domingo, 20 de janeiro de 2013

Um tanto fractal


Segue mais um texto do grande Geraldo Silva, enquanto acertamos a participação efetiva dele.

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Hoje é domingo, “missa e praia...” O céu, nesse momento em que escrivinho esta missiva (sim porque quem escreve, escreve para alguém, como aprendemos naquelas primárias aulas), nesse momento, escrevia: há sol e céu de anil, muito embora haja nuvens em quantidade crescente e um ventinho, prenúncio de chuva.  Dias assim nos incitam à reflexão sobre as grandes questões da humanidade.  Para uns, o campeonato de futebol, que hoje se inicia na terra dos pinheirais; outros poderiam estar preocupados com coisas tais como a dita calçada de mármore no Batel.

Aliás, caros e caras, repararam que houve comerciantes da região reclamando dos limites impostos quanto à área “privilegiada”. Ao “resto”, calçadas convencionais.  Todo mundo quer “chiquê”, como diria minha avó, mas granito com dinheiro público, cara pálida?  Adianto que não quero a minha parte.  Hoje também, ela vai embora e ficará mais perto.  Nesse dia de domingo, o rubro negro, desta terra, estreia com seu sub-23 e sem tv.  Não entendo tamanha incapacidade de negociar. Todo mundo sabe que alguém que seja verdadeiramente grande, lidera o grupo, em vez de perpetrar uma ação isolada e egoísta.

Ontem li na Gazeta que alguém deu um tiro no peito e matou o Walmor Chagas e ainda o “lance” do Armistrong. Que chatice!  Já são quase onze da manhã de domingo e ainda não li os jornais.  Mal tomei meu suco de couve e laranja.  Fiquei vendo meu quintal, minha hortinha e o muro que o vizinho ta fazendo. Pensamenteando. Ando assim, em pensamentos que voam; ansioso, inquieto.  Ando planejando também.

Esta escrita que lhes mando, gente amada. Não é inteira. Não deve ser lida de modo convencional. Não é tudo pra você. Pegue apenas o que lhe cabe. O que lhe seja aceito ao natural.  E perdoe o ato deste escrevinhador. É domingo, afinal. Reza aí no seu coraçãozinho por nós todos. Pelo mundo que a gente ta destruindo, pelo Mário que se foi e pela Virgínia que pegou o elevador antes dele.  Reza aí que eles merecem. O mundo, inclusive.

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