quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

E a promessa foi cumprida...

Uma das coisas que costumo ensinar para meus filhos é que se você prometer algo, vai te cumprir. É assim em todas as áreas de nossa vida.

- se prometemos (assinamos um contrato de trabalho), temos que trabalhar;
- se prometemos (assumimos um filho, por exemplo), vamos ter que criar;
- se prometemos (Geraldo me perdoe mais uma vez) ir na casa de um brother, temos que ir.

Não importa, se o tempo complica, se o carro estraga ou se o mundo acaba. Temos que cumprir.

OK, OK, não temos não. Cumprir ou não é uma questão ética, moral, e de vergonha na cara.

Eu, por natureza e pela formação que recebi de meus pais, o que eu prometo eu cumpro. Se digo que farei tal trabalho para tal data, tenha certeza que durma ou não, eu entrego. Se digo que não faço é justamente porque não posso prometer nada. As vezes, um deslize aqui ou ali, mas sempre cumpro.

E a grande presidentE dilma cumpriu, não o que ela prometeu, mas o que os "dela" prometeram para 2013 e mesmo com a diminuição do preço da energia, a gasolina ficou mais cara. Antes, o aumento era necessário para que a petrobrás (cabide de empregos) pudesse investir no mais ecologicamente correto possível présal, e na nota oficial, a empresa cita que o aumento é necessário para que se faça um alinhamento entre o preço praticado no Brasil e o preço internacional.

Pagamos então, um preço bastante justo, pensando que o real sempre vale menos que o dola e que o euro, e que aqui, não recebemos nem em dolar nem em euro. Mas ainda assim, segundo o governo (não me digam que o governo não tem nada com isso pois ele é o dono dessa merda toda), os preços precisam estar alinhados.

Num país em que a grande maioria dos produtos precisa transitar longas distâncias, e que na gigantesca maioria esse transporte é feito com caminhões, que gastam um diesel dos infernos, é de se imagina que todo esse aumento se reflita no custo operacional e logo, no preço final de todos os produtos. Soma-se a isso a ganância de todos os envolvidos nos processos produtivos, com seus lucros astronômicos, e podemos perceber  o quanto teremos de inflação esse ano.

Não, a dilma conseguiu forçar o índice de inflação para baixo. Sabe como? Diminuindo o custo da energia elétrica. Vou explicar e mostrar em números:

Veja essa tabela básica



Então, digamos que a coisa não fosse do jeito que está sendo: (coluna do meio), em que o resultado final apresenta um 4% bonitinho.

O custo da enegia, mesmo que fosse 0%, ainda apresentaria uma inflação maior. Ou seja, a jogadinha de baixar o preço da energia elétrica foi talvez, a melhor jogada que já ví na minha vida. Golpe de mestre, coisa de gente experta, como nunca antes visto na história desse país.

Aumentaram a gasolina e ela não vai impactar no índice de inflação oficial... e VIVA este país...

Ráááááááááááá... isso não é uma pegadinha não. Se você não tem ideia do impacto, faça as contas, veja o que tu gasta e o que vai gastar. Os 18% na luz, não vão refrescar em nada sua vida não... Um dia você vai até preferir aumento na conta de luz e desconto na gasolina...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desde quando? Há muito tempo. Até quando? Só Deus sabe...

Em especial no ano passado citei bastante o ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, e também o atual governador Beto Richa. Ambos eram sempre lembrados ao falar do completo abandono da cidade (num primeiro momento) e depois nas inúmeras obras de recapagem dos asfaltos pela cidade. Na região norte, no acesso para a minha casa (que fica em Colombo) a Estrada do Santa Cândida já tinah sido citada por mim pela sua péssima condição. Estrategicamente, Ducci consertou aquele trecho. Parabéns? Não... não fez mais do que a sua obrigação.


Passando o rio que marca a divisa entre Curitiba e Colombo a coisa fica feia. Não só feia, fica horrorosa. Para começar a cidade nem prefeito tem. A que ganhou é ficha suja. O que assumiu interinamente, é do mesmo grupo. O que ganhou efetivamente não assumiu por força da Justiçca Eleitoral até o desenrolar do processo que impede a ficha suja de assumir.

Enquanto isso Colombo segue abandonada. As ruas, quando não são de terra, são de um anti-pó de péssima qualidade, que se esfarela mais rápido que os que vocês estão acostumados.

O mais irritante é saber que a cidade vive "arrotando" que é dona de uma usina de asfalto e mesmo assim Colombo parou no tempo. As fotos que acompanham esse post mostram a situação da Avenida São Gabriel. É uma das mais importantes da região e, coincidência ou não, é a continuação daquela mesma avenida Santa Cândida que mencionei logo acima. Na parte curitibana, tá tudo certo. Já na colombense, um horror. e o pior, para fugir do enorme buraco, é preciso invadir a pista contrária, numa curva. O risco de acidente é enorme.

Desde quando? Desde muito tempo. Até quando? Só Deus sabe...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre ontem...

Ontem eu postei aqui no DLQ,  aqui, sobre o custo da energia elétrica, que nossa presidentE dilma insiste que é a melhor coisa do planeta. Alguns conhecidos já devem estar pensando que isso é coisa de deus e de jesus, pois eles são brasileiros e, logicamente, conterrâneos de dilma - quanto emoção.

Mas, emprestando uma frase de Shakespeare pela boca de Hamlet, "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia."

E minha vã filosofia me leva a crer que essa redução do custo seja o golpe mais bem arquitetado para que um aumento não impacte tanto num indicador, mesmo não considerando que o bolso do consumidor pode ainda assim se ferrar. Quer saber porque?

Vamos lá: (são dados fictícios, bele?)

conta de luz: 100 reais/mês
gasto com gasolina: 250/mês
seguro do carro: 100 reais/mês
custo de vida (alimentação, saúde...): 1000 reais/mês

Agora é que vem a grande mágica do governo:


     conta de luz:
                        100 reais
                      -   18%
                      --------
                          82 reais

Uma economia de 18 reais no bolso.

gasto com gasolina:

                        250 reais
                       +   5 %
                       --------
                        262,50 reais

Um acréscimo de 12,50 reais

seguro do carro:

                        100 reais
                       + 12%    (aumento médio considerado para 2013)
                      ----------
                       112 reais

Um acréscimo de 12 reais

custo de vida (alimentação, saúde...):

                          1000 reais (padrão simples, heim)
                          + 5%        (média de aumento - inflação)
                         ---------
                         1050 reais

Um acréscimo de 50 reais.

No final das contas, vamos lá: (+12,50 + 12 + 50) - ( 18)???

Um acréscimo básico de 56,50 Real

Sei lá, mas me parece que essa história idiota de energia elétrica mais barata é apenas para justificar o que não tem justificativa... Se a longo prazo o custo dos produtos vai baixar porque na cadeia produtiva tudo vai custar menos, isso que pago pra ver.

O que me parece mesmo é que não existe mais o que fazer para não entrarmos na crise (eu acredito que já estamos nela). E ainda acredito que não temos mais potencial energético instalado para que, possamos brincar de torrar energia.

Dilma, faz favor, cancela essa merda toda e faz de conta que nada aconteceu?




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Setran responde ao DLQ, faz ronda no shopping Curitiba e não encontra cones

De antemão agradeço pela ótima repercussão do post anterior (Confira o texto aqui) que falava do abuso cometido pelo shopping Curitiba ao tomar para si uma das faixas de rolagem da Desembargador Motta. 


Volto ao tema para trazer o posicionamento da prefeitura. Peço aos senhores o cuidado para a leitura do ofício/resposta enviado pela Setran ao centro comercial tratando do tema.





Ou seja, a prática não tem a aprovação da Setran (Embora um "Não pode" fosse mais claro que o "Não somos favoráveis" utilizados por eles.

Não sou advogado ou coisa parecida, mas no meu tempo se uma coisa não é permitida, não é prevista em Lei, ela se torna ilegal, proibida. 


Insisti no assunto em novo contato com a prefeitura de Curitiba, por intermédio da Setran. A secretaria retornou dizendo que enviou uma viatura até o local na quarta-feira (23) pela manhã, precisamente às 10h15, porém não havia cones. A foto foi tirada por volta das 17h do último domingo (e aí já se imagina um argumento do shopping dizendo que domingo o movimento é pequeno e blá blá blá. Domingo não é nem feriado, nem Ano Novo, nem Natal, como mencionado no documento).


A Setran se comprometeu a ir novamente ao local caso eu volte a testemunhar os cones atrapalhando o trânsito. Ou seja, ficarei atento e, acima de tudo, peço ajuda dos companheiros leitores, tuiteiros e facebookeiros. Se virem os cones, deem um jeito de me avisar. Aí tentamos fazer a Setran a ir lá e autuar o shopping,


Falando em shopping, até agora só recebi o desprezo da instituição. Resposta aos meus contatos, não.


Seguimos vigilante e conto com o apoio de todos. Não vamos deixar que usem nossa cidade da maneira errada.
 

Algo certamente, está errado... ou vai piorar...

Nas ultimas semanas, quem acompanha pelo menos um pouco de telejornal, rádio jornal ou qualquer outra forma de comunicação de massa deve ter pelo menos ouvido falar que a energia elétrica vai custar menos caro no Brasil. Escrevo "menos caro" num tom até irônico, vez que na minha opinião, a energia elétrica é até barata demais, haja vista para a quantidade de aparelhos de ar condicionado que tenho visto por ai, luzes acesas a noite toda nas casas, geladeiras, tvs entre tantos outros aparelhos elétricos.

Eu realmente ainda não entendi porque é que a presidentE dilma se incomodou tanto com o custo da energia  nem mesmo porque demandou tanto esforço para baixar o custo vez que, os hospitais publicos continuam a mesma merda que eram quando ela entrou, a inflação está crescendo, a segurança pública no país inteiro parece minha privada depois de uma sessão descarrego da Universal. O que temos para comemorar?

E para piorar, pelo menos na minha cabecinha, é que, em plena campanha para baixar o custo da energia, alguns absurdos:

- acionamento das termoelétricas a gás e outros combustíveis (poluentes pra burro) - para preservar o nível de água já não tão alto assim das barragens;

- o anúncio de que podemos ter problemas (apagões) durante, pasmem, a copa do mundo;

- guerra dos estados para baixar menos;

Escrevo sobre isso porque conheço de forma não tão básica o funcionamento da energia, desde a produção, passando pela transmissão, distribuição até nossa casa. E se nossas usinas já estão com seus reservatórios não tão cheios, quer dizer que a coisa não anda tão boa.

Aí, tem gente que vai aproveitar a energia mais barata para deixar o ar condicionado ligado o dia inteiro. Tudo bem esse cidadão paga por sua luz e pode não interessar a ninguém, mas será bem feito a hora que acabar a energia na casa dele e ele não tenha sequer luz para guardar um pedaço de carne.

Hoje, somos "escravos" (mesmo que do bem), da energia elétrica. Porém, ela não pode ser criada. Não nasce na terra com uma semente. Ela precisa ser transformada:

- se solar, depende do sol;
- se eólica, depende do vento;
- se termoelétrica, depende de calor, que depende de água, que depende de combustíveis;

E assim por diante, então, dona presidentE dilma, por favor, aumenta aí e tenta frear um pouco esse consumo: NÃO TEMOS ESTRUTURA PARA CRESCER O CONSUMO COMO TUDO SE ANUNCIA!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Certas coisas...

Tem certas coisas na vida que simplesmente nós, seres humanos não ficamos nem sabendo. Hoje, no trabalho, assisti um vídeo não muito longo em que as cenas me chamaram muito atenção. Pode ser piegas ou então, não fazer muito sentido para muitas pessoas, vamos aos fatos: assista, depois falamos..


Eu só tenho 1 pergunta: se ao invés da árvore, tivéssemos um bando de políticos corruptos, será que assim, juntos, conseguiríamos???

Acredito que sim, mas eu, estou na fase "se alguém for, vou na parceria e toco o barco com todas as forças." O primeiro, infelizmente não serei mais.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

De Erro em Erro

De Erro em Erro



Uma twitada (me permitam o termo) infeliz de um delegado, no Rio de Janeiro lhe custou o emprego e ta dando o que falar do Oiapoque ao Xuí. (nem sei se é essa, a grafia).  O homem chefiava uma equipe composta por homens e mulheres (14 delas, para ser exato). Disse (escreveu) ele algo como: Há mulheres que se inscrevem para um concurso da Polícia, pensando, talvez que se trata de um trabalho burocrático. Quando se vêem frente à realidade do trabalho policial, se assustam.  Complementava, o delegado, dizendo que no grupo há uma apenas que tem vocação, jeito e vontade e, essa, em compensação, é a melhor agente do grupamento.  Melhor que todos os outros.  Fechava a fatídica mensagem dizendo que uma mulher quando se dedica e tem as condições, não é superada por ninguém.  por que repercuto, a questão neste espaço?  Para dar pitaco na discussão em torno da questão do "twite" do indivíduo em questão e, claro, dos desdobramentos.

O delegado foi exonerado.  A delegada chefe da Polícia Civil Fluminense o substituiu por uma mulher (creio que aí se trate de mera obra do acaso. Apenas creio.)  Quanto á discussão, em que pese o fato de eu não haver reproduzido ipsis litteris a referida twuitada e sim a ideia, tem se dado em torno da questão de gênero. Teria sido, para muitos, um desrespeito ás mulheres, a forma como ele se referiu ás treze policiais, segundo à fala dele: inadequadas para as funções. Bem, foi desrespeitoso, de fato.

O desrespeito, na visão deste singelo escrevinhador, não foi de gênero, mas administrativo.  A crítica deveria ser efetuada à equipe, em reunião interna e, posteriormente à chefia.  Nesse caso, aliás, a segunda crítica.  Essa deveria ser feita ao processo seletivo que possibilita á pessoas sem o devido perfil, a aprovação e a consequente entrada na corporação.

Gosto de crer que a Delegada-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro tenha levado em conta tais aspectos da questão e esteja, inclusive, analisando e refletindo sobre os elementos que compõem o processo seletivo para ingresso de novos agentes e afins, de modo a evitar e/ou diminuir os riscos de tais eventos.  A propósito, caberia rever, também, o processo de formação continuada dos seus comandados no que tange à gestão de pessoas, por exemplo.
Boa terça á todas e todos!

*** ATUALIZADO - Quando seu "direito" fere o meu DIREITO... o bicho pega!

Estava pra escrever sobre um tema há bastante tempo, mas acabei procrastinando várias vezes. Pensando em cumprir meu dever de jornalista, pensei em antes consultar todos os envolvidos para trazer a vocês, leitores do DLQ, um texto mais correto e imparcial possível. Daí lembrei que nada do que as outras partes me dissessem diminuiria minha revolta contra o que me parece muito errado. Então mantive minhas raízes, entrei em contato com todos os envolvidos e estou esperando as respostas. Mesmo assim, o texto desabafo segue a seguir.

É prática comum de alguns estabelecimentos comerciais achar que as vias públicas ao redor de seus estabelecimentos lhes pertence. Seja no "ganho" maroto de meio metro de calçada para pôs uma vitrine, seja na colocação de cones de sinalização para garantir umas vagas de estacionamentos VIPs para seus clientes. O Shopping Curitiba, entretanto, foi além. Tomou para si uma faixa inteira de rolagem da rua Desembargador Motta para facilitar a entrada e saída de seus clientes.

Já vi muitos estabelecimentos tendo que destruir e reconstruir suas fachadas e entradas de veículos para atender aos "cricas" da prefeitura por muito menos que isso. Aliás, vi de muito perto isso (já que um amigo precisou fazer uma grande reforma em seu ponto comercial, pois não deixavam os carros de seus clientes pararem na frente do estabelecimento).

A colocação de cones que conduzem os veículos para o shopping Curitiba complica o trânsito em várias oportunidades nas proximidades do estabelecimento. Prejudica o desavisado, que tendo a intenção de continuar na via, precisa parar a condução do veículo, dar o pisca e esperar a boa vontade de outros para desviar da barreira. Em nome de que? Do conforto dos clientes e da manutenção da estética e falsa impressão de funcionalidade do shopping.

Um tempo atrás li em algum lugar que essa prática tinha sido proibida, mas notem pela foto que acompanha esse texto que o desrespeito continua. Se não a alguma lei, ao bom senso.

Entrei em contato com prefeitura e estabelecimento para saber qual lei permite esse abuso. Aguardo as respostas e, não tenham dúvidas, as trarei assim que receba. Mas, repito, em nada diminuirão minha revolta com tamanho abuso.

xxxxxxxxxxxx ATUALIZADO xxxxxxxxxxxxxxxxxx

Eis a resposta da Prefeitura de Curitiba, por intermédio da SETRAN e assessoria de imprensa:

"O shopping tinha uma autorização especial para usar aquela faixa para os usuários do estacionamento, mas essa permissão foi revogada no ano passado, depois de uma carta enviada pela Setran. O motivo foi o começo do projeto do Anel Viário na região. Em casos específicos, como no Natal e no Ano Novo é permitido. E aí vale pra todos os shoppings, não só pro Curitiba".

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Como vocês, imagino eu, não fiquei satisfeito. Repliquei o retorno e aguardo mais informações. A foto foi tirada há poucos dias por mim mesmo. E não tinha feriado, nem Natal, nem Ano Novo. Assim que tiver novo retorno, trago para vocês.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Porque Há Vida


Há tempos venho sentindo saudade da minha juventude. Não se trata de saudosismo, realmente.  é só saudade e isso, muito provavelmente por certas características da juventude que a gente fatalmente perde, com o tempo.

Cinquenta e um anos depois daquele sete de setembro do ano em que Jânio renunciou, eu cá, envelhecendo e, francamente, bem; ainda sim, vez por outra me vem essa doença chamada saudade de outrora. Repito que não é da época, das coisas que então havia.  Não é do Jânio, do jango, e muito menos do Golpe. Não é da Une, das Ligas Camponesas ou, na contramão da história: da Marcha das Famílias, com Deus pela Liberdade. Isso, aliás seria saudade do tempo de infância.  Fosse ter saudade de um tempo, e tendo citado a juventude, isso então seria relativo aos tempos áureos do rock progressivo, da disco music; por aqui a nossa Tropicália, a música de protesto, as pornochanchadas ou, do outro lado, alguns dos últimos filmes do Glauber. Seria o meio para o final dos 70s...

Não é isso!  Uma das coisas de que me ressinto pelo distanciamento entre ela e eu é aquela inocência que eu sei que tinha.  Tive por um tempão, juro.  Isso é como minha timidez: há pouca gente que crê.  Agora que meus olhos já não espelham o menino aqui dentro e a esperança vã... Nesses tempos em que quase todo mundo parece descrer de quase tudo - e eu ainda creio num monte de coisas - minha alma e espírito se pegam, por vezes, pobres. cinzas.

Dá saudade do azul e eu, então, olho pro céu ou pros olhos dela. 

Uma segunda-feira de saudades...

Certas coisas na vida nos trazem um gostinho de quero mais, quero muitooo mais. E eu, como bom ser humano que sou, também sinto esse gostinho de vez em quando. Queria muito mais do gostinho do meu primeiro beijo, que foi a primeira ação da minha vida contra um LG que ia a igreja todo domingo e achava que deveria se casar depois de fazer missão.

Sinto muita saudade também do primeiro cigarriho que fumei escondido até de deus, e se ele viu também...

Sinto saudade dos meus amigos de adolescência, Marco e Marcos, das artes que aprontamos e das cachaças que tomamos ao som de Martinho da Vila na cozinha da casa da mãe e pai do Marcos, mesmo com seus pais em casa e dormindo... Naquela época, tinha algo de bom que só depois tem tempos, consigo pensar e quem sabe um dia explicar.

Sinto saudades do trem Curitiba - Paranaguá e ainda mais, do trem Curitiba - Paranaguá por 5 reais com aquele maldito sanduíche de presunto que meu pai nunca me deu dizendo que faria mal por não ficar na refrigeração...

Entre tantas outras saudades que eu sindo, esse final de semana que passou, ganhou um espaço mensurado em TERABYTE na minha lembrança. Não será possível esquecer dos meus dois filhotes, brincando naquela água que resolveu estar limpinha, correndo de um lado para outro, e ainda aproveitando a piscininha natural que se formou. Os dois correndo e brincando, mergulhando, pegando ondas, brincando com seu pai (EU) e com sua mãe por horas. 

Não esquecerei jamais das boas risadas que dei com mãe, pai, Frederico, meu grande irmão e a Kátia, minha grande cunhada... O brother que me acordou as 8 horas da manhã de sábado mesmo ele tendo me deixado dormir as 4 horas... Foi divertido, gostoso, maravilhoso que ao sair e encarrar 2 horas de congestionamento na estrada, mais uma subida com chuva, o gostinho de quero mais permaneceu.

Saudades eu já sinto de um final de semana em que pude estar com todas as pessoas que mais amo, próximo a elas, e ainda, de quebra, comer muitooo camarão e tomar a minha Hieneken geladinha, (cerveja ao qual minha cunhada insiste em chamar de macaquinho) e que para minha surpresa, no litoral estava mais cara que em Curitiba.

Creio mesmo que na vida, nada precisa ser muito complicado. E nesse caso o mais simples foi o que melhor aconteceu.

A praia é popula, alguns dizem que é de pobre, o apartamento não tem luxo, meu carro é velho(e quitado) e tudo foi simples, mas foi um dos melhores finais de semana de minha vida.

E já deixou saudade!!!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Um tanto fractal


Segue mais um texto do grande Geraldo Silva, enquanto acertamos a participação efetiva dele.

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Hoje é domingo, “missa e praia...” O céu, nesse momento em que escrivinho esta missiva (sim porque quem escreve, escreve para alguém, como aprendemos naquelas primárias aulas), nesse momento, escrevia: há sol e céu de anil, muito embora haja nuvens em quantidade crescente e um ventinho, prenúncio de chuva.  Dias assim nos incitam à reflexão sobre as grandes questões da humanidade.  Para uns, o campeonato de futebol, que hoje se inicia na terra dos pinheirais; outros poderiam estar preocupados com coisas tais como a dita calçada de mármore no Batel.

Aliás, caros e caras, repararam que houve comerciantes da região reclamando dos limites impostos quanto à área “privilegiada”. Ao “resto”, calçadas convencionais.  Todo mundo quer “chiquê”, como diria minha avó, mas granito com dinheiro público, cara pálida?  Adianto que não quero a minha parte.  Hoje também, ela vai embora e ficará mais perto.  Nesse dia de domingo, o rubro negro, desta terra, estreia com seu sub-23 e sem tv.  Não entendo tamanha incapacidade de negociar. Todo mundo sabe que alguém que seja verdadeiramente grande, lidera o grupo, em vez de perpetrar uma ação isolada e egoísta.

Ontem li na Gazeta que alguém deu um tiro no peito e matou o Walmor Chagas e ainda o “lance” do Armistrong. Que chatice!  Já são quase onze da manhã de domingo e ainda não li os jornais.  Mal tomei meu suco de couve e laranja.  Fiquei vendo meu quintal, minha hortinha e o muro que o vizinho ta fazendo. Pensamenteando. Ando assim, em pensamentos que voam; ansioso, inquieto.  Ando planejando também.

Esta escrita que lhes mando, gente amada. Não é inteira. Não deve ser lida de modo convencional. Não é tudo pra você. Pegue apenas o que lhe cabe. O que lhe seja aceito ao natural.  E perdoe o ato deste escrevinhador. É domingo, afinal. Reza aí no seu coraçãozinho por nós todos. Pelo mundo que a gente ta destruindo, pelo Mário que se foi e pela Virgínia que pegou o elevador antes dele.  Reza aí que eles merecem. O mundo, inclusive.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estúpida burocracia faz R$ 0,01 barrar R$ 150 mil

Não passamos um dia sequer sem sermos surpreendidos com alguma notícia bizarra que vez ou outra (quase sempre) nos envergonha de sermos brasileiros (ou seria seres humanos?).

A piada de hoje mais uma vez envolve burocracia, o litoral do Paraná e a burrice.

O Paraná TV trouxe as aflições dos comerciantes de pescados de Matinhos que perderam a chance de economizar dos custos de manutenção de suas bancas no Mercado de Peixes da cidade por causa da impressionante estupidez burocrática brasileira. O Ministério da Pesca disponibilizou uma verba de R$ 150 mil para a compra de mini câmaras frigoríficas para armazenagem/exposição dos peixes aos consumidores.

Hoje apenas 2 ou 3 estão em uso, bancados pelos próprios comerciantes. O dinheiro seria o suficiente para a compra de 35 destes expositores e, além de baratear os custos (já que são gastos muitos reais com gelo para a conservação dos pescados) tornaria tudo mais saudável (diminuindo a chance de perda dos produtos por má armazenagem).

Acontece que por causa de uma dívida da prefeitura o dinheiro não pôde ser liberado.

Agora vem a piada. A dívida da prefeitura é de exorbitantes R$ 0,01. Ou seja, traduzindo para o português cursivo, UM CENTAVO. (Nota do Editor: Me segurei para não escrever alguns palavrões. Obrigado pela compreensão). A prefeitura foi incluída na lista de inadimplentes e o envio do dinheiro suspenso.

A culpa é de quem? De quem deixou a dívida pendente? De quem não enviou o dinheiro por causa de UM CENTAVO? Ou de quem não avisou sobre a dívida? Ou de quem não prestou a atenção? Ou minha?

Independente de o culpado é um pelego ou um bambambam, de um estagiário ou de um diretor. O mínimo que eu esperaria de um povo sério, de um governo sério, seria a DEMISSÃO dos culpados.

Lancei no twitter uma rápida campanha e arrecadei R$ 5 em menos de meia hora. Será que ajuda a prefeitura de Matinhos? A prefeitura do mandatário que só vê o que quer? Aquele que diz, por exemplo, não existirem mais pontos de alagamento em Matinhos? Posso depositar o dinheiro que arrecadei em alguma conta (da prefeitura, não do prefeito). Dá pra pagar a conta, com juros e tudo mais. O governador Beto Richa pode interceder também (embora não tenha demonstrado interesse no litoral). Será que preciso falar com o ministro?

É uma vergonha ser vítima constante deste tipo de burocracia estúpida. É revoltante. É algo inexplicável.

Não sei mais o que fazer... ou melhor, sei sim. .

(ps: sei que a dívida já foi paga e que estão tentando resgatar a verba para a compra dos expositores. Mas só quis mostrar que é fácil fazer algo quando a gente se importa)

Sexta-feira, dia que eu não gosto, mas...

Hoje é sexta-feira e por vezes já comentei neste espaço quanto eu prefiro a segunda-feira. E essa semana foi um exemplo, pois minha segunda-feira foi agitada e a semana inteira acabou por ser agitada também. E nessa agitação toda, selecionei alguns temas sobre os quais vou escrever de forma até resumida aqui.

1º - GERALDO SILVA - nobre e eterno professor que tive, mestre em história, negro e um cara do qual  eu não quero me afastar nunca. Alguém pode perguntar porque eu citei negro, na fala. Porque para mim, além de tudo é uma das qualidades dele. Negro sim. Um cara batalhador, que até onde sei conquistou uma bela mulher e filhos maravilhosos e uma história de vida, com seu esforço e de maneira muito mais que honesta.

Ter ele como companheiro no Diário Leite Quente é, além de tudo, uma gigante honra para mim.

Gê, seja bem vindo, vai ser bom tê-lo aqui.

2º - INDIVIDUALISMO - esse tema até não foi recorrente nessa semana mas eu não consigo tirá-lo de minha cabeça e explico isso porque me sinto de certa forma, vítima. Desde que me formei em jornalismo, surgiram ou se tornaram mais públicas as redes sociais e a própria internet. E isso fez com que especialistas do mundo inteiro ficasse preocupados e criassem diversas teorias sobre a individualização das pessoas, o isolamento em "casulos" e ainda, disseram que os seres humanos não saberiam mais viver em sociedade e coisa e tal.

Enfim, de fato, muitas pessoas passam muito tempo em redes sociais, mas isso ainda não fez com que as pessoas deixassem de viver em sociedade "fisicamente". Ainda nos é possível, por exemplo, sair de casa em um dia de semana para ficar sentado em um banco na XV de Novembro observando outras pessoas ou então, interagindo com outras pessoas. Lembro-me bem que quando surgiu o Rádio, o Jornal impresso ia acabar assim como quando surgiu a Televisão o Rádio ia acabar e blá, blá, blá... Hoje todos se sustentam na internet.

Mas, ao tratar do individualismo, eu quero mesmo propor uma reflexão: a próxima vez que você for ao mercado, escolha uma das opções: CORREDOR DE BEBIDAS, CORREDOR DE LEITE, CORREDOR DE LACTICÍNIOS.

E depois que escolher um desses corredores, pare e fique observando por 5, 10 minutos, se puder mais um pouco e mentalmente conte quantas embalagens são compradas por quantas pessoas. Pois é, essa é a proposta mesmo: cada uma dessas embalagens se tornará lixo. E mais, não pense que a facilidade dessas embalagens é o carro chefe não. Quem mais ganha com as TETRAPAK da vida são os fabricantes - tanto da embalagem quando dos produtos. Enquanto uma embalagem de vidro pesa mais e é mais frágil, a tetrapak pesa menos e é mais leve. Porém, o vidro é 100% reciclável num processo simples e consome mesmos energia do que a tetrapak que no Brasil, nem reciclada é. E nem tem como separa as 3 camadas de papelão, plástico e alumínio. Um F.O.D.A.-S.E. para a natureza e um viva para nossa individualidade e praticidade.

Porque sou vítima? Porque eu gostaria de comprar a granel tudo que tenho que comprar nessas embalagens, mas a industria não aceita isso como tendência. Eu precisaria de mais uns 30 milhões de pessoas para conseguir mudar e isso, é só sonho meu.

3º e ultimo - GASOLINA - Hum, para mim esse é o mais dolorido. Os pupilinhos de Dilma, a presidentE, chegaram a conclusão mais óbvia de que é preciso aumentar o preço da gasolina para o consumidor final. É mais ou menos como um estupro, mas com alguém que você (digo você porque eu não votei nessa...) escolheu.

Não sei porque, (na Venezuela de Chavez, ou talvez do Quico agora se Chavez bater a caçuletinha) o preço do petróleo não acompanha os valores mundiais no que diz respeito ao consumo interno. Ou seja, eles vendem o excedente por valores internacionais e consomem por uma valor mais justo para o povo, e o bem estar do povo deveria ser a prioridade do governo, certo?

Pois bem, aqui não é bem assim que a banda toda e nem o PT com seu populismo conseguiu atingir um bom nível, (Geraldo que me perdoe), e a gasolina vai subir sim, algo próximo a 7%. No posto em que abasteço, isso significa que a gasolina vai subir de 2,999 para aproximados 3,208, que é óbvio que vão arredondar para 3,399. Isso significa que com os mesmos 80 reais que sempre abasteço, por conta do meu governo preocupado sempre comigo, ao invés de abastecer 26,675 litros, vou abastecer 24,937 litros, e essa diferença em KM será de 20 km por abastecida. Num ano, serão 20x4x12 = 960 km que deixarei de rodar por causa do goverinho... Bunitinho, né...

E para finalizar de verdade verdadeira, o prsidente do sindicombustíveis de curitiba, ao dar uma entrevista para uma rádio dessa cidade, se mostrou o cidadão mais desenformado do planeta. Ele disse que o petróleo custa 123 dólares o barril. Mas se ele consultar essa página, http://economia.uol.com.br/cotacoes/indices-economicos/, ele vrá que não é assim, o barril está 112 dólares e 11 dólares representa 10% de diferença...
Esse roberto, além de me dar nojo, prova que é burro ou não sabe ler....

Bom final de semana aos leitores do DLQ.

E aí, gostaram do novo visual???




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

BOBAGENS, MEU FILHO. BOBAGENS


Mais um, by Geraldo Silva

"Há algumas semanas o PMDM-leitequente deu mostras de uma capacidade de divisão tipicamente peemedebista.  Creio que mesmo indivíduos menos afeitos às coisas do mundo da política partidária, reconhecem, hoje, sem muito esforço, expressões tais como fisiologismo, por exemplo. Pois foi isso, sem tirar nem por.

Causa estranheza o fato de o "departamento" de adesão com base no toma lá, dá cá do PMDM paranaense ter sido encabeçado pelo deputado Osmar Serraglio.  Pessoalmente, o tinha em boa conta.  Numa ocasião fiz parte da bancada que o entrevistou na TV Paraná Educativa e, ingenuidade á parte, me causou muitíssimo boa impressão.  Me pareceu, juro, tratar-se de um político digno do nome (sou dos que crê na política como uma das atividades nobres e absolutamente necessárias à organização das sociedades humanas).  Bom preparo intelectual, percepção aguçada, boa oratória,  coerência e, sinceramente, senso ético.

A disputa pela presidência estadual do PMDB-pinhão expôs uma faceta totalmente nova do nobre deputado.  Ao liderar o grupo cujo propósito adesista ao governo Beto Richa era o mote colocou na pauta do Diretório Estadual a interessante questão da escolha entre o projeto petista de poder - Lula e Dilma em nível federal e, possivelmente Gleisi aqui na terra das Cataratas -, e, por outro lado, o projeto PSDB/DEM - Serra, Alckimin, Aécio, FHC na cúpula nacional e Beto Richa por aqui.  Vale anotar: o PMDM não apenas compõe a base governista em Brasilia como a chapa de Dilma, com o vice Michel Temer e, claro, o PSDB de Richa ao qual Serraglio e cia estão aderindo, lidera a oposição no Congresso Nacional.

Bastante difícil se imaginar que se trate, nos dois casos, de apoios programáticos.  Complexo entender Osmar Serraglio, como capitão dessa pataquada.  Fosse um teorema, seria, certamente, de complexa demonstração.  Impossível para a mente deste escrivinhador cuja formação central se deu no campo da historia."

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mudar depende de nós

Ano novo, vida nova. Quantas e quantas vezes vocês já ouviram isso? Pois é. A virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro, em sua essência, não tem absolutamente nada de especial. Mas, assim como várias outras datas e situações, somos nós mesmos que transformamos um dia comum num dia especial. E pode ser tanto na virada do ano, quanto em qualquer outro dia. Ou noite. Porque não tarde?

Normalmente sou da turma que faz listas com objetivos a serem alcançados no ano vindouro. Nada demais na verdade, mas sempre fui desses. Como mencionou o companheiro LG textos atrás, também vestia as cores determinadas para ter mais dinheiro, mais amor e mais paz. Esse ano não. Passei a virada com um calção preto, uma regata grafite e uma cueca azul. E também não planejei nada demais. Agradeci pelas vitórias conquistadas e pelas pessoas que estão ao meu redor. E pedi apenas saúde e um mundo mais gentil.

Diariamente tento me lembrar disso. Da saúde tenho tentado cuidar e da gentileza procuro passar adiante. As vezes eu mesmo me pego não sendo gentil como imagino que seja o correto. Rapidamente me recoloco nos trilhos e levo adiante a ideia de que o mundo só é a merda de corrupção, ódio, inveja e violência que é por cupa nossa. Exclusivamente nossa. Mas a mudança também é responsabilidade nossa. Porque não começar? (Vamos nessa?).

O nosso Diário Leite Quente também passou por mudanças. Primeiro com a chegada de mais um co-autor. O mestre Geraldo Silva, nosso professor na faculdade de jornalismo (meu e do LG) e, acima disso, amigo do mais alto conceito. É um prazer dividir qualquer espaço que seja com o Geraldo e vocês terão a grande oportunidade de volta e meia conhecer um pouco mais dessa mente brilhante.

Outra "virada de página" na história do DLQ apresenta um novo visual, uma nova logo e uma nova marca. As mudanças, contudo, foram apenas estéticas (espero que tenham gostado). Iremos manter a mesma postura vigilante sobre os problemas da nossa cidade e da nossa sociedade. Afinal os Ducci´s, os Fruet´s e os Richa´s (Deus nos ouça) passam, mas nossa cidade, nosso estado e nosso país seguem.

Em 2013 aumentaremos nossa atuação na busca por soluções a diversos problemas da cidade. Fiquem ligados que além de textos para te ajudarem a "pensar", faremos também mais vídeos, publicaremos fotos e traremos outros pontos de vista para crescermos juntos.

Contamos, mais do que nunca, com o apoio e a leitura de vocês que sempre nos prestigiaram. E porque não também com o compartilhamento de nossas ideias e propostas. 2013 será melhor... não tenho dúvidas. Mas o amanhã também pode ser melhor. Ou mesmo o hoje. Basta começarmos.


A DOIS PASSOS DO PARAÍSO OU PAPO DE HOMEM


Galerinha, mais um texto do nobre Geraldo Silva.

"Se o distinto reparar bem, verá que o mundo, olhado com a devida atenção, tem mudado pouco.  Quase nada.  Nessas décadas todas em que caminho sob o sol, quis sempre crer na mudança como elemento central da historia da humanidade e, no entanto, a serenidade vinda com os anos diminuíram minha miopia e a vista do meu ponto entrega uma mesmisse assustadora.

Há tempos, antepassados meus foram cassados África à dentro, transportados Atlântico afora, escravizados nestas terras...  A polícia, a discriminação, a desigualdade social e étnica têm complementado o serviço ao qual o referido processo deu início e a Lei Áurea fez o meio de campo.  Há milênios, civilizações humanas têm, na sua maioria absoluta, destinado espaço subalterno e indigno à mulher.  Temos submetido nossas irmãs, filhas, mães e companheiras á condições degradantes que vão da desconfiança quanto a sua capacidade intelectual à violência física e simbólica, incluída aí a violência sexual.  Temos organizado o mundo à nossa maneira (coisa de macho), e imposto uma hierarquia tão imbecil quanto nefasta.

Processos civilizatórios, ditos - por nós - primitivos, atrasados,  resolveram muitíssimo melhor, questões como as diferenças de gênero, por exemplo.  Na contemporaneidade isso tem sido uma dificuldade até para as tentativas de construção de sociedades socialistas.  No Brasil, fizemos o ECA (um avanço), mas são incontáveis os infelizes que reclamam de não poderem mais "punir" infantes infratores como nos bons tempos.  Elaboramos o Estatuto do Idoso e são poucas as mentes que percebem a grandeza de se ter velhos por perto.  O Estatuto da Igualdade Racial gerou tanta discussão e quase nenhuma ação prática.  As leis nº 10.639  e  nº 11. 645 pouco têm evoluído na sua implementação sob o governo do Senhor Richa filho, mas ele... Bem, ele não respeita a educação em nenhum aspecto, nesse então...

É, de fato, tanta incompetência da nossa parte que uma pergunta emerge do fundo de nossas almas (ou o que resta delas):  somos predadores a tal ponto que não nos basta destruir a natureza do planeta, tendo de desconstruir também a natureza humana?

Gostaria, mas não consigo desistir da ideia de um outro mundo possível.  Sabedor de que os movimentos históricos são lentos e que, na longa duração, a linha do tempo se parece mais com uma reta que com uma espiral; ainda assim insisto na visão poética da mudança.  A equidade.  Ah, a equidade...  Não me venha, à moda do confeiteiro desprevenido, dizer que "o sonho acabou".  Não sabe brincar, não desce pro play!  Ou, como diria Chico Cesar: "Eu sei como pisar no coração de uma mulher. Já fui mulher, eu sei. Já fui mulher, eu sei"."

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uma surpresa inestimável!

Segunda-feira foi um dia tranquilo. Foi uma segunda-feira qualquer, tirando alguns fatos, muitos realmente irrelevantes e outros, de relevância total, pelo menos para mim e para meu nobre Dudu, companheiro de blog.

E esse fato, será explicado aqui e demonstrado abaixo. Nosso grande mestre de faculdade, amigo pessoal de muitas discussões sobre política e cultura regada com uma cerveja, as vezes em minha casa (em que ele é aceito de partos escancaradas) ou na casa dele, que também imagino ser igualmente aceito e ainda, companheiro de alguns projetos que não saíram do papel, mas que mesmo assim, valeram a pena.

Não vou expor o currículo do grande e nobre Geraldo Silva, até porque ele mesmo o fará, partindo de hoje, nesse espaço chamado Diário Leite Quente. Assim como outros leitores já participaram, Gegê, como costumo chamá-lo, fará (espero), muitas participações. E que assim seja bem vindo, nobre mestre Gegê, que seus textos nos permitam o deleite de uma leitura sempre de qualidade e com um certo toque de provocação.

Acompanhem abaixo:


"Sobre o tempo e a política em “tão, tão distante” ou aqui mesmo

O ano vai pela metade do primeiro mês. A considerar que se trata de um ano que sequer começaria, já vai sendo longo.  Em todo caso, a essa altura, interessa à maioria as coisas em curso (ou não) em vez da discussão sacal em relação ao fim do mundo.  Há que se esclarecer que para muita gente, 2013 foi mesmo o último ano, visto que essa gente morreu.  Quanto às coisas em curso, nossa vida por exemplo, vejamos: há gente nova nalgumas prefeituras e alguma renovação nas Câmaras Municipais.  Novidades mesmo carecem de mais tempo para que se as possa medir.

Sempre útil a questão, pouco filosófica e, no entanto, precisa: a escolha foi motivada por um desejo de mudança?  Sendo afirmativa a resposta: De que mudança se tratava?  Em sendo sabida a resposta vale insistir num pormenor, a essa altura muitíssimo desagradável: a mudança que se queria estava em sintonia com a mudança proposta por quem foi eleito?

Trata-se de uma forma para além de chata essa maneira de diálogo.  Uma coisa socrático-amadora, bem sei.  (Sei-o seria uma construção mais bonita e com a vantagem do trocadilho, duplo sentido e talecoisa... O diabo seria a separação entre sujeito e verbo...) É, enfim, uma maneira desagradavelmente correta. Quem quer tanta correção não é mesmo?

Não se poderia ver nada em quinze dias de gestão ainda que todos estivessem fazendo algo.  Pior ainda quando não se definiu o que quer que signifique a expressão “mudança segura” – no caso de Curitiba – E sei lá o que cada candidato vencedor propôs aos incautos eleitores dos 399 municípios da Terra do Leite Quente.

Para não dizerem que não falei das flores, digo das Câmaras, reproduzo a expressão, por sinal, horrorosa: “De onde menos se espera daí mesmo é que não sairá nada”.  Seu significado? Aguardemos, caros e caríssimas!  Por hora, mantendo o padrão: alguém escolheu os nobres edis, no seu município, à luz do que supunha ser o papel do Legislativo Municipal, no contexto da coletividade a quem ele (o Legislativo) representa?  Se assim fizemos será, por certo, uma legislatura auspiciosa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Uma segunda-feira com clima inexplicável

Seguindo a linha dos cientistas que são favoráveis ao aquecimento global, é inaceitável uma segunda-feira de verão, em pleno janeiro, na qual provavelmente ao dormir, eu vou precisar de uma coberta mais encorpada. Um friozinho chato e um dia cinza que de tão chato, me deu até sono.

Mas não é só a questão do aquecimento global que me chama a atenção, mas talvez, uma possível mudanças nas estações. Será que uma inversão climática seria realmente possível? Eu acredito que sim, mas não tenho nenhuma comprovação científica. Apenas sei que esse friozinho em pleno verão, é uma grande novidade para mim.

Trocando de saco para sacola, estamos chegando no 15º dia do primeiro mandato do carequinha, sabe, aquele Fruet. E até agora, mesmo sendo pouco tempo, não ví nada de interessante. Cortou dinheiro, paralisou algumas obras e ainda por cima ao invés de cancelar uma calçada falcatrua em bairro de gente rica, o projeto apenas será revisto. Ou seja, 6 por meia dúzia e assim, continuamos numa mesma merda.

E os novos vereadores, infelizmente, não fizeram nada também nesses primeiros dias. Ameaçaram uma CPI sobre o pagamento dos motoristas de ônibus mas de concreto, nada.

Uma segunda-feira atípica no que diz respeito a clima e talvez muito igual no que diz respeito a política Curitibana.

Tipo, ferrou...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Desorganizado ao extremo

2013 já está praticamento no seu 10º dia e eu, ainda não consegui me organizar. Quero retomar o mais rápido possível minhas atualizações aqui no DLQ, mas a coisa parece estar em ritmo de festa. Mas, vou continuar tentando e logo engreno.

Mas, o que tem para hoje é o seguinte: até que ponto, burocratizar alguma coisa garante qualidade, proteção ou melhora num serviço?

Escrevo isso porque estive nesse final de semana no Parque Estadual Vila Velha. Fazia tempo que tinha vontade de voltar e resolvi pegar a família e ir para lá. E ao chegar lá, pude ver o que 8 anos de requião fizeram e que o richa, não parece ter mudado muita coisa. E pude ver também que muita coisa melhorou, mas não entendi para quem.

Primeiro que agora, tem que andar com o ônibus que leva a galera, e isso faz com que tenhamos hora para se movimentar. Legal, mas chato. Os passeios estão divididos e nem sempre, a gente consegue conciliar os passeios, como foi o caso no dia que fui - só pude conhecer uma parte, a outra, terei que voltar e voltarei.

Mas uma das coisas que mais me deixou indignado é que desde 2002, o elevador que descia os turistas na Furna 1, não opera. E as explicações são tão ridículas que fiquei puto: diz o guia que a graxa do cabo de aço, prejudicava os peixes e que a roça onde o cabo de aço está ancorado, não suporta o peso. Mas, a maioria dos turistas que estavam lá, fizeram em voz alta o mesmo comentário: preguiça e falta de vontade do governo.

Então, o passeio ainda vale a pena, mas as minhas expectativas...

Enfim...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Adeus ano velho, feliz ano novo!!!

E sim, que tudo se realize, no ano que já nasceu... E eu, muito atrasado que sou, levei apenas 4 dias para escrever no DLQ. Preguiça? Talvez. Falta de pauta? Talvez. Mas um dos motivos pelos quais não escrevi é que para mim, essas questões de ano novo, natal, reveillon já não fazem tanto sentido quanto fizeram há tempos.

Antes, até banho eu tomava, usava uma roupa novinha em folha, cuecas de cores diferentes (passei pela fase da azul, amarela, e sei lá mais que cor)...

Mas esse ano, ao modelo do ano passado e do ano passado do passado, fiz diferente. Ao invés de fazer essas coisas, eu resolvi comprar uns espumantes baratos (cerezer para baixo) e com eles me banhar antes de dar um tibum na piscina. E mais uma vez, fiz isso com meus filhos e minha patroa, que me beijou ainda dentro d´água.

Fiquei morrendo de frio, ainda meio bebado, comemorando por dentro mais um ano, que na verdade, vai ser a mesma merda que todos os outros já foram, só mudando o digito final. Antes era 2012, agora, 2013 e depois, 2014 e assim será até o dia em que meu corpo não quiser mais.

Quero respeitar cada dia mais os conceitos, preceitos e escolhas de cada um. Se quer usar amarelo, legal, se quer usar verde, legal... Só por favor, não venha querer que eu siga o que você quer, pois isso, será muito ruim para mim. E outra coisa, seja você meu amigo, parente, brother, camarada: não queira ensinar como eu devo, ou não, educar meus filhos, bele?

E que assim seja para todos...

Um feliz 2013, que para mim será penas a continuação do ano de 1977, ano em que nasci...