quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O trabalho dignifica o "homem", mas o "homem" tá com preguiça de trabalhar

("homem" entre aspas para não perder o trocadilho).

Falar do desemprego no país é uma tarefa espinhosa. Ainda mais para quem esta empregado e esta relativamente satisfeito com essa condição.

Não sei vocês, mas a primeira vista me parece que sobram vagas e falta gente querendo trabalhar.

E tem gente muito folgada por aí que vive reclamando de trabalho.

É claro que sonhamos em trabalhar com o que a gente gosta, ganhando bem e num horário interessante. Mas enquanto não atingimos esse patamar, temos que ralar muito em funções nem tão satisfatórias, por salários não tão bons, em horários que não nos agradam. Simples assim. Parado é que não dá para ficar.

A grana precisa entrar na conta corrente no final do mês.

Um dos setores que mais oferecem vagas é o comércio e só quem trabalhou nele é que sabe não se tratar de um paraíso empregatício. Eu já trabalhei no comércio. Minha experiência mais traumática foi trabalhar em uma vídeo locadora, ramo de atividade que tem seus picos de movimento nos dias e horários mais interessantes para descansar. Não para trabalhar. Enquanto casais apaixonados vinham locar um filme para curtir a sexta-feira a noite juntinhos, eu estava lá ralando. A galera vinha em peso no sábado a noite, locava quatro ou cinco filmes para virar a noite se divertindo. Eu estava lá ralando.

Não é fácil. Salário ruim, carga horária desgastante e perspectiva de futuro nada animadora.

O que eu fiz? trabalhei lá até encontrar algo melhor. E assim fui levando minha vida desde que comecei no mercado de trabalho trabalhando como office boy (ganhando meio salário mínimo), passando por várias atividades, entre panfleteiro, vendedor de curso de inglês, atendente de sorveteria, agente do Censo e outrás  cositas más. Até que consegui emprego na minha área e desde então (mesmo tendo que enfrentar um período difícil, em que trabalhei de graça literalmente) venho trilhando um caminho que me trouxe até aqui.

Não acho a coisa mais justa do mundo trabalhar fins de semana, por salário mínimo, atendendo clientes inúmeras vezes sem educação. Falta a todas as áreas um plano de carreira mais interessante. Paga-se muito mal e não se oferecem oportunidades de crescimento dentro do comércio. Isso é um erro grava.

Mas é preciso botar a mão na massa e parar de reclamar da falta de oportunidades. Eu vejo mais vagas de emprego do que gente querendo trabalhar. (O cartaz que anexei a esse texto, fixado em um freezer de uma panificadora de Curitiba, reflete o que quero dizer e é ASSUSTADOR)

A vida não é fácil, e as vezes nem justa, meus amigos.

É fácil notar essa falta de comprometimento dos que pouca importância dão para o mercado de trabalho. Basta ver a quantidade de vagas que sobram nos meses de dezembro e janeiro nas Agências do Trabalhador. Sobram MILHARES de vaga, porque afinal janeiro é mês de ir para a praia.

Minha esposa trabalhar no departamento pessoal de uma empresa e já ouvi relatos assustadores. Por exemplo, a pessoa reclamar que teria que pegar dois ônibus para chegar as 9h da manhã para uma entrevista de emprego. Ou seja, o emprego bate à porta, e ela simplesmente desdenha. e ainda teve a "pachorra" de pedir para ela (minha esposa) procurar qual ônibus ela teria que pegar para chegar ao local. É mole? Pô, eu pegava 4 ônibus para ir para a faculdade (que só conclui graças ao FIES), saía as 5h45 de casa e tinha um estágio com ajuda de custo.

Definir as prioridades é fundamental para começar a trilhar um caminho no mercado de trabalho e, consequentemente, uma vida próspera na condução de uma família que certamente virá. Mas é preciso deixar a preguiça de lado e TRABALHAR.


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