terça-feira, 3 de abril de 2012

Os ovos da polêmica

Ter filhos nessa época deve ser uma missão bem complicada. Aliás, ter filhos nos dias de hoje é uma missão quase para super heróis. Criar os pias e as gurias no meio de tanta falta de valores exige muito cuidado.

No último post o meu camarada LG levantou o problema dos ovos de páscoa. Não lembro bem se foi por opção nossa (minha e do meu irmão) ou mesmo por decisão do meu pai, mas quando eramos crianças sempre preferimos chocolate ao invés de formato. Claro, depois de certa idade (jamais condenarei quem adota os ovos) Ou seja, barras substituíam ovos sem o menor constrangimento.

Aliás, fomos muito felizes quando ganhávamos barras de um quilo de chocolate para fazer o que quiser. Aí sim era bonito. Comprávamos formas e fazíamos diversos ovos (recheados, com amendoim, castanhas, etc) de diversas formas e tamanhos, bombons com morango, uva ou também amendoim e outros "assessórios", derretíamos no microondas e comíamos de colher, ou mesmo na dentada. Se o objetivo era lembrar a morte e celebrar a ressurreição de Jesus degustando um chocolate, cumpríamos o objetivo com louvor.

Escrevo tudo isso para dizer que concordo com o LG. Acho o preço cobrado pelos ovos um absurdo. Quase um ultraje. Mas, por outro lado, acho justo. Justo no seguinte sentido: Se existe a demanda, esperto é quem a supre. Não é mais um feriado religioso, sim uma data do calendário comercial. E ponto. Gosta quem gosta, reclama quem reclama. E cá estamos nós para deixar bem clara nossa posição.

Hoje um ovo de páscoa do Ben 10, com um brinde de plástico com pouquíssima validade, número 15 (180gr) custa R$ 20. Uma barra de chocolate com a mesma gramatura sai por R$ 2,99.

Preciso dizer algo mais?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desabafe!