terça-feira, 10 de abril de 2012

A Páscoa passou...

E mais uma vez, por mais que eu tenha ficado esperando, não vi o tal coelinho... Mas, todo ano tem páscoa. E ano que vem vou tentar pegar esse coelho que bota ovos de chocolate e se ele não botar um ovo na minha frente, ele vai virar um ensopadinho bem bacana de coelho ao molho com vinho branco.

Receitas de ensopado de coelho são muito bem vindas!

Mas falando sério agora, uma coisa me deixou triste. Em 2011, no feriado de páscoa, morreram, pelas estatísticas oficiais divulgadas, 7 pessoas nas estradas federais que cortam o estado do Paraná. 7 pessoas, 7 vidas foram perdidas.

Se 7 já era muito, então, talvez o número de 2012 seja ainda mais impressionante: 15 mortes!

E claro, são mortos que não vão ressuscitar no terceiro dia. São pessoas que deixaram famílias, amigos...

Se para morrer basta estar vivo, para esses 15, infelizmente a luz que tem no fim do túnel chegou. O que mais me impressiona é que este é um feriado religioso que basicamente está perdendo o sentido óbvio com o passar dos anos. Em outro texto escrevi sobre o preço dos chocolates e fui, inteligentemente criticado, pois, cada um pode fazer o que bem entender com o seu dinheiro e com a sua páscoa. Mas, será que morrer precisa fazer parte disso?

Se existe uma morte que ainda me choca é a morte por acidente de trânsito. É lamentável que o veículo, seja ela um carro, uma moto, um ônibus ou qualquer outro possa, além de nos prestar um serviço de locomoção, também tirar a vida de uma pessoa. É uma morte rápida, dizem alguns, mas ainda assim, é a que mais choca e me machuca o coração.

E os carros modernos, que são vendidos como mais seguros, não tem conseguido salvar a vida das pessoas.

É uma estatística infeliz que eu gostaria muito de nunca mais ver, mas que ao que tudo indica, estará cada dia mais presente nos noticiários. Até porque, por mês, pelo menos mais 15.000 carros em média são vendidos em Curitiba. Isso dá uma média de 500 carros por dia. E é muito!

Com a frota girando em torno de 1 milhão e meio, mortes por acidentes serão rotina em nossos dias!

Será possível apenas lembrar do sangue e do corpo de Jesus, sem precisar ver o sangue e o corpo de tantos irmãos dele?


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