segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um texto de um leitor...

4 dias restantes de vida pra todos nós!!! hahahhaa, e contando!!!

A contagem regressiva não para. E por isso, guardem alimentos e água, no caso de uma possível sobrevivência. Se bem que eu acredito que não vai sobrar exatamente nada. Nem pó! Porém, o post de hoje, além da contagem regressiva e de um comentário impertinente meu, traz também um texto que foi enviado por um leitor do DLQ. O texto ficará no anonimato mas, de antemão informo que ele representa sim, 50% da opinião desse blog, na aprovação de minha pessoa. Quanto ao Dudu, precisaremos esperar seu posicionamento. Lembrando que esse espaço, é para mostrar sim as diferenças de pensamento.

O texto do leitor, apresenta uma outra forma de pensar sobre as ditas "novas minorias" que aos poucos, tentam de todas as formas provarem que devem se tornar as maiorias.

Leia e conclua por si, e se puder, comente, critique e ajude.

---
Você já deu um abraço hoje?

Eu tinha uma amiga que estava numa fase muito new age anos atrás e toda mensagem dela terminava com “Você já deu um abraço hoje”? Eu ficava me perguntando, por que raios ela escrevia isso, mas eu não via mal nenhum. Os anos passaram e a vida castigou essa minha amiga, que hoje não dá mais mensagens de abraços de graça. Mas esse comportamento, o das pessoas canalizarem suas ações pessoais (individuais) para um coletivo é cada vez mais comum, e não se refere apenas a algo comportamental, mas maior, social, como é o caso dos cicloativistas.

Luís Antônio Giron, que é editor da coluna Mente Aberta da Revista Época, escreveu  no texto “Parem as bicicletas” (Leia o texto na íntegra) sobre como os militantes de magrela minaram o prazer de andar de bicicleta, como atacam os seus opositores na internet e narra um episódio pessoal em que quase foi atropelado por um desses “ciclochatos” como ele se refere a quem se esconde atrás (em cima) da bicicleta para azucrinar os outros. Você pode não concordar com o que eles escreve, mas como o próprio nome da coluna sugere é legal chegar com a mente aberta, sem considerar oposições certo/errado neste tipo de questão.

Acho sinceramente que cada um faz o que bem quer da vida, por isso acho questionável a ação de quem quer doutrinar comportamentos, sejam eles referentes à religião, sexualidade, comportamento, alimentação, cultura, etc. Alguns casos, de grupos e movimentos, são tão autoritários quanto o sistema que buscam combater. Faça isso, vá assim, coma isso e não aquilo. Alguns poderão dizer que se não for assim, combativo, as coisas não acontecem. Pode ser, acredito que é possível mesmo, mas eu pessoalmente não tenho que obedecer ou adotar determinadas práticas. E acredite, posso até questionar.

Algumas ações não admitem crítica, pois o pensamento comum a eles é que quem discorda está contra. Ora, movimentos que pressupõe uma liberdade aprisionam o sujeito em apenas duas escolhas: in ou out. E nem entraremos no mérito da questão da sustentabilidade apregoada por muitos como a quintessência do uso da bicicleta na mobilidade urbana. Ela é pertinente, óbvio, não se discute. Mas em alguns casos, esbarra na falácia do consumo consciente. Na esteira da “onda” de bicicletas surgem inúmeros negócios que dão conta do equipamento, vestuário, apetrechos e outros produtos para o “ciclista”. É lógico que é um bom negócio e as ramificações envolvem setores como produtos orgânicos e vegetarianos que atendem a um público específico, com bom poder aquisitivo na maioria das vezes. É mais consumo. É mais gente comprando. Como isso pode ser sustentável? 

Acho que deixei claro que não é uma questão binária, de quem está certo ou errado. Debato a liberdade do sujeito em não ter que escolher lado nenhum, e optar com base em seu modo de vida o que considera mais adequado. Defendo que os cicloativistas defendam também o que bem entendem, mas não venham com discursos dogmáticos de que quem não usa esse modo de locomoção não estará entre os arrebatados no dia do juízo final.

---

Quando recebi esse texto sabia de primeira mão que poderia ser um tanto polêmico, até porque as bicicletas hoje, por conta dos defensores, se sabe, são a criação mais ecológica e moderna.

Então, será que eu tenho que aceitar tudo o que me é imposto e ainda, tenho que "aprender" a conviver?

Talvez, um pouco de "questionamento" sobre tudo, seja ainda necessário.



Um comentário:

Desabafe!