quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vereador e vice-governador usam influência para pedirem apoio em escolas públicas

O que vocês lerão a seguir são exemplos do que há de mais baixo e oportunista no mundo político. A princípio muitos podem até nem se chocar tanto, mas analisem com cuidado para tentar digerir o quão absurdo foram tais atitudes. O mais triste é saber que isso é prática comum da maioria dos políticos. Bem... vamos lá!

O relato me foi feito por pessoas (mais de uma) que são responsáveis pelos nossos filhos durante boa parte do dia e que ficaram igualmente revoltadas. Não porque acham os autores bons ou ruins, mas sim pela atitude de usar um local sagrado como a escola, influência política e "acordos nebulosos" para tentar tirar vantagem sobre os demais, tornando a já criticada e ridicularizada corrida eleitoral mais baixa ainda.

Há algumas semanas, durante o horário normal de aulas, professores de algumas escolas municipais de Curitiba foram chamados às pressas pela direção da instituição. Foram obrigados a interromper a rotina de ensino para uma reunião de emergência, deixando os alunos em sala.

Ainda esbaforidos pela pressa com que tudo foi conduzido, os professores chegaram na sala de reuniões e deram de cara com o vereador Zé Maria, um dos nossos representantes na Câmara Municipal da capital paranaense. Com todos reunidos, fez um discurso sobre as maravilhas que teria feito em seu mandato pelas criancinhas da minha amada Curitiba. Não me interessa saber se ele fez algo realmente ou não. O que não pode é usar da sua influência para demagogias eleitoreiras.

Como se não bastasse interromper a árdua tarefa de ensinar para discursar em benefício próprio, usando o próprio poder público e sua influência para tentar mais 4 anos no poder, deu mais um passo rumo ao absurdo. Os professores foram obrigados a colocar na mala/mochila de cada aluno um kit com panfletos santinhos, jornais e adesivos do material de campanha do vereador na intenção de tornar oficial de cada escola a sugestão do nome do vereador Zé Maria aos pais de cada aluno.

E não para por aí.

Dias depois, após atropelo semelhante, professores foram convocados a ouvir o mesmo blá blá blá do vice governador Flávio Arns. Neste caso, com novo envio de material via alunos para os pais, pedindo voto para o atual prefeito Luciano Ducci.

Meus amigos, se isso não for prova de crime ou delito eleitoral (uso da máquina pública em benefício próprio), não sei mais NADA. Não pensem que minha revolta seria menor se fosse outro vereador, outro vice, outro político qualquer.

Atitude revoltante de candidatos, políticos e diretores de escola. Me faltam palavras para descrever o quão revoltado fiquei ao receber essas denúncias (não só de uma fonte). Mais ainda de saber que é este tipo de gente que me representa. A revolta tomou conta de muitos professores que se sentiram coagidos a executar o serviço imposto pelas direções, bem como para os pais que ainda cultivam o bom senso e o senso crítico.

Não sei mais... as vezes penso em desistir de lutar contra esse tipo de coisa... mas, SURPRESA. NÃO VOU DESISTIR. Seguirei acreditando numa Curitiba melhor... não para mim, mas para TODOS.


ps: não me surpreende o fato do Zé Maria ocupar honrosa posição no nosso Placar dos Ignorantes. confira aí do lado direito

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