segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Porque Há Vida


Há tempos venho sentindo saudade da minha juventude. Não se trata de saudosismo, realmente.  é só saudade e isso, muito provavelmente por certas características da juventude que a gente fatalmente perde, com o tempo.

Cinquenta e um anos depois daquele sete de setembro do ano em que Jânio renunciou, eu cá, envelhecendo e, francamente, bem; ainda sim, vez por outra me vem essa doença chamada saudade de outrora. Repito que não é da época, das coisas que então havia.  Não é do Jânio, do jango, e muito menos do Golpe. Não é da Une, das Ligas Camponesas ou, na contramão da história: da Marcha das Famílias, com Deus pela Liberdade. Isso, aliás seria saudade do tempo de infância.  Fosse ter saudade de um tempo, e tendo citado a juventude, isso então seria relativo aos tempos áureos do rock progressivo, da disco music; por aqui a nossa Tropicália, a música de protesto, as pornochanchadas ou, do outro lado, alguns dos últimos filmes do Glauber. Seria o meio para o final dos 70s...

Não é isso!  Uma das coisas de que me ressinto pelo distanciamento entre ela e eu é aquela inocência que eu sei que tinha.  Tive por um tempão, juro.  Isso é como minha timidez: há pouca gente que crê.  Agora que meus olhos já não espelham o menino aqui dentro e a esperança vã... Nesses tempos em que quase todo mundo parece descrer de quase tudo - e eu ainda creio num monte de coisas - minha alma e espírito se pegam, por vezes, pobres. cinzas.

Dá saudade do azul e eu, então, olho pro céu ou pros olhos dela. 

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