terça-feira, 22 de janeiro de 2013

De Erro em Erro

De Erro em Erro



Uma twitada (me permitam o termo) infeliz de um delegado, no Rio de Janeiro lhe custou o emprego e ta dando o que falar do Oiapoque ao Xuí. (nem sei se é essa, a grafia).  O homem chefiava uma equipe composta por homens e mulheres (14 delas, para ser exato). Disse (escreveu) ele algo como: Há mulheres que se inscrevem para um concurso da Polícia, pensando, talvez que se trata de um trabalho burocrático. Quando se vêem frente à realidade do trabalho policial, se assustam.  Complementava, o delegado, dizendo que no grupo há uma apenas que tem vocação, jeito e vontade e, essa, em compensação, é a melhor agente do grupamento.  Melhor que todos os outros.  Fechava a fatídica mensagem dizendo que uma mulher quando se dedica e tem as condições, não é superada por ninguém.  por que repercuto, a questão neste espaço?  Para dar pitaco na discussão em torno da questão do "twite" do indivíduo em questão e, claro, dos desdobramentos.

O delegado foi exonerado.  A delegada chefe da Polícia Civil Fluminense o substituiu por uma mulher (creio que aí se trate de mera obra do acaso. Apenas creio.)  Quanto á discussão, em que pese o fato de eu não haver reproduzido ipsis litteris a referida twuitada e sim a ideia, tem se dado em torno da questão de gênero. Teria sido, para muitos, um desrespeito ás mulheres, a forma como ele se referiu ás treze policiais, segundo à fala dele: inadequadas para as funções. Bem, foi desrespeitoso, de fato.

O desrespeito, na visão deste singelo escrevinhador, não foi de gênero, mas administrativo.  A crítica deveria ser efetuada à equipe, em reunião interna e, posteriormente à chefia.  Nesse caso, aliás, a segunda crítica.  Essa deveria ser feita ao processo seletivo que possibilita á pessoas sem o devido perfil, a aprovação e a consequente entrada na corporação.

Gosto de crer que a Delegada-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro tenha levado em conta tais aspectos da questão e esteja, inclusive, analisando e refletindo sobre os elementos que compõem o processo seletivo para ingresso de novos agentes e afins, de modo a evitar e/ou diminuir os riscos de tais eventos.  A propósito, caberia rever, também, o processo de formação continuada dos seus comandados no que tange à gestão de pessoas, por exemplo.
Boa terça á todas e todos!

Um comentário:

  1. a crítica deveria ser ao sistema... é ele que permite que pessoas despreparadas tenham a responsabilidade de cuidar da nossa segurança. Isso sim. Além disso é assustador que as pessoas ainda não tenham percebido que os diários virtuais, redes sociais e afins são públicos. É muita chucrice

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