quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tristeza que me toma

Hoje, me desloquei para o trabalho de ônibus. E quando faço isso, normalmente o faço com meus fones de ouvido usados e gastos, ouvindo rádio. E minha escolha é por uma rádio de notícias que atualiza tudo de 20 em 20 minutos. E sempre penso: isso é bom, né!

Enfim, até é bom. Mas infelizmente, é melhor ainda na parte nacional da programação. Não sei qual a impressão de outros ouvintes, mas a sensação que tenho é que em Curitiba o jornalismo não existe mais. O que temos são pessoas que sabem ler lendo textos ou mal feitos ou então, escritos por pessoas que não sabem escrever.

Me chamou muito atenção essa manhã quando um desses bonecos de leitura, ao ler uma mensagem de um ouvinte teve a capacidade de: "hummm, não sei, será que esse ouvinte quer dizer de ontem?"

Outra coisa que chama atenção é que hoje em dia, os motoristas são convidados a participar da função que seria dos jornalistas de rua, e são os motoristas que informam o que eles querem sobre o trânsito. Esses dias um motora enviou uma mensagem de que tal trecho estava parado e logo em seguida, outro enviou outra mensagem dizendo que não, que estava tudo andando.

Ou seja, porque então divulgar algo que não se tem certeza?

E um grande site que se utiliza de um sistema experimental de monitoramento de tráfego, que ninguém sabe como coleta informações e ainda publica em seu sítio?

O jornalismo curitibano apresenta certa melancolia... Ou melhor, será que o jornalismo está apresentando certa melancolia?

A começar por esse blog, que até tenta, creio que o objetivo geral do jornalismo está se perdendo e dando espaço a comentários e participações, que me levam a crer que o leitor, ao ler, deve ficar ainda com mais dúvidas sobre as veracidades envolvidas do que com o conforto de uma informação.

Viva a morte desse jornalismo medíocre...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desabafe!