na cadeira do lado e fui acudir o amigo para que ele não lavasse o chão da US com seus refluxos. Logo em seguida, nos chamaram para atendimento e começou minha agonia.

Depois do primeiro atendimento, voltamos para o mesmo lugar e não notei nada de anormal. Em seguida, vencidos mais alguns minutos de espera, fomos para um novo atendimento e ao ser questionado da idade do amigo, tateei os bolsos a procura da carteira dele. PUTZ!

Naquele meio tempo entre colocar a carteira na cadeira oa lado, segurar o saco de lixo indefeso que receberia em milésimos de segundos os fluídos corrosivos vindos do bucho revoltado do colega e a chamada para a triagem, alguém agiu rapidamente e surrupiou a carteira do meu colega.

Imediatamente fui falar com todos os pacientes que ainda estavam por ali, com funcionários, Guarda Municipal e tudo mais. Olhei nas lixeiras, fora da US, revirei tudo, mas não encontrei nada. Como eu poderia ter feito uma cagada daquelas. Como poderia tirar sarro da cara do cozido, se eu, sóbreo, perdi a carteira que ele nunca perdera? Merda. O único instante em que ele demonstrou o menor nível de consciência foi ao receber a notícia de que eu teria perdido sua carteira. Mas foi apenas um sopro de lucidez rapidamente dissipado por mais um apagão.

Andei quase uma quadra fora da US procurando a carteira e quando eu já tinha largado os betes, a encontrei bem no pé de uma das colunas do portal de entrada da US, cuidadosamente acomodada. Sem dinheiro, é óbvio.

Minhas suspeitas recaíram sobre duas pessoas. Um cara que demonstrou interesse até em ajudar a procurar, mas que não me inspirou a confiaça esperada. Meio dissimulado. E estava por ali quando aconteceu o fato. O outro era um pai, que pouco antes de nós, chegou ao local com a filha e a mãe da criança.

Neste caso me doeu suspeitar do casal. Era bem simples, aparentemente com poucas condições financeiras. Quase rotos. Quando fomos para a triagem, o cara ficou na sala de espera. Quando voltamos, o casal sumiu. sequer esperou o atendimento da criança. Ou ela sarou, por milagre. Ou...

Agora, pensar que um cara leva a filha no hospital as 3h e foge sem atendimento adequado por causa de R$ 70, é triste. Triste, mas real. O que será de uma filha dessas? De uma família como essa? De uma cidade como essa? De um país como esse? É muito triste. O mau-caratismo da grana fácil faz coisas horrorosas como essa. Espero, ao menos, que essa criança não seja contaminada por pais como esses. Pelo bem dela. Pelo nosso bem.

ps: Quanto ao amigo cozido, ele esta ótimo. Aliás, que coisa linda a tal da glicose na veia. Tem alto poder de ressucitamento. Impressionante. MESMO.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Todo cuidado, infelizmente é pouco...

Caros leitores, o que vou relatar aqui, aconteceu numa fração de segundo e vai infelizmente incomodar por alguns tempos. E é um relato que deve ou quer servir como informação para outras pessoas não sejam vítimas da mesma situação.

Na sexta-feira, por volta das 19 horas, minha cunhada foi ao supermercado. Até que os fatos se resolvam, não vou divulgar abertamente o nome do estabelecimento mas o farei após. Ela fez as compras que precisava e ao chegar no caixa, para fazer o pagamento, observou que sua carteira não estava com ela. Ok, pensou que poderia ter deixado-a no trabalho e o cartão para o pagamento estava no bolso, assim, foi para casa.

Porém, sua carteira não estava no trabalho, estava sim com ela na hora e no mercado, mas por ação de alguém, que não sabemos quem, a carteira trocou temporariamente de dono. O fato se desenrolou com um funcionário da CAVO, empresa de limpeza urbana de Curitiba, que merece mais que os parabéns por ter, além de localizado a carteira dispensada em um lugar qualquer, ter entrado em contato para realizar a devolução.

O estabelecimento comercial, simplesmente, se retirou da responsabilidade até que meu irmão anunciou que vai registrar um B.O.. Mas, mesmo assim, o mercado só tomará alguma atitude após o B.O. ser feito.

O grande detalhe disso tudo é que, precisamos tomar mais do que cuidado. É claro que talvez a carteira não tivesse sido roubada se estivesse colada ao corpo ou então, amarrada. Mas, como podemos viver com a incerteza de que sempre teremos alguém pronto a nos roubar ou tentar levar uma vantagem?

Descuidamos por um instante e pronto. Isso é ser mais experto que outros?

Acredito mesmo que perdemos a capacidade de sermos no mínimo educados. Ou melhor, alguns integrantes da sociedade estão perdendo essa capacidade. Não apenas de sermos educados...

Neste Brasil, a educação está se tornando um opcional enquanto deveria mesmo ser um item de fábrica. Enquanto queremos que os governos gastem milhares de reais com cadeias, policiais e armas, a educação está ficando em segundo ou terceiro ou ainda pior, em ultimo plano.

O lance da carteira, infelizmente rendeu um prejuízo para minha cunhada e irmão, mas isso, eles conseguem com a educação que tiveram e trabalho, recuperar. O ensinamento ficou, o cuidado será redobrado. Mas, será mesmo justo que os cidadãos de bem precisem aprender a conviver com esses desvios?

Ou será que os que são ruins precisam aprender a conviver com os cidadãos de bem?

Que futuro devemos esperar para nossos filhos, netos, bisnetos e demais? Será um mundo onde roubar uma carteira ou bater num professor será modinha?

Não, acho que não... Desejo que não... Espero que não... Espero que o bem, sempre ganhe do mal, assim como nos desenhos do superman!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E o debate continua: Curitiba esta um caos?

Aí fica bonito hein? Texto, ponto, contraponto... DEBATE. Obrigado ao Neto pela mensagem. Participe você também leitor do DLQ. Diverge? Manda a sua opinião. Concorda, o espaço também esta aberto.

xxx

Bem , não posso falar pois não dirigi em outras capitais, então falo da nossa CWB, que esta uma droga mesmo. A 3 anos abandonei o carro e adotei a bike como meio de transporte, não importa o tempo, vou de bike, carro só quanto vou sair com a família. Concordo com o Eduardo, o transito esta horrível, parece até pelo relato que os males destacados em outras capitais, colocaram num liquidificador e o resultado é o motorista curitibano. 


Saio do Cajuru e vou ao Juvevê em 30 minutos de bike, de carro levo 1h15 minutos mais ou menos, de ônibus, 1 hora pagando 2 passagens e 1H30 minutos se quiser pagar apenas 1. O Motorista Curitibano mesmo com o sinal vermelho, tranca o outro motorista que esta na outra rua, não intendo o pq não deixar o cara passar. Motorista Curitibano é espertalhão, corta fila, anda pelo acostamento, olha eu como ciclista sei muito bem o que sofro. A mobilidade precisa melhorar e muito, nosso sistema de transporte público é o mesmo a mais de 20 anos e não progrediu. A poder público não tem interesse em incentivar outros modais por medo de perder votos dos usuários de carros. Pois tirariam espaço deles e como esta faltando espaço é complicado. 


Não sou jornalista não sei escrever bonito, mas vai aqui o comentário de um apaixonado por essa cidade e que acredita que as coisas possam melhorar, basta ter boa vontade e não pensar em ser politiqueiros.


Abraços e parabéns pelo Diário.

Neto Goulart 

Contraponto ao texto Curitiba é um caos


Essa internet é maravilhosa. Hoje pela manhã publiquei um texto sobre a porcaria que é o trânsito de Curitiba em comparação com algumas cidades brasileiras. Dramas que vivi este ano viajando por esse brasilzão de meu Deus. Eis que meu companheiro de "firma" Roberson Jannuzzi comenta e dá um contra-ponto ao meu ponto de vista.

Com muito, mas muito prazer, posto o comentário dele a seguir. O debate aqui é livre. Se quiser, participe você também.

xxxx

Vejo certa acidez nas palavras descritas por este brilhante Jornalista, certamente absorvida pela indignação e pelo choque de realidade assim imagino. A mobilidade urbana na “antiga” capital modelo está longe de ser a ideal (algo que dificilmente uma metrópole vai conseguir neste país) aí a resumir o transito como uma “merda” ou como dito por ti “como várias medas”, como curitibano e tendo a mesma possibilidade de comparação não posso concordar. 

Concordo que a mobilidade urbana para carros em Curitiba é ruim e passa por ruas estréias, mas vamos tentar explicar o porquê não concordo contigo. Traçando a mesma linha de comparação, aqui descrevo outro ponto de vista. 

Em Salvador andei tanto pelo centro quanto pelas perimetrais, peguei congestionamento nas perimetrais e sofri demais ruas para chegar ao centro, levar quase duas horas para andar trinta quilômetros é que é uma “merda” de verdade, e o pior por ruas estreitas e verdadeiramente abandonadas. Na capital que continua sendo a terceira mais populosa do Brasil é que falta viadutos e trincheiras para melhorar o transito, na minha modesta opinião salvador é muito pior que Curitiba.

Em Fortaleza você resume bem o trânsito, apresenta as dificuldades comuns a cidades praianas e turísticas. Nada demais. Na capital Goiana não tive a oportunidade de andar muito, mas pelo pouco que vi também detectei problemas. A chegada no aeroporto é a pior de todas as cidades. 

São Paulo, bem São Paulo é um caso a parte que não vou comparar. Passemos ao Rio de Janeiro, e você resume muito bem está é a PIOR cidade quando o assunto é transito, afinal levar duas horas no horário de pico para ir de Copacabana a Barra é um absurdo. 

Aí chegamos a Curitiba. Para resumir, sofre dos mesmos problemas das grandes cidades, com o aumento do numero de veículos circulando pela cidade, vejo sim que muita coisa esta sendo feita, o acesso a Colombo, por exemplo, foi melhorado e muito, pistas largas e tudo mais, a linha verde concordo contigo que tem um erro de engenharia, mas vejo a busca constante por alternativas para tentar melhorar a fluidez no transito, binários estão sendo construídos e aos montes pela cidade, não posso concordar que Curitiba parou no tempo e Agoniza em sua própria arrogância. Mal educado é o motorista Cearense que não tira a mão da buzina, o baiano que é preguiçoso, o carioca que a todo o instante quer ser o malandrão sem falar no paulista que acha que nasceu sabendo, NÓS curitibanos precisamos sim melhorar, mas estamos no caminho.

Desculpe o contraponto, mas é a opinião de um Curitibano que não acha a grama do vizinho a mais verde. 
Roberson Clayton Jannuzzi - Curitibano

xxx

Roberson, você não percebeu certa acidez. Foi muita mesmo. Respeito demais sua opinião, mas mantenho cada vírgula que disse. Eu sou um curitibano apaixonado por minha cidade e, diferente do que você disse, não acho a grama do vizinho melhor. Pelo contrário. Não encontrei em nenhuma das cidades que visitamos esse ano nada que se aproxime da nossa Curitiba. NENHUMA. Mas, nem por isso, viro as costas para os problemas que aqui existem. Como curitibano que ama essa cidade, farei tudo o que tiver ao meu alcance para melhorar o "nosso quintal". Sei que você pensa o mesmo. Lutemos, então, por uma Curitiba melhor.

Seus contrapontos, meu irmão, serão SEMPRE bem vindos. Aliás, espero mesmo que eles se tornem frequentes aqui neste espaço. Abraços

Curitiba é um caos

Minhas andanças Brasil a fora me fizeram ver coisas bem interessantes. Em meio a Corcovados, Ibirapueras, Gasômetros, Itapuãs, Praias do Futuro e otras cositas mais, o que mais me chamou a atenção foi o trânsito das grandes cidades brasileiras. O resumo é: uma merda. Ou melhor, várias merdas.

Aí você pensa: Agora ele vai sentir saudade do agradável trânsito curitibano. A resposta: NÃUM (Naquele tom meio debochado).

Como a desenvolver uma ideia de que realmente temos o PIOR trânsito do Brasil. E não temo em parecer exagerado. A mobilidade urbana para carros em Curitiba é horrorosa. Passa por ruas estreias (aqui, me permitam um parenteses. Ruas ABANDONADAS), a inexplicável ausência de um número decente de viadutos e trincheiras e, principalmente, os piores motoristas do Brasil.

Vamos tentar explicar de maneira mais detalhada as comparações que me levaram a eleger Curitiba como o pior trânsito do Brasil.

Em Salvador não andei pelo Centro, visto que o estádio de Pituaçu é na região periférica da capital baiana (aliás, fui ao Centro sim, mas a noite apenas). O que mais me chamou a atenção foi a largura das perimetrais que levam do aeroporto para o Centro. Pistas de quatro, faixas de rolagem., O trânsito flui bem. Fora da estrada, as ruas são movimentadas, mas novamente apresentam mais faixas do que aqui.

Em Fortaleza o trânsito apresenta as dificuldades comuns a cidades praianas e turísticas. Nada demais.

Na capital goiana também não tenho muito a acrescentar. Em horários de pico o trânsito trava um pouco, mas sem muito estresse. O motorista é educado.

Na temida São Paulo não tive tantas experiências, mas andei em horários de pico no meio da semana e também no final de tarde de domingo. É óbvio que lá tudo é meio truncado. É muita gente para pouca rua. Mas o pior do paulistano, que é imitado por todos os motoristas do mundo, é a maldita curiosidade sanguinolenta. Dia desses, num domingo, a marginal Pinheiros estava parada. A via expressa totalmente parada. depois de muito tempo de um trânsito extremamente lento, chego a conclusão de que tudo se resumia a dois carros que tinham batido. danos materiais ridículos que geraram danos irreparáveis à minha paciência. 3 kms depois, aconteceu a mesma coisa. Carros batidos e a maldita curiosidade do povo trancando o trânsito.

Passemos ao Rio de Janeiro. A  topografia carioca não ajuda em nada no trânsito. Túneis, ruas estreitas e muita gente deixa tudo mais complicado. Mas, o pior de tudo, é a falta de solidariedade do motorista carioca. NINGUÉM da passagem para ninguém. Se você depender da "gentebonice" de algum carioca no trânsito, esqueça. Não dá. Tem que meter o carro e arrancar. Assim eles, quase sempre, param para deixar você passar. Andei de Copacabana para Engenho de Dentro por "dentro" do Rio de Janeiro. É angustiante. Muito carro, muito sinaleiro e muita falta de educação.

Aí chegamos a Curitiba. Para resumir, pegue um pouco de cada cidade e junte tudo num lugar só. O inverso de Salvador = ruas estreitas. A maldita curiosidade sanguinolenta de São Paulo, ruas estreitas, sinaleiros e lombadas. Gente mal educada e, o agravante, que dirige muito mal. Curitiba é um caos. É uma cidade que não funciona. Uma engrenagem que não roda.

Eu poderia citar a Linha Verde como a PIOR obra da história do Paraná (ganha de longe para o fórum fantasma que assombrou o Centro Cívico por anos). Mas estaria sendo repetitivo.

Curitiba parou no tempo. Agoniza em sua própria arrogância. Cidade modelo é o escambau.

A cidade precisa de algo novo, diferente. Que pense o seu povo, sua gente.

E precisa de educação também. De melhores e mais educados motoristas. Hoje dizem que é difícil tirar carteira de motorista na cidade. Deferia ser AINDA mais. Se eu pudesse, criaria quantos empecilhos fossem necessários para dificultar a liberação desses verdadeiros portes de armas. Tudo isso, claro, se tivéssemos um sistema de ensino de motoristas decente. A prova de corrupção e manipulação de provas, testes e re-testes. Mas aí é outro assunto.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Você sabe?

Vamos lá, mais uma vez sobre o mesmo assunto, mas ainda assim, importante: você sabe o que está comprando? Essa pergunta surgiu no papo do corredor com os "brothers" que trabalham comigo. E isso tem a ver com gasolina, preço e carros.

Você sabe o que está comprando?

Então, eu compro gasolina em dois postos e apenas nos dois... Um perto de casa, bandeira BR e outro, perto da sogra bandeira IPIRANGA. E os dois sempre me pareceram bons postos de gasolina, com qualidade e bom preço (dentro do que o cartel permite, é claro)

Mas aí, fechando as médias do carro pude perceber que quando abasteço no IPIRANGA, meu carro faz 7,4 KM/L de gasolina e quando abasteço no BR, meu carro faz 8,9KM/L. Opa, tem alguma coisa errada então, não tem?

Pois é, a gasolina não parece ter saído da mesma refinaria ou algo assim, mas vamos lá, continuando.

Um brother que trabalha comigo comentou que seu carro estava falhando com o motor frio. É um carro a gasolina. Então, depois de muito pensar, chegamos a conclusão que deveria ser combustível, ou podre ou adulterado, batizado, algo assim.

Pois eis que ele abastece em outro posto, com o preço normal em relação aos demais, e o carro para de falhar.

Aí eu pergunto, você sabe o que está comprando quando paga 10, 20 centavamos mais barato que os demais postos?

Eu acredito que você está comprando problemas. Tubulações, pistões, velas, válvulas, filtros e um monte de outras coisas que você vai ter que trocar no teu carro não vão justificar os 10 centavos por litro que você vai ganhar abastecendo num posto barato. E barato aqui não tem nada com bandeira de postos. Esse meu colega colocou a gasolina num posto da SHELL, legalizado e tudo mais...

Talvez o preço seja o melhor indicativo mesmo. Observe abaixo, para compreender um pouco melhor:

Você abastece 100 reais num posto que está diferente dos demais, por exemplo 2,599 enquanto todos os outros estão custando 2,799:

LITROS: 38,476
RENDIMENTO MÉDIO: 7,4 KM/L
KM RODADOS: 284,7

Ok, você resolveu colocar os mesmos 100 reais de gasolina num posto que custa 2,799. Então temos o seguinte:

LITROS: 35,727
RENDIMENTO MÉDIO: 8,9
KM RODADOS: 318

Opa, mas e a economia ficou onde? Afinal, você comprou gasolina mais barata e rodou bem memos, não é?

Para rodar os mesmo 318 KM com a gasolina do posto a 2,599, você teria que colocar 42,973 litros que custariam 111,68 reais. Ou seja, é uma economia que vale a pena?

E um detalhe importante que é preciso lembrar, o posto, a bandeira e o preço não regulam muito, o importante é observar o rendimento do carro. Zerar o odometro parcial e acompanhar quantos KM o carro rodou com os litros que você colocou é uma dica, essa atitude te ajuda a escolher o posto de gasolina de sua confiança.

Eu já tenho o meu!




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

E aí, o que você faz por Curitiba?

Essa pergunta realmente não quer calar em minha cabeça com um cérebro de azeitona. E hoje, por infeliz necessidade, tive que me descolar de casa para o trabalho de carro. E que infeliz necessidade mesmo... É impressionante que, quanto mais carro tem na rua, mais merda os motoristas insistem em fazer. Digo isso pois o simples fato de mudar de faixa, que deveria ser no mínimo fácil, é algo praticamente impossível.

O sinal, pisca-pisca ou seja lá qual for o nome, deveria ser cotado como opcional para os motoristas de curitiba. Assim como a buzina, deveria ser proibida de ser inclusive fabricada...

Mas, afinal, o que você faz por curitiba?

Já pensou em subir a Visconde de Guarapuava, entre 7h30 e 8h30 da manhã? Seria um favor para nossa cidade se você fizesse isso... Mesmo que uma vez só! Faça, você vai se divertir com tudo que acontece nos 10 a 15 minutos que ficará nesse trecho.

Eu vim trabalhar com o carro mas tenho a certeza que amanhã e sexta-feira, poderei estar dentro do bonito ônibus... Lendo, ouvindo uma musiquinha, relaxando dentro do coletivo lotado. É melhor que dentro de um carro, com câmbio manual.

Mas a pior visão, nem foi a que tive pela manhã, será ainda a visão do retorno para minha casa. Essa sim, além de tudo promete ser quente. Quente e emocionante!

Dirigir em curitiba, se tornou uma aventura, que algumas vezes termina em morte e em outras, em danos apenas materiais. Os motoristas estão cada dia mais confiantes em sua imcapacidade de dirigir, o que lhes garante, o perigo constante. 1998 marcou o novo código brasileiro de trânsito e a troca das auto-escolas para os centros de formação de condutores, os CFC. Que lástima, não!

Enfim, o que podemos fazer por curitiba?

Quem sabe, antes de dirigir, pensar e decidir ter prudência ao invés da pressa? Com o trânsito que temos hoje, você provavelmente vai chegar no mesmo horário, mas se fores prudente, talvez chegue com mais segurança.

Pense nisso!

Fui!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esses dias...

Então, esses dias eu acordei com uma pergunta que ainda não calou em minha cabeça: o que você faz por curitiba? E foi justamente o que eu fiquei me perguntando e que agora mesmo está em minha cabeça. O que eu faço por Curitiba?

Será mesmo, que tudo é culpa do governo ou então, da falta da mão do estado na vida das pessoas? Será mesmo que a unidade de saúde 24 horas do Pinheirinho, ao lado do terminal, estava com mais de 100 pessoas para serem atendidas ontes, apenas por culpa do governo? Afinal de contas, será que o prefeito está mandando as pessoas ficarem doentes ou um outro alguém? Ou será que as pessoas, por negligência ou falta de inteligência, não se protegem ou previnem? Será ainda, a fome do povo responsável por tudo isso?

Afinal de contas, o que você faz por curitiba?

Experimente andar em pleno centro de curitiba, de carro, numa tarde de quarta-feira, por volta de 15 horas, de preferência próximo ao Shopping Curitiba. Vá lá, vale a penas você perceber o que você faz por curitiba!

Você que está lendo esse texto, o que você faz por curitiba?

Veja, temos 38 ou 39 vereadores, será que a culpa de tudo estar errado é apenas deles? Será que eu, você e os nossos, não temos tanta culpa quanto ou até mais?

Quer mais uma?

Você separa o lixo organico do reciclável em sua casa? Não estou nem falando em separar plástico, metal e vidro, apenas tirar restos de comida dos recicláveis. Você faz isso? Ah, então, o que você faz por curitiba?

Essa pergunta não quer calar e eu tenho um monte de respostas já para ela: eu faço algumas coisas e esse blog vai ser um ponto de apoio para eu responder essa pergunta. Eu faço pouco, mas tento fazer mais. Eu faço porque além de tudo, mesmo não amando, aqui moro e aqui morarei por muito tempo. Eu quero uma curitiba melhor não só para meus filhos, mas para os seus filhos e os filhos dos nossos filhos.

Eu quero uma curitiba melhor para o velhos, para moços e para todos, mas, o que nós fazemos para curitiba?

Isso sem demagogias ou sem participar de grupos isolados que tentam fazer coisas, como os defensores dos animais ou os defensores das araucárias. Eles tem o seu papel, mas não tem qualquer força. Vamos lá, o que podemos fazer por curitiba, eu e você?

Pense nisso. É um exercício interessante...

Ah, e se quiser uma diga, pare de dar dinheiro em sinaleiro, você não está realmente ajudando, nem ele, nem nossa curitiba...

Fui