quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fazer a diferença

Sabe aquele papo que a gente ouve normalmente em filmes? Aquele que diz: "se pelo menos uma pessoa mudar (ou se eu conseguir salvar apenas uma árvore, ou vida, ou alma), tudo terá valido a pena! Já ouviram falar disso? Então, é mais ou menos isso que estou sentindo hoje.

Ontem completei meu 30o aniversário. Uma vida relativamente curta, mas que até agora me proporcionou emoções inesquecíveis. Momentos que valeram a pena. Poderia ter vivido esses 30 anos muito mais intensamente, mas no balanço final acho que se eu soubesse antes o que sei agora, erraria (e acertaria) tudo igual.

O grande presente que recebi de aniversário veio de um relato feito pela minha velha dia desses, referendado por um amigo no dia de hoje.

Não sei se vocês lembram de uma das causas defendidas pelo DLQ que pedia "socorro" a um amigo do blog (e todos os seus pares) que se sentia abandonado pelo IPPUC e pela URBS. Dono de uma banquinha de jornais no Centro da cidade, ele reclamava que tinha um catatau de deveres a cumprir para poder trabalhar no local, mas não recebia o retorno dos administradores no tocante a reforma e conservação da sua banca.

Não foi um "Desafio DLQ", mas teve o poder de. Entenda a história AQUI.


Quem contou o desfecho da história foi o próprio proprietário à minha mãe, que é sua vizinha, e referendada pelo filho dele, que é meu amigo.

Depois da pressão que fizemos na Urbs e no Ippuc a banca finalmente recebeu os reparos prometidos. Toda a parte estrutural foi consertada e a elétrica refeita. Hoje eles possuem uma banca praticamente nova e conservada. Pediam por isso há anos, mas eram sucessivamente enrolados. Depois da obra feita, o Sindicato da categoria assumiu a autoria das benfeitorias e foi até lá receber as possíveis congratulações dos proprietários. Receberam um obrigado com sorriso amarelo e um questionamento:

Será que foram vocês mesmos que conseguiram a reforma ou foram os amigos do DLQ?


Fico tentado a ficar com os louros dessa vitória, mas refuto-os. Mesmo que contrarie meu amigo que agradeceu efusivamente nossos esforços em defender essa causa. Acho que fizemos a nossa parte. Pressionamos quem deveria ser pressionado e os forçamos a cumprir apenas o que foi prometido (e pactuado em contrato). Só isso.

Não precisaríamos fazer nada se as pessoas honrassem os compromissos que assumem.

Contudo, se precisarem da nossa intervenção mais uma vez, estaremos dispostos a encampar a luta para que o certo (apenas isso) prevaleça. Não pedimos nada demais. Queremos apenas que o mundo gire da maneira mais harmoniosa possível. É triste perceber que as pessoas só se coçam quando pressionadas. É fácil fazer o certo. Porque não tentar?

Quem conhece este espaço sabe da nossa luta. Hoje posso dizer que fizemos a diferença para este amigo dono da banquinha, para aquele casal que era vítima de bullying na escola (de colegas e diretores) e de todos os que tem o Colégio Tiradentes como "casa".

Se isso for suficiente para justificar a existência desse blog até hoje estamos satisfeitos. Poderíamos encerrar as atividades com a sensação do dever cumprido. Mas...

NÃO !!!! Não vamos parar.

Nossa missão como jornalistas vai além e além nos iremos. Até o fim. Espero que muitos se juntem a nossa causa. Por uma cidade melhor, por você, por nós e pelos que virão.

Você já fez a diferença pra alguém? Quer fazer? Vem comigo. Pergunte-me: Como?



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