terça-feira, 22 de janeiro de 2013

*** ATUALIZADO - Quando seu "direito" fere o meu DIREITO... o bicho pega!

Estava pra escrever sobre um tema há bastante tempo, mas acabei procrastinando várias vezes. Pensando em cumprir meu dever de jornalista, pensei em antes consultar todos os envolvidos para trazer a vocês, leitores do DLQ, um texto mais correto e imparcial possível. Daí lembrei que nada do que as outras partes me dissessem diminuiria minha revolta contra o que me parece muito errado. Então mantive minhas raízes, entrei em contato com todos os envolvidos e estou esperando as respostas. Mesmo assim, o texto desabafo segue a seguir.

É prática comum de alguns estabelecimentos comerciais achar que as vias públicas ao redor de seus estabelecimentos lhes pertence. Seja no "ganho" maroto de meio metro de calçada para pôs uma vitrine, seja na colocação de cones de sinalização para garantir umas vagas de estacionamentos VIPs para seus clientes. O Shopping Curitiba, entretanto, foi além. Tomou para si uma faixa inteira de rolagem da rua Desembargador Motta para facilitar a entrada e saída de seus clientes.

Já vi muitos estabelecimentos tendo que destruir e reconstruir suas fachadas e entradas de veículos para atender aos "cricas" da prefeitura por muito menos que isso. Aliás, vi de muito perto isso (já que um amigo precisou fazer uma grande reforma em seu ponto comercial, pois não deixavam os carros de seus clientes pararem na frente do estabelecimento).

A colocação de cones que conduzem os veículos para o shopping Curitiba complica o trânsito em várias oportunidades nas proximidades do estabelecimento. Prejudica o desavisado, que tendo a intenção de continuar na via, precisa parar a condução do veículo, dar o pisca e esperar a boa vontade de outros para desviar da barreira. Em nome de que? Do conforto dos clientes e da manutenção da estética e falsa impressão de funcionalidade do shopping.

Um tempo atrás li em algum lugar que essa prática tinha sido proibida, mas notem pela foto que acompanha esse texto que o desrespeito continua. Se não a alguma lei, ao bom senso.

Entrei em contato com prefeitura e estabelecimento para saber qual lei permite esse abuso. Aguardo as respostas e, não tenham dúvidas, as trarei assim que receba. Mas, repito, em nada diminuirão minha revolta com tamanho abuso.

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Eis a resposta da Prefeitura de Curitiba, por intermédio da SETRAN e assessoria de imprensa:

"O shopping tinha uma autorização especial para usar aquela faixa para os usuários do estacionamento, mas essa permissão foi revogada no ano passado, depois de uma carta enviada pela Setran. O motivo foi o começo do projeto do Anel Viário na região. Em casos específicos, como no Natal e no Ano Novo é permitido. E aí vale pra todos os shoppings, não só pro Curitiba".

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Como vocês, imagino eu, não fiquei satisfeito. Repliquei o retorno e aguardo mais informações. A foto foi tirada há poucos dias por mim mesmo. E não tinha feriado, nem Natal, nem Ano Novo. Assim que tiver novo retorno, trago para vocês.

3 comentários:

  1. Exemplo de não atrapalhar o transito é p Palladiun na via rápida portão centro que existe uma área de entrada esclusiva em sua área interna, algumas vezes o transito complica na região, mas é devido a grande quantidade de pessoas que frequentam o local.

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  2. E os cones na frente dos bares e restaurantes com os valets? Experimenta tirar alegando que vai estacionar bem alí onde o cone está, pois a via é pública. Outro dia um amigo fez isso e teve os 4 pneus esvaziados. Cadeia neles, Eduardo!

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Desabafe!