quarta-feira, 28 de março de 2012

Abandono x oportunismo



Eu já havia relatado em alguns posts anteriores a situação ridícula das ruas de Curitiba. Tanto que usei uma frase - do qual não me arrependo - que dizia: "A minha Curitiba esta abandonada". E de fato estava. Transitávamos por ruas esburacadas (no bairro e no centro), calçadas sem a mínima condição de uso (temas abordados também pelo LG).

Eis que, de repente, a cidade se transformou num canteiro de obras. Máquinas recicladoras de asfalto, caminhões e mais caminhões, retroescavadeiras e muita, mas muita confusão no trânsito. Tudo seria motivo para festa, estátuas e muitos fogos de artifício. SERIA, se esse não fosse um ano de eleições.

Ok, vamos desencadear obras eleitoreiras por toda a cidade. Beleza. Aceitamos isso, já que é prática comum de políticos como o prefeito de Curitiba e seu antecessor o atual governador.

Mas, repito, MAS... pelo menos façamos o serviço direito, né? Reformar ruas e calçadas e não deixá-las aptas para qualquer cidadão exercer o seu simples direito de ir e vir, aí é demais. O relato abaixo vem de um amigo do blog, Rodrigo Vieira, que nos prestigia com sua leitura ocasional. Concorda as vezes e talvez até discorde ocasionalmente, mas é mais um dos que não consegue ficar parado e quieto diante dos absurdos que vemos na nossa cidade. Segue texto e foto do amigo leitor.

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Tal e qual a administração anterior, as reformas em Curitiba sempre são conduzidas de uma maneira a levar ao futuro eleitor o entendimento que alguma coisa está sendo feita na cidade atendendo os requisitos de manutenção e porque não dizer, de modernização.

Afinal, Curitiba é uma cidade em franco crescimento há pelo menos 10 anos.

Juntamente com o avanço proporcionado pelo progresso, vem as adaptações e uma das várias necessárias foi objeto de matéria televisionada há pouco mais de 2 anos, e fala sobre a adaptação das ruas e calçadas para os deficientes físicos.

Naquela época passávamos pelo processo eleitoral para governador.

Esse ano, as eleições são para prefeito e vereadores, porém o objeto de construção e reforma por incrível que pareça ainda é o mesmo: reforma em ruas e calçadas.

Um desses objetos se encontra nas novas calçadas da rua Desembargador Mota, entre o Centro e o bairro do Batel.

Uma obra cuja duração ainda se estende por mais de um ano, devendo se findar até outubro, prazo coincidete com a proximidade do primeiro turno das eleições.

E aí, um erro crasso: passados pouco mais de 15 meses, vemos nas fotos que as calçadas foram todas refeitas, utilizando novos bloquetes de cimento e um item de grande e suma importância foi deixado de lado, que é o rebaixamento da guia, facilitando a locomoção principalmente para aqueles que utilizam de cadeira de rodas.

Será que essa reforma acontecerá somente no próximo mandato?

É ver pra crer.

Abs
Rodrigo


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Bote a boca no mundo você também. Saia da letargia. Vamos reagir contra o que esta errado na nossa amada Curitiba. Entre em contato com a gente. Teremos o maior prazer e dar voz aos seus anseios, sempre em defesa da nossa comunidade curitibana.

Valeu Rodrigo!

3 comentários:

  1. Parabéns por vigiar nossa amada e mal cuidada Curitiba. Concordo plenamente, obras eleitoreiras estão espalhadas por toda a cidade, esquecem do cidadão. O que tem de propaganda falando que Curitiba está recebendo 76436473471235735 Km de asfalto novo, pra que divulgar, cuidar da cidade não é um dever do poder publico? Eu acredito que sim pena que se tornou um dever por necessidade eleitoral. E a acessibilidade tanto discutida nos dias de hoje? Mas pra que se o universo de deficientes representa um numero pequeno de eleitores, pelo jeito é assim que eles pensam. Cada vez mais chego a conclusão que minha também amada Curitiba é também minha usada e mal administrada Curitiba e olha que só falamos das ilusórias ruas novas da cidade que as vésperas de completar mais uma anos comemora não sei o que.

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  2. Roberson, essa história de que os novos 950km de asfalto na cidade vão acelerar o trânsito em Curitiba é motivo para piada. A coisa vai mais além... O fiscal do prefeito parece mudar de cadeira, então vamos vigiando antes, durante e pós eleições.
    Abs

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  3. O que mais me preocupa, amigos, é que cuidar da nossa cidade não deveria ser só dever, mas obrigação. E cuidar por 4 anos. na verdade, mais que isso. Desenvolver projetos e implementar medidas que durem mais de 4 anos. Os administradores passam. A cidade fica. Nós ficamos.

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