terça-feira, 13 de março de 2012

Argumentar, provocar, instigar. MUDA CURITIBA!

O leitor Horacílio comentou, dia desses, sobre uma suposta falta de argumentos do amigo LG em um de seus posts. De certo o visitante não acompanha as postagens, visto que o meu companheiro de blog fala sobre os problemas do transporte coletivo de Curitiba há tempos. Mas o comentário dele me fez pensar em um assunto que abordei certa vez nesse mesmo espaço. Volto, por isso, a tratar do assunto.

Algumas pessoas ficam horrorizadas quando digo que não sei usar corretamente os "porques", me bato para encaixar uma virgula e as vezes titubeio quando vou usar uma crase. Pô, para um jornalista (formado há quase dez anos) isso é praticamente um crime. Eu refuto essas desconfianças. Defendo a tese de que para haver uma boa convivência na civilização moderna precisamos apenas ser bem entendidos. O que isso quer dizer? As vezes é muito mais fácil ser simples e direto, do que rebuscado.

Isto posto, fica claro concluir o que estou tentando dizer. O que buscamos é sair da inércia. Sermos ouvidos. Fazer a diferença. Reagir. Não ser mais um dos letárgicos cidadãos curitibanos.

Vi, ao longo de vários posts, um cidadão incomodado com as péssimas condições do nosso transporte público. E não é uma visão deturpada como a minha, por exemplo. Eu não tenho mais, há algum tempo, conhecimento de causa para criticar com veemência o transporte de Curitiba. Ando de carro e posso, aí sim, reclamar do trânsito da cidade. Mas do transporte não. Sei que é uma porcaria e protesto quanto a isso, mas não tenho mais direito para reclamar do que o LG - que é costumeiro passageiro dos Buzuns.

Não para mim, mas é mais cômodo comer com farinha o que a prefeitura tenta nos enfiar goela abaixo. Achar que esta tudo bem, é ver Curitiba pela TV. Uma Curitiba que fez 300 anos em seu auge de popularidade. Mas hoje - capengando em seus 319 anos - a cidade sofre.

Mas daí um espertalhão vem correndo e dizer: "Pera aí, Curitiba é show se compararmos com outras cidades. Existem trânsitos e transportes públicos bem piores. E blá". Meu amigo, assim como filosofo volta e meia sobre o discurso do "Se estamos sofrendo agora, imagina na Copa do Mundo" eu te digo: "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Eu quero a MINHA (ou Nossa) cidade melhor. E quero MUITO melhor.

É nesse chão que meus filhos ainda vão brincar.

Dito tudo isto, reafirmo que nossa função (o do Diário Leite Quente) é provocar e chamar a atenção de amigos e a quem mais interessar possa. E seguiremos assim. As vezes sem o melhor argumento, mas SEMPRE buscando o melhor para a NOSSA CURITIBA.

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